Macron garante que "França nunca participará" em operação no Estreito de Ormuz
Emmanuel Macron rejeitou os apelos de Donald Trump para ajudar militarmente a reabrir o Estreito de Ormuz.
Embaixada dos EUA em Bagdade atacada por milícias pró-iranianas
Milícias pró-iranianas atacaram as embaixada dos Estados Unidos em Bagdade com drones.
O porta-voz das forças armadas do Irão declarou que o resultado de uma guerra não pode ser determinado por publicações nas redes sociais e disse que "o inimigo está à beira do precipício".
Forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano
As forças israelitas estão a avançar no sul do Líbano. Israel tem dado indicações às populações da região para evacuarem as localidades.
Trump admite repensar presença dos EUA na NATO
Donald Trump anunciou que vai repensar a presença dos Estados Unidos na NATO.
Mas dentro da própria Administração Trump há discordâncias com o conflito, tendo-se demitido o diretor do centro de contra-terrorismo.
A correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto, está a acompanhar a evolução da situação americana.
Para a máquina de guerra israelita, Mojtaba Khamenei é alvo a abater
- As Forças de Defesa de Israel declaram-se determinadas a "perseguir, encontrar e neutralizar" o novo líder supremo do regime iraniano, Mojtaba Khamenei, que ainda não foi visto em público desde a nomeação para suceder ao pai, Ali Khamenei, há mais de uma semana;
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, adverte que o Estreito de Ormuz não voltará ao "estatuto de antes da guerra". A afirmação é feita na rede social X;
- Gholamreza Soleimani, o comandante da força paramilitar Basij, morreu em ataques dos Estados Unidos e Israel, confirmaram os media estatais iranianos. Ao início da noite, a morte de Ali Larijani, chefe da segurança nacional, igualmente anunciada pelo Governo israelita, ainda não tinha confirmação oficial por parte do regime;
- A aviação israelita voltou a bombardear posições conotadas com a força paramilitar iraniana Basij, na sequência do anúncio da morte do comandante desta milícia, Gholamreza Soleimani;
- Um projétil atingiu esta terça-feira uma zona nas imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, noticiou a agência Tansim, citando a Organização de Energia Atómica do Irão. Não há registo de danos no complexo;
- As Brigadas Hezbollah, um influente grupo armado iraquiano pró-Irão, também conhecido como Kataib Hezbollah, denunciaram na terça-feira a "presença americana" no Iraque e exigiram a saída de todos os soldados estrangeiros do país;
- Em Londres, num discurso perante o Parlamento britânico, o presidente ucraniano indicou que Kiev enviou 201 especialistas em drones para o Médio Oriente. O objetivo, explicou Volodymyr Zelensky, é apoiar os aliados na região a intercetar drones iranianos;
- Confrontado com múltiplas recusas, por parte de aliados ocidentais, em integrar o esforço de guerra no Médio Oriente, o presidente norte-americano, que anteviu já esta semana "um futuro muito mau" para a NATO, declara agora não estar "surpreendido". Diante dos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump voltou à carga com a ideia de que os aliados dos Estados Unidos na NATO estão a cometer "um erro muito tolo";
- O presidente francês deixou esta terça-feira claro que, "no contexto atual", as Forças Armadas do seu país não estarão disponíveis para integrar operações militares destinadas a manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação - e consequentemente ao transporte de petróleo e gás. Emmanuel Macron ressalvou que a França estará pronta a integrar "escoltas" de navios, mas apenas quando a situação estiver "mais calma";
- Demitiu-se o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Em carta ao presidente Donald Trump, divulgada na rede social X, Joe Kent escreve que "o Irão não colocava qualquer ameaça iminente" à América. "É claro que começámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lóbi americano", acrescenta.
Milícia iraniana volta a ser alvo de bombardeamentos de Israel
"Na sequência da eliminação do comandante da Bassij, a Força Aérea atacou, nas últimas horas, soldados e posições em toda a cidade de Teerão", adiantaram as Forças de Defesa de Israel em comunicado.
Projétil atinge zona próxima de Bushehr
Exército israelita propõe-se "perseguir, encontrar e neutralizar" novo líder supremo do Irão
"Não o ouvimos, não o vemos, mas posso dizer uma coisa: continuaremos a perseguir qualquer pessoa que represente uma ameaça para Israel. Não há impunidade para ele. Vamos persegui-lo, encontrá-l e neutralizá-lo", afirmou o general israelita Effie Defrin, porta-voz das IDF.
"A situação não voltará ao estatuto de antes da guerra"
A afirmação de Ghalibaf é feita na rede social X.
Como observa a agência France-Presse, apenas uma fração dos navios que anteriormente cruzavam o estreito consegue hoje completar a viagem. Por Ormuz, recorde-se, passava perto de 20 por cento do petróleo à escala mundial e quase 20 por cento do gás natural liquefeito.
Teerão confirma morte de comandante da força paramilitar Basij
Já a morte de Ali Larijani, chefe da segurança nacional, igualmente anunciada pelo Governo israelita, ainda não teve confirmação oficial por parte do regime.
Portuguesa atacada por colonos israelitas na Cisjordânia está "bem e em segurança"
Duas ativistas, uma portuguesa e outra norte-americana, foram agredidas e assaltadas na Cisjordânia, onde se encontravam a fazer voluntariado. O Governo português avançou que a cidadã de 25 anos se encontra bem.
"A cidadã nacional, uma mulher de 25 anos, encontra-se bem e em segurança; saiu hoje da Cisjordânia, acompanhada por um representante da Embaixada de Portugal em Ramallah", disse o Ministério, citado pela agência Lusa.
O MNE afirmou ainda que tem "acompanhado de perto a situação" envolvendo esta cidadã portuguesa e acrescentou que "foram prestados todos os apoios consulares adequados, incluindo a emissão de documentação temporária necessária à sua deslocação", com o apoio da representação diplomática em Ramallah.
A notícia da agressão da cidadã portuguesa por colonos israelitas na Cisjordânia no fim de semana foi avançada pelo jornal Haaretz.
A mulher terá relatado que a empurraram e que lhe puxaram o cabelo e, segundo escreve o Observador citando o MNE, "foi também assaltada, tendo ficado sem documentos e cartões"."Amarraram-nos as mãos e os pés"
Segundo testemunhas ouvidas pelo diário israelita Haaretz, colonos israelitas invadiram durante o fim de semana Khirbet Humsa, uma comunidade palestiniana no norte do Vale do Jordão, e agrediram sexualmente um homem na presença da sua família, tendo ainda agredido raparigas da comunidade e as duas ativistas que lá se encontravam.
Uma dessas ativistas é a portuguesa entretanto retirada e a outra é uma cidadã norte-americana. As duas mulheres estavam numa tenda que partilhavam com um habitante quando foram confrontadas pelos colonos israelitas.
“Acordei com a minha amiga a gritar para nos levantarmos e fomos imediatamente cercadas e encurraladas na tenda por cerca de seis colonos israelitas mascarados, armados com pesados paus de madeira”, contou a americana ao Haaretz.
“Eles derrubaram-nos imediatamente aos três, esmagando-nos o rosto com os punhos e os paus. Amarraram-nos as mãos e os pés com abraçadeiras e gritavam que iam matar-nos”.
Nessa altura, a ativista testemunhou a agressão sexual de que o homem foi vítima dentro da tenda. “Foi das piores coisas que já vi”, contou.
“Outros reviraram as nossas mochilas, roubando-nos as carteiras e os passaportes. Um deles pediu-me o telemóvel e, sempre que eu dizia que não sabia onde estava (…) ele batia-me na cara”.
