Destroços encontrados no oceano são do Airbus A330
O Governo brasileiro confirmou que os destroços avistados na tarde de terça-feira a 650 quilómetros a nordeste de Fernando de Noronha pertencem ao A330 da Air France que desapareceu na noite de domingo.
Confirmado o desastre, permanece a dúvida sobre as verdadeiras causas do acidente com o avião da Air France. Só a recuperação da "caixa negra" permitirá aos peritos da aeronáutica chegarem, eventualmente, a uma conclusão.
A dúvida nas próximas horas residirá na exacta localização da carcaça do avião, tal como na profundidade a que se encontra. Outro problema está relacionado com o facto de a caixa negra emitir um sinal até aos 4 km de profundidade e durante um tempo médio de 30 horas, variando de acordo com os fabricantes.
É sabido que naquela zona do Oceano Atlântico a profundidade varia entre os 4 e os 6 quilómetros.
Destroços avistados às 05h00 (hora de Lisboa)O primeiro conjunto de destroços foi detectado por um avião Embraer R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB) equipado com radar. Na ocasião já se admitia que poderiam pertencer ao voo 447 da transportadora Air France.
Os vestígios, adiantava em Brasília o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB, incluíam uma cadeira, uma bóia alaranjada, querosene e óleo.
O porta-voz da Força Aérea sublinhava na ocasião que não estavam em condições de confirmar se os destroços pertenciam Airbus.
O responsável brasileiro afirmava que era "necessário que sejam retiradas das águas essas peças" e que uma delas apresentasse "um número de série".
Navios mercantes dirigiram-se durante a tarde para o local para retirar do mar as peças encontradas.
As autoridades brasileiras confirmam agora que os destroços avistados pelo Embraer brasileiro pertencem de facto ao avião da Air France desaparecido.