EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Entrou em vigor o cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano

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Entrou em vigor o cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, que entrou em vigor às 22h00 desta quinta-feira. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir do conflito no Médio Oriente.

Graça Andrade Ramos, Andreia Martins, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Florion Goga - Reuters

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MNE iraniano vê cessar-fogo entre Líbano e Israel como parte da trégua entre Irão e EUA

O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros saudou esta quinta-feira o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, considerando que faz parte de um entendimento mais abrangente com os Estados Unidos para colocar um ponto final na guerra do Médio Oriente. De acordo com os meios de comunicação no Irão, citado na Al Jazeera, Esmaeil Baghaei, porta-voz do MNE iraniano, considerou que este cessar-fogo faz parte do entendimento entre o Irão e Washington, mediado pelo Paquistão.
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RTP /

Entrou em vigor o cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano

O cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor às 00h00 nos dois países (22h00 em Portugal Continental).

A trégua foi anunciada por Donald Trump durante o dia de quinta-feira, mais de um mês após o início do conflito. 

De recordar que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, estendeu-se ao Líbano a 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irão, atacou Israel em defesa de Teerão após a confirmação da morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei,

Essa ação provocou uma ofensiva israelita no Líbano que provocou mais de 2.100 mortos.
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RTP /

Guerra com o Irão já custou 28 mil milhões de dólares aos EUA

Até ao cessar fogo que começou na semana passada, a guerra com o Irão já custou aos norte-americanos 28 mil milhões de dólares. São cerca de 24 mil milhões de euros.

De acordo com as contas da NBC, estes 28 mil milhões de dólares dariam para financiar creche gratuita para dois milhões de crianças, pagar um seguro de saúde para três milhões de pessoas, entre outros apoios.
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RTP /

Guterres apela ao cumprimento do cessar-fogo

Segundo o porta-voz do líder da ONU, Stéphane Dujarric, Guterres "acolhe com satisfação quaisquer medidas que possam pôr fim às hostilidades e ao sofrimento em ambos os lados da Linha Azul", que demarca a zona desmilitarizada entre os dois países.

O secretário-geral das Nações Unidas sublinhou ainda a necessidade de implementar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que estabelece o enquadramento para a cessação das hostilidades entre Israel e o Hezbollah.

A ONU, afirmou o porta-voz, continua disponível para apoiar os esforços de estabilização na região.

Nas mesmas declarações à imprensa, o porta-voz de Guterres destacou o impacto humano da atual crise, afirmando que "o povo do Líbano sofreu enormemente", e apelou ao cumprimento do cessar-fogo por todas as partes.
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MNE pede respeito por cessar-fogo e soberania do Líbano

O Ministério português dos Negócios Estrangeiros reagiu esta quinta-feira o cessar-fogo de dez dias anunciado para o Líbano.

"Portugal saúda o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, mediado pelos EUA. Este é um passo crucial para a evitar o terrível sofrimento do povo libanês e para a estabilidade do Médio Oriente", lê-se na publicação na rede social X.

O Ministério liderado por Paulo Rangel acrescenta ainda que é "essencial que todas as partes" respeitem o cessar-fogo e "transformem esta oportunidade em paz duradoura, em pleno respeito pela soberania e integridade territorial do Líbano".
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Arábia Saudita saudou o acordo de cessar-fogo e reiterou apoio ao Estado libanês

A Arábia Saudita saudou o anúncio de um cessar-fogo entre o Líbano e Israel na quinta-feira, destacando o "papel positivo" desempenhado pelo presidente, primeiro-ministro e presidente do Parlamento libanês.

"O Reino reafirma o seu apoio ao Estado libanês na defesa da sua soberania, na limitação do armamento estatal e nas medidas tomadas para preservar os recursos, a segurança e a integridade territorial do Líbano", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita em comunicado, conforme noticiado pela Agência de Imprensa Saudita (SPA).
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EUA. Remessas de armamento para países europeus vão sofrer atrasos devido a guerra

As autoridades norte-americanas informaram os seus homólogos europeus que algumas entregas de armas previamente contratadas irão provavelmente sofrer atrasos, dado que a guerra com o Irão continua a consumir os stocks de armas, disseram três fontes familiarizadas com o assunto.

As fontes, que falaram sob anonimato, uma vez que as comunicações não eram públicas, disseram que vários países europeus serão afetados, incluindo os da região do Báltico e da Escandinávia.

Algumas das armas em causa foram compradas por países europeus no âmbito do programa de Vendas Militares Estrangeiras (FMS, na sigla em inglês), mas ainda não foram entregues e vão agora chegar depois do previsto, acrescentaram as fontes.
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Exército libanês exorta libaneses a adiarem regresso ao sul até entrada em vigor do cessar-fogo

O exército libanês pediu aos residentes que não regressem a aldeias e cidades do sul do país antes que o cessar-fogo com Israel entre em vigor à meia-noite, hora local (22h00 em Portugal Continental), alertando contra qualquer aproximação das forças israelitas presentes na zona.

Em comunicado, o comando do exército pediu ainda aos residentes que sigam as instruções dos soldados libaneses destacados no sul, onde as tropas israelitas atravessaram a fronteira, e que estejam atentos às munições não detonadas e aos "objetos suspeitos".
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RTP /

Cessar-fogo entre Israel e Líbano é "uma excelente notícia", diz o presidente do Conselho Europeu

Na rede social X, o presidente do Concelho Europeu, António Costa, saudou o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, que irá entrar em vigor esta quinta-feira a partir das 22h00.

"O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano é uma excelente notícia. Agora, precisa de ser implementado e verificado na prática", afirma António Costa.


O responsável europeu acrescenta que "é essencial que Israel e o Líbano iniciem negociações significativas que produzam resultados concretos", com perspetivas de alcançar "uma paz duradoura".

António Costa afirma ainda que a União Europeia irá continuar a apoiar o Líbano e argumenta que "capacitar as autoridades para desarmar o Hezbollah é a única solução sustentável para restaurar a estabilidade" no país.
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Trump diz que preços dos combustíveis "não estão muito elevados" para o que "deveriam estar"

Na declaração aos jornalistas, o presidente norte-americano considerou ainda que os preços dos combustíveis "não estão muito elevados" quando questionado sobre a crise energética.

"Bem, não estão demasiado elevados, se considerarmos o que deveriam estar, para nos livrarmos de uma arma nuclear [do Irão] com o perigo que isso acarreta", argumentou.

Acrescentou que os preços "caíram bastante nos últimos três ou quatro dias" e que as negociações com o Irão estão bem encaminhadas.