A mulher contou ao Haaretz que os homens arrastaram então a ativista portuguesa para fora da tenda “pelos tornozelos, porque ela não conseguia ficar de pé com as abraçadeiras de plástico nas pernas”.
c/ agências
Grupo armado pró-iraniano no Iraque exige saída de todos os soldados estrangeiros
"A presença americana malévola é a causa principal da instabilidade no Iraque, e não haverá segurança até que o último soldado estrangeiro deixe o território iraquiano", afirmou em comunicado o novo "chefe de segurança" do grupo Abu Mujahid al-Assaf.
Novo ataque contra embaixada dos EUA em Bagdade
"A embaixada foi alvo de um ataque com um drone e um rocket", disse um responsável à agência sob anonimato.
Uma testemunha indicou à AFP que vários projéteis foram intercetados pela defesa aérea da Embaixada e outra adiantou que viu um incêndio da sua varanda junto à Embaixada dos EUA em Bagdade.
"A embaixada foi alvo de um ataque com um drone e um rocket", disse um responsável à agência sob anonimato.
Desde o início da guerra têm sido frequentes os ataques de grupos armados pró-iranianos contra alvos afetos a Washington ou Israel. Desde o início da guerra têm sido frequentes os ataques de grupos armados pró-iranianos contra alvos afetos a Washington ou Israel.
Zelensky anuncia que Ucrânia enviou 201 especialistas em drones para o Médio Oriente
Guerra com o Irão leva Trump a adiar viagem à China "por cinco ou seis semanas"
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta terça-feira que decidiu adiar a viagem a Pequim devido à crise com o Irão, que afeta a política externa dos EUA e atrasa os esforços de redução das tensões entre Washington e Pequim.
A viagem de Trump a Pequim estava prevista realizar-se entre 31 de março e 2 de abril, sendo esta a primeira visita da China no seu segundo mandato, que já dura há 14 meses. A viagem foi adiada “em cerca de cinco ou seis semanas”, anunciou Trump.
O adiamento da visita aumenta a incerteza tanto para os mercados como para a diplomacia, uma vez que a guerra com o Irão fez disparar os preços do petróleo, ameaçou a navegação pelo Estreito de Ormuz e intensificou o foco dos investidores na segurança energética. Para além disso, ficam também assim paralisadas as negociações para aliviar as tensões comerciais entre Washington e Pequim sobre Taiwan, tarifas, chips de computador, drogas ilícitas e agricultura.
Na segunda-feira, Trump já tinha anunciado que tinha pedido o adiamento por "cerca de um mês" da sua visita de Estado, explicando que queria estar em Washington “por causa da guerra” no Médio Oriente.
"Pedimos [à China] para adiar por cerca de um mês, e estou ansioso por estar com eles. Temos uma ótima relação", disse.
Washington pressiona Pequim a ajudar no Estreito de Ormuz
O pedido de adiamento surge numa altura em que Washington está a pressionar Pequim para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o trânsito de petróleo que foi bloqueada pelo Irão em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas, iniciados em 28 de fevereiro.
Numa entrevista ao Financial Times, na segunda-feira, o presidente dos EUA disse que a China, devido à sua dependência do petróleo do Médio Oriente, devia ajudar na nova coligação que está a tentar formar para que o tráfego de petroleiros possa fluir através do estreito.
"Gostaríamos de saber" antes da viagem se Pequim vai ajudar, disse Trump, sugerindo na altura que podia adiar a sua visita.
Trump pediu a várias nações, incluindo a China, que ajudem os navios a transitar em segurança pelo Estreito de Ormuz, por onde transita diariamente um quinto do petróleo mundial. O pedido de ajuda foi, até agora, amplamente rejeitado. A China, que importou cerca de 12 milhões de barris de petróleo por dia nos dois primeiros meses de 2026, a maior quantidade do mundo, não respondeu diretamente ao seu pedido.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China pediu, esta terça-feira, o fim da escalada no Estreito de Ormuz e a suspensão das ações militares na região, sem esclarecer se participará na coligação internacional de escolta de navios proposta.
Viajar para o estrangeiro "pode não ser o ideal"
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou na segunda-feira que o adiamento da reunião não se deve ao pedido de Washington por ajuda de Pequim no Golfo, nem a quaisquer divergências comerciais.
"O presidente quer permanecer em Washington para coordenar o esforço de guerra. Viajar para o estrangeiro num momento como este pode não ser o ideal", justificou.
A China também rejeitou qualquer ligação entre o adiamento da reunião e as questões em torno do Estreito de Ormuz, afirmando que “o lado americano esclareceu publicamente essas notícias falsas veiculadas pelos media”.
Pequim nunca anunciou oficialmente as datas da visita de Trump e normalmente não detalha a agenda de Xi Jinping com muita antecedência.
Os preparativos iniciais para o encontro incluíram conversações em Paris, esta semana, entre o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
A concretizar-se, esta será a segunda visita de Trump ao gigante asiático, depois da realizada em 2017, durante o seu primeiro mandato. Os dois líderes encontraram-se pela última vez em outubro do ano passado, na Coreia do Sul.
EAU podem juntar-se a Washington para garantir segurança do Estreito de Ormuz
Num evento online organizado pelo think tank norte-americano Council on Foreign Relations (CFR), Gargash afirmou que os Emirados Árabes Unidos não têm atualmente negociações ativas com o Irão.
Chefe da diplomacia turca denuncia eliminação "ilegal" de dirigentes iranianos
As declarações do governante turco surgiram depois de Israel ter reivindicado a eliminação de Ali Larijani, chefe da segurança nacional do regime iraniano. Uma morte que ainda não teve confirmação oficial por parte de Teerão.
Três soldados libaneses mortos em ataques israelitas
"Não estou surpreendido". Trump insiste em críticas a aliados da NATO
"Não estou surpreendido com a sua ação. Porque sempre considerei a NATO, onde gastamos centenas de biliões de dólares por ano a proteger estes mesmos países, uma via de sentido único", escreveu Donald Trump na rede Truth Social.
"Já não precisamos, ou desejamos, a assistência dos países da NATO - NUNCA A QUISEMOS! Do mesmo modo, do Japão, da Austrália ou da Coreia do Sul", contrapôs agora Trump.
Adiante, já diante dos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump voltou à carga com a ideia de que os aliados dos Estados Unidos na NATO estão a cometer "um erro muito tolo".
O presidente norte-americano afirmou que Emmanuel Macron "sairá em breve" da Presidência francesa e considerou "uma coisa boa" a demissão do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo do Estados Unidos, que bateu esta terça-feira com a porta a pôr em dúvida os motivos para a ofensiva contra o Irão.
México disponível para receber jogos do Irão no Mundial de futebol
A Federação do Irão pediu já à FIFA que transfira os jogos dos iranianos do Estados Unidos para o México, invocando preocupações de segurança.
Presidente da Finlândia vê implicações "negativas para a Ucrânia"
"Espero que as negociações de paz para a Ucrânia não colapsem como aconteceu com as negociações entre Irão e Estados Unidos", sublinhou o chefe de Estado.
França indisponível para operações de abertura do Estreito de Ormuz "no contexto atual"
Emmanuel Macron ressalvou que França estará pronta a integrar "escoltas" de navios, mas apenas quando a situação estiver "mais calma".
Demissão no aparelho de Washington
"Depois de muita reflexão, decidi demitir-me da minha posição como diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, com efeito imediato", lê-se no "post".
After much reflection, I have decided to resign from my position as Director of the National Counterterrorism Center, effective today.
— Joe Kent (@joekent16jan19) March 17, 2026
I cannot in good conscience support the ongoing war in Iran. Iran posed no imminent threat to our nation, and it is clear that we started this… pic.twitter.com/prtu86DpEr
"Não posso, em boa consciência, apoiar a guerra no Irão. O Irão não colocava qualquer ameaça iminente à nossa nação e é claro que começámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lóbi americano". Cândida Pinto | correspondente da RTP em Washington
Companhia aérea SAS cancela uma centena de voos devido ao aumento do preço do combustível
A companhia aérea Scandinavian Airlines Systems (SAS) cancelou uma centena de voos esta semana, a maioria na Noruega, devido ao aumento do preço do combustível causado pela guerra no Irão, anunciou hoje.
