Diversas mesas de voto por abrir no Uganda
Diversas mesas de voto um pouco por todo o Uganda estão hoje por abrir para as eleições gerais, duas horas depois do previsto, devido à falta de boletins de voto e anomalias nas máquinas biométricas para identificar eleitores.
Os ugandeses vão eleger um novo presidente e deputados para o parlamento, num sufrágio marcado por intimidações, violência e desaparecimentos, que instauraram um clima de medo no país com uma das populações mais jovens do mundo.
O atual presidente, Yoweri Museveni, do partido Movimento da Resistência Nacional (NRM, na sigla inglesa) e no poder há 40 anos, e o seu principal rival, o político e ex-músico Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, do partido Plataforma da Unidade Nacional (NUP, na sigla inglesa), são os favoritos entre oito candidatos.
"Não está aqui ninguém para dizer o que se passa", lamentou a comerciante de 56 anos Abuza Monica Christine, em Jinja, perto da fronteira com o Quénia, à agência noticiosa francesa AFP, sugerindo ser algo "propositado", pois a zona é considerada um dos redutos da oposição.
Um funcionário do partido do governo disse à AFP que o problema com as máquinas biométricas pode estar relacionado com a disponibilidade da Internet, confessando que não foram dadas instruções, até ao momento, por parte da Comissão de Eleições.
"Se isto está a acontecer em todos os sítios, há motivo para preocupação. As pessoas vão ficar insatisfeitas porque não terão a certeza do resultado", lamentou o artesão de 48 anos Katomgole Juma, enquanto esperava para votar no centro de Kampala.
Nos bairros de lata da capital, outro `feudo` de Bobi Wine, as votações também ainda não tinham começado.
"Estou há três horas à espera sem uma explicação", disse o partidário de Wine de 21 anos Tony Kaweesi, admitindo estar "exausto, a ponto de perder toda a motivação para votar".
Num bairro nobre de Kampala, `bastião` do partido do presidente, pelo menos uma secção de voto abriu às 07:00 (04:00 em Lisboa) conforme previsto, segundo a AFP.
"Preciso de votar porque preciso do meu presidente... Preciso de segurança", disse o canalizador de 55 anos Godfrey Kisimbea, o primeiro naquela fila de espera.
A televisão NBS também mostrou outras assembleias de voto abertas e a funcionar.