Se um acordo for alcançado em breve "isso dar-nos-á petróleo grátis, o Estreito de Ormuz livre, será tudo ótimo. E julgo que o preço do petróleo irá cair para um nível ainda mais baixo do que antes [da guerra], vincou.
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Trump admite viajar até Islamabad caso acordo com Irão seja alcançado

O presidente norte-americano admitiu esta quinta-feira que poderá viajar até Islamabad se for alcançado um acordo entre Washington e Teerão.
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Netanyahu confirma cessar-fogo de dez dias e mantém exigência de desmantelamento do Hezbollah

Ao fim de várias horas desde o anúncio do cessar-fogo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, veio finalmente confirmar o entendimento, com duração de dez dias e considera que este é o tempo inicial para tentar avançar para um acordo de paz entre os dois países. 

“Temos a oportunidade de fazer um acordo histórico com o Líbano”, disse Netanyahu num vídeo divulgado esta quinta-feira, acrescentando que a principal exigência dos israelitas é o desmantelamento do Hezbollah.

O primeiro-ministro de Israel indicou também que as forças israelitas não se vão retirar das suas posições no sul do Líbano durante os dez dias de cessar-fogo.

"Vamos permanecer numa zona de segurança de dez quilómetros", afirmou, considerando que se trata de uma "zona de segurança alargada (...) muito mais forte, muito mais poderosa, muito mais contínua e muito mais sólida do que a que tínhamos antes".
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Irão aceitou ceder urânio enriquecido e não desenvolver armas nucleares "por mais de 20 anos", afirma Trump

Na mesma declaração, o presidente dos Estados Unidos indicou que a próxima ronda de negociações entre Washington e Teerão poderá decorrer no próximo fim de semana. 

Trump acrescentou que o Irão aceitou ceder o seu urânio enriquecido e aceitou abdicar da obtenção de armas nucleares "por mais de 20 anos". "Estamos muito perto de alcançar um acordo com o Irão", vincou.
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Trump diz que trégua entre Israel e Líbano inclui o Hezbollah

Em declarações aos jornalistas, o presidente norte-americano indicou esta quinta-feira que o acordo de cessar-fogo que entrará em vigor às 22h00 (hora em Portugal Continental) inclui o grupo xiita. 

Acrescentou que os presidentes de Israel e do Líbano poderão reunir-se na Casa Branca dentro de "uma ou duas semanas".
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RTP /

Teerão diz-se "cautelosamente otimista" e espera "resultado significativo" das negociações se EUA

São declarações do embaixador iraniano junto das Nações Unidas durante uma sessão da Assembleia-Geral, convocada após o veto da Rússia e China a uma resolução sobre o Estreito de Ormuz.

"Estamos convencidos de que, se os Estados Unidos adotarem uma abordagem construtiva e racional, se evitarem avançar com quaisquer exigências contrárias ao direito internacional, estas negociações podem conduzir a um resultado significativo", afirmou o embaixador Amir-Saeid Iravani.

O diplomata acrescentou ainda que apesar da "profunda desconfiança" para com os Estados Unidos "devido às suas repetidas traições à diplomacia", o Irão está "empenhado" e de "boa-fé" nas negociações.

Os iranianos estão "cautelosamente otimistas", afirmou ainda, numa declaração que surge após o anúncio do cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, aliviando um ponto de tensão nas negociações.
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RTP /

Hezbollah vai respeitar cessar-fogo no Líbano, garante deputado do grupo

"Respeitaremos o cessar-fogo com cautela (...) desde que haja uma cessação completa das hostilidades contra nós e que Israel não o explore para realizar assassínios", indicou o deputado Ibrahim Moussawi, do Hezbollah, em declarações à agência France Presse.

O presidente norte-americano anunciou esta quinta-feira um acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel, sem envolver, no entanto, o Hezbollah nas conversações.

O grupo xiita criticou o diálogo entre o Líbano e Israel, considerando que se trata de "submissão" e "capitulação" perante Telavive, afirmou o líder do grupo xiita, Naim Qassem na passada segunda-feira.
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RTP /

Pelo menos sete mortos em novo ataque israelita no Líbano

Pelo menos sete pessoas morreram e 33 ficaram feridas na sequência de um ataque aéreo de Israel contra uma aldeia no sul do Líbano. A informação é avançada pelo Ministério libanês da Saúde.

Este ataque acontece escassas horas antes da entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, anunciado esta quinta-feira.

Segundo o presidente norte-americano, o cessar-fogo irá entrar em vigor esta quinta-feira às 22h00 (hora em Portugal Continental).
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RTP /

Hezbollah exige "regresso" à situação anterior a 2 de março

O Hezbollah defendeu esta quinta-feira que um cessar-fogo com Israel deve incluir "uma suspensão total dos ataques em todo o território libanês" e "nenhuma liberdade de movimento para as forças israelitas".

De acordo com a BBC, o grupo exige também o "regresso à situação anterior a 2 de março".

De recordar que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estendeu-se ao Líbano a 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irão, atacou Israel em defesa de Teerão após a confirmação da morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei,

Essa ação provocou uma ofensiva israelita no Líbano que provocou mais de 2.100 mortos.

"A contínua ocupação israelita do território libanês garante ao Líbano e ao seu povo o direito de resistir", avisa o Hezbollah.
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Lusa /

Companhias aéreas em Portugal admitem cancelamentos e subida de preços se crise persistir

A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse hoje que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.

Nuno Patrício - RTP

A reação da associação surge depois de o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ter avisado hoje que a Europa terá "talvez mais seis semanas de combustível para aviões" se continuar bloqueado o abastecimento de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz.

Em declarações à Lusa, o diretor-executivo da RENA, António Moura Portugal, considerou que o alerta deve ser lido como "mais um aviso sério às consequências que esta guerra está a ter, e em particular para o setor da aviação".

Segundo o responsável, a escassez de combustível de aviação é um risco teórico que está em cima da mesa e que poderá afetar o setor aéreo, à semelhança de outras atividades dependentes de matérias-primas críticas.

Nesse cenário, disse, a situação "pode levar à necessidade de reduzir a operação e, eventualmente, encarecer preços".

António Moura Portugal sublinhou, contudo, que as companhias aéreas continuam numa fase de expectativa e acompanhamento da evolução do conflito, sem medidas drásticas em Portugal relacionadas com a crise no Médio Oriente.

"Até hoje, não vi do lado das companhias aéreas [em Portugal] nenhum tipo já de definitividade", afirmou, acrescentando que "neste momento há uma certa expectativa" e que, para já, quer deixar "esta palavra de tranquilidade".

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RTP /

Von der Leyen diz que acordo de cessar-fogo é "um alívio"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o cessar-fogo de dez dias "mediado por Donald Trump".

"É um alívio, uma vez que este conflito já ceifou demasiadas vidas", refere a responsável.

Ursula von der Leyen considera, no entanto, que as partes devem agora procurar "a paz permanente".