"Fizemos alguns ajustes de curto prazo no nosso horário de voos como consequência direta da crise dos combustíveis que afeta atualmente a Europa", indicou a SAS num comunicado.
A empresa acrescentou que consolidou "a capacidade nas rotas onde existem ligações alternativas para garantir opções de viagem tão estáveis quanto possível para os clientes".
A companhia aérea salientou que a medida é temporária e que será corrigida quando a situação estabilizar, embora não tenha descartado mais cancelamentos caso a subida do preço do combustível continue.
O sindicato dos pilotos noruegueses acusou, no entanto, a companhia de usar o conflito no Médio Oriente como desculpa e garantiu que a origem da medida reside na falta de pilotos, devido ao facto da empresa não ter cumprido as condições acordadas após a greve que afetou a SAS em 2022.
Outras companhias aéreas suspenderam voos nos últimos dias, invocando o aumento dos preços do combustível, como a Air New Zealand, que anunciou o cancelamento de 5% dos seus voos até ao início de maio.
Hoje o preço do barril do petróleo West Texas Intermediate (WIT), referência dos EUA subiu 1,1% para 94,53 dólares. O petróleo Brent, referência na Europa, subiu 1,9% para 102,15 dólares. No entanto, estes valores continuam abaixo dos preços do petróleo registados no final da semana passada.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Autoridades do Irão apelam a manifestações populares de apoio
A população é assim exortada a juntar-se as grupos religiosos "em todos os locais das cidades Às 17h00" para uma "manifestação popular a fim de frustar as potenciais conspirações dos inimigos sionistas".
Este apelo surgiu após o anúncio, por parte de Israel, da eliminação de Ali Larijani, chefe da segurança nacional no regime. Uma morte que ainda não teve confirmação oficial por Teerão.
ONU condena ameaças de Israel ao Líbano com referência a Gaza
"As declarações de responsáveis israelitas a ameaçar impor ao Líbano o mesmo nível de destruição de Gaza são totalmente inaceitáveis", declarou o porta-voz do Alto Comissariado, Thameen Al-Kheetan, durante uma conferência de imprensa em Genebra."Em breve, Dahiyeh (subúrbio a sul de Beirute) vai parecer-se com Khan Younis", clamou a 5 de março, no Telegram, Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e figura da extrema-direita israelita no Executivo de Benjamin Netanyahu.
As contínuas vagas de bombardeamentos israelitas sobre o Líbano, no contexto da ofensiva contra o Irão, causaram já 886 mortos, incluindo 111 crianças e 38 profissionais médicos, de acordo com o Ministério libanês da Saúde.
"Em numerosos casos, os ataques aéreos israelitas destruíram imóveis residenciais inteiros em meio urbano denso, matando frequentemente vários membros de uma família, incluindo mulheres e crianças", frisou ainda o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
"Tais ataques levantam graves preocupações no que diz respeito ao Direito Internacional Humanitário. As pessoas deslocadas pelos combates e a viver em dentes ao longo da frente de mar de Beirute foram igualmente atingidas".
Ataque aéreo israelita mata três pessoas
Segundo fontes hospitalares, citadas pela Reuters, o ataque teve por alvo um veículo no oeste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
No passado domingo, um outro ataque do Estado hebraico em Gaza havia provocado 12 mortos, incluindo nove polícias.
Primeiro-ministro israelita alega que eliminação de Ali Larijani dá "oportunidade" aos iranianos
"Esta manhã, eliminámos Ali Larijani, o chefe de um bando de gangsters que dirige, na realidade, o Irão", clama o primeiro-ministro israelita num vídeo difundido pelo seu gabinete.
"Estamos a abalar o regime na esperança de dar ao povo iraniano uma hipótese de se desembaraçar dele", insiste. Jornal da Tarde | 17 de março de 2026
"Silêncio total" do regime iraniano após notícia da morte de Ali Larijani
Os enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, deslocaram-se a Jerusalém. Foi a partir desta cidade que deram conta dos últimos desenvolvimentos da guerra.
Irão alerta aliados dos EUA. Trump insiste no confronto militar
Cresce a pressão internacional para uma solução diplomática nesta guerra, mas o presidente norte-americano insiste no confronto militar. Com tantas críticas externas e internas, Donald Trump garante ter o apoio de um antigo presidente, mas não revela o nome.
Israel reivindica morte de Ali Larijani, número um da segurança nacional do Irão
- A máquina de guerra israelita afirma ter eliminado, durante ataques noturnos, Ali Larijani, chefe da segurança nacional no seio do regime iraniano. A confirmar-se, será a mais alta figura da estrutura de poder da República Islâmica a morrer nos bombardeamentos israelo-americanos depois do líder supremo, Ali Khamenei;
- Ao início da tarde, Teerão ainda não havia confirmado a morte de Larijani. Circulam informações de que este responsável estará ferido;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram ter também eliminado, num outro ataque, o comandante da força paramilitar iraniana Basij, Gholamreza Soleimani;
- Nas últimas horas, foram ouvidas grandes explosões em várias zonas de Teerão e outras cidades do país, entre as quais Ahvaz, Isfahan e Shiraz;
- Os Emirados Árabes Unidos fecharam o respetivo espaço aéreo durante a manhã, adiantando estarem a responder a "ameaças" e mísseis e drones do Irão. A medida acabou por ser levantada e a situação foi declarada "estabilizada";
- Diferentes países do Golfo Pérsico voltaram a sofrer ataques de drones e mísseis balísticos iranianos. No Iraque, a embaixada dos Estados Unidos em Bagdade foi visada, às primeiras horas da manhã, por um destes ataques;
- O contexto é "dramático e desafiante". As palavras são de António Costa. O presidente do Conselho Europeu mostra-se convicto de que, nos próximos dias, os líderes da UE vão aprovar medidas para travar a escalada de preços do petróleo e do gás;
- Está a cresces a pressão internacional no sentido de uma solução diplomática para a guerra no Médio Oriente, mas o presidente norte-americano insiste no confronto. Donald Trump afianlça mesmo contar com o apoio de um antigo presidente. Todavia, não revela o nome do antecessor;
- Espanha aprovou a libertação de até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo ao longo de 90 dias para compensar a escassez de oferta causada pelo encerramento parcial do Estreito de Ormuz, adiantou a ministra espanhola da Energia, Sara Aages. O anúncio vem em linha com a libertação decidida pela Agência Internacional de Energia, que irá ocorrer por fases - a primeira começa dentro de 15 dias;
- Quatro dos 29 LOCAIS classificados como património mundial no Irão foram atingidos por ataques, segundo a UNESCO. A preservação destes sítios de valor excecional é uma obrigação desde a Convenção de Haia de 1954, sublinha a organização;
- O Ministério dos Serviços de Informações do Irão afirma, em comunicado, ter confiscado "centenas de dispositivos Starlink enviados pelo inimigo", referindo-se a Estados Unidos e Israel, segundo a imprensa iraniana;
- A situação no Estreito de Ormuz não pode ser considerada isoladamente, uma vez que a interrupção da navegação é o resultado da guerra imposta pela aliança israelo-americana, sustenta o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros. Em conversa telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres, Araghchi afirmou que todos os países e instituições internacionais preocupados com a paz e a segurança devem condenar Estados Unidos e Israel e exigir o “fim da sua agressão militar contra a nação iraniana”;
- Em Portugal, a líder parlamentar do PCP anunciou que o partido agendou para dia 25 deste mês um debate com o Governo sobre "política geral", centrada na "escalada de preços em consequência da guerra no Médio Oriente nas condições de vida".
