Manifestações de apoio à Palestina e a Israel em Londres
Portugueses começam a chegar a Lisboa em fuga de Israel
Dezenas de portugueses esperam voos de repatriamento em Telavive
Está previsto um outro voo também com destino a Chipre esta terça-feira.
As três menores de idade que estavam em Telavive optaram por regressar num voo comercial, via Dubai e chegam ao início da tarde desta terça a Lisboa.
Potências da UE e dos EUA expressam apoio firme a Israel
Acrescentam que reconhecem as aspirações legítimas do povo palestiniano e esclarecem que apoiam medidas iguais de justiça e liberdade para israelitas e palestinianos.
Mas, lembram: o Hamas não representa essas aspirações e não oferece nada ao povo palestiniano, a não ser mais terror.
Garantem que nos próximos dias vão permanecer unidos e coordenados.
Forças militares dos EUA enviam ajuda para Israel
Um alto responsável ligado à Defesa dos Estados Unidos reconheceu sob anonimato a reporteres do Pentágono que o país está a enviar novos reforços em defesa aérea, munições e outro apoio securitário para Israel, para auxiliar a resposta à ofensiva do Hamas.
Um dos maiores porta-aviões da frota de guerra norte-americana está já a caminho de águas israelitas.
Retirada do apoio à Autoridade Palestiniana seria "erro grosseiro" da União Europeia, defende o MNE
O tema será discutido na terça-feira entre os vários chefes da diplomacia europeia. "Seria um erro grosseiro dizer que todos os palestinianos são culpados por igual", defendeu o responsável pela diplomacia portuguesa, em linha com a posição adotada por Espanha e por outros Estados-membros.
"Grande parte da população palestiniana não se revê nestes ataques do Hamas e temos de fazer essa distinção", acrescentou ainda.
Em relação à retirada de portugueses, João Gomes Cravinho adiantou que serão reagrupados no Chipre e só depois viajam para Portugal num avião fretado pela TAP.
Em resposta às críticas de alguns portugueses quanto à falta de resposta por parte das autoridades portuguesas, João Gomes Cravinho sublinhou que a Embaixada está encerrada por razões de segurança e "está a funcionar num bunker".
Por isso, o contacto é feito "através do gabinete de emergência consular", informação que está "site do Ministério", afirmou em entrevista à RTP.
Onze americanos mortos em Israel
Erdogan oferece-se para mediar conflito entre Israel e Palestina
França confirma morte de um segundo cidadão francês
"A França lamenta a trágica morte de um segundo cidadão francês, vítima de ataques terroristas levados a cabo pelo Hamas contra Israel", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.
"Enviamos as nossas condolências aos seus entes queridos e estamos em contacto com a família e com as autoridades israelitas para lhes prestar todo o nosso apoio durante esta provação", acrescentou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que continua a trabalhar e a tomar medidas para esclarecer a situação dos cidadãos franceses não localizados.
Embora não tenha sido divulgado um número oficial, a comunicação social francesa indica que pode haver haver entre sete e oito desaparecidos, sendo que alguns podem fazer parte da lista de reféns capturados pela milícia palestiniana.
As autoridades francesas confirmaram na tarde de domingo a morte de uma primeira vítima em consequência do conflito que já deixou mais de 900 israelitas e outros 560 palestinianos mortos.
A diplomacia francesa informou que os consulados em Telavive e Jerusalém têm cerca de 87 mil pessoas registadas.
Muitos outros franceses estavam no país sem estarem registados quando a operação do Hamas começou.
A Air France suspendeu os voos entre Parise Telavive até novo aviso.
RTP em Jerusalém. Há sinais de uma possível operação terrestre na Faixa de Gaza
Foto: Mohammed Salem - Reuters
Reportagem dos enviados especiais da RTP, José Manuel Rosendo e Marques de Almeida.
Conflito no Médio Oriente. Setecentos palestinianos mortos e mais de 3700 feridos
Portugueses em Israel queixam-se de falta de apoio
A RTP apurou que o filho de uma portuguesa, militar das forças especiais israelitas, foi atingido em combate.
Mais de 600 vítimas mortais na Faixa de Gaza
Israel concentra tropas e armamento junto à Faixa de Gaza
Atef Safadi - EPA
Depois dos ataques aéreos cresce agora a convicção de um ataque terrestre, como nos conta o enviado especial da Antena 1, José Manuel Rosendo, que já teve oportunidade de testemunhar uma concentração de militares israelitas junto à fronteira com a Faixa de Gaza.
Presidente de Israel diz que nunca tantos judeus foram mortos num único dia desde o Holocausto
"Desde o Holocausto que nunca foram mortos tantos judeus num único dia. E desde o Holocausto que não testemunhávamos cenas de mulheres, crianças e avós judeus, incluindo sobreviventes do Holocausto, a serem metidos em camiões e levados para cativeiro", assinalou num discurso difundido pelo seu gabinete.