"A Europa continuará a exigir o pleno respeito pela soberania e integridade territorial do Líbano" e continuará "a apoiar o povo libanês através de uma ajuda humanitária substancial", acrescentou. 
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RTP /

Primeiro-ministro do Líbano saúda cessar-fogo

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse esta quinta-feira que acolheu com satisfação o anúncio de cessar-fogo de Donald Trump. Numa publicação na rede social X, Nawaf Salam agradeceu aos países envolvidos na mediação de um acordo de cessar-fogo, incluindo os Estados Unidos, França, Arábia Saudita, Egito, Catar e Jordânia.

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RTP /

Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano.

“Acabei de ter excelentes conversas com o muito respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel", escreveu Donald Trump na rede social Truth.

Os dois líderes "concordaram que, para alcançar a PAZ entre os seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias às 17h00", acrescentou.

Numa segunda publicação, Donald Trump anunciou também que vai convidar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para um encontro na Casa Branca. 

O presidente norte-americano destacou que estas seriam "as primeiras conversações significativas entre Israel e o Líbano desde 1983". 

"Foi uma honra para mim resolver 9 guerras em todo o mundo e esta será a décima", afirmou Donald Trump. 


A guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estendeu-se ao Líbano a 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irão, atacou Israel em defesa de Teerão, provocando uma ofensiva israelita no Líbano apenas 15 meses após o último grande conflito entre os dois países.

Desde 2 de março, os ataques israelitas mataram mais de 2.100 pessoas no Líbano e obrigaram mais de 1,2 milhões a fugir, segundo as autoridades libanesas.

Já os ataques do Hezbollah mataram dois civis israelitas e 13 soldados israelitas morreram no Líbano desde 2 de março, segundo as autoridades israelitas.
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RTP /

Presidente libanês falou ao telefone com Donald Trump

O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, confirmou que o chefe de Estado falou ao telefone com o presidente norte-americano esta quinta-feira. 

Na rede social X, Joseph Aoun indica que agradeceu a Donald Trump os esforços para alcançar um cessar-fogo no Líbano e "assegurar uma paz duradoura e estável". 

Na mesma publicação, reiterou que pretende um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah "o mais cedo possível".
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Um Olhar Europeu com ERTNews /

União Europeia trabalha em plano de emergência para o combustível para aviação

União Europeia está em alerta e a trabalhar num plano para lidar com uma possível crise no combustível para a aviação, à medida que crescem as preocupações com a escassez nos próximos meses devido à guerra no Médio Oriente.

Stefano Rellandini / AFP

A Comissão Europeia está a preparar a recolha de dados sobre a capacidade das refinarias da União e a promover medidas para utilizar plenamente a capacidade existente.

Ao mesmo tempo, estão a ser desenvolvidas intervenções adicionais que visam especificamente a adequação do combustível para a aviação.Pressão devido à guerra no Médio Oriente

As companhias aéreas europeias alertam para a possibilidade de escassez nas próximas semanas, devido à guerra com o Irão e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

A Europa está fortemente dependente das importações de combustível para a aviação - cerca de 75% provém do Médio Oriente - o que a torna particularmente vulnerável a perturbações na cadeia de abastecimento.

Os preços dos combustíveis já dispararam, com as companhias aéreas a avisarem que os bilhetes vão aumentar e que poderão ter de cancelar voos se a crise se prolongar.Perigo para a época de verão

A Agência Internacional da Energia (AIE) estima que poderá haver escassez até junho se a Europa não conseguir substituir pelo menos metade dos fornecimentos que normalmente recebe do Médio Oriente.

Os analistas salientam que o aumento das importações de África e dos EUA não deverá colmatar totalmente a lacuna uma vez que muitos aeroportos não dispõem de grandes reservas de combustível.

Alguns aeroportos já estão a alertar para a possibilidade de escassez dentro de três semanas se o bloqueio do Estreito de Ormuz continuar.Redução da produção

Nos últimos anos, a capacidade de refinação europeia tem sido limitada à medida que a produção interna de petróleo diminui e as políticas mudam para formas de energia mais limpas.

Segundo a AIE, muitas refinarias europeias já estão a funcionar nos limites da produção máxima de combustível para a aviação.

Ao mesmo tempo, executivos do setor sublinham que a incerteza é tão grande que os fornecedores estão agora a limitar as previsões a um horizonte de apenas um mês.Desigualdade entre países

A disponibilidade de combustível não é a mesma em toda a Europa. Espanha, com oito refinarias, é um exportador líquido, enquanto o Reino Unido, por outro lado, satisfaz mais de 60% das suas necessidades através de importações.

As companhias aéreas estão a pedir à União Europeia um melhor controlo das reservas e até a aquisição conjunta de combustível para limitar o impacto.

Embora a UE exija que os Estados-membros mantenham 90 dias de reservas de petróleo, não existe tal obrigação especificamente para o combustível para a aviação, o que aumenta as preocupações antes da época turística de verão.

ERTNews / 16 abril 2026 09:30 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
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RTP /

KLM cancela 160 voos em maio devido aos custos de combustível

A companhia aérea holandesa anunciou esta quinta-feira que irá cancelar 160 voos na Europa em maio devido ao aumento dos custos de combustíveis. A transportadora indicou ainda que os cancelamentos afetaram menos de 1 por cento do total de voos europeus.
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RTP /

Presidente libanês rejeita "contacto direto" com Netanyahu

O presidente libanês, Joseph Aoun, recusou o pedido dos EUA para estabelecer "contacto direto" com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. 

A informação foi avançada por uma fonte libanesa à agência France Presse.

O presidente libanês "informou o secretário de Estado, Marco Rubio" de que se recusaria a falar diretamente com os Estados Unidos, e que estes "compreendem a posição do Líbano".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha indicado que os líderes de Israel e do Líbano iriam reunir-se esta quinta-feira após a reunião de terça-feira, na Casa Branca, entre os embaixadores dos dois países em Washington. 
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Hezbollah considera que negociações diretas com Israel são um "erro grave"

As negociações diretas entre o Líbano e Israel são um "erro grave", declarou o deputado do Hezbollah, Hussein Hajj Hassan, à AFP esta quinta-feira, pedindo a Beirute que deixe de fazer "concessões gratuitas" aos Estados Unidos e a Israel.

"As negociações diretas são um erro grave... e não interessam ao Líbano", afirmou o deputado do partido pró-Irão numa entrevista no seu gabinete parlamentar.
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Apesar de bloqueio dos EUA
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Dois petroleiros aproximam-se do Irão através do estreito de Ormuz

Pelo menos dois petroleiros entraram no Golfo Pérsico através do estreito de Ormuz, aparentemente com destino ao Irão, apesar do bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos desde segunda-feira, segundo as agências de notícias e os dados de rastreio marítimo divulgados esta quinta-feira.

Os dois navios petroleiros de grande porte (VLCCs), o RHN e o Alicia, estavam perto da costa iraniana no Golfo Pérsico na quinta-feira, de acordo com dados da empresa de análise marítima Kpler.

