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Deputado marxista e candidata de direita disputam a presidência do Peru

Deputado marxista e candidata de direita disputam a presidência do Peru

José María Balcázar, deputado de um partido marxista, e a candidata de direita María del Carmen Alva vão disputar numa segunda volta a liderança do Peru, após a destituição do Presidente interino, José Jerí.

Lusa /
Foto: Rede Social X

Alva e Balcázar foram os mais votados numa sessão extraordinária do parlamento peruano, na quarta-feira, convocada para designar o sucessor de Jerí, afastado através de uma moção de censura aprovada pelo Congresso.

Balcázar, do partido marxista Peru Livre, surpreendeu ao obter 46 votos dos 117 deputados presentes no auditório onde decorreu a sessão, contra 43 votos de Alva, representante do partido de direita Ação Popular, que era considerada a favorita.

Na mesma votação, o deputado de direita Héctor Acuña recebeu 13 votos, enquanto o deputado de esquerda Edgar Reymundo recebeu sete, eliminando ambos da corrida.

O líder interino do Congresso, Fernando Rospigliosi, referiu que, entre os 130 membros do parlamento, foram ainda contabilizados um voto em branco e sete votos inválidos.

Como nenhum dos quatro candidatos obteve o mínimo de 59 votos necessários para assumir a presidência, irá ser realizada uma segunda volta.

Formalmente, a votação era para eleger o novo líder do Congresso, que assumirá automaticamente a presidência interina do Peru até 28 de julho, quando tomará posse o chefe de Estado que será eleito nas eleições gerais, marcadas para abril.

O Congresso do Peru aprovou na terça-feira a destituição de José Jeri, um político de direita que enfrenta duas investigações sobre presumível tráfego de influência.

A exoneração de Jeri foi aprovada com 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções.

Esta foi a oitava mudança presidencial na nação andina em quase uma década de instabilidade política desde as eleições de 2016.

Jeri, 39 anos, presidiu ao parlamento até outubro, altura em que sucedeu a Dina Boluarte, que também foi destituída na sequência de um processo desencadeado depois de se ter confessado incapaz de dar resposta a uma onda de violência sem precedentes no país ligada ao crime organizado.

Durante o seu mandato, Jeri enfrentou sete pedidos de destituição da minoria de esquerda e de um bloco de partidos de direita, por "má conduta" e incompetência para o exercício das funções, após duas investigações preliminares abertas em janeiro pelo Ministério Público.

As investigações dizem respeito ao alegado envolvimento no recrutamento de nove mulheres para o Governo e a presumíveis crimes de "tráfico de influências" e "patrocínio ilegal de interesses", devido a encontros semiclandestinos com empresários chineses que tinham contratos com o Estado.

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