"O Hamas importou, adotou e imitou o selvagismo do Estado Islâmico. Entrar em casas de civis num dia santo e assassinar famílias inteiras a sangue frio. Jovens e velhos. Violando e queimando corpos. Golpear e torturar as suas vítimas inocentes", acrescentou.
O grupo islâmico palestiniano Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade Al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou por via aérea várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas e iniciou um contra-ataque com forças aéreas, navais e terrestres sobre a Faixa de Gaza, e a perseguição aos membros do movimento islamista em território israelita.
O número de mortos do lado israelita ascendeu a 300 nas primeiras 24 horas da escalada, e aumentou já para mais de 900, incluindo 100 corpos hoje encontrados pela organização de resgate judaica Zaka numa pequena quinta comunitária (kibutz) que antes do ataque tinha 1.000 pessoas.
Na Faixa de Gaza, os intensos bombardeamentos do Exército judaico, agora por terra, mar e ar, provocaram até à tarde de hoje pelo menos 560 mortos, na larga maioria civis.
Herzog também exortou a comunidade internacional a "condenar de forma clara e ruidosa as ações do Hamas como condenam as ações abomináveis e indescritíveis do [grupo `jihadista`] Estado Islâmico, porque hoje são o mesmo", e designar todo o aparelho do Hamas "como organismo terrorista".
Atualmente, Israel, os Estados Unidos -- o seu principal aliado -- e a União Europeia consideram o Hamas uma organização terrorista.
Segundo fontes oficiais palestinianas, nas últimas horas foi bombardeado o campo de refugiados palestinianos de Jabaliya provocando um número indeterminado de vítimas, com registos de pelo menos 123.000 deslocados internos num enclave com dois milhões de habitantes.
Foi ainda imposto por Israel um bloqueio total ao fornecimento de combustível, alimentos e eletricidade à Faixa de Gaza.
Hezbollah afirma que atacou dois quartéis israelitas
"Isto é só o começo". A promessa de Netanyahu aos israelitas
Netanyahu promete ainda fazer tudo para proteger o país e libertar os reféns, que o Hamas ameaça executar a cada novo ataque de Israel.
Desde sábado, morreram mais de 900 israelitas e 680 palestinianos. Israel impôs um cerco total à Faixa de Gaza.
Jornalista em Gaza relata ataques indiscriminados a áreas civis por parte de Israel
Haitham Imad - EPA
Entrevistado pelo jornalista Luís Peixoto, Ahmed Wishah confessa que não sabe por quanto tempo será possível resistir à ofensiva israelita. (Foto disponibilizada por Ahmed Wisah)
Presidente da Autoridade Palestiniana apela a intervenção da ONU
O responsável palestiniano considera que é necessário prevenir uma situação de "catástrofe humanitária", sobretudo na Faixa de Gaza, com os ataques levados a cabo por Israel.
UE esclarece que revisão do apoio palestiniano exclui suspensão da ajuda humanitária
"A Comissão condena inequivocamente o ataque terrorista perpetrado pelo Hamas contra Israel no fim de semana. Na sequência destes acontecimentos, a Comissão vai lançar hoje uma revisão urgente da assistência da União Europeia [UE] para a Palestina", refere um comunicado divulgado ao início da noite de hoje.
A Comissão Europeia esclareceu que, "com as devidas salvaguardas, o objetivo desta revisão é assegurar que a UE não está a financiar direta ou indiretamente qualquer organização terrorista para levar a cabo ataques contra Israel".
Bruxelas acrescentou que a revisão "não diz respeito à assistência humanitária providenciada pelas Operações Europeias de Proteção Civil e Ajuda Humanitária.
"A Rússia está interessada em incitar a guerra no Médio Oriente"
"Temos dados que provam muito claramente que a Rússia está interessada em incitar a guerra no Médio Oriente. Para que uma nova fonte de dor e sofrimento possa corroer a unidade global e exacerbar clivagens e controvérsias, ajudando a Rússia a destruir a liberdade na Europa", argumenta o líder ucraniano.
Acrescenta que os "propagandistas russos" se regozijam com estes ataques e os "amigos iranianos de Moscovo a estenderem abertamente a mão àqueles que atacaram Israel", afirma ainda, em referência ao Hamas.
We have data very clearly proving that Russia is interested in inciting war in the Middle East. So that a new source of pain and suffering would erode global unity and exacerbate cleavages and controversies, helping Russia in destroying freedom in Europe.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 9, 2023
We can see Russian… pic.twitter.com/TLW94hKc9e
Governo português prevê retirar mais de 150 pessoas em voos de repatriamento
"A aeronave C-130 da Força Aérea Portuguesa que neste momento está a caminho de Telavive tem chegada prevista a território israelita esta noite e fará mais do que um voo até Larnaca, em Chipre", explicou o MNE, através de um comunicado.
