Equipas de resgate encontram segunda caixa negra
As equipas de resgate localizaram a segunda caixa negra do Airbus da companhia TAM que se despenhou na terça-feira, no aeroporto de São Paulo, divulgaram fontes oficiais.
Na última quarta-feira, os responsáveis pela investigação do maior acidente aéreo brasileiro chegaram a anunciar o envio de duas caixas negras para análise do National Transportation Safety Board (NTSB), nos Estados Unidos.
Um dos equipamentos enviados, entretanto, não era uma caixa negra, como se supunha, segundo informou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, da Força Aérea Brasileira.
"O resultado mostrou que um deles (equipamentos) não se tratava do Gravador de Voz da Cabine (CVR). Tal facto se configurou por conta das deformações significativas sofridas pelos materiais em função do impacto e das altas temperaturas atingidas", lê-se no comunicado.
A segunda caixa-preta já foi localizada e será encaminhada para análise do instituto norte-americano, adianta-se.
Um problema técnico no sistema de comunicação do centro de controlo aéreo de Manaus, capital do Estado do Amazonas, na região Norte do Brasil, provocou na madrugada de sábado a interrupção e atrasos de dezenas de voos em todo o país.
O problema já foi solucionado, mas os reflexos ainda se notam em vários aeroportos, nomeadamente nas regiões Norte e Nordeste, com atrasos e cancelamentos.
Um balanço divulgado pela Infraero, empresa estatal responsável pela administração dos aeroportos, indica que 38 por cento dos 763 vôos programados para a manhã de hoje registaram atrasos de mais de uma hora, e 10,6 por cento foram cancelados.
O Airbus-A320 da companhia TAM despistou-se ao tentar aterrar no aeroporto de Congonhas, saindo da pista para embater num edifício da companhia e numa gasolineira, em que morreram pelo menos 200 pessoas, incluindo os 186 passageiros do avião.
A crise aérea brasileira iniciou-se a 29 de Setembro de 2006, quando um Boeing da companhia GOL chocou-se com um jacto executivo, na Amazônia brasileira, provocando a morte de 154 pessoas.
Após o acidente, são frequentes os atrasos, cancelamentos e longas filas nos aeroportos, além de protestos de controladores aéreos.