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Domínio do Senado joga-se taco a taco em estados como Texas e Ohio

Domínio do Senado joga-se taco a taco em estados como Texas e Ohio

Estados norte-americanos como Texas, Michigan, Ohio ou Iowa poderão ser onde o poder absoluto de Trump começa a cair, com corridas altamente disputadas onde a vantagem democrata nas sondagens poderá `virar` as eleições de meio de mandato.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Tim Evans - Reuters

A votação de 03 de novembro incide sobre os 435 lugares da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso, e sobre 35 lugares no Senado. Os republicanos dominam ambas as câmaras do Congresso norte-americano.

Trump participará hoje em dois comícios no Texas nas cidades de Lubbock e Corpus Christi, separadas por cerca de 900 quilómetros, totalizando quatro deslocações para apoiar o candidato republicano ao Senado, Ken Paxton, até agora o procurador-geral do estado.

As sondagens mais recentes dão empate técnico ou uma vantagem curta na ordem de um ponto percentual a James Talarico, um ex-professor que poderá ser o primeiro democrata eleito pelo Texas para o Senado em quase 40 anos.

No Ohio, a corrida mais acesa é para o lugar de governador, entre o republicano Vivek Ramaswamy, que perdeu as primárias para Trump em 2020, e a democrata Amy Acton, marcada por um polémico anúncio de campanha do republicano.

Ramaswamy usou declarações da mãe de Acton em que esta acusa a candidata democrata de mentir sobre ter sofrido abusos sexuais em criança, alegadamente às mãos do padrasto, situação que levou as autoridades a retirarem-lhe a custódia da filha.

O recurso à vida pessoal da sua adversária levou mesmo outros republicanos a censurarem-lhe a iniciativa, como a ex-embaixadora norte-americana Nikki Haley ou o governador republicano prestes a sair do posto, Mike DeWine.

Na corrida para o Senado, os republicanos no Ohio apresentam John Husted, que substituiu JD Vance em 2025 quando este assumiu a vice-presidência dos Estados Unidos, contra o democrata Sherrod Brown, que tenta regressar à câmara alta do Congresso após ter sido derrotado em 2024 e surge com uma vantagem de cerca de três pontos percentuais nas intenções de voto sintetizadas pelo site realclearpolling.com.

No Michigan, um dos "swing states" que oscila entre domínio democrata ou republicano nas presidenciais, o democrata Abdul El-Sayed concorre contra o republicano Mike Rogers numa eleição marcada por posições em relação a Israel e à guerra contra o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

El-Sayed, que poderá ser o primeiro muçulmano eleito para o Senado, é filho de egípcios e argumentou durante a campanha que os Estados Unidos devem deixar de apoiar Israel, que acusou de praticar genocídio em Gaza, e canalizar mais dinheiro para cuidados de saúde dos seus próprios cidadãos.

O seu apoio à Irmandade Muçulmana no Egito e a proximidade de argumentos usados por islamitas tornou-o alvo de críticas, mas conseguiu vantagem nas primárias democratas contra candidatos vistos como mais moderados.

O seu adversário republicano, o antigo agente do FBI Mike Peters, admitiu antes de El-Sayed ganhar a nomeação democrata que preferia disputar com ele a corrida ao Senado, esperando assim ganhar a preferência do eleitorado mais moderado.

No Iowa, os republicanos apresentam Ashley Hinson, antiga jornalista televisiva e ferrenha apoiante de Donald Trump, que concorre num estado que virou mais à direita nos últimos anos, mas onde o impacto económico das tarifas às importações impostas pelo Presidente se fez sentir.

O democrata Josh Turek, eleito para o congresso estadual, é um antigo basquetebolista paralímpico e é considerado um moderado, o que poderá aumentar as suas hipóteses face a Hinson, que apresenta uma vantagem curta, na ordem de um ponto percentual, nas intenções de voto. Georgia, Alaska, Maine, Kansas e Minnesota são outros estados em que as diferenças curtas nas intenções de voto significam corridas renhidas. Cada estado norte-americano elege dois senadores. Atualmente, a câmara alta é dominada pelos republicanos, que têm 53 senadores contra 45 democratas e dois independentes. 

 

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