Posteriormente, um voo da TAP, fretado pelo Estado português, trará estes cidadãos até Lisboa, acrescentou este ministério na mesma nota.
Nesta operação de repatriamento, organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Ministério da Defesa Nacional, o Governo português prevê retirar mais de 150 pessoas.
Num comunicado anterior, a diplomacia portuguesa tinha adiantado que o C-130 da FAP estava a caminho de Telavive, mas que aguardava a autorização daquele país para o sobrevoo.
O MNE referia ainda que naquele momento não havia "registo de portugueses diretamente afetados" pelos acontecimentos em curso no território israelita, mas "tendo em conta as cada vez mais escassas opções que os voos comerciais oferecem, face à exponencial procura por parte de cidadãos de todas as partes do mundo, o Governo tomou a decisão de enviar um avião da FAP, sob estreita coordenação do Comando Conjunto das Operações Militares do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) para Israel".
Na sequência do ataque lançado sábado contra Israel pelo grupo islâmico Hamas a partir da Faixa de Gaza, estão sinalizados cerca de 100 cidadãos portugueses, entre turistas e residentes, que contactaram o Gabinete de Emergência Consular apenas para assinalarem a sua presença no território, ou para solicitarem apoio na identificação de alternativas para a saída do país, as quais continuam a ser partilhadas, esclareceu ainda o Governo.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O conflito armado já causou centenas de mortos de ambos os lados e milhares de feridos.
Acordos de Abraão e isolamento do Irão na base de conflito - analista
O analista de política internacional Filipe Pathé Duarte defendeu hoje que na base do conflito entre Israel e o Hamas está a aproximação de Telavive aos Estados árabes e o isolamento do Irão, embora ainda existam questões em aberto.
Em declarações à agência Lusa, sobre o ataque de sábado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que espoletou a retaliação de Israel, Filipe Pathé Duarte atribuiu a crise atual a "um certo apertar das agendas políticas e mediáticas da causa palestiniana, pela simples razão da normalização de Israel com os Estados árabes".
"Há um relegar para um plano não primordial do conflito israelo-palestiniano e um alienar do apoio árabe, aparentemente fruto desta aproximação feliz entre Telavive e os Estados árabes", defendeu o também académico da NOVA School of Law de Portugal.
Para Pathé Duarte, depois de todas estas razões, "o ator que fica para trás, isolado, é o Irão".
"O móbil desta aproximação entre os Estados árabes e Israel é uma comunhão de interesses essencialmente veiculada pelo reconhecimento de Israel como inimigo/adversário, comum entre Israel e os Estados árabes. E, com isto, há um isolamento do Irão", acrescentou.
"Muitas vezes, este isolamento do Irão é contrabalançado pelo acicatar das tensões no conflito israelo-palestiniano para que, de novo, Israel volte a olhar e retaliar, e que, nessa retaliação, desproporcionada, procure outra vez a narrativa do opressor contra a vítima", referiu Pathé Duarte, destacando, paralelamente, a tentativa constante de recolocar o conflito israelo-palestiniano na agenda internacional com o objetivo concreto de quebrar os Acordos de Abraão.
Os Acordos de Abraão, patrocinados pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram assinados a 15 de setembro de 2020, entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, que se tornaram os primeiros países do Golfo Pérsico a normalizarem as relações com Telavive, passando a reconhecê-lo como uma nação.
Nas últimas semanas, Israel e Arábia Saudita vinham dando sinais de uma aproximação em curso, no sentido de uma normalização das suas relações diplomáticas.
Para o académico, o impacto económico e político do conflito entre Israel e o Hamas, tendo como pano de fundo o que está a ser causado pela invasão russa da Ucrânia, ainda é cedo para perceber, mas vai depender, acima de tudo, da resposta dos Estados árabes, em particular da Arábia Saudita.
"Tem de se perceber se, na resposta, há uma condenação veemente aos atos do Hamas, se há um silêncio ensurdecedor, se há uma condenação à resposta de Israel, se há um apoio às ações do Hamas. Toda essa resposta dos Estados árabes vai condicionar o impacto económico, financeiro e energético no resto do mundo. Mais a mais, um conflito leva sempre a uma quebra no investimento", justificou.
"[Os Estados árabes] não vão condenar imediatamente o Hamas porque isso pode causar algum problema interno no mundo árabe. Sabem que a ação do Hamas foi uma ação terrorista mas, ao mesmo tempo, têm esta aproximação com Israel, que é, no fundo, uma espécie de `joint-venture` contra o Irão, que pretende ser potência regional e potência nuclear", acrescentou.
Instado pela Lusa sobre as razões do Hamas para avançar com um ataque a Israel, Pathé Duarte sublinhou que se trata de um ataque que foi preparado com antecedência, "pelo que há um lastro temporal", a par, "eventualmente", do "turbilhão político" vigente em Israel, "que poderá ter trazido alguma vulnerabilidade securitária, fator aproveitado pelo Hamas".
