Estados Unidos suspendem buscas por sobreviventes de ataque a navio no Pacífico
A Guarda Costeira dos Estados Unidos (EUA) suspendeu, após três dias de operações, as buscas por sobreviventes de dois navios atacadas pela forças militares norte-americanas no leste do oceano Pacífico.
A força afirmou em comunicado que "suspendeu na sexta-feira as buscas pelas pessoas que terão sido dadas como desaparecidas na água, a aproximadamente 400 milhas náuticas a sudoeste da fronteira entre o México e a Guatemala".
A Guarda Costeira declarou que os recursos alocados à busca "eram extremamente limitados devido às restrições de distância e alcance" e que a operação envolveu o Departamento de Defesa e dois navios de resgate.
A operação durou mais de 65 horas e percorreu mais de 1.090 milhas náuticas (cerca de dois mil quilómetros) em "condições visuais favoráveis, sem avistar sobreviventes ou destroços".
Depois de prestarem "assistência" a três embarcações, as equipas de resgate suspenderam as buscas devido aos "resultados negativos", sublinhou a nota.
"Suspender uma busca nunca é fácil e, considerando o esforço exaustivo, a falta de sinais positivos e a probabilidade decrescente de sobrevivência, suspendemos as atividades de busca ativa até que sejam feitos novos desenvolvimentos", referiu.
"Nesta fase da resposta, a probabilidade de um resultado positivo, com base no tempo decorrido, nas condições ambientais e nos recursos disponíveis para uma pessoa na água, é muito baixa", declarou o capitão da Guarda Costeira Patrick Dill.
Horas antes, o Presidente da Colômbia indicou que sabia a localização exata dos sobreviventes do ataque norte-americano, apontando para informações da Marinha colombiana.
Gustavo Petro afirmou que membros das Forças Armadas da Colômbia estavam preparados para trabalhar na localização e resgate dos sobreviventes do ataque contra navios, alegadamente usados para tráfico de droga.
Também na sexta-feira, o chefe de Estado disse que um míssil norte-americano tinha atingido um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra a produção de cocaína.
Os Estados Unidos realizaram na terça-feira novos ataques contra alegados alvos de tráfico de droga, visando três navios e matando três pessoas.
As três pessoas "a bordo do primeiro navio foram mortas no primeiro ataque" e as que seguiam nos outros dois "saltaram para o mar e escaparam antes que os ataques subsequentes afundassem as suas embarcações", relatou na rede X o Comando Sul das forças norte-americanas, que se ocupam da América Latina e Caraíbas.
O Comando Sul declarou que, após os bombardeamentos, "notificou imediatamente a Guarda Costeira dos Estados Unidos para ativar o sistema de busca e salvamento" dos sobreviventes.
O ataque é o mais recente de uma série de operações deste tipo no âmbito da Operação Lança do Sul, que já matou mais de uma centena de pessoas acusadas por Washington de transportar droga para os Estados Unidos.
A legalidade da operação tem sido amplamente questionada por alegados indícios de execuções extrajudiciais por parte dos militares norte-americanos.
Desde o verão que o Pentágono mantém um destacamento militar sem precedentes no sul das Caraíbas, o maior em décadas, enquanto Washington tem vindo a alertar que o seu objetivo é que Maduro e os seus colaboradores, acusados ??de liderar um narcoestado, renunciem ao poder.