Estão entre os poucos navios que transitaram pelo estreito nos últimos dois dias, embora os militares norte-americanos tenham afirmado na quarta-feira que o seu bloqueio aos navios que viajam para ou a partir de portos iranianos foi totalmente aplicado durante as primeiras 48 horas.

De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), mais de 10 mil soldados foram mobilizados para este bloqueio contra "navios de todas as nacionalidades que entram ou saem dos portos e zonas costeiras iranianas".

Os dois superpetroleiros declararam inicialmente o Iraque como destino, antes de alterarem o seu estatuto para "aguardar ordens" quando transitavam pelo Estreito de Gibraltar, segundo dados da Kpler.

Um terceiro VLCC, o Agios Fanouris I, e um navio transportador de gás de petróleo liquefeito (GPL), o G Summer, também se encontravam no Golfo Pérsico após terem transitado pelo Estreito durante o bloqueio. Ambos indicaram o Iraque como destino, segundo os mesmos dados.

Outras duas embarcações, o navio porta-contentores Zaynar 2 e o navio cargueiro vazio Neshat, também transitaram pelo Estreito na quarta e quinta-feira. Foram detetadas perto do porto iraniano de Bandar Abbas, de acordo com a MarineTraffic, a plataforma de rastreio da Kpler.
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Alemanha vai oferecer ajuda na desminagem e vigilância em potencial missão no Estreito de Ormuz

A Alemanha está preparada para participar numa potencial missão para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, contribuindo com a sua experiência em desminagem e vigilância marítima, informou esta quinta-feira o jornal Sueddeutsche Zeitung.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, deverá apresentar esta proposta esta sexta-feira, numa reunião em Paris com os seus homólogos francês, britânico e italiano, segundo o relatório.
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Bloqueio abrange portos e costa do Irão

Na conferência de imprensa no Pentágono, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, confirmou que o bloqueio norte-americano “abrange os portos e a costa do Irão e aplica-se a todos os navios, independentemente da bandeira que ostentem”.

"Isto inclui os navios da frota clandestina, que transportam petróleo iraniano", acrescenta.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas acrescentou, aos jornalistas, que os EUA “iriam perseguir qualquer embarcação que tentasse prestar apoio ao Irão” e que 13 navios "fizeram a escolha sábia de regressar" e que, até esta manhã, os EUA não tinham abordado nenhum navio.

Os navios que tentarem romper o bloqueio serão intercetados e avisados de que "Se não cumprirem este bloqueio, usaremos a força". A aplicação da lei terá lugar dentro das águas territoriais do Irão e em águas internacionais, disse na conferência de imprensa.

Dan Caine acrescentou que as forças armadas norte-americanas continuam prontas para retomar o combate "literalmente a qualquer momento".
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Motivação do Irão para o cessar-fogo é "muito elevada"

Pete Hegseth diz ainda que, embora a capacidade de comando do Irão tenha sido prejudicada, a sua motivação para o cessar-fogo é "muito elevada".

O secretário norte-americano da Defesa acrescenta que, até à data, a milícia Houthi, apoiada pelo Irão no Iémen, parece estar a manter-se fora do conflito, "e pensamos que esta é uma boa decisão da parte deles".
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Garante Pete Hegseth
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Mojtaba Khamenei está vivo, ferido e desfigurado

O secretário norte-americano da Defesa revelou ainda que o líder supremo do Irão está ferido e desfigurado.
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Marinha dos EUA controla o tráfego que entra e saí do Estreito de Ormuz

O secretário norte-americano da Defesa afirmou esta quinta-feira que a marinha dos Estados Unidos está a controlar todo o tráfego que entra a sai do Estreito de Ormuz. Pete Hegseth acrescentou numa conferência de imprensa no Pentágono que o bloqueio ao Irão se vai manter pelo tempo que Washington considere necessário.

Pete Hegseth revelou ainda que as forças no Médio Oriente estão posicionadas para retomar as operações de combate caso o Irão não concorde com um acordo de paz e que os EUA “estão a reequipar-se com mais poder de fogo do que antes”.

"Vocês, Irão, podem escolher um futuro próspero, uma ponte dourada, e esperamos que o façam pelo povo iraniano. Mas se fizerem uma má escolha, sofrerão um bloqueio e cairão bombas sobre as vossas infraestruturas, energia e recursos."

“O Irão gosta de dizer que controla o Estreito de Ormuz, mas não tem marinha”, acrescentou para de seguida frisar que “ameaçar disparar sobre navios comerciais não é controlo, é pirataria”.

“A indústria energética ainda não foi destruída, mas o bloqueio dos EUA está a travar as exportações”, sublinhou.

Segundo o secretário norte-americano da Defesa, “Teerão está a desenterrar lançadores destruídos por bombas”.
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Forças militares norte-americanas alargam bloqueio ao Irão para incluir cargas consideradas contrabando

As forças militares norte-americanas alargaram o bloqueio marítimo ao Irão para incluir cargas consideradas contrabando, e quaisquer embarcações suspeitas de tentarem chegar ao território iraniano estarão "sujeitas ao direito beligerante de visita e busca", disse a Marinha norte-americana em comunicado esta quinta-feira.

"Estas embarcações, independentemente da localização, estão sujeitas a visita, abordagem, busca e apreensão", acrescentou a Marinha após a imposição do bloqueio na segunda-feira. Os artigos contrabandeados incluíam armas, sistemas de armas, munições, materiais nucleares, petróleo bruto e refinado, bem como ferro, aço e alumínio.
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Alerta a Agência Internacional da Energia
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Europa tem combustível para aviação para seis semanas

A Europa “talvez tenha combustível de aviação para cerca de seis semanas”, disse Fatih Birol, responsável da Agência Internacional de Energia (AIE), em entrevista à Associated Press, alertando para possíveis cancelamentos de voos “em breve” caso o fornecimento de petróleo continue bloqueado pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Birol afirmou que “a maior crise energética que já enfrentámos”, devido ao encerramento essencial do Estreito de Ormuz, terá repercussões globais.

“No passado, existia um grupo chamado Dire Straits. Agora é uma situação crítica, e terá grandes implicações para a economia global. E quanto mais tempo durar, pior será para o crescimento económico e para a inflação em todo o mundo.”

O impacto será “preços mais elevados da gasolina, preços mais elevados do gás, preços elevados da eletricidade”.
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Primeiro-ministro paquistanês reúne-se com o Emir do Catar

O primeiro-ministro do Paquistão, principal mediador entre o Irão e os Estados Unidos, reuniu-se com o Emir do Catar em Doha, esta quinta-feira, no âmbito dos esforços diplomáticos para retomar as negociações iraniano-americanas com o objetivo de alcançar um cessar-fogo duradouro na guerra do Médio Oriente.