PCP agenda debate com o Governo para dia 25 sobre escalada de preços
A líder parlamentar do PCP anunciou esta terça-feira que o partido agendou para dia 25 um debate com o Governo sobre "política geral", centrada na "escalada de preços em consequência da guerra no Médio Oriente nas condições de vida" em Portugal.
No encerramento das jornadas parlamentares do PCP, Paula Santos disse que o partido pediu uma interpelação ao Governo, um instrumento à disposição dos grupos parlamentares através do qual se pode obrigar os membros do executivo a apresentarem-se na Assembleia da República para um debate em plenário.
A líder da bancada comunista disse que a guerra no Irão, que "para além dos trágicos efeitos que está a produzir na perda de vidas humanas na região, está desestabilizar toda a economia mundial".
"Os efeitos em Portugal já se estão a fazer sentir, designadamente com o aumento brutal dos preços dos combustíveis, e se esta guerra não for travada de imediato, os efeitos serão dramáticos ao nível da inflação, levando a uma abrupta perda do poder de compra por parte das populações", afirmou.
Paula Santos disse que o Governo precisa de dar uma "resposta firme" à atual situação e defendeu que os grupos económicos devem ser chamados a usar os seus lucros para ajudar a responder às consequências do conflito.
Espanha aprova a libertação de até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo
A Espanha aprovou a libertação de até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo ao longo de 90 dias para compensar a escassez de oferta causada pelo encerramento parcial do Estreito de Ormuz, disse a ministra da Energia, Sara Aages.
UNESCO alerta para danos causados ao património cultural do Irão
Quatro locais dos 29 classificados como património mundial no Irão foram atingidos por ataques, segundo a organização mundial. A preservação destes sítios de valor excecional é uma obrigação desde a Convenção de Haia de 1954, sublinha a Unesco.
A preservação destes sítios de valor excecional é uma obrigação desde a Convenção de Haia de 1954, como recorda a UNESCO. "Também contactámos as partes interessadas, Irão, Israel e Estados Unidos, dando-lhes as coordenadas geográficas destes sítios culturais do património mundial", prossegue Krista Pikkat. Sente que tem uma voz e uma opinião que contam? "Espero que sim", responde.
A Unesco alerta também para os danos causados à Cidade Branca de Telavive, em Israel, e ao sítio arqueológico de Tiro, no Líbano. Existem 125 sítios classificados como Património Mundial na zona afetada pelo conflito.
Radio France / 17 março 2026 09:10 GMT
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
Catar intercetou "onda de ataque com mísseis"
Isto acontece após um segundo alerta de ameaça à segurança “elevado” ter sido emitido há pouco tempo.
O Ministério da Defesa afirma que as suas forças armadas “intercetaram com sucesso uma segunda vaga de ataque com mísseis, que tinha como alvo o Estado do Catar”.
Autoridades iranianas confiscam "centenas de dispositivos Starlink"
O comunicado refere que, de acordo com a lei, adquirir e utilizar o Starlink é um "crime" e, durante a guerra, qualquer pessoa que o faça será punida com a "pena máxima".
A utilização do Starlink no Irão acarreta uma pena até dois anos de prisão.
Ainda é muito difícil contactar pessoas no Irão devido ao bloqueio da internet que persiste desde o início da guerra, mas os residentes com conhecimentos técnicos têm utilizado os dispositivos Starlink da SpaceX e partilhado as suas ligações com outras pessoas.
Irão culpa EUA e Israel pelas tensões no Estreito de Ormuz
Numa conversa telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres, Araghchi afirmou que todos os países e instituições internacionais preocupados com a paz e a segurança devem condenar os EUA e Israel e exigir o “fim da sua agressão militar contra a nação iraniana”, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
Exército libanês diz que um soldado foi morto e quatro ficaram feridos num ataque israelita
Os soldados foram atingidos enquanto viajavam de carro e de moto e foram levados para o hospital, informou o exército numa publicação no dia X, acrescentando num comunicado posterior que um dos feridos morreu na sequência dos ferimentos.
O ataque ocorre em plena intensificação dos ataques israelitas em todo o Líbano, que mataram mais de 880 pessoas e deslocaram mais de 1 milhão, segundo as autoridades libanesas.
O exército libanês também reportou baixas nos últimos dias, incluindo um incidente no início deste mês, no qual três soldados estavam entre os mortos em ataques israelitas, segundo o exército.
Irão atacou centros de tecnologia cibernética israelitas
O relatório refere que o exército "atacou os centros de tecnologia cibernética do regime sionista e o complexo de fabrico de armas Rafael com drones desde esta manhã".
Embaixador do Irão em Moscovo nega que Mojtaba Khamenei esteja a receber tratamento na Rússia
O jornal kuwaitiano Al-Jarida noticiou no fim de semana que o Mojtaba Khamenei, de 56 anos, que terá ficado gravemente ferido num ataque aéreo conjunto entre os Estados Unidos e Israel que matou o seu pai, foi transferido para Moscovo para tratamento médico a convite pessoal do presidente Vladimir Putin.
Será realmente possível neutralizar o programa nuclear do Irão? "Operação terrestre seria equivalente a missão suicida"
Após 17 dias de guerra, o que procuram Estados Unidos e Israel no Irão?
Mas de que tipo de ameaça estamos a falar? E será que uma intervenção terrestre para neutralizar as capacidades nucleares do Irão é realmente credível? O perigo do urânio enriquecido
Este enriquecimento de urânio é efetuado em centrifugadoras. O teor de urânio 235 é aumentado até se atingir o nível desejado, consoante se trate de uma utilização civil ou militar. Os reatores de investigação - nomeadamente os reatores de piscina utilizados em medicina - necessitam de um nível de cerca de 20%. Um reator nuclear requer uma taxa de cerca de 55%. Para além disso, é utilizado para fins militares.
"De uma forma geral é necessário um enriquecimento de cerca de 90% para fazer uma bomba nuclear 'facilmente', mas a 60% já é possível criar dispositivos que simplesmente terão menos potência", explica Emmanuelle Galichet, professora e investigadora em física nuclear no Conservatório Nacional das Artes e Ofícios (Cnam). "440 quilos representam entre dez e onze bombas nucleares se todo o stock de urânio enriquecido a 60% for aumentado para 90%", acrescenta.
Quando o urânio é utilizado em centrifugadoras para enriquecimento, encontra-se sob a forma gasosa. Uma vez atingido o nível de enriquecimento desejado, sai da centrifugadora sob a forma sólida e cristalina. É depois armazenado em garrafas de aço, do tamanho das garrafas de oxigénio utilizadas para mergulho. "440 quilos equivalem a cerca de quinze garrafas, que cabem na bagageira de um grande jipe", explica o professor-investigador em física nuclear.
O transporte deste material nuclear é, no entanto, altamente regulamentado, nomeadamente pela Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA). Mais do que a sua radioatividade - que se encontra em doses muito baixas dado que o urânio ainda não se fissionou num reator ou numa arma - o perigo reside sobretudo no seu elevado nível de toxicidade química se entrar em contacto com o ar.A dificuldade de localização das reservas
"De um modo geral, este tipo de reservas de urânio é enterrado em abrigos subterrâneos a profundidades que podem atingir os 200 metros, de modo a dificultar o acesso e, sobretudo, a protegê-lo de qualquer tentativa de destruição por um míssil de alta energia com um penetrador", explica Alain De Nève.
