Mundo
Eleições no Brasil. Lula da Silva e Flávio Bolsonaro vão a segunda volta
Está confirmado o "segundo turno" nas eleições brasileiras, depois de nenhum dos candidatos ter obtido este domingo, na primeira volta, mais de 50 por cento dos votos.
(em atualização)
O atual presidente, Lula da Silva, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, vão voltar a enfrentar-se a 25 de outubro.
Com cerca de 99,33 por cento das secções eleitorais contabilizadas, o filho de Jair Bolsonaro lidera a corrida, arrecadando 47,16 por cento dos votos, seguido do atual presidente, que conta com 45,01 por cento.
O Supremo Tribunal Eleitoral do Brasil escreveu no seu site que a "eleição (está) matematicamente definida (Segundo turno)".
Lula da Silva já reagiu, dizendo que “o resultado, muitas vezes, é inesperado”.
“A gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Eu confesso que estava convencido que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno”, disse na sede de campanha.
“Mas a gente tem o segundo turno e o segundo turno é a hora da prova dos nove”, afirmou, acrescentando que “amanhã a gente começa uma nova campanha”.
“A gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Eu confesso que estava convencido que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno”, disse na sede de campanha.
“Mas a gente tem o segundo turno e o segundo turno é a hora da prova dos nove”, afirmou, acrescentando que “amanhã a gente começa uma nova campanha”.
Lula foi o mais votado em Portugal
As urnas de voto fecharam no Brasil às 17h00 (21h00 em Lisboa), numas eleições gerais altamente polarizadas.
Em Portugal, Lula da Silva foi o candidato mais votado nas áreas consulares de Lisboa e do Porto, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral. Já Flávio Bolsonaro venceu o escrutínio em Faro.
Analistas ouvidos pela agência Reuters disseram acreditar que Flávio Bolsonaro recebeu "votos de protesto" de eleitores críticos de Lula.
Uma vitória do senador prolongaria uma onda de vitórias em toda a América Latina por parte de candidatos de direita alinhados com o presidente dos EUA, Donald Trump.
Já uma reeleição de Lula poderia representar uma dor de cabeça para Washington, que tem entrado em conflito com o Governo do presidente em matéria de comércio e segurança.
Apesar das crescentes preocupações com as finanças públicas do Brasil e com o lento crescimento económico, a campanha ofereceu um debate político escasso, uma vez que ambos os principais candidatos se ausentaram dos principais debates televisivos.
Uma vitória do senador prolongaria uma onda de vitórias em toda a América Latina por parte de candidatos de direita alinhados com o presidente dos EUA, Donald Trump.
Já uma reeleição de Lula poderia representar uma dor de cabeça para Washington, que tem entrado em conflito com o Governo do presidente em matéria de comércio e segurança.
Apesar das crescentes preocupações com as finanças públicas do Brasil e com o lento crescimento económico, a campanha ofereceu um debate político escasso, uma vez que ambos os principais candidatos se ausentaram dos principais debates televisivos.