O gabinete de Shehbaz Sharif afirmou que o primeiro-ministro discutiu "os últimos desenvolvimentos regionais e internacionais, particularmente no Médio Oriente" com o Emir do Catar, o Xeque Tamim bin Hamad Al Thani.

Os dois líderes manifestaram o seu apoio aos "esforços para reduzir as tensões e reforçar a coordenação internacional para garantir a segurança e a estabilidade da região, incluindo a garantia do bom funcionamento das cadeias de abastecimento de energia", segundo um comunicado paquistanês.
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Rebeldes do Iémen acusam ONU de parcialidade

Os rebeldes huthis acusaram hoje o enviado especial da ONU Hans Grundberg de parcialidade por ter advertido que o envolvimento do grupo na guerra do Médio Oriente podia comprometer as negociações de paz no Iémen.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos huthis, grupo iemenita aliado do Irão, condenou os avisos de Grundberg sobre as consequências dos ataques dos rebeldes contra Israel e contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.

A diplomacia dos huthis considerou que as declarações do enviado perante o Conselho de Segurança da ONU na terça-feira se alinham com as posições dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Os hutis condenaram "tentativas de pressionar" o grupo para que guarde silêncio sobre a "agressão israelita na região".

"Vincular o processo de paz do Iémen a tais condições mina as negociações", disse o grupo que controla amplas zonas do país e a capital, Saná, no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Grundberg afirmou que existe uma "preocupação mundial" com o alargamento da guerra no Médio Oriente a outra frente, face a relatos que considerou preocupantes de movimentos de tropas no país árabe situado na margem do mar Vermelho.

O diplomata sueco alertou que as consequências para a população iemenita "poderão ser graves".

"O Iémen não se livrou desta guerra", avisou Grundberg.

O Irão ameaçou na quarta-feira bloquear a navegação no mar Vermelho se prosseguir o bloqueio norte-americano aos portos iranianos iniciado na segunda-feira, após terem fracassado as negociações com Washington para o fim da guerra.

O Irão não tem fronteira com o mar Vermelho, mas os aliados huthis poderão atacar navios na região a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.

Grundberg reafirmou a importância de manter a "liberdade de navegação" no mar Vermelho e no golfo de Áden, vias que têm sido alvo de ataques repetidos dos hutis contra o transporte marítimo desde 2023.

Apelou para que se abstenham de novos ataques contra a navegação e para que seja protegido o processo de paz com o Governo internacionalmente reconhecido, com o qual mantêm uma trégua desde 2022.

Os rebeldes negam qualquer relação entre as operações navais e o avanço do processo de paz interno, acusando Grundberg de assumir uma "postura hostil" por não ter alcançado progressos políticos ou humanitários durante o seu mandato.

Lusa
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Inês Moreira Santos - RTP /

Amnistia apela ao fim de "qualquer apoio militar" português aos EUA contra Irão

A Amnistia Internacional considera urgente que Portugal cesse "qualquer apoio militar aos Estados Unidos" que permita "crimes ao abrigo do Direito Internacional".

José António Rodrigues via AFP

Nenhum Estado deve “ajudar ou prestar assistência em violações do Direito Internacional”. É a mensagem que a Amnistia Internacional dirigiu às autoridades portuguesas, em comunicado, lembrando que “têm a obrigação de assegurar o respeito pelo Direito Internacional Humanitário”. 

“Portugal tem de terminar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos da América que permita crimes ao abrigo do direito internacional”, escreve a organização. 

Apesar dos “acordos bilaterais ou multilaterais” celebrados entre os Estados Unidos e alguns países, como Portugal, “para acolher ou apoiar atividades militares norte-americanas, tais acordos não isentam os Estados terceiros da responsabilidade por quaisquer operações ilegais, nos termos do direito internacional, realizadas a partir do seu território”. 

Nesse sentido, a Amnistia Internacional apelou com urgência “a todas as partes para que ponham fim a ataques ilegais”.

“Durante a rápida expansão das hostilidades regionais no Médio Oriente, na sequência dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da subsequente vaga de ataques retaliatórios iranianos em toda a região, a Amnistia Internacional emitiu um apelo urgente a todas as partes para que protejam os civis, respeitem o direito internacional humanitário e, em particular, ponham fim a ataques ilegais, como ataques deliberados, indiscriminados ou desproporcionados contra civis e infraestruturas civis”. Violação do Direito Internacional 
A organização denuncia ainda que as investigações “apontam para possíveis violações do Direito Internacional Humanitário e possíveis crimes de guerra, incluindo por parte dos EUA — aliado de Portugal e beneficiário do seu apoio político e militar”.

Os ataques israelo-americanos a várias infraestruturas iranianas além de terem provocado “danos civis vastos”, representam também “um risco substancial de violação do Direito Internacional, e podem, em alguns casos, constituir crimes de guerra”. 

No mesmo comunicado, a Amnistia recorda que o presidente norte-americano ameaçou “cometer crimes dE, por isso, a organização reforça que “Portugal tem de assegurar o cumprimento das suas obrigações internacionais”.e guerra” e “destruir ‘toda uma civilização’, o que poderá constituir uma ameaça de cometer genocídio”.

“Este é um momento de extremo perigo para as populações civis no Irão e em toda a região”, lê-se na nota. “Portugal tem de cessar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos que possa tornar possíveis quaisquer violações do direito internacional, incluindo crimes de guerra, garantir o cumprimento das suas obrigações de não prestar auxílio ou assistência a tais atos, e assegurar o respeito pelo direito internacional humanitário”.

Ao permitir “reiteradamente a utilização da Base das Lajes para qualquer operação militar” norte-americana, a Amnistia considera que “Portugal pode estar a violar os seus compromissos internacionais, (...) sem que o Governo português consiga assegurar que não foram cometidos crimes com o uso das aeronaves e do material que passou pela ilha Terceira, nos Açores”. 
Apelos ao Governo 
Considerando a aliança entre Portugal e os Estados Unidos, a Amnistia defende que o Governo português tem a “responsabilidade e o dever moral de assegurar que não contribui para violações do direito internacional” no conflito no Médio Oriente”. “Portugal pode e deve ser uma voz corajosa e firme no garante de um sistema internacional baseado em regras, e no Direito Internacional e dos Direitos Humanos”.

Nesse sentido, apela ao Executivo de Luís Montenegro que, entre outras medidas, “recuse a disponibilização da Bases das Lajes e do espaço aéreo nacional” para operações militares dos EUA no Irão e suspenda as “transferências de armas para qualquer parte envolvida no conflito”.

Com este comunicado, a Amnistia Internacional - Portugal aproveitou para lançar ainda uma petição com idêntico objetivo, dirigida ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
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RTP /

Irão quer responsabilizar os Estados Unidos e Israel pelo assassinato dos seus líderes

O Irão quer responsabilizar os Estados Unidos e Israel pelo assassinato dos seus líderes, declarou o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Baghaei, à agência de notícias russa Ria Novosti.

“Precisamos de o fazer. E acredito que não é apenas o Irão, mas toda a comunidade internacional que exige que os responsáveis sejam responsabilizados”, afirmou.

Israel assassinou várias figuras importantes do Irão desde o início da guerra, incluindo o ayatollah Ali Khamenei, antigo líder supremo, e Ali Larijani, um alto funcionário da segurança nacional.
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Afirma presidente do Líbano
RTP /

Cessar-fogo com Israel é "ponto de partida" para negociações

O cessar-fogo que o Líbano “exige a Israel” servirá como um “ponto de partida natural para as negociações diretas entre os dois países”, afirmou o presidente Aoun durante um encontro com o Ministro britânico para os Assuntos do Médio Oriente.

“O Líbano está empenhado em interromper a escalada no sul e em todas as regiões libanesas para que cesse o ataque a inocentes e pessoas seguras – mulheres, homens e crianças – e a destruição de casas nas vilas e cidades libanesas parem”, escreveu Aoun nas redes sociais.

Aoun afirmou ainda que as negociações entre Israel e o Líbano “devem ser conduzidas exclusivamente pelas autoridades libanesas” para respeitar a soberania do país.

Acrescentou que “a retirada das forças israelitas do território libanês é um passo essencial para consolidar o cessar-fogo” e que o exército do país deve ser redistribuído “até às fronteiras internacionais” para “acabar com qualquer manifestação de presença armada”.
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RTP /

Turquia apela a negociações "construtivas" entre os EUA e o Irão

A Turquia afirmou esta quinta-feira que vai continuar a apoiar as conversações de paz entre os Estados Unidos e o Irão e pediu que as partes sejam "construtivas" nas negociações para pôr fim à guerra.

A Turquia, membro da NATO e vizinha do Irão, tem mantido um contacto próximo com os EUA, o Irão e o mediador Paquistão e tem apelado, reiteradamente, ao fim dos combates.

"Continuaremos a prestar o apoio necessário para que o cessar-fogo em curso se transforme numa trégua permanente e, eventualmente, numa paz duradoura, sem se tornar mais complexo e difícil de gerir", afirmou o Ministério turco da Defesa.

Ancara espera que "as partes sejam construtivas no processo negocial em curso", afirmou. As autoridades norte-americanas e iranianas estavam a considerar regressar ao Paquistão para novas negociações já no próximo fim de semana, após o término das conversações no domingo sem avanços.

Uma fonte diplomática turca afirmou que os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Paquistão, Arábia Saudita e Egito vão reunir-se à margem de um fórum diplomático na província de Antalya, no sul da Turquia, este fim de semana. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também deverá estar presente.
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RTP /

Israel destruiu a última ponte que ligava o sul do Líbano ao resto do país

Um ataque israelita destruiu a última ponte que ligava o sul do Líbano ao resto do país, disse à Reuters uma alta autoridade de segurança libanesa, acrescentando que o ataque "estilhaçou" a ponte e não deixou possibilidade de reparação.

"As aeronaves inimigas realizaram dois ataques aéreos consecutivos contra a Ponte Qasmiyeh, a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon, destruindo-a por completo", informou a NNA.
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RTP /

Irão suspende exportações petroquímicas para priorizar o abastecimento interno e evitar a escassez

O Irão suspendeu todas as exportações petroquímicas para dar prioridade ao abastecimento interno e evitar a escassez de matérias-primas, informou o jornal económico Donya-e-Eqtesad esta quinta-feira, devido à interrupção da produção após ataques israelitas a vários centros petroquímicos.

A instrução foi emitida a 13 de abril por um alto funcionário da Companhia Nacional de Petroquímica responsável pelas indústrias de refinação e distribuição, e determinou que as empresas petroquímicas suspendessem as exportações até ordem em contrário.

A proibição das exportações visa principalmente estabilizar os mercados internos e garantir o abastecimento das indústrias após os danos causados pelos recentes ataques.

Os preços internos dos produtos petroquímicos e afins foram mantidos nos níveis pré-conflito, apesar do aumento dos preços globais. As autoridades afirmaram que as medidas permanecerão em vigor para apoiar a indústria e os consumidores locais.

Os principais núcleos de produção petroquímica de Asaluyeh e Mahshahr foram alvos de ataques israelitas nas últimas semanas, tendo sido atingidas as empresas de serviços públicos que fornecem matéria-prima às centrais petroquímicas e interrompida a produção.
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Um Olhar Europeu com RTBF /

Europa perante o tornado da IA generativa: o risco de que nada seja suficientemente verdadeiro

Conteúdos produzidos por inteligência artificial generativa conquistam milhões e alimentam a desinformação. Os casos multiplicam-se.

Mandel Ngan / AFP



Uma fotografia de crianças em fila, apresentada como prova de um ataque dos EUA no Irão. Teorias que ligam a guerra no Médio Oriente à revolução ucraniana de 2014. Ou uma falsa ativista loira, uma combinação  perfeita de Marine Le Pen e Marion Maréchal, que se tornou uma influenciadora de extrema-direita no TikTok sem nunca ter existido. 

Estes conteúdos têm um motor comum: a inteligência artificial generativa, capaz de produzir imagens, textos, sons ou vídeos que não se distinguem do real.
Quando a máquina reescreve as notícias

Desde 2022, essas IAs generativas, do ChatGPT ao Midjourney, democratizaram uma capacidade que antes estava reservada aos estúdios profissionais. Conquistaram milhões de utilizadores. Mas, por detrás da criatividade que prometem, também estão a derramar uma torrente de desinformação.

De acordo com o Observatório Europeu dos Meios de Comunicação Digitais, 16% das verificações de factos publicadas na Europa em dezembro de 2025 envolviam conteúdos criados por IA. Um recorde absoluto.

Os casos estão a multiplicar-se. A jornalista Linda Givetash investigou estes abusos em nome da rede de estações de rádio Euranet +. Explica que ficou particularmente impressionada com uma manipulação búlgara. "Quando o país se preparava para aderir à zona euro, circularam nas redes sociais imagens muito boas de notas de 15 e 35 euros. Isto levou as pessoas a pensar que a nova moeda ia ser muito valiosa." Outros exemplos semelhantes podem ser encontrados em Portugal, com a instrumentalização de jornalistas em vídeos contra as vacinas, na Eslovénia, onde deepfakes pornográficos visavam a ativista eslovena Nika Kovac, ou na Alemanha, onde um vídeo manipulado foi transmitido por engano na televisão alemã....

E estas manipulações já não se limitam à política. Na Índia, um vídeo falso do diretor-geral da Bolsa de Valores de Bombaim foi utilizado para enganar os investidores. 

Certas aplicações, como o Grok, provocaram um escândalo ao despir virtualmente mulheres, e até crianças, com base em simples fotografias.
União Europeia tenta controlar o surto

Perante esta desestabilização do espaço público, a União Europeia está a puxar da artilharia legislativa. A primeira lei do mundo dedicada à inteligência artificial, introduz regras proporcionais ao nível de risco. Certas práticas são proibidas: manipulação cognitiva, reconhecimento facial em tempo real ou recolha massiva de dados sem consentimento.

O Conselho e o Parlamento querem ir ainda mais longe, legislando contra os deepfakes pornográficos não consentidos, um fenómeno que afeta particularmente as mulheres e as figuras públicas. Está a ser discutida uma proposta entre os legisladores da UE para criminalizar a divulgação destas imagens falsas de nudez, tanto geradas por IA como "retocadas".

Simultaneamente, a Comissão abriu uma investigação contra a plataforma X ao abrigo da legislação europeia sobre serviços digitais. "Na Europa, nenhuma empresa ganhará dinheiro violando os nossos direitos fundamentais", afirmou um porta-voz da Comissão aquando do anúncio da investigação.Uma lei pioneira mas imperfeita
Apesar das ambições, a lei da IA está a ser debatida. ONGs como a Access Now estão a denunciar demasiadas exceções concedidas à aplicação da lei e uma excessiva autorregulação por parte dos gigantes tecnológicos.

Alguns analistas também apontam a contradição de uma Europa que investe na IA militar ou na vigilância biométrica, ao mesmo tempo que afirma proteger as liberdades dos cidadãos.

Em contrapartida, outros atores económicos denunciam o excesso de regulamentação que poderia travar a inovação face aos Estados Unidos ou à China.

Para promover a responsabilidade das empresas, mais de 230 empresas europeias assinaram o Pacto IA, um compromisso voluntário para adotar uma governação ética da inteligência artificial e formar os funcionários para detetar preconceitos ou conteúdos falsificados.O outro escudo: a vigilância
A política pública, por si só, não será suficiente. A vigilância deve tornar-se um reflexo coletivo. Cada um pode agir ao seu próprio nível: verificar antes de partilhar, duvidar de imagens demasiado "perfeitas", utilizar a busca inversa ou ferramentas de deteção como lnVID ou Hiya. O pensamento crítico continua a ser a nossa melhor barreira contra as miragens da IA. Uma revolução de dois gumes

A inteligência artificial generativa não é o inimigo: simplesmente amplifica os nossos pontos fortes, bem como as nossas fraquezas. Pode criar, reparar, explicar ou mentir de forma brilhante. 

Também oferece aos atores maliciosos um poder multiplicado para causar danos, praticamente sem custos.

O verdadeiro risco não é que tudo se torne falso. É o facto de nada ser suficientemente verdadeiro para obter consenso. E numa democracia, esse limiar é crítico.

Olivier Hanrion / 15 abril 2026 05:15 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP

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Entre os EUA e o Irão
RTP /

Paquistão não avança com data para segunda ronda de negociações

Não foi definida qualquer data para a segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão, disse esta quinta-feira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.
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RTP /

Teerão e Washington reduziram divergências após mediação de Islamabad

O Irão e os Estados Unidos fizeram alguns progressos nos seus esforços para chegar a um acordo que ponha fim a semanas de guerra, mas, mais de metade de um cessar-fogo de duas semanas já decorrido, permanecem grandes divergências, incluindo sobre as ambições nucleares de Teerão, disse um alto responsável iraniano esta quinta-feira.

O responsável afirmou que a visita do Chefe do Exército do Paquistão, Marechal de Campo Asim Munir, a Teerão na quarta-feira, ajudou a reduzir as divergências em algumas áreas, aumentando as esperanças de um cessar-fogo prolongado e do retomar das negociações entre Teerão e Washington.
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RTP /

Conselheiro militar do líder supremo do Irão ameaça afundar navios norte-americanos

O conselheiro militar do líder supremo do Irão avisou que Teerão afundaria navios norte-americanos no estreito de Ormuz se os EUA decidissem "policiar" a estreita via navegável.

Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), nomeado conselheiro militar por Mojtaba Khamenei no mês passado, ameaçou ainda fazer soldados norte-americanos reféns caso desembarcassem e "exigir mil milhões de dólares por cada prisioneiro".

"[Donald] Trump quer tornar-se a polícia do Estreito de Ormuz, mas em caso algum recuaremos nas nossas dez condições nas breves negociações sobre um bloqueio marítimo", disse à TV estatal, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

Para Mohsen Rezaei, “um cessar-fogo só terá significado quando todos os nossos acordos e direitos forem cumpridos e for apresentada uma declaração ao Conselho de Segurança [do Irão].”
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RTP /

Netanyahu vai conversar com Joseph Aoun

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai conversar com o presidente libanês, Joseph Aoun, disse Gila Gamliel, membro do gabinete de segurança de Israel, à Rádio do Exército de Israel esta quinta-feira.
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Garantia do ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros
RTP /

Islamabad mantém canais abertos entre Washington e Teerão

Os Estados Unidos e o Irão estão dispostos a retomar as negociações em breve, mas ainda não há informações sobre o local ou a data da segunda volta, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.

O Ministério acrescentou que o Líbano continua sob o cessar-fogo de duas semanas atualmente em vigor.

"A paz no Líbano é essencial para as negociações de paz", afirmou.
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RTP /

OMS pede proteção para as infraestruturas de saúde do Líbano

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou “à proteção imediata das instalações de saúde, profissionais de saúde, ambulâncias e doentes” em todo o Líbano, no meio dos ataques de Israel.

O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que “um dos hospitais de referência para cuidados de trauma mais movimentados” no sul do Líbano, o Hospital Governamental de Tebnine, foi “danificado” em dois ataques nos dias 12 e 14 de abril.

Numa publicação nas redes sociais, disse que pelo menos 11 funcionários ficaram feridos e que as urgências e os seus equipamentos foram destruídos. Ghebreyesus acrescentou que a “farmácia e os ambulatórios do hospital também foram danificados”.

“A OMS registou 133 ataques a serviços de saúde, com 88 mortos e 206 feridos”, desde o início do retomar das hostilidades entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, a 2 de março.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, “quinze hospitais e sete centros de cuidados de saúde primários foram danificados, e cinco hospitais e 56 centros de cuidados de saúde primários foram encerrados”.

A OMS apelou ainda ao “acesso humanitário seguro, contínuo e irrestrito em todo o Líbano, para que os serviços essenciais possam ser prestados sem demora e sem riscos para quem presta ou recebe cuidados”.
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RTP /

Europa elabora plano para líder com crise iminente de fornecimento de querosene de aviação

As companhias aéreas europeias alertaram para a possibilidade de escassez de querosene de aviação dentro de poucas semanas, como resultado da guerra com o Irão, que afetará as viagens antes do verão.

A Europa está mais dependente da importação de querosene de aviação – cerca de 75 por cento proveniente do Médio Oriente – do que de qualquer outro combustível para os transportes, segundo a Reuters.

A partir do próximo mês, a Comissão Europeia vai implementar um mapeamento da capacidade de refinação de produtos petrolíferos em toda a UE e introduzir medidas “para garantir que a capacidade de refinação existente é totalmente utilizada e mantida”, refere uma proposta preliminar.

A União Europeia está também a trabalhar em medidas direcionadas para o fornecimento de querosene de aviação, mas estas ainda estão em desenvolvimento, disseram responsáveis familiarizados com as propostas. A Comissão Europeia recusou comentar os planos preliminares, que deverão ser publicados a 22 de abril.
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RTP /

Netanyahu ordena continuidade da ofensiva no Líbano

Não há sinais de tréguas na fronteira norte de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou a intenção de prosseguir com a operação militar, sublinhando que as forças armadas têm luz verde para continuar a fustigar as posições do Hezbollah.

O objetivo é claro, consolidar e expandir a zona de segurança no sul do Líbano, uma instrução que já terá chegado à hierarquia militar.
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Lusa /

Líbano sem conhecimento de próximo contacto com Israel

O Líbano "não tem conhecimento" de um próximo contacto com Israel, afirmou fonte oficial libanesa à agência France-Presse (AFP), após o presidente norte-americano ter anunciado que os líderes dos dois países em estado de guerra vão dialogar esta quinta-feira.

"Não temos conhecimento de qualquer contacto previsto com a parte israelita e não fomos informados por canais oficiais", declarou esta fonte à AFP.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou, na quarta-feira, que os líderes de Israel e do Líbano vão falar hoje sobre um possível cessar-fogo mediado por Washington.

"Estamos a tentar dar algum espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Passou muito tempo desde que os dois líderes falaram, cerca de 34 anos. Amanhã [hoje] acontecerá. Espetacular!", escreveu Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário.

   Este anúncio, que não especifica quem são os líderes, surge depois de os Governos de ambos os países terem acordado reunir-se novamente para continuar a dialogar sobre um cessar-fogo que interrompa os ataques israelitas contra o Líbano, iniciados após a guerra com o Irão.

   Na terça-feira, o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, mantiveram um encontro de duas horas e meia na presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

   O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Tommy Pigott assegurou posteriormente que "todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas numa data e local mutuamente convencionados".

   As negociações, das quais o grupo xiita Hezbollah foi excluído, constituíram o encontro de mais alto nível entre Israel e o Líbano desde 1993.

   Estas conversações ocorrem após seis semanas de confrontos entre o Hezbollah e Israel em território libanês, que causaram mais de 2.000 mortos e mais de um milhão de deslocados devido aos ataques e incursões israelitas, que o Governo de Benjamin Netanyahu justifica pelo lançamento de `rockets` do grupo islamista.

   Israel recusou-se a incluir o Líbano na trégua que os Estados Unidos declararam com o Irão na semana passada e continuou com os ataques em território libanês, incluindo esta terça-feira, enquanto decorria a reunião em Washington.

   As discrepâncias entre ambas as delegações são profundas, dado que o Governo libanês pede um cessar-fogo imediato que permita um diálogo mais amplo, mas Israel descarta essa possibilidade e exige o desarmamento total do Hezbollah e a criação de uma "zona de segurança" no sul do Líbano que lhe permita controlar a faixa entre a fronteira e o rio Litani.

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Ponto de situação
RTP /

"A tentar criar algum espaço entre Israel e o Líbano"

  • O presidente norte-americano voltou a recorrer à sua plataforma Truth Social para sinalizar que haverá, esta quinta-feira, uma nova ronda de conversações entre responsáveis israelitas e libaneses. Sem nomear intervenientes. “A tentar criar um pouco de espaço entre Israel e o Líbano. Há muito tempo que os dois líderes não conversam, cerca de 34 anos. Isso acontecerá amanhã”, escreveu Donald Trump;


  • A partir de fontes libanesas, o jornal Financial Times noticiou que um cessar-fogo pode ser anunciado a breve trecho;


  • O gabinete de segurança israelita discutiu um cessar-fogo após as negociações entre Israel e Líbano, mediadas por Washington, na passada terça-feira. Todavia, as Forças de Defesa de Israel prosseguem os ataques em solo libanês. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou mesmo que o Estado hebraico estaria prestes a "invadir" a cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, classificando-a como um bastião do Hezbollah, movimento conotado com Teerão;


  • Quatro socorristas libaneses morreram em ataques israelitas na localidade de Mayfadoun, no sul do Líbano. Outras seis pessoas ficaram feridas;


  • Entretanto, a Casa Branca veio negar os Estados Unidos tenham solicitado um prolongamento do cessar-fogo com o Irão, cujo prazo terminará na próxima semana. De acordo com a porta-voz de Trump, Karoline Leavitt, as conversas entre os dois países foram “produtivas e estão em andamento” e a Administração norte-americano está “otimista quanto às perspetivas de um acordo”;


  • Karoline Leavitt afirmou ainda que uma segunda ronda de negociações entre Estados Unidos e Irão terá "muito provavelmente" lugar em Islamabad, sublinhando que o Paquistão é “o único mediador”;


  • O chefe do exército paquistanês esteve reunido, em Teerão, com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros;


  • Os Estados Unidos anunciaram, em simultâneo, novas sanções contra a indústria petrolífera iraniana. Os alvos são mais de duas dezenas de pessoas, empresas e navios a operar sob a liderança do magnata do sector petrolífero Mohammad Hossein Shamkhani;


  • O Comando Central dos Estados Unidos indicou ter impedido dez navios de saírem de portos iranianos nas primeiras 48 horas do bloqueio naval anunciado por Trump para Ormuz. Contudo, pelo menos três navios que largaram de portos iranianos cruzaram o estreito;


  • O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou em conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, que a atual situação atingiu uma "fase crítica de transição da guerra para a paz", abrindo-se "uma janela de oportunidade";


  • Os ministros das Finanças de 11 países, entre os quais o Reino Unido e o Japão, pediram “apoio de emergência” do FMI e do Banco Mundial para assistir países afetados pela guerra no Médio Oriente.
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RTP /

EUA e Irão devem retomar negociações nos próximos dias

O comando central dos Estados Unidos garante que o bloqueio do Estreito de Ormuz já impediu a saída de nove navios dos portos iranianos.

Marinha dos Estados Unidos via Reuters

Estados Unidos e Irão devem retomar as negociações de paz nos próximos dias.
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Donald Trump voltou a atacar o papa Leão XIV

O presidente norte-americano diz que alguém precisa de informar Leão XIV sobre as dezenas de mortes de inocentes provocadas pelo regime de Teerão.

Foto: EPA

Sem responder diretamente a Trump, o lider da Igreja Católica sustentou que, apesar de diferenças de crenças, formas de rezar e de viver, todos podemos viver em paz.
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