Detidos cinco novos suspeitos do assalto ao Museu do Louvre

Detidos cinco novos suspeitos do assalto ao Museu do Louvre

As autoridades francesas detiveram mais cinco suspeitos de envolvimento no assalto ao Museu do Louvre, em Paris, noticiou esta quinta-feira a estação de rádio francesa RTL.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /
Gonzalo Fuentes - Reuters

O canal de televisão BFM havia avançado, horas antes, com a notícia da detenção de mais um suspeito na região de Paris. Este homem teria estado presente no local do roubo perpetrado a 19 de outubro.

Uma das pessoas detidas na quarta-feira "era efetivamente um dos alvos dos investigadores, estávamos de olho nela", precisou a procuradora de Paris, Laure Beccuau, na RTL.
Rosário Salgueiro, Paulo Domingos Lourenço - correspondentes da RTP em Paris

Outros dois suspeitos haviam sido detidos no passado fim de semana, tendo "admitido parcialmente" o envolvimento no assalto, segundo a Procuradoria de Paris. Um deles estava a tentar sair da França de avião quando foi detido.

"Nesse momento, obviamente tivemos que acelerar as operações de detenção", explicou Beccuau à RTL.

A procuradora afirmou que as joias, estimadas em aproximadamente 100 milhões de euros, ainda não foram encontradas. "As buscas que ocorreram durante a noite não nos permitiram encontrar o produto do roubo", explicou.Segundo a responsável, "traços de ADN" ligam este principal suspeito "ao roubo que foi cometido", pelo que este poderá integrar o grupo de homens que cometeram o assalto ao Louvre.

"Quanto aos outros detidos, são pessoas que podem eventualmente fornecer-nos informações sobre o desenrolar dos factos", esclareceu a procuradora de Paris, dizendo ser "demasiado cedo" para traçar o perfil dos homens.

Estas "cinco detenções ocorreram em diferentes locais", adiantou. "Em Paris, mas também na aglomeração parisiense e, nomeadamente, no 93.º distrito (Seine-Saint-Denis)". 

"Na verdade, houve vários alvos que foram identificados pelos investigadores e, por isso, foram detidos durante a noite", resumiu.

"Diria que, como qualquer investigação, esta é como um fio de Ariadne", comparou, acrescentando que o seu papel "não é estar preocupada (com o destino das joias), mas sim determinada".

c/ agências

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