Espanha. Duas igrejas alvo de ataque jihadista em Algeciras

por RTP
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Um homem magrebino de 25 anos matou uma pessoa com uma arma branca e pelo menos quatro ficaram feridas. O atacante já foi detido e está sob custódia policial. As autoridades estão a investigar o ataque como terrorismo.

Segundo autoridades espanholas e relatos divulgados pelos meios de comunicação social, o atacante dirigiu-se a pelo menos duas igrejas no centro de Algeciras e, com gritos de "Alá", atacou várias pessoas com uma arma semelhante a uma catana, tendo uma delas morrido.

O sacristão da Igreja de San Isidro, numa paróquia de Algeciras, sul de Espanha, foi a vítima mortal. Ficou ainda gravemente ferido um padre de outra igreja desta cidade da província de Cádiz.

Segundo descreveu o Ministério espanhol do Interior à imprensa, o atacante "entrou na igreja de San Isidro em Algeciras, por volta das 19h00, e agrediu o padre, armado com uma catana, ferindo-o gravemente". Segundo fontes de investigação e testemunhas, citadas por El País, o marroquino "começou a discutir com paroquianos ali presentes , dizendo-lhes que deviam seguir a religião islâmica".

"Em seguida, dirigiu-se à igreja de Nuestra Señora de La Palma, onde atacou o sacristão, depois de causar vários danos", acrescentou o Ministério.

O sacristão "conseguiu então sair da igreja mas foi apanhado no exterior pelo atacante, que lhe infligiu vários ferimentos mortais", acrescentou o ministro do Interior, acrescentando que o assaltante foi "imobilizado e detido" pela polícia.

Os media no local referem que o sacerdote se encontra em estado crítico e, segundo o diário El Mundo, outras quatro pessoas terão ficado feridas no incidente. 

Quem conhecia o responsável pelo ataque fala de um pessoa muita querida na comunidade.
Fernando Grande-Marlaska diz que a ocorrência "está a ser investigada e analisada, mas não é ainda possível determinar a natureza do ataque". Contactado pela agência AFP, o Ministério Público avançou que foi aberta uma investigação por "presumíveis actos de terrorismo". A Reuters também afirma que o Supremo Tribunal de Espanha deverá investigar os esfaqueamentos como um possível ataque terrorista.

No Twitter, o chefe do governo espanhol, Pedro Sanchez, enviou as suas "mais sinceras condolências aos familiares do sacristão que morreu no terrível atentado em Algeciras" e desejou "uma rápida recuperação aos feridos".

O autarca de Algeciras declarou luto e convidou os munícipes a reunirem-se em sinal de "repúdio" a este atentado na quinta-feira em frente à igreja perto da qual o sacristão foi morto.

c/agências

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