Donald Trump sobre Greta Thunberg: “Parece muito feliz”

Greta Thunberg, a sueca de 16 anos que se tornou conhecida pela luta contra as alterações climáticas, discursou na segunda-feira na Cimeira da Ação Climática da ONU e pediu aos líderes mundiais que tomem medidas urgentes. Num tweet, Donald Trump partilhou o vídeo do discurso emocionado da jovem e escreveu que Greta parece “muito feliz”.

RTP /
Greta Thunberg discursou na segunda-feira na Cimeira da Ação Climática da ONU Carlo Allegri - Reuters

“Vocês roubaram os meus sonhos e a minha infância com as vossas palavras vazias”, declarou Greta Thunberg enquanto se dirigia aos líderes mundiais presentes na cimeira do clima. “As pessoas estão a sofrer, estão a morrer e os nossos ecossistemas estão a entrar em colapso”.

“Estamos no início de uma extinção em massa e vocês só falam sobre dinheiro e contos de fadas sobre o eterno crescimento económico. Como se atrevem?”, questionou.

“Vocês estão a falhar-nos, mas os jovens estão a começar a entender a vossa traição. Os olhos de todas as gerações futuras estão em vós. E se escolherem continuar a falhar-nos, nunca iremos perdoar-vos”, garantiu.

Horas depois, Donald Trump partilhou no Twitter o vídeo da ativista sueca. “Parece uma rapariga muito feliz com um brilhante e maravilhoso futuro pela frente. Que bom de se ver!”, escreveu o Presidente dos EUA, apesar de, no vídeo, a jovem admitir estar “zangada e triste”.


No mesmo dia, tornou-se viral um vídeo em que, nas instalações da ONU em Nova Iorque, Greta Thunberg se cruza com Donald Trump e parece fazer um ar de desagrado para com o Presidente norte-americano.



A ativista sueca de 16 anos tornou-se conhecida em 2018, ao criar um movimento global de greves escolares semanais contra as alterações climáticas, e desde então a sua popularidade não parou de aumentar.

“A ideia de cortar as emissões de carbono em metade dentro de dez anos apenas nos dá uma hipótese de 50 por cento de nos mantermos abaixo de 1.5 graus celsius, e mantém-se o risco de desencadear reações irreversíveis”, explicou a ativista durante o discurso de segunda-feira na ONU.

“É aqui, neste momento, que desenhamos a linha. O mundo está a acordar e a mudança está a chegar, quer vocês gostem ou não”, concluiu.
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