Embora os Estados Unidos e Israel afirmem ser capazes de detetar qualquer tentativa iraniana de aceder aos arsenais para os deslocar, é muito provável que estes arsenais iranianos tenham sido dispersos por vários locais do país para complicar a busca dos inimigos, segundo o investigador do IRSD. "Não é impossível que os iranianos tenham posto em prática uma série de estratagemas para dar a impressão de que deslocaram as reservas para determinados locais, quando não foi esse o caso. É possível que alguns movimentos sejam movimentos de engodo para enganar os serviços secretos americanos e israelitas". "Quase uma missão suicida" Todos estes fatores levam os peritos a considerar que uma intervenção terrestre americana para neutralizar estes arsenais seria extremamente arriscada. A deslocação exigiria condições logísticas e de segurança que não estão atualmente reunidas, e a sua destruição implicaria numerosos riscos, bem como um prejuízo financeiro importante.
"Há uma diferença entre uma missão intrépida e uma missão quase suicida", diz Alain De Nève. "Aqui, eu diria que estamos mais perto da segunda hipótese."Isto não significa que, logisticamente, os Estados Unidos não possam levar a cabo este tipo de missão direcionada. Já o demonstraram no passado, por exemplo, durante a operação de neutralização de Bin Laden. Mas, nessa altura, as condições eram especiais, a zona de intervenção situava-se num terreno praticamente conquistado militarmente, o que não é de todo o caso aqui no Irão. Além disso, uma tal operação provocaria sem dúvida um certo número de baixas que não seriam necessariamente toleradas pelo povo americano para este tipo de objetivo, ao contrário de Bin Laden que era um objetivo legítimo aos olhos da população americana, tendo em conta os atentados de 11 de setembro de 2001."Irão tem capacidade para se reconstruir
Mesmo que uma operação militar conduza à destruição ou à remoção das reservas nucleares iranianas, Emmanuelle Galichet salienta que o Irão possui os conhecimentos científicos necessários para recuperar.
"O Irão é um grande país científico", sublinha. "O país forma cerca de 230.000 engenheiros por ano, contra 46.000 em França. O seu projeto político mudou para um projeto militar, mas são muito fortes do ponto de vista científico. É por isso que, mesmo que se destrua ou retire uma quantidade de urânio que possa ser utilizada para uma bomba, é difícil ter a certeza de que não o voltarão a fazer. Já vimos que começaram a reconstruir-se desde os ataques de junho".
É por isso que, para o investigador, se a comunidade internacional não conseguir encontrar uma solução, o Irão tornar-se-á em breve o décimo país a possuir uma bomba nuclear.
Victor de Thier / 16 março 2026 05:05 GMT
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
Presidente do Irão convoca residentes de Teerão para funerais de marinheiros mortos
Numa mensagem divulgada pela agência de notícias Tasnim, Pezeshkian disse que os inimigos do Irão “devem saber que, à sombra do nome de cada um destes mártires de alta patente, milhares de outros homens corajosos se levantarão”.
As autoridades iranianas disseram que os caixões dos marinheiros serão colocados em 34 praças de Teerão para que o público possa prestar a sua homenagem.
Guerra com o Irão pode levar 45 milhões de pessoas à fome aguda até junho
Prevê-se que mais 45 milhões de pessoas serão levadas à fome aguda devido ao aumento dos custos dos alimentos, do petróleo e dos fretes, elevando o número global acima do recorde atual de 319 milhões, disse o vice-diretor executivo do Programa Alimentar Mundial, Carl Skaut, aos jornalistas em Genebra.
Escoltas a navios no estreito de Ormuz não garantem segurança
“Reduz o risco, mas este persiste, os navios mercantes e os marinheiros podem ser afetados”, afirmou Domínguez, considerando que não é uma solução sustentável.
O diretor-geral da OMI salientou que parte do problema reside na geografia do estreito, que embora tenha 33 quilómetros de largura, o diâmetro dos canais de navegação de águas profundas para o tráfego é de apenas cerca de quatro quilómetros.
Domínguez afirmou que o organismo da ONU, que estabelece as normas para o transporte marítimo internacional, também está seriamente preocupado com os navios retidos no Golfo que estão a ficar sem alimentos e provisões para as suas tripulações.
“A situação é preocupante, sobretudo porque os navios não podem operar livremente no estreito de Ormuz nem na região do Golfo, o acesso aos portos também está limitado, uma vez que as instalações portuárias estão a ser atacadas”, acrescentou o diretor.
Gasolineiras sem gasóleo agrícola deixam agricultores sem trabalho ou a pagar mais caro
Vários agricultores do Vale da Vilariça, no concelho de Vila Flor, ficaram sem gasóleo agrícola para trabalhar, durante alguns dias, por ter esgotado nas gasolineiras da região, estando apenas, hoje, a ser reabastecidos.
Pedro Morgado é proprietário de um posto de combustível em Santa Comba da Vilariça, concelho de Vila Flor, e contou, à Lusa, que o gasóleo agrícola esgotou no passado dia 7, tendo sido reabastecido apenas este sábado.
Segundo o empresário e também agricultor, semanalmente recebe 18 mil litros de gasóleo agrícola, quantidade que vendeu em apenas um dia, secando a mangueira para os restantes dias.
"Como havia muitos postos em que não havia gasóleo agrícola, muita gente teve de parar", afirmou.
A corrida "caótica" às bombas fez esgotar este combustível, deixando, principalmente, os pequenos agricultores desta região sem fonte de trabalho ou a procurar outras alternativas.
À Lusa, Pedro Morgado explicou que os agricultores tiveram receio que o combustível faltasse e, por isso, criaram reservas em casa, para que não deixassem de trabalhar. No entanto, nem todos tiveram a mesma sorte.
Wilson Alves foi um dos agricultores afetados. Tem seis hectares de citrinos, pessegueiros e hortícolas e durante a semana passada viu-se obrigado a colocar gasóleo rodoviário nos tratores para conseguir trabalhar.
"Tivemos de colocar gasóleo rodoviário porque não havia agrícola para conseguir trabalhar. Uma solução mais cara (...), caso contrário não trabalhávamos, ficávamos parados e agora é a época de maior trabalho, está a chegar a primavera e é preciso tratar das culturas da primavera/verão, sulfatar os pomares, pessegueiros", adiantou à Lusa.
O gasóleo agrícola custa, no dia de hoje, mais de 1,4 euros no distrito de Bragança e nalguns postos de combustível chega mesmo a ultrapassar o 1,5 euros. "São valores fora do real e que depois não acompanha a economia perante a venda dos produtos", criticou o agricultor.
Segundo Wilson Alves, este é o preço mais alto de que há memória, salientando que, para conseguir "trabalhar bem", o valor do gasóleo agrícola deveria rondar os 0,8 euros.
Numa região onde se vive da agricultura, de acordo com Pedro Morgado, cerca de "40% do consumo de gasóleo é gasóleo agrícola", "um consumo bastante elevado" deste tipo de combustível, o que evidencia a importância do setor.
Governo israelita anuncia "eliminação" de Ali Larijani
"O Chefe do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Soleimani, chefe da Basij — o principal aparelho repressivo do Irão — foram mortos ontem à noite", disse Katz numa mensagem vídeo.
"Eles juntaram-se a (Ali) Khamenei nas profundezas do inferno", acrescentou o governante israelita.
Katz declarou ainda que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".
A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.
Israel visa chefe militar da Jihad Islâmica Palestiniana
Akram al-Ajouri é o chefe da Força Quds, o braço armado do movimento, que opera sobretudo na Faixa de Gaza. "Ele estava no Irão, onde costumava residir (...). Ainda não temos dados" sobre os resultados do ataque, disse o oficial militar aos jornalistas sob anonimato.
