Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "catastrófica e injustificável"

Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "catastrófica e injustificável"

O músico Ed Sheeran iniciou um concerto no sábado com comentários sobre Gaza, depois da polémica desistência dos artistas de abertura da sua digressão, em solidariedade para com o `rapper` Macklemore, afastado por apelar à libertação da Palestina.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Eduardo Muñoz - Reuters

Sheeran começou a apresentação sozinho em palco, sem concerto de abertura, mas foi acompanhado por outros músicos no decorrer do espetáculo.

O cantor afirmou que deseja que a sua música e apresentações sejam voltadas para a unidade e a humanidade, e não para a política.

Considerou os ataques em Israel no dia 07 de outubro de 2023 como horríveis e classificou a atual situação em Gaza como "catastrófica e injustificável".

"Não quero dececionar os fãs e nunca quis ser um músico ativista, mas isto colocou-me no centro de um debate importante e apaixonado sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta", disse Sheeran, durante a apresentação no Lincoln Financial Field, em Filadélfia.

Os comentários, feitos diante de um estádio praticamente lotado, ocorreram após uma semana conturbada que começou com o afastamento do `rapper` Macklemore --- artista que originalmente faria a abertura da digressão de Sheeran nos EUA ---, depois de ter apelado à libertação da Palestina num `show` em Nova Jersey, no passado dia 05 de setembro.

Depois deste afastamento, Sheeran afirmou não ter sido o responsável pela decisão, tomada por insistência de Robert Kraft, proprietário da empresa dona do estádio onde a digressão de Sheeran estava agendada para começar.

Poucas horas após desta declaração, os artistas responsáveis pelo `show` de abertura desistiram de participar na `tourné`.

Macklemore foi substituído pela banda dinamarquesa Lukas Graham e pelo cantor irlandês Aaron Rowe --- que também acabaram por desistir ---, assim como Finneas, irmão e colaborador musical de Billie Eilish, que deveria acompanhar Sheeran na digressão pela América do Sul ainda este ano.

Antes do `show` de sábado, um pequeno grupo de manifestantes pró-Palestina reuniu-se do lado de fora do estádio.

O `rapper` Macklemore anunciou na passada quarta-feira que doaria um milhão de dólares para apoiar esforços de ajuda aos palestinianos e pediu a Kraft que igualasse a doação. Um porta-voz de Kraft informou que o bilionário e Sheeran concordaram em doar, cada um, dois milhões de dólares, mas não especificaram para onde destinavam o dinheiro.

Sheeran foi o terceiro artista com maior faturação em concertos nos últimos 25 anos, segundo cálculos da revista do setor Pollstar no final de 2025.

O músico afirmou que a promotora da digrassão foi a responsável final pela decisão de excluir Macklemore e disse ter tentado "construir uma ponte" antes de o `rapper` ser afastado, mas não teve sucesso.

Insistiu que jamais dececionaria voluntariamente os seus fãs nem abandonaria a equipa da digressão e outras pessoas que dependem dele para o seu sustento.

Embora os promotores e locais de eventos exerçam grande poder sobre as `tournés`, especialistas afirmam que um artista da magnitude de Sheeran geralmente tem a palavra final sobre o que acontece em relação aos seus concertos.

Sheeran disse ao público que assistia ao concerto em Filadélfia que todos são bem-vindos aos seus `shows` e que as pessoas podem ter pontos de vista divergentes e, ainda assim, cantar as suas músicas, que falam sobre "amor, esperança e unidade".

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