Mundo
Estados Unidos encerram embaixada em Damasco por falta de segurança
A embaixada norte-americana vai ser encerrada e todo o pessoal diplomático, incluindo o embaixador Robert Ford, deixaram já a Síria. A Grã-Bretanha chamou o seu embaixador em Damasco para consultas e protestou junto do embaixador sírio em Londres contra a violência do regime. Em Homs, o exército prossegue a ofensiva do fim-de-semana e estará a bombardear "indiscriminadamente" a cidade.
O Departamento de Estado norte americano já tinha requisitado o mês passado o aumento das medidas de segurança devido ao agravamento da violência no país, ameaçando encerrar a representação diplomático se isso não fosse feito.
Nas últimas semanas, os combates entre o exército sírio e o exército síria livre chegaram quase ao centro da capital, Damasco e registaram-se igualmente atentados com carros-bomba.
Segundo informou o Departamento de Estado, o embaixador Ford avisou ao início do dia as autoridades sírias sobre o encerramento da embaixada e o regresso de todo o pessoal aos Estados Unidos. Dois dos 17 diplomatas norte-americanos terão já deixado a Síria por via aérea e os outros foram por terra até à vizinha Jordânia.
Homs debaixo de fogo
Este fim de semana o regime liderado pelo Presidente Bashar al-Assad lançou uma pesada ofensiva contra a cidade de Homs, que ainda não terminou e durante a qual foi atingido um hospital de campanha. Em três dias de bombardeamentos já morreram mais de 200 pessoas, na maioria civis.
Testemunhos locais à Al Jazeera relataram um "ataque maciço". "Está a acontecer um novo massacre, ninguém consegue sair de casa, não sabemos que edifícios foram atingidos nem quantos morreram", afirmou Abu Abdo Alhoms, ativista num conselho revolucionário de Homs.
"É horrível aqui" acrescentou, descrevendo uma cidade onde as explosões são enormes e fazem tremer os edifícios. Ativistas e testemunhas afirmam que o exército sírio tem estado a bombardear "indiscriminadamente" todos os bairros de Homs, desde domingo.
Homs é a cidade-bastião da revolta popular contra al-Assad que dura há 11 meses e que já fez mais de 5.400 mortos segundo estimativas da ONU. A revolta começou por ser pacífica mas, face à violência armada do regime, a resposta armada tem vindo a ganhar força.
Várias dezenas de pessoas foram mortas esta-segunda feira também noutros locais do país e há notícia de revoltas e levantamentos noutras cidades, segundo a oposição síria.
Obama afasta intervenção militar externa
À cadeia NBC, no programa "Today", Obama declarou que a crise síria ainda pode ser resolvida sem recorrer a uma intervenção militar externa. E prometeu aplicar novas sanções para obrigar o regime a ceder e o Presidente Bashar al-Assad a abandonar o poder.
"Penso que é muito importante para nós tentar resolver isto sem recorrer a uma intervenção militar externa. E acredito que isto é possível", afirmou Obama, esta segunda-feira.
A Liga Árabe disse ao início da tarde que a Síria está à beira da guerra civil e responsabilizou o regime de Damasco. "Seguimos com grande ansiedade e irritação os desenvolvimentos no terreno, na Síria e a escalada das operações militares da cidade de Homs e nas zonas rurais de Damasco, assim como o uso de artilharia pesada por parte de exército contra civis", afirmou em comunicado o Presidente da organização pan-árabe, Nabil el-Arabi.
No comunicado, publicado pela agência estatal egipcia de notícias, el-Araby acrescenta que a escalada da violência está a levar a Síria uma "situação séria" acrescentando que cria "as condições para que resvale para a guerra civil".
Grã-Bretanha chama embaixadores
A Grã-Bretanha afirmou que está a estudar um reforço das sanções contra o regime sírio e que a questão vai ser levantada no âmbito da União Europeia, segundo o porta-voz do primeiro-ministro David Cameron.
O ministro britânico nos Negócios Estrangeiros anunciou ainda que chamou o embaixador sírio em Londres para lhe ser comunicado o protesto britânico contra a violência do regime de Damasco. William Hague acrescentou que chamou o próprio embaixador britânico na Síria, para consultas.
Hague considera ainda que a questão síria poderá ser levantada na Assembleia Geral da ONU, já que Rússia e China se têm oposto às soluções avançadas até agora no âmbito do Conselho de Segurança.
"Escândalo" não pode manter-se
O Presidente francês Nicolas Sarkozy garantiu por seu lado que vai falar com o Presidente russo Dimitry Medvedev ainda esta segunda-feira para debater a situação síria, a qual classifica de "escândalo".
"A França e a Alemanha não irão abandonar o povo sírio", afirmou Sarkozy, após uma cimeira franco-alemã com a Chanceler Angela Merkel, em Paris. "O que está a suceder é um escândalo. Não iremos aceitar que a comunidade internacional continue bloqueada," acrescentou o Presidente francês.
Rússia e China têm chumbado no Conselho de Segurança da ONU as propostas de resolução da crise síria, avançadas pela Liga Árabe com apoio de vários países ocidentais, entre os quais Portugal. A Rússia considera as propostas "ingerência em assuntos internos" e afirma que o papel do Conselho de Segurança não é substituir governos legalmente eleitos.