Publicada mensagem de Larijani nas redes sociais
“Por ocasião da cerimónia fúnebre dos bravos membros da Marinha da República Islâmica do Irão: A sua memória permanecerá para sempre nos corações do povo iraniano, e estes mártires fortalecerão os alicerces do Exército da República Islâmica dentro da estrutura das Forças Armadas durante muitos anos. Peço a Deus Todo-Poderoso que conceda a estes queridos mártires as mais altas honras", lê-se na mensagem.به مناسبت مراسم تشییع سلحشوران نیروی دریایی ارتش جمهوری اسلامی ایران: یاد آنان همواره در قلب ملت ایران خواهد بود و این شهادتها بنیان ارتش جمهوری اسلامی را برای سالها در ساختار نیروهای مسلح استوار مینماید. ازخداوند متعال علو درجات برای این شهدای عزیز خواستارم. pic.twitter.com/dvTdhyDYbY
— Ali Larijani | علی لاریجانی (@alilarijani_ir) March 17, 2026
Ali Larijani. Israel afirma que matou chefe de segurança iraniano
O chefe de segurança do Irão, Ali Larijani, que Israel afirma ter sido morto esta terça-feira, estava entre vários altos funcionários iranianos vistos a marchar pelo centro de Teerão na sexta-feira para o comício anual do Dia de Al-Quds.
Nascido em 1958, em Najaf, no Iraque, numa família abastada de Amol, Larijani pertence a uma poderosa dinastia, outrora descrita pela revista Time como os "Kennedys do Irão".
O seu pai era um proeminente estudioso religioso e, aos 20 anos, Larijani casou com Farideh Motahari, filha de um confidente próximo do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.
Ao contrário de muitos dos seus pares, tinha uma formação académica secular, tendo-se licenciado em Matemática e Ciência da Computação antes de concluir um doutoramento em filosofia ocidental com foco em Immanuel Kant.
Após a revolução de 1979, ingressou na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) antes de entrar para o governo, desempenhando as funções de ministro da Cultura e, posteriormente, chefiando a emissora estatal IRIB.
Em 2005, tornou-se secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e principal negociador nuclear do Irão, cargo que deixou em 2007.
Ingressou no parlamento em 2008 e desempenhou as funções de presidente da Câmara durante três mandatos consecutivos, desempenhando um papel fundamental na aprovação do acordo nuclear de 2015.
Larijani regressou ao cargo de secretário do Conselho de Segurança em agosto de 2025, retomando uma posição central na liderança iraniana.
Visto pela última vez na sexta-feira
Ali Larijani estava entre vários altos funcionários iranianos vistos a marchar pelo centro de Teerão na sexta-feira para o comício anual do Dia de Al-Quds.
Em declarações aos meios de comunicação estatais iranianos durante a marcha, Larijani disse que o atentado ocorrido durante o comício foi um sinal de “desespero” dos inimigos do Irão.
“Estes ataques são motivados pelo medo, pelo desespero. Quem é forte não bombardearia manifestações. É evidente que a estratégia falhou”, disse à TV estatal.
Afirmou que Trump “não compreende que o povo iraniano é uma nação corajosa, uma nação forte, uma nação determinada. Quanto mais ele pressionar, mais forte se tornará a determinação da nação”.
Israel anuncia ter eliminado Ali Larijani, um dos principais líderes do Irão
Em comunicado, Katz afirmou ter sido informado naquele momento da morte do alto funcionário da segurança iraniana, ocorrida após ataques dos israelitas durante a noite.
Ainda não há informação oficial do Irão.
Katz declarou aina que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".
A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.
Bagdad em contacto com Teerão para permitir passagem de petroleiros iraquianos no Estrito de Ormuz
Na véspera, em entrevista a um canal de televisão iraquiano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hayan Abdel Ghani, reconheceu que tinha contactado "as autoridades competentes" em Teerão "para autorizar a passagem de alguns petroleiros pelo Estreito de Ormuz, para que possamos retomar as nossas exportações".
"Precisamos de lhes fornecer a identidade destes navios, os seus nomes e quem são os seus proprietários", acrescentou.
Exército israelita afirma ter morto general que comandava a milícia Basij
"Ontem (segunda-feira), a Força Aérea israelita, agindo com base em informações de inteligência (militar), alvejou e eliminou Gholamreza Soleimani", afirmou um comunicado militar israelita, acrescentando que foi morto num "ataque direcionado em Teerão".
UE procura solução diplomática para o Estreito de Ormuz
"Ninguém está disposto a colocar o seu povo em perigo no Estreito de Ormuz. Precisamos de encontrar formas diplomáticas de manter esta passagem aberta para que não tenhamos uma crise alimentar, uma crise de fertilizantes e uma crise energética também", disse Kallas em entrevista à Reuters.
Segundo a chefe da diplomacia da União Europeia. Bruxelas começou a ter em conta a imprevisibilidade dos Estados Unidos um ano após o regresso do Presidente Donald Trump à Casa Branca.
"É claro que somos aliados dos Estados Unidos, mas não compreendemos muito bem as suas ações recentes", acrescentou Kallas na entrevista à Reuters.
"Acho que ficou bastante claro, depois deste ano, que a palavra que temos de ter em conta é imprevisibilidade. Por isso, agora estamos mais calmos porque esperamos que coisas imprevisíveis aconteçam a todo o momento, e aceitamo-las como são, mantemos a calma e continuamos focados", realçou.
Exército israelita tentou assassinar Ali Larijani em ataque
"Ali Larijani foi alvo de uma tentativa de assassinato", noticiou a Kan, uma estação pública israelita. "Os resultados do ataque ainda estão a ser analisados", anunciou o Canal 12.
"Estamos a visar elementos da Guarda Revolucionária Islâmica e o aparelho repressivo do regime", disse o exército, citando o seu chefe de gabinete em comunicado.
"Foram registados resultados preventivos significativos ontem à noite, que podem influenciar o resultado das operações e os objetivos do exército israelita", disse o tenente-general Eyal Zamir.
O Irão ainda não comentou o relatório. A confirmar-se a sua morte, será o oficial iraniano de mais alto nível a ser morto desde o Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia da guerra.
Larijani, antigo negociador nuclear e aliado próximo de Khamenei, foi visto em Teerão na sexta-feira a participar nas manifestações do Dia de Quds.
No mesmo dia, os EUA ofereceram uma recompensa de até 10 milhões de dólares por informações sobre altos funcionários militares e de inteligência iranianos, incluindo Larijani, como parte de uma lista de 10 figuras ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
Vários órgãos de comunicação israelitas afirmaram ainda que os ataques visavam Gholamreza Soleimani, chefe da Força de Resistência Basij, e outras figuras importantes do grupo, e que o resultado dos ataques ainda está a ser avaliado.
China anuncia ajuda humanitária para quatro países do Médio Oriente
Parceiro comercial e diplomático do Irão, a China reforçou as suas relações com os países da região na última década. O país tem condenado repetidamente as atuais operações militares dos EUA e de Israel.
"A guerra causou uma grave catástrofe humanitária para o povo do Irão e de outros países da região", disse Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, na terça-feira, ao anunciar a ajuda.
"A China expressa a sua solidariedade e compaixão aos povos dos países afetados", realçou Lin durante uma conferência de imprensa regular.
Emirados Árabes Unidos reabrem espaço aéreo após ataques iranianos
Num comunicado da Autoridade Geral da Aviação Civil dos Emirados, a entidade explicou que dada a estabilização da situação e o fim das medidas de precaução anteriormente estabelecidas, foi tomada a decisão de retomar os voos.
“A Autoridade confirma que esta decisão surge após uma avaliação integral das condições de segurança, em coordenação com as autoridades relevantes. Sublinhamos que continuará a ser feito um acompanhamento constante para assegurar os mais elevados níveis de segurança aérea”, acrescentou a nota.
O encerramento anunciado durante a madrugada foi descrito como “uma medida de precaução excecional” para garantir a segurança dos voos e proteger o território dos EAU, coincidindo com o anúncio do Ministério da Defesa de que as defesas aéreas do país estavam a responder a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão.