Por outro lado, lembrou, internamente, o Hamas "sofre um problema de legitimidade", em particular com o desafio feito pela Jihad Palestiniana e até pelo Lion`s Den, (Covil dos Leões, um grupo com cerca de ano e meio, que está a discutir a legitimidade do Hamas), que defende que a atual direção é demasiada branda com Israel.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava pelo menos 560 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza -- incluindo dezenas de menores e mulheres -- o que elevava para mais de 1.250 o total de mortes nos dois lados na sequência dos confrontos armados iniciados no sábado.
Grupo oficial do Hamas aberto a negociações
MNE português questiona decisão da União Europeia
Irlanda pede esclarecimento legal à União Europeia
Manifestação pró-Palestina em Lisboa
Foguetes do Hamas provocam sete feridos na zona de Jerusalém
No total, registaram-se quatro feridos na zona de Beitar Illit, um colonato israelita na zona ocidental da Cisjordânia ocupada, a cerca de uma dezena de quilómetros de Jerusalém, onde os casos mais graves estão a receber tratamento num hospital.
A organização médica israelita Hatzalah confirmou que os seus voluntários assistiram sete feridos provocados por três impactos diretos de foguetes na periferia de Jerusalém.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava pelo menos 560 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza -- incluindo dezenas de menores e mulheres -- o que elevava para mais de 1.250 o total de mortes nos dois lados dos confrontos armados iniciados no sábado.
Segundo fontes oficiais palestinianas, nas últimas horas foi bombardeado o campo de refugiados palestinianos de Jabaliya provocando um número indeterminado de vítimas, com registos de pelo menos 123.000 deslocados internos num enclave com dois milhões de habitantes.
Foi ainda imposto por Israel um bloqueio total ao fornecimento de combustível, alimentos e eletricidade à Faixa de Gaza.
A estas vítimas somavam-se os mais de 700 mortos do mais recente balanço do Ministério da Saúde de Israel, divulgado no domingo.
O elevado número de mortos confirmado em pouco mais de 24 horas não tem precedentes na história de Israel, apenas comparável à sangrenta primeira guerra israelo-árabe de 1948, após a fundação do Estado de Israel.
Comissário europeu para Gestão de Crises diz que UE mantém apoio aos palestinianos
"Apesar de condenar veementemente o ataque terrorista do Hamas, é imperativo proteger os civis", escreveu Janez Lenarcic na rede social X (antigamente Twitter).
O comissário para a Gestão de Crises acrescentou que "a ajuda humanitária aos palestinianos vai continuar enquanto houver necessidade".
As declarações de Janez Lenarcic surgiram depois de o comissário europeu para a Política de Vizinhança e Alargamento, Oliver Varhelyi, ter ao início da tarde de hoje anunciado a suspensão da ajuda aos palestinianos e a revisão de todos os projetos existentes.
Entretanto, os órgãos diplomáticos de vários Estados-membros, incluindo Espanha, Luxemburgo e Irlanda, anunciaram um total desacordo com a decisão anunciada pela Comissão Europeia de suspender a ajuda humanitária aos territórios palestinianos.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava pelo menos 560 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza -- incluindo dezenas de menores e mulheres -- o que elevava para mais de 1.250 o total de mortes nos dois lados na sequência dos confrontos armados iniciados no sábado.
Pelo menos 900 mortos em Israel após ataque do Hamas
Hamas ameaça executar civis israelitas
Israel fala em mais de uma centena de reféns do Hamas
Turquia diz ter falado com presidente israelita
President @RTErdogan spoke by phone with President Isaac Herzog of Israel.
— Presidency of the Republic of Türkiye (@trpresidency) October 9, 2023
The call addressed the latest developments regarding the tension in the region as well as the ongoing incidents in Israel and Palestine.
Underscoring that any step, in which the people of Gaza will get…
Espanha desagradada com corte de apoios aos palestinianos
Guterres pede cessar-fogo imediato
Erdogan falou com líder palestiniano
President @RTErdogan spoke by phone with President Mahmoud Abbas of Palestine during a break from the Presidential Cabinet Meeting.
— Presidency of the Republic of Türkiye (@trpresidency) October 9, 2023
The call addressed the latest developments regarding the tension in the region as well as the ongoing incidents in Israel and Palestine.
President…
"O presidente Erdogan afirmou que a Turquia faz todos os esforços ao seu alcance para que os conflitos na região terminem e para que a paz seja imediatamente restaurada", acrescenta a publicação.
Bruxelas suspende totalidade do apoio aos palestinianos
Reuters
Mais pormenores com a jornalista Joana Carvalho Reis.
