Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Estamos a apelar a que o conflito não aumente". A mensagem do Conselho de Cooperação do Golfo e UE
Portugal esteve representado em reunião ministerial pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e para a Cooperação, Ana Isabel Xavier.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo e da União Europeia realizaram esta quinta-feira uma reunião extraordinária para discutir a escalada de tensões no Médio Oriente e os ataques do Irão contra os países vizinhos.
Os ministros sublinharam a importância da parceria estratégica entre a UE e o Conselho de Cooperação do Golfo, condenaram veementemente os injustificáveis ataques iranianos contra os países do CCG, que ameaçam a segurança regional e global, e apelaram ao Irão para que cesse imediatamente os seus ataques.A União Europeia reafirmou a sua solidariedade para com os países do Golfo, como referiu a comissária para o Mediterrâneo Dubravka Šuica.
“Adotámos, por unanimidade, a declaração de solidariedade com os países do Conselho de Cooperação do Golfo, mas estamos a apelar para que o conflito não aumente. Para nós, o diálogo diplomático é a melhor solução", referiu a comissária em declarações aos jornalistas em Bruxelas.
"Preocupa-nos a liberdade de navegação marítima, sabendo que 25% do comércio mundial passa pelo Mediterrâneo. Por isso, para nós, o Estreito de Ormuz é muito importante, assim como a passagem pelo Mar Vermelho e pelo Canal do Suez”.
Os ministros reiteraram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao pleno respeito pelo Direito Internacional, pelo Direito Internacional Humanitário e pela obrigação de respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas.
Nesta reunião, discutiram-se ainda os “danos significativos causados pelos recentes ataques indiscriminados do Irão contra os Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo, que visaram infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas, instalações de serviços e áreas residenciais, resultando em danos materiais e ameaçando a segurança, a integridade física e a vida dos civis” refere o comunicado conjunto emitido no fim da reunião desta manhã".
“Estamos também gratos aos parceiros dos países do Conselho de Cooperação do Golfo pelo repatriamento dos nossos cidadãos europeus”, referiu a comissária para o Mediterrâneo.
“E acreditamos que o nosso trabalho não termina aqui e a nossa cooperação não termina aqui. Precisamos agora de aprofundar as nossas parcerias com os estes países porque não se trata apenas da região. Tudo isto pode ter impacto não só na Europa, mas também a nível global”, salientou Dubravka Šuica.
Os ministros recordaram que têm “instado consistentemente o Irão a conter o seu programa nuclear e o seu programa de mísseis balísticos, a abster-se de atividades desestabilizadoras na região e na Europa e a cessar a terrível violência contra o seu próprio povo”.
A União Europeia recordou “o direito inerente dos países do Golfo em conformidade com o Artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, de se defenderem, individual e coletivamente, contra os ataques armados do Irão e reconheceram a importância da operação de defesa marítima da EU para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento”.Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear.
Neste contexto, pode ler-se no comunicado, “os ministros reconheceram a importância da operação de defesa marítima da UE, ASPIDES, e da operação ATALANTA para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento, e incentivaram a coordenação para o apoio às operações. Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear”.
A União Europeia agradeceu aos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo “a hospitalidade e a assistência prestadas aos cidadãos da UE nos seus territórios. A União Europeia e os seus Estados-Membros continuarão a envidar todos os esforços para permitir a saída segura dos seus cidadãos, em estreita cooperação com os Estados-Membros do Conselho de Cooperação do Golfo”.
Operações de repatriamento
O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os Estados-membros da UE nos últimos dois dias com a organização de seis voos de repatriamento de cidadãos europeus em segurança para a Bulgária, a Itália, a Áustria e a Eslováquia.
“Dado que um número crescente de Estados-membros da UE ativou o Mecanismo de Proteção Civil, prevê-se que mais voos de repatriamento sejam efetuados nos próximos dias”, pode ler-se num comunicado da Comissão Europeia.
O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordena a logística dos voos disponibilizados pelos Estados-membros.
“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão Europeia está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-Membros na coordenação dos voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros, proteger os cidadãos retidos na região e transportá-los em segurança para a Europa”.
Bruxelas refere que, “até 5 de março, dez Estados-membros ativaram o mecanismo: Bélgica, Bulgária, Chéquia, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria”.
"Nenhum europeu fica sozinho numa crise. A segurança dos europeus está sempre em primeiro lugar", afirmou a Comissária Europeia da Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
"Desde o primeiro dia, a nossa prioridade é trazer para casa centenas de milhares de europeus retidos no Médio Oriente, utilizando o nosso Mecanismo de Proteção Civil da UE. A UE defende os seus cidadãos e não regateará esforços para os fazer regressar sãos e salvos".
A Comissão Europeia garante que está plenamente mobilizada para apoiar os Estados-membros e mantém-se em contacto com as delegações da UE e as autoridades consulares dos Estados-membros na região.
Os ministros sublinharam a importância da parceria estratégica entre a UE e o Conselho de Cooperação do Golfo, condenaram veementemente os injustificáveis ataques iranianos contra os países do CCG, que ameaçam a segurança regional e global, e apelaram ao Irão para que cesse imediatamente os seus ataques.A União Europeia reafirmou a sua solidariedade para com os países do Golfo, como referiu a comissária para o Mediterrâneo Dubravka Šuica.
“Adotámos, por unanimidade, a declaração de solidariedade com os países do Conselho de Cooperação do Golfo, mas estamos a apelar para que o conflito não aumente. Para nós, o diálogo diplomático é a melhor solução", referiu a comissária em declarações aos jornalistas em Bruxelas.
"Preocupa-nos a liberdade de navegação marítima, sabendo que 25% do comércio mundial passa pelo Mediterrâneo. Por isso, para nós, o Estreito de Ormuz é muito importante, assim como a passagem pelo Mar