A decisão de fechar o espaço aéreo ocorreu poucas horas depois de os voos de e para o aeroporto internacional do Dubai começarem a ser retomados gradualmente, após uma suspensão temporária aplicada na madrugada de segunda-feira.
Essa suspensão foi motivada por um incidente com um drone que provocou um incêndio nas imediações da infraestrutura, sem causar vítimas.
Catar interceta ataque com míssil e explosões
Um jornalista da AFP ouviu várias explosões em Doha na terça-feira, um dia depois de explosões semelhantes na capital catari.
O Catar, assim como vários outros países do Golfo, tem sido alvo de drones e mísseis nos últimos dias.
"O Ministério da Defesa do Catar anunciou que as suas forças armadas intercetaram um ataque com mísseis dirigido ao Estado do Qatar", afirmou na manhã de terça-feira no canal X.
O Irão lançou mais de 1.900 mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos, mais do que contra qualquer outro país desde o início da guerra no Médio Oriente.
Fortes explosões abalam a capital iraniana
As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais atingidos não foram imediatamente identificados.
Produção e exportações de petróleo iraniano continuam sem interrupções
A ilha de Kharg serve como principal centro de exportação de petróleo do Irão, representando 90% dos envios de petróleo do membro da OPEP. As instalações militares na ilha foram atingidas pelos EUA na semana passada.
O porta-voz da comissão, que é também parlamentar e foi citado pela agência de notícias semioficial Tasnim, reiterou a ameaça do Irão de que qualquer ataque estrangeiro à ilha de Kharg levaria a "uma humilhação maior do que a do Estreito de Ormuz", onde Teerão impediu a passagem de embarcações que, segundo o país, estão ligadas aos EUA, Israel e seus aliados.
Irão deteve 10 pessoas por atividades de espionagem
A agência de inteligência da Guarda Revolucionária especificou que as detenções ocorreram na província de Khorasan Razavi, que inclui a importante cidade de Mashhad, sublinhando que estes “mercenários" foram identificados e presos pelas forças de segurança.
"Quatro deles estavam envolvidos em atividades de espionagem, recolhendo informações e identificando a localização de pontos sensíveis e infraestruturas económicas quando foram detidos", segundo a agência.
A agência de inteligência da Guarda Revolucionária disse, citada pela agência de notícias iraniana ISNA, que outros três indivíduos detidos, "liderados pelo chefe de um grupo terrorista monárquico e com apoio financeiro e mediático", estiveram por detrás de "planos para realizar operações de campo", sem fornecer mais detalhes ou identificar o suspeito.
O chefe do sistema judicial iraniano, Golamhossein Mohseni Ejei, reiterou hoje que aqueles que colaboram com os Estados Unidos e Israel terão os seus bens no país confiscados e lembrou-lhes que também estão sujeitos à pena de morte.
Iraque negoceia com o Irão para salvaguardar o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz
O Iraque está também a trabalhar para restaurar um oleoduto desativado que permitiria o bombeamento de petróleo diretamente para o porto de Ceyhan, na Turquia, sem passar pela região do Curdistão, acrescentou o ministro do petróleo, Hayan Abdel-Ghani, num vídeo divulgado na noite de segunda-feira.
O Iraque concluirá uma inspeção num troço de 100 quilómetros do oleoduto dentro de uma semana para permitir exportações diretas de Kirkuk, acrescentou.
A reabertura do oleoduto Kirkuk-Ceyhan, que está encerrado há mais de uma década, ofereceria uma rota de exportação alternativa numa altura em que a navegação pelo estratégico Estreito de Ormuz está severamente prejudicada pelo conflito no Médio Oriente.
As exportações através do oleoduto de 960 quilómetros, que outrora transportava cerca de 0,5% do fornecimento global, foram interrompidas em 2014, após repetidos ataques de militantes do Estado Islâmico.
O Ministério do Petróleo afirmou que as exportações através desta via poderiam inicialmente atingir cerca de 250 mil barris por dia, subindo para cerca de 450 mil barris por dia se o petróleo bruto dos campos da região do Curdistão for incluído.
Mais de 36 mil palestinianos deslocados à força da Cisjordânia num ano
De acordo com um novo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que abrange o período de novembro de 2024 até ao final de outubro de 2025, "a deslocação de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa de palestinianos a uma escala sem precedentes".
A 19 de fevereiro, o ACNUDH já tinha manifestado o seu receio de "limpeza étnica" nos territórios palestinianos ocupados, apontando para uma série de ações israelitas, incluindo "a intensificação dos ataques, a destruição sistemática de bairros inteiros, a recusa em prestar ajuda humanitária e transferências forçadas".
O relatório refere que, durante o período em causa, houve "a aprovação, pelas autoridades israelitas, de 36.973 unidades habitacionais em colonatos na Jerusalém Oriental ocupada e de aproximadamente 27.200 no resto da Cisjordânia".
Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia — excluindo Jerusalém Oriental — entre aproximadamente três milhões de palestinianos, em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais ao abrigo do direito internacional.
A violência neste território palestiniano, ocupado por Israel desde 1967, intensificou-se desde o ataque do movimento islamista Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, e continuou apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em Gaza a 10 de outubro.
No seu relatório, o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) registou 1.732 incidentes de violência cometidos por colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, em comparação com 1.400 no período anterior (novembro de 2023 até ao final de outubro de 2024).
“A violência dos colonos continuou de forma coordenada, estratégica e, em grande parte, impune, com as autoridades israelitas a desempenharem um papel central”, refere o relatório.
A “transferência ilegal” de palestinianos “constitui um crime de guerra”, sublinha o Alto-comissário. E “em determinadas circunstâncias”, tais atos podem mesmo “constituir um crime contra a humanidade”.
Em comunicado, Volker Türk apela a Israel para que “cesse imediata e completamente o estabelecimento e a expansão dos colonatos, evacue todos os colonos e ponha fim à ocupação” dos territórios palestinianos.
Apela ainda a Israel para que “permita o regresso dos palestinianos deslocados e cesse todas as práticas de confisco de terras, desalojamentos forçados e demolições de casas”.
O relatório destaca ainda o crescente risco de deslocação enfrentado por milhares de palestinianos pertencentes a comunidades beduínas localizadas a nordeste de Jerusalém Oriental, devido ao avanço dos projetos de colonatos na região.
Seul afirma que envio de navio de guerra para o Estreito de Ormuz exigiria aprovação parlamentar.
Seul não está a considerar enviar o navio de guerra ROKS Dae Jo-yeong, da unidade Cheonghae, para o Estreito de Ormuz, sublinhou Ahn.
A Coreia do Sul já possui algumas forças no Médio Oriente, após o destacamento da unidade Cheonghae em 2009 para escoltar os seus navios mercantes que navegavam perto da costa da Somália em operações anti- pirataria.
Federação de futebol iraniana quer transferir para o México jogos do Mundial 2026
A missão diplomática assegura numa publicação no seu 'site' (mexico.mfa.gov.ir) que, atendendo "à falta de cooperação do Governo norte-americano na emissão de vistos e na prestação de apoio logístico à seleção nacional de futebol do Irão na preparação para o Mundial de 2026, Abolfazl Psedniddeh [embaixador iraniano no México] sugeriu à FIFA que os jogos do Irão nesse evento fossem transferidos dos Estados Unidos para o México".
"Reiteramos que os Estados Unidos não cooperam connosco na questão dos vistos. Estamos interessados em participar no Mundial, mas o Governo norte-americano não fornece o apoio logístico nem administrativo necessário", sublinhou Psedniddeh, em declarações à agência estatal IRNA, citadas no site da embaixada.
"A FIFA pode intervir para que a seleção nacional iraniana possa participar no Mundial, mas no México. O Ministério do Desporto e da Juventude do Irão será quem tomará a decisão final a este respeito", acrescentou Psedniddeh.