As propostas da Liga Árabe incluem a demissão pacífica de Bashar al-Assad, a constituição de um governo interino de unidade nacional e a realização de eleições num prazo de dois meses. Damasco já recusou o plano.
Nas últimas semanas, os combates entre o exército sírio e o exército síria livre chegaram quase ao centro da capital, Damasco e registaram-se igualmente atentados com carros-bomba.
Segundo informou o Departamento de Estado, o embaixador Ford avisou ao início do dia as autoridades sírias sobre o encerramento da embaixada e o regresso de todo o pessoal aos Estados Unidos. Dois dos 17 diplomatas norte-americanos terão já deixado a Síria por via aérea e os outros foram por terra até à vizinha Jordânia.
Homs debaixo de fogo
Este fim de semana o regime liderado pelo Presidente Bashar al-Assad lançou uma pesada ofensiva contra a cidade de Homs, que ainda não terminou e durante a qual foi atingido um hospital de campanha. Em três dias de bombardeamentos já morreram mais de 200 pessoas, na maioria civis.
Testemunhos locais à Al Jazeera relataram um "ataque maciço". "Está a acontecer um novo massacre, ninguém consegue sair de casa, não sabemos que edifícios foram atingidos nem quantos morreram", afirmou Abu Abdo Alhoms, ativista num conselho revolucionário de Homs.
"É horrível aqui" acrescentou, descrevendo uma cidade onde as explosões são enormes e fazem tremer os edifícios. Ativistas e testemunhas afirmam que o exército sírio tem estado a bombardear "indiscriminadamente" todos os bairros de Homs, desde domingo.
Homs é a cidade-bastião da revolta popular contra al-Assad que dura há 11 meses e que já fez mais de 5.400 mortos segundo estimativas da ONU. A revolta começou por ser pacífica mas, face à violência armada do regime, a resposta armada tem vindo a ganhar força.
Várias dezenas de pessoas foram mortas esta-segunda feira também noutros locais do país e há notícia de revoltas e levantamentos noutras cidades, segundo a oposição síria.
Obama afasta intervenção militar externa
À cadeia NBC, no programa "Today", Obama declarou que a crise síria ainda pode ser resolvida sem recorrer a uma intervenção militar externa. E prometeu aplicar novas sanções para obrigar o regime a ceder e o Presidente Bashar al-Assad a abandonar o poder.
"Penso que é muito importante para nós tentar resolver isto sem recorrer a uma intervenção militar externa. E acredito que isto é possível", afirmou Obama, esta segunda-feira.
A Liga Árabe disse ao início da tarde que a Síria está à beira da guerra civil e responsabilizou o regime de Damasco. "Seguimos com grande ansiedade e irritação os desenvolvimentos no terreno, na Síria e a escalada das operações militares da cidade de Homs e nas zonas rurais de Damasco, assim como o uso de artilharia pesada por parte de exército contra civis", afirmou em comunicado o Presidente da organização pan-árabe, Nabil el-Arabi.
No comunicado, publicado pela agência estatal egipcia de notícias, el-Araby acrescenta que a escalada da violência está a levar a Síria uma "situação séria" acrescentando que cria "as condições para que resvale para a guerra civil".
Grã-Bretanha chama embaixadores
A Grã-Bretanha afirmou que está a estudar um reforço das sanções contra o regime sírio e que a questão vai ser levantada no âmbito da União Europeia, segundo o porta-voz do primeiro-ministro David Cameron.
O ministro britânico nos Negócios Estrangeiros anunciou ainda que chamou o embaixador sírio em Londres para lhe ser comunicado o protesto britânico contra a violência do regime de Damasco. William Hague acrescentou que chamou o próprio embaixador britânico na Síria, para consultas.
Hague considera ainda que a questão síria poderá ser levantada na Assembleia Geral da ONU, já que Rússia e China se têm oposto às soluções avançadas até agora no âmbito do Conselho de Segurança.
"Escândalo" não pode manter-se
O Presidente francês Nicolas Sarkozy garantiu por seu lado que vai falar com o Presidente russo Dimitry Medvedev ainda esta segunda-feira para debater a situação síria, a qual classifica de "escândalo".
"A França e a Alemanha não irão abandonar o povo sírio", afirmou Sarkozy, após uma cimeira franco-alemã com a Chanceler Angela Merkel, em Paris. "O que está a suceder é um escândalo. Não iremos aceitar que a comunidade internacional continue bloqueada," acrescentou o Presidente francês.
Rússia e China têm chumbado no Conselho de Segurança da ONU as propostas de resolução da crise síria, avançadas pela Liga Árabe com apoio de vários países ocidentais, entre os quais Portugal. A Rússia considera as propostas "ingerência em assuntos internos" e afirma que o papel do Conselho de Segurança não é substituir governos legalmente eleitos.
As propostas da Liga Árabe incluem a demissão pacífica de Bashar al-Assad, a constituição de um governo interino de unidade nacional e a realização de eleições num prazo de dois meses. Damasco já recusou o plano.