Donald Trump acusa Irão de ter cometido “enorme erro”

por RTP
Drone norte-americano foi abatido pelo Irão Reuters

Em comentário a rede social Twitter, Donald Trump afirmou que o abate de um drone norte-americano por parte da força aérea iraniana foi um “enorme erro”. O aparelho da Marinha americana, não tripulado, foi abatido esta quinta-feira. O Pentágono emitiu um comunicado a explicar que o drone se encontrava em espaço aéreo internacional.

“O Irão cometeu um enorme erro!”. São estas as palavras de Donald Trump sobre o aparelho que foi abatido pela força área iraniana, ação confirmada pelos Estados Unidos na manhã desta quinta-feira.


A Conselheira da Casa Branca, Sarah Sanders, revelou que o presidente foi informado do sucedido na noite da quarta-feira e na manhã desta quinta-feira. O Pentágono também emitiu um comunicado a revelar que o drone norte-americano foi abatido em espaço aéreo internacional.

De acordo com o Pentágono, o "drone de vigilância marítima RQ-4A Global Hawk”, fabricado pela empresa Northrop Grumman foi abatido durante a madrugada pela força área do Irão em espaço aéreo internacional, sobre o estreito de Ormuz.

É um novo incidente na escalada de tensão entre Washington e Teerão, precisamente uma semana após o ataque a dois petroleiros junto ao Golfo de Omã. Os Estados Unidos acreditam que a ação iraniana foi injustificada e Donald Trump deixou a sua insatisfação nas redes sociais.
Irão invoca violação do espaço aéreo
Através de canais de informação em inglês da televisão estatal nacional, o Irão informou que o abate do drone norte-americano se deveu a uma suposta violação do espaço aéreo, na província costeira de Hormozgan, território no sul do país.

Qassem Soleimani, comandante das Guardas da Revolução, afirmou que o Irão não irá permitir a entrada de intrusos na fronteira iraniana, que considera serem “linhas vermelhas”. Sem querer entrar em conflito com outras nações, o Irão avisou que está preparado para entrar em “guerra”.

Os responsáveis pela defesa americana desmentiram as informações dadas pelos iranianos, em mais um episódio que retrata a crescente tensão entre Washington e Terrão. Um diferendo que foi agravado depois da retirada, por parte de Donald Trump, dos Estados Unidos do acordo nuclear, assinado em 2015, juntamente com o Reino Unido, França, Rússia e China.
Rússia alerta Estados Unidos
Vladimir Putin comentou o incidente entre Estados Unidos e Irão e avisou os norte-americanos para as consequências do uso da força contra o país islâmico. Numa sessão de respostas ao público, o presidente russo advertiu que uma intervenção militar contra o Irão pode desencadear grandes hostilidades, com resultados imprevisíveis.

Considerando que uma guerra na região seria “uma catástrofe”, Putin relembrou que o Irão aguentou os termos do acordo nuclear após a retirada unilateral dos Estados Unidos e que as sanções impostas ao país são infundadas.

O presidente russo demonstrou estar disponível para se juntar a Donald Trump apesar de admitir que não acredita num aliviar de tensão entre os dois países. "O diálogo é sempre bom e necessário", comentou Putin. "Se a parte Americana mostrar interesse nisso, estamos naturalmente disponíveis para o diálogo, tanto quanto estejam os nossos parceiros".

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