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Espanha prepara-se para regularizar meio milhão de imigrantes
A imigração tem sido um dos temas mais debatidos na Europa nos últimos anos. A ministra espanhola da Previdência Social e Migrações, Elma Saiz, esteve presente numa conferência de imprensa em Madrid a anunciar a regularização extraordinária de migrantes. A medida foi exigida por vários partidos de esquerda.
O Governo de Pedro Sánchez anunciou esta terça-feira um processo extraordinário de regularização da situação legal de estrangeiros. Estima-se que abarque meio milhão de pessoas a viver e a trabalhar em Espanha.
A ministra espanhola da Previdência Social e Migrações, Elma Saiz, explicou que a medida que se destina a imigrantes que vivam em Espanha há pelo menos cinco meses, em 31 de dezembro de 2025, ou que “tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até à mesma data”. Não podem, igualmente, ter antecedentes criminais em ambos os casos.Sainz reforçou que os estrangeiros regularizados poderão trabalhar em qualquer área e região espanhola, de forma a estimular a economia e a promover a coesão social.
O objetivo da reforma no setor migratório é "melhorar e agilizar os processos de autorização de residência em circunstâncias excecionais para pessoas que comprovem vínculo de coabitação estável e indissociável em Espanha e, em geral, proporcionar maior segurança jurídica aos estrangeiros presentes no território nacional, garantindo o exercício efetivo dos seus direitos", segundo o acordo citado pelo jornal espanhol El País.
Durante um evento sobre migração realizado no passado domingo, também a eurodeputada Irene Montero, do partido de esquerda Podemos, se pronunciou sobre a medida que, na altura, estaria em vias de ser aprovada.
“As pessoas vivem em Espanha com medo de serem detidas pela polícia”, afirmou, lembrando o homicídio de Alex Pettri em Minneapolis pela polícia migratória dos Estados Unidos, sob a Administração Trump.
“Não podemos aceitar que haja pessoas que vivam com medo e sem direitos. Não podemos aceitar a violência racista. O racismo combate-se com direitos. Se sequestram crianças, assassinam, nós concedemos status legal”, referiu Montero.A eurodeputada do Podemos teceu elogios à secretária-geral do partido, Ione Belarra, reforçando o seu papel nas negociações.
A regularização extraordinária foi apresentada por diversos partidos em Espanha numa Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que foi admitida no Congresso em abril de 2024, mas não avançava há mais de um ano e meio devido à falta de acordo entre os grupos políticos, escreve El País.
A última ação do género foi implementada em 2005 pelo Governo de José Luis Rodríguez Zapatero, que abrangeu também 500 mil migrantes na época.
Estima-se que, desta vez, o mesmo número de estrangeiros seja beneficiado com a situação de residência em Espanha legalizada a par deste processo extraordinário.
c/ Lusa
A ministra espanhola da Previdência Social e Migrações, Elma Saiz, explicou que a medida que se destina a imigrantes que vivam em Espanha há pelo menos cinco meses, em 31 de dezembro de 2025, ou que “tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até à mesma data”. Não podem, igualmente, ter antecedentes criminais em ambos os casos.Sainz reforçou que os estrangeiros regularizados poderão trabalhar em qualquer área e região espanhola, de forma a estimular a economia e a promover a coesão social.
O objetivo da reforma no setor migratório é "melhorar e agilizar os processos de autorização de residência em circunstâncias excecionais para pessoas que comprovem vínculo de coabitação estável e indissociável em Espanha e, em geral, proporcionar maior segurança jurídica aos estrangeiros presentes no território nacional, garantindo o exercício efetivo dos seus direitos", segundo o acordo citado pelo jornal espanhol El País.
Durante um evento sobre migração realizado no passado domingo, também a eurodeputada Irene Montero, do partido de esquerda Podemos, se pronunciou sobre a medida que, na altura, estaria em vias de ser aprovada.
“As pessoas vivem em Espanha com medo de serem detidas pela polícia”, afirmou, lembrando o homicídio de Alex Pettri em Minneapolis pela polícia migratória dos Estados Unidos, sob a Administração Trump.
“Não podemos aceitar que haja pessoas que vivam com medo e sem direitos. Não podemos aceitar a violência racista. O racismo combate-se com direitos. Se sequestram crianças, assassinam, nós concedemos status legal”, referiu Montero.A eurodeputada do Podemos teceu elogios à secretária-geral do partido, Ione Belarra, reforçando o seu papel nas negociações.
A regularização extraordinária foi apresentada por diversos partidos em Espanha numa Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que foi admitida no Congresso em abril de 2024, mas não avançava há mais de um ano e meio devido à falta de acordo entre os grupos políticos, escreve El País.
A última ação do género foi implementada em 2005 pelo Governo de José Luis Rodríguez Zapatero, que abrangeu também 500 mil migrantes na época.
Estima-se que, desta vez, o mesmo número de estrangeiros seja beneficiado com a situação de residência em Espanha legalizada a par deste processo extraordinário.
c/ Lusa