Espanha impõe controlos fronteiriços a viajantes provenientes de Itália

Espanha impõe controlos fronteiriços a viajantes provenientes de Itália

O Governo espanhol anunciou esta sexta-feira a imposição de controlos fronteiriços aos passageiros de voos e navios vindos de Itália. As verificações de passaporte e nacionalidade dos passageiros italianos terão início a partir deste sábado e estarão em vigor até 7 de setembro.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa
Pedro Sánchez e Giorgia Meloni na conferência para a recuperação da Ucrânia, em julho de 2025. Foto: Andreas Solaro - AFP

É o mais recente desenvolvimento da disputa diplomática entre os dois países europeus. Espanha anunciou esta sexta-feira que vai impor controlos fronteiriços a passageiros vindos de Itália já a partir de sábado e até ao dia 7 de setembro.

A medida surge no contexto da crise migratória de Ceuta. Madrid decidiu adotar medidas semelhantes às que tinham sido adotadas por Roma na sequência do fluxo massivo de migrantes no enclave espanhol. 

Segundo o Ministério espanhol da Administração Interna, restabelece-se temporariamente "controlos nas fronteiras internas, portos e aeroportos para os viajantes provenientes da República Italiana". 

As autoridades espanholas justificam a decisão com a "persistente pressão migratória irregular que o país transalpino tem vindo a sofrer". 

Durante o dia, o Governo espanhol tinha ameaçado avançar com "medidas proporcionais" caso Itália não levantasse os controlos de fronteira adotados na semana passada após a entrada de 72 mil pessoas em Ceuta em apenas 24 horas.

O Governo italiano reintroduziu controlos fronteiriços em portos e aeroportos para passageiros oriundos de Espanha "pelo menos até 15 de agosto" e advertiu que só poderia reconsiderar a medida se estivessem colmatados os "riscos de segurança, terrorismo" ou de uma "nova onda migratória".  

Madrid considera que a medida é "injusta", "discriminatória" e contrária aos interesses da União Europeia. Tem argumentado também que a esmagadora maioria dos 72 mil migrantes que chegou ao enclave espanhol já regressou a Marrocos e que nem Ceuta nem Melilla fazem parte do Espaço Schengen, pelo que existe controlo policial para alcançar o continente europeu.

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