Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque
Um drone foi abatido hoje perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.
O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.
"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.
Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,
Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.
As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.
A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país.
Além disso, na terça-feira, um ataque semelhante foi realizado contra a base militar iraquiana de Salah ad-Din.
De seguida, a base aérea Imam Ali em Nasiriyah, no sudeste do país, foi bombardeado, num incidente que já está a ser investigado pelas autoridades, segundo o portal de notícias iraquiano Shafaq.
Desde as primeiras horas da ofensiva contra o Irão, os ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel visaram grupos iraquianos apoiados pelo Irão. Estes grupos reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases norte-americanas.
O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.