"Gostamos muito do povo mexicano e, para nós, a melhor opção é que os nossos jogos se realizem no México", disse.
Por seu lado, a conta na rede social X da representação do Irão (@IraninMexico) cita uma declaração do presidente da FFIRI, Mehdi Taj, na qual afirma que "uma vez que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou explicitamente que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, certamente não iremos viajar para os Estados Unidos. Estamos atualmente a negociar com a FIFA para que os jogos do Irão no Mundial se realizem no México".
Presidente do Conselho Europeu diz que objetivo de Estados Unidos e Israel com guerra não é claro
O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que "não é claro", vai ditar a duração do conflito, e admite "profunda preocupação" com as consequências.
"Penso que tudo [tempo que durará a guerra] depende de qual é o objetivo final desta missão e isso não é claro", afirmou António Costa, em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas no âmbito do projeto Redação Europeia (European Newsroom) nas vésperas de uma cimeira europeia marcada para quinta e sexta-feira e na qual será abordada a situação no Médio Oriente.
"Trata-se de uma iniciativa adotada pelos Estados Unidos e por Israel sem qualquer informação prévia aos aliados europeus. Expressamos a nossa profunda preocupação com as consequências desta guerra para a ordem internacional baseada em regras, com as consequências humanitárias e também com o impacto nos custos da energia na economia global", acrescentou o antigo primeiro-ministro português.
O encontro europeu de alto nível surge cerca de três semanas após o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana e já afetou vários setores na União Europeia (UE), nomeadamente ao nível económico (dada a elevada inflação e a escassez de bens) e energético (pela instabilidade na produção e exportação de petróleo e gás e a subida acentuada dos preços globais).
Acrescem outras consequências, como atrasos em cadeias de abastecimento e aumento de custos e deslocamentos de população.
Questionado sobre o impacto desta guerra na ordem internacional, António Costa elencou: "Na qualidade de presidente do Conselho Europeu, não sou jurista, pelo que tenho de analisar esta questão do ponto de vista político e, desse ponto de vista, (...) constato que os Estados Unidos e Israel decidiram lançar esta iniciativa sem informar os seus aliados, o que significa que enfrentamos um risco muito elevado de aumento das tensões internacionais e riscos consideráveis para a estabilidade em toda a região do Médio Oriente".
Além disso, acrescentou, "enfrentamos um risco grave para a segurança europeia, para a nossa segurança económica, o risco de agravamento de uma crise humanitária e também, aprendendo com o passado, o risco de aumento do terrorismo".
"Pedimos a todas as partes que se abstenham, que respeitem plenamente o direito internacional, especialmente os princípios da Carta das Nações Unidas, e que deem espaço à diplomacia", apelou.
À questão se a UE está sozinha na defesa de tais valores, António Costa respondeu: "Não, penso que estes são princípios comuns e universais (...) e o que ouvi de todos os diferentes intervenientes internacionais coincide com o que a União Europeia tem vindo a afirmar".
O presidente do Conselho Europeu garantiu, ainda, estar "totalmente alinhado" com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no respeito pelas regras internacionais, o multilateralismo e o apoio às Nações Unidas.
Na semana passada, Von der Leyen instou a UE a adotar uma abordagem mais firme face à nova era de rivalidade geopolítica, sugerindo que a velha ordem mundial estava extinta, enquanto António Costa disse ser do interesse europeu que o mundo continue a ser um espaço baseado em regras.
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.
O guia supremo da República Islâmica, o `ayatollah` Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia da ofensiva e já foi oficialmente substituído como líder dos xiitas pelo filho, Mojtaba Khamenei.
Em resposta, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Costa confia em apoios da UE à energia em momento dramático e desafiante
O presidente do Conselho Europeu confia que os líderes da União Europeia (UE), reunidos no final da semana, vão aprovar medidas de apoio face aos elevados preços da energia. "Temos de tomar decisões", reforça.
"Esta crise representa um momento dramático e desafiante para a ordem internacional baseada em regras e, evidentemente, tem um enorme impacto nos custos da energia. Por isso, apelamos à Comissão Europeia para que apresente um conjunto de medidas temporárias e específicas destinadas a fazer face a este aumento dos custos da energia", afirmou António Costa.
Em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas no âmbito do projeto Redação Europeia (European Newsroom) nas vésperas de uma cimeira europeia marcada para quinta e sexta-feira sobre competitividade económica, incluindo na energia, o presidente do Conselho Europeu vincou: "Sem dúvida, temos de tomar decisões. É por isso que precisamos de nos reunir [pois] é na reunião que vamos tomar decisões".
O encontro europeu de alto nível surge cerca de três semanas após o início da ofensiva militar levada a cabo por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana.
Aposta na energia produzida na Europa
"Esta situação recorda-nos que estamos no caminho certo ao investir na transição energética porque não podemos depender da energia importada e precisamos de desenvolver energia produzida internamente, seja a partir de fontes renováveis ou nucleares, mas precisamos de ser independentes e reforçar a nossa autonomia estratégica", acrescentou.
De acordo com o antigo primeiro-ministro português, ainda antes da atual crise energética provocada pela situação no Médio Oriente, o Conselho Europeu já tinha "identificado que é preciso reduzir o custo da energia" na UE.
"A melhor forma de o fazer é investir cada vez mais em energia produzida internamente. Quando se olha para o mapa dos custos da energia na Europa, fica claro que as regiões com preços mais baixos são aquelas onde a energia produzida internamente é mais intensa, a Península Ibérica e os países nórdicos", exemplificou.
As declarações do líder europeu surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem acentuadamente no espaço comunitário.
Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.
Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.
Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.
c/Lusa
Embaixada dos EUA em Bagdade foi atacada duas vezes em poucas horas
Israel bombardeia Teerão e Beirute
Trump afasta possibilidade de guerra terminar esta semana
"Não creio [que a guerra termine esta semana], mas será em breve. Não falta muito para termos um mundo muito mais seguro", respondeu Trump na Casa Branca, questionado pela imprensa sobre a duração do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que causou fortes perturbações nos mercados energéticos globais.
Guerra Médio Oriente. JD Vance nega qualquer "discordância" com Donald Trump
O vice-presidente dos Estados Unidos nega qualquer discordância com Donald Trump sobre a guerra no Irão.
Preço do petróleo Brent abre a subir e aproxima-se dos 105 dólares por barril
O preço do petróleo Brent para entrega em maio voltou hoje a abrir em alta, com um aumento acentuado de mais de 4%, aproximando-se dos 105 dólares por barril.
Às 07:00 de hoje (06:00 hora de Lisboa), o Brent subia 4,53% para 104,95 dólares, segundo dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE.
Na segunda-feira, a forte subida dos preços do crude devido às tensões no Médio Oriente diminuiu e o Brent fechou a cair 2,84%, ligeiramente acima dos 100 dólares (100,21 dólares).
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu hoje 5,04% para 97,90 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Os preços do crude voltaram a subir, afetados pelas tensões decorrentes da guerra no Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.
O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou na segunda-feira a falta de entusiasmo com que os seus aliados reagiram à sua proposta de formar uma coligação militar para garantir a segurança no estreito de Ormuz, sobretudo por parte dos europeus, que lhe disseram que a guerra no Irão não é a sua guerra.
"Alguns estão muito entusiasmados, outros não, e alguns são países que temos ajudado há muitos anos. Protegemo-los de fontes externas terríveis, e não estão tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim", disse.
A Agência Internacional de Energia (AIE) indicou na segunda-feira que está preparada para libertar mais reservas estratégicas de petróleo se necessário, após o anúncio feito na passada quarta-feira de libertar 400 milhões de barris no mercado para mitigar o impacto da guerra no Irão.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.