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Enviado chinês opõe-se no Barém a ataques contra civis

Enviado chinês opõe-se no Barém a ataques contra civis

O enviado especial chinês para o Médio Oriente Zhai Jun disse hoje ao chefe da diplomacia do Barém, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que a linha vermelha de proteção dos civis "não deve ser ultrapassada".

Lusa /

Durante o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Barém, em Manama, Zhai opôs-se ao uso da força como primeira opção e apelou à resolução dos problemas regionais "através do diálogo e da consulta", segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

"Não devem ser atacados alvos não militares, como infraestruturas energéticas, económicas ou de subsistência", nem se deve "colocar em risco a segurança das rotas marítimas", sublinhou Zhai.

Isto depois de várias embarcações terem sido atacadas no estreito de Ormuz e de o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter encerrado esta passagem, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O enviado especial valorizou a "atitude calma, moderada e responsável" demonstrada desde o início do conflito pelo Barém, que nos últimos dias sofreu ataques do Irão em retaliação pelos bombardeamentos israelitas e norte-americanos.

A atual escalada de tensões na região "não beneficia nenhuma das partes", afirmou Zhai, que apelou igualmente a "interromper imediatamente as operações militares e evitar uma maior propagação do conflito".

Al Zayani afirmou que "o Barém é um país empenhado em alcançar a paz, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade regionais através do diálogo e da reconciliação", acrescentando que "não deve ser alvo de ataques injustificados".

O ministro acrescentou que "o Irão deve responder aos apelos da comunidade internacional, cessar imediatamente os seus ataques contra os Estados árabes do Golfo e garantir a segurança e o fluxo sem obstáculos das rotas marítimas internacionais".

Zayani saudou "os esforços de mediação itinerante do enviado especial chinês na região" e elogiou a "posição imparcial da China", com quem está disposto a trabalhar "para promover um cessar-fogo rápido e restabelecer a estabilidade e a calma regionais".

A conversa soma-se à série de contactos que o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, tem mantido nos últimos dias com os homólogos de vários países do Médio Oriente, incluindo o Barém, bem como com membros da comunidade internacional, no âmbito dos esforços diplomáticos de Pequim para travar a escalada.

Zhai, cuja agenda de reuniões nos países do Médio Oriente não foi detalhada, encontra-se na região a realizar uma "mediação ativa" no conflito e a manter contactos com as partes envolvidas para promover um reduzir das tensões e o regresso às negociações, informou recentemente a diplomacia chinesa.

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