TAP suspende ligações aéreas com Telavive
"A TAP decidiu suspender os voos para e de Telavive, devido à situação em Israel. Os passageiros com voos marcados até final de outubro podem remarcá-los sem custos adicionais ou pedir o reembolso do valor", lê-se numa nota publicada pela TAP na sua página da internet.
No sábado, a companhia aérea tinha já anunciado, em nota enviada à Lusa, o cancelamento dos voos previstos para domingo e para o dia de hoje oriundos ou com destino para Telavive.
Tal como a TAP, e segundo noticiou a agência francesa AFP, várias companhias aéreas cancelaram voos para Telavive após o ataque do Hamas contra Israel.
Entre as empresas que cancelaram as ligações aéreas estão a Lufthansa, a Emirates, a Ryanair, a Aegan Airlines, a Air France e companhias aéreas americanas.
Líderes da Alemanha, França, EUA e Reino Unido vão reunir-se
Conflito no Médio Oriente. Amnistia Internacional apela à proteção de civis de ambos os lados
Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, afirmou que “nos termos do Direito Internacional Humanitário, todas as partes em conflito têm a obrigação clara de proteger a vida dos civis envolvidos nas hostilidades”.
Neste sentido, a Amnistia Internacional apelou a que todos “os civis mantidos como reféns fossem ser libertados imediatamente e sem ferimentos”, acrescentando que devem ser tratadas com humanidade e receber tratamento médico, em conformidade com o direito internacional.
Por sua parte, Israel anunciou esta segunda-feira um bloqueio total a Gaza, sem fornecimento de eletricidade, água e alimentos, que segundo a organização é “ilegal, dura há 16 anos” e deve cessar imediatamente, assim como “todos os outros aspetos do sistema de apartheid imposto por Israel a todos os palestinianos.
Norwegian Air cancela voos
Liga Árabe marca reunião para discutir "agressão israelita"
Israel nega troca de prisioneiros
Netanyahu diz que a resposta de Israel ao ataque do Hamas “mudará o Médio Oriente”
Avião da Força Aérea Portuguesa já está a caminho de Israel
Já está a caminho de Telavive um avião das Forças Armadas para a operação de retirada dos portugueses que estão em Israel.
A missão está a ser operacionalizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Ministério da Defesa Nacional.
O voo vai fazer uma paragem no Chipre e prevê-se que chegue à capital israelita ao final do dia de hoje.
Os cidadãos nacionais que solicitaram apoio para a saída do país já estão a ser contactados pelos serviços consulares. São cerca de 100 as pessoas que terão pedido ajuda para regressar a Portugal.
Hamas diz que neste momento não é possível fazer negociações com Israel
Número de mortos em Israel aumenta para 800
Comissão Europeia suspende totalidade do apoio aos palestinianos
"Todos os pagamentos estão imediatamente suspensos. Vamos fazer a revisão de todos os projetos. Todas as propostas orçamentais, incluindo para 2023, estão adiadas até decisão em contrário. Vamos fazer uma avaliação compreensiva de todo o portefólio [de ajuda]", anunciou Oliver Varhelyi através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
•All payments immediately suspended.
— Oliver Varhelyi (@OliverVarhelyi) October 9, 2023
•All projects put under review.
•All new budget proposals, incl. for 2023 postponed until further notice.
•Comprehensive assessment of the whole portfolio.
O comissário acrescentou que o bombardeamento do território israelita a partir da Gaza por parte do movimento islâmico Hamas "é um momento de viragem" no apoio prestado pela União Europeia (UE).
“A escala do terror e a brutalidade contra Israel e a sua população são um ponto de viragem. Não pode haver negócios como é habitual. Como maior doador para os palestinianos, a Comissão Europeia vai fazer a revisão total do portefólio [de ajuda], no valor de 691 milhões de euros”, completou.
A posição do comissário europeu contrasta com aquela assumida pelos porta-vozes da Comissão há pouco mais de duas horas em conferência de imprensa, em Bruxelas.
Na conferência de imprensa, os porta-vozes rejeitaram alterações à ajuda prestada aos palestinianos e que dinheiro da UE pudesse estar a ser utilizado para financiar as atividades do Hamas, pelo que não havia, na ótica da Comissão Europeia necessidade de fazer a revisão dos donativos, que apenas estariam a ser canalizados para organizações no terreno responsáveis pela ajuda humanitária à população.
Israel diz ter matado “suspeitos armados” infiltrados do Líbano
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, também disse esta segunda-feira que o Líbano não pretende ser arrastado para o conflito entre Israel e o Hamas.
“Não queremos que o Líbano entre na guerra em curso e estamos a esforçar-nos para isso”, disse Mikati.
Israel. Irão nega ter participado nos ataques do Hamas
Vários manifestantes pró-Palestina (esq.) e pró-Israel (dir.) manifestam-se nas ruas nos Estados Unidos. | Fotos: Allison Bailey - Reuters (esq.) e Jeenah Moon - Reuters (dir.)
Em Londres, Paris, bem como em várias cidades dos Estados Unidos, foram muitos os monumentos que se iluminaram com as cores de Israel.
Israel bloqueia fornecimento de eletricidade, água e alimentos a Gaza
O exército israelita também anunciou esta segunda-feira que dentro de 48 horas, todas as famílias vão ser notificadas sobre o que aconteceu aos familiares que ou estão desaparecidos, ou foram feitos reféns pelos palestinianos na Faixa de Gaza.
Esta segunda-feira, as sirenes tocaram em praticamente todas as localidades a sul do país, inclusive em Jerusalém e Telavive.
Número de mortos na Faixa de Gaza sobe para 560
Médio Oriente. Força Aérea pronta para retirar portugueses de Israel
Foto: Ronen Zvulun - Reuters (arquivo)
São cerca de 100 as pessoas que terão pedido ajuda para regressar a Portugal.
Conflito no Médio Oriente. Israel garante que controla todo o território
Foto: Mahmoud Issa - Reuters
O Governo israelita decretou, entretanto, um bloqueio total à entrada de produtos em Gaza.
Guerra Médio Oriente. Mário Centeno considera que "é preciso dar uma oportunidade à paz"
Israel vai cortar o abastecimento de água a Gaza
Conflitos no Médio Oriente reacendem ódios e ressentimentos entre Israel e Palestina
Ibraheem Abu Mustafa - Reuters
Perante os ataques entre as forças de Israel e do grupo Hamas, Vítor Ramon Fernandes acredita que a população que vive na faixa de Gaza não vai conseguir escapar.
Entretanto, a Rússia mostrou-se extremamente preocupada com os últimos acontecimentos no Médio Oriente.
O porta-voz do Kremlin teme que este conflito entre israelitas e palestinianos representa um perigo real para toda a região...
Dmitry Peskov diz também que, para já, Moscovo não tem informação sobre o número de russos que morreram ou ficaram feridos, na sequência dos ataques concretizados pelo Hamas.
Dezenas de mortos e feridos em ataque israelita a campo de refugiados na Faixa de Gaza
Israel. Reino Unido realiza reunião de emergência para analisar conflito
Hamas diz que quatro reféns israelitas morreram durante ataques a Gaza
Borrell convoca reunião de emergência dos ministros da UE
"À luz do que aconteceu recentemente entre Gaza e Israel, o alto-representante [da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell,] convocou uma reunião urgente e extraordinária dos ministros", anunciou o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Peter Stano, em conferência de imprensa, em Bruxelas.I am convening tomorrow an emergency meeting of EU Foreign Ministers to address the situation in #Israel and in the region.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) October 9, 2023
O porta-voz da Comissão acrescentou que a reunião vai realizar-se parcialmente em Muscat, capital de Omã, onde Josep Borrell está de momento a participar no Conselho de Cooperação UE-Golfo: "Uma parte dos ministros dos Estados-membros já lá está fisicamente, esses participarão presencialmente, os outros por videoconferência."
Israel impõe "cerco total" a Gaza
Números de emergência consular
Kremlin diz estar preocupado com conflito no Médio Oriente e risco de escalada
Sirenes e explosões ouvidas em Telavive e Jerusalém
Noite marcada por centenas de ataques na Faixa de Gaza
Israel diz ter retomado o controlo de todas as regiões em torno de Gaza
Médio Oriente. EUA teme que conflito alastre na região
Irão reitera que acusações de envolvimento de Teerão são infundadas
Nasser Kanani acrescentou que Teerão não intervém "na tomada de decisões de outras nações, incluindo a Palestina".
"A resistência da nação palestiniana tem a capacidade, a força e a vontade de se defender, de defender a nação e de tentar recuperar os direitos perdidos", declarou o porta-voz numa conferência de imprensa hoje em Teerão.
No domingo, a missão do Irão na ONU negava o envolvimento de Teerão no ataque do Hamas contra Israel.
"Apoiamos de forma enfática e inequívoca a causa palestiniana. No entanto, não estamos envolvidos na resposta palestiniana, que foi tomada apenas pela Palestina", afirmou no domingo a missão do Irão na ONU em Nova Iorque, num comunicado divulgado por meios de comunicação social iranianos.
O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou notícias que indicam o alegado envolvimento de Teerão nos planos para atacar Israel.
Por outro lado, o Presidente iraniano, Ebrahim Raissi, apelou no domingo aos "governos muçulmanos" para afirmarem o apoio na sequência do ataque lançado pelo Hamas.
O líder iraniano fez a declaração após falar separadamente ao telefone com os líderes dos movimentos armados palestinianos Hamas, Ismail Haniyeh, e da Jihad Islâmica, Ziad al-Nakhala, que acolheu no passado mês de junho, em Teerão.
O Irão mantém relações estreitas com os dois movimentos palestinianos e foi um dos primeiros países a saudar a ofensiva do Hamas lançada no sábado.
"O Irão apoia a autodefesa da nação palestiniana. O regime sionista e os seus apoiantes [...] devem ser responsabilizados neste caso", disse o Presidente Raissi na sua mensagem dirigida "à nação palestiniana".
"Os governos muçulmanos deveriam juntar-se à comunidade muçulmana no apoio à nação palestina", acrescentou.
O Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita (operação Tempestade al-Aqsa), com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milícias.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeia a Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Vários ministros israelitas pedem um governo de emergência nacional
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, reconheceu que "a realidade dita que a unidade e a coesão são necessárias para derrotar os inimigos".
"Deixem as equipas e as negociações para trás. Peço ao primeiro-ministro [israelita] Benjamin Netanyahu e a [ex-ministro da Defesa e líder do Partido da Unidade, da oposição] Benjamin Gantz para que estejam à altura da ocasião, reúnam-se imediatamente e acordem em criar um governo de emergência nacional que una o povo, que eleve a motivação, que dê apoio ao Exército e alcancem a eliminação total do Hamas e as organizações terroristas em Gaza", declarou Smotrich.
Nesta linha, o ministro da Economia israelita, Nir Barakat, argumentou que "Israel está em guerra e é hora de um governo de unidade nacional".
"Nestes tempos complexos, devemos colocar de lado as nossas diferenças e unir-nos contra um inimigo que nos quer destruir (...). Os combatentes do exército de todos os setores da sociedade israelita vão à batalha pelo Estado de Israel e devemos apoiá-los com um governo de unidade que represente toda a população. Devemos formar um governo de unidade hoje e vencer a guerra juntos", referiu Nir Barakat.
Por sua vez, o ministro da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, indicou que o seu partido, Otzma Yehudit, apoiaria esta opção "desde que a base para a adesão seja um acordo que defina como objetivo do governo a vitória do Exército e a eliminação das forças e do governo do Hamas.
Ben Gvir anunciou hoje uma ordem de "emergência" para que a Divisão de Licenciamento de Armas de Fogo permita aos civis se armarem, desde que cumpram os requisitos para o porte de armas de fogo e não tenham antecedentes criminais ou restrições médicas.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O Ministério da Saúde de Israel divulgou, no domingo, um balanço de pelo menos 700 mortos em território israelita e mais de 2.000 feridos.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava, no domingo, 413 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza, o que elevava para mais de 1.100 o total de mortes nos dois lados dos confrontos armados iniciados no sábado.
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Imagem retirada de um vídeo obtido pela Reuters/via REUTERS
Como consequência deste conflito militar, os preços do petróleo dispararam nas últimas horas.
Missão do Irão na ONU nega envolvimento de Teerão em ofensiva do Hamas
"Apoiamos de forma enfática e inequívoca a causa palestiniana. No entanto, não estamos envolvidos na resposta palestiniana, que foi tomada apenas pela Palestina", afirmou a missão do Irão na ONU em Nova Iorque, num comunicado divulgado por meios de comunicação social iranianos.
O jornal americano Wall Street Journal acusou Teerão de ter ajudado a planear o ataque desde agosto e de ter dado luz verde para o seu início.
O Presidente iraniano, Ebrahim Raïssi, apelou no domingo aos "governos muçulmanos" para também afirmarem o seu apoio na sequência do ataque lançado pelo Hamas.
O líder iraniano fez a declaração depois de falar separadamente ao telefone com os líderes dos movimentos armados palestinianos Hamas, Ismail Haniyeh, e da Jihad Islâmica, Ziad al-Nakhala, que acolheu separadamente em junho, em Teerão.
O Irão mantém relações estreitas com os dois movimentos palestinianos e foi um dos primeiros países a saudar a ofensiva do Hamas lançada no sábado.
"O Irão apoia a autodefesa da nação palestiniana. O regime sionista e os seus apoiantes [...] devem ser responsabilizados neste caso", disse o Presidente Raïssi na sua mensagem dirigida "à nação palestiniana".
"Os governos muçulmanos deveriam juntar-se à comunidade muçulmana no apoio à nação palestina", acrescentou.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava, no domingo, 413 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza, o que elevava para mais de 1.100 o total de mortes nos dois lados dos confrontos armados iniciados no sábado.
Segundo o ministério, citado pela agência espanhola EFE, entre os 413 mortos estavam 78 menores e 41 mulheres.
Nas últimas horas foram atacadas duas torres na cidade de Gaza, admitindo-se que o balanço possa aumentar.
A estas vítimas somavam-se os mais de 700 mortos do mais recente balanço do Ministério da Saúde de Israel, também divulgado no domingo.
O elevado número de mortos confirmado em pouco mais de 24 horas não tem precedentes na história de Israel, apenas comparável à sangrenta primeira guerra israelo-árabe de 1948, após a fundação do Estado de Israel.
Mais de 123 mil deslocados na Faixa de Gaza
"Mais de 500 alvos" atingidos na Faixa de Gaza
"Durante a noite, caças, helicópteros, aviões e artilharia atingiram mais de 500 alvos de terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica", disse o exército num comunicado.
O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava, no domingo, 413 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza, o que elevava para mais de 1.100 o total de mortes nos dois lados dos confrontos armados iniciados no sábado.
Segundo o ministério, citado pela agência espanhola EFE, entre os 413 mortos estavam 78 menores e 41 mulheres.
Nas últimas horas foram atacadas duas torres na cidade de Gaza, admitindo-se que o balanço possa aumentar.
A estas vítimas somavam-se os mais de 700 mortos do mais recente balanço do Ministério da Saúde de Israel, também divulgado no domingo.
O elevado número de mortos confirmado em pouco mais de 24 horas não tem precedentes na história de Israel, apenas comparável à sangrenta primeira guerra israelo-árabe de 1948, após a fundação do Estado de Israel.
Avião da Força Aérea pronto para partir para Israel e retirar portugueses
Jerusalém. Encontrados 260 corpos no deserto onde decorria um festival
Um porta-voz do ZAKA, um grupo de voluntários que se ocupa da recuperação de pessoas mortas após ataques e outros incidentes, confirmou aos "media" israelitas que recolheram até ao momento 260 corpos do local, situado perto do "kibutz" Reim, sul de Israel e próximo de Gaza.
Centenas de pais aguardavam desde sábado notícias dos seus filhos desaparecidos neste ataque que suscitou grande comoção em Israel, e domingo muitos deles deslocaram-se ao comissariado de polícia na cidade de Lod, perto do aeroporto Ben Gurion, onde foi instalado o centro de busca pelos desaparecidos.
O festival foi interrompido pela sirene de aviso de ataque com mísseis, e de imediato membros armados do grupo islamista palestiniano Hamas irromperam no local disparando em todas as direções.
O grupo islâmico palestiniano Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
Conselho de Segurança da ONU sobre conflito em Israel sem consenso
“A tónica das intervenções foi no sentido de refletir sobre a necessidade de se voltar para um processo negociador o mais rápido possível”, disseuma fonte.
“O Conselho tem uma autoridade e se ele chegar a uma decisão, a uma fórmula, ele poderá ser, sem dúvida alguma, de muita utilidade no encaminhamento do conflito, da restauração da paz”.
A situação em Israel foi relatada aos embaixadores por um enviado especial da ONU ao país do Oriente Médio, por videoconferência.
Esse enviado é um norueguês que participou do acordo de Oslo, firmado entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, na Noruega e com mediação dos Estados Unidos.
Após os relatos, cada país do Conselho expressou a sua opinião sobre o conflito.
O encontro, que durou duas horas, foi convocado pelo Brasil porque, atualmente, o país ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU. Os brasileiros tentam se colocar como país mediador, conseguindo conversar com todos os países.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Robert Wood, afirmou a jornalistas que muitos condenaram os ataques do Hamas e a invasão do território israelense, mas que “obviamente, não todos” fizeram isso.
Brasil e Estados Unidos pretendem fazer um esforço nos próximos dias para conversar com Rússia e China para que cheguem a um acordo numa próxima reunião do órgão da ONU, dizem fontes do Ministério das Relações Exteriores.
A ideia é que pelo menos um comunicado oficial do Conselho de Segurança com críticas aos atentados do Hamas, mas não necessariamente em defesa de Israel, seja emitido em um eventual segundo encontro para discutir o conflito.
Ponto de situação
- O conflito entre Israel e o Hamas já fez matou mais de mil pessoas. De acordo com os dados oficiais, as forças israelitas dizem ter perdido pelo menos 700 pessoas após os ataques de sábado. Falam ainda em dezenas de raptos. A resposta de Israel, no domingo, terá matado mais de 400 pessoas, incluindo 20 crianças.
- As forças armadas israelitas dizem que precisam de um reforço de 100 mil militares.
- Os Estados Unidos iniciaram, este domingo, o envio de ajuda militar a Israel com novas munições, e reuniram o grupo aeronaval no Mediterrâneo, num rápido apoio ao aliado histórico.
- O Conselho de Segurança da ONU não chegou a uma posição conjunta sobre a situação em Israel. Os 15 países reuniram ontem em Nova Iorque, de emergência. Não conseguiram chegar a uma posição conjunta, porque dentro das esferas geopolíticas em que se movem há posições diferentes. Nem todos os países condenaram os ataques levados a cabo pelo Hamas nem a retaliação de Israel que se seguiu.
Netanyahu declarou, então, que Israel está "em guerra" com o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE). O confronto armado prosseguiu ao longo do dia de hoje, com numerosos foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza e bombardeamentos israelitas contra centenas de alvos do Hamas no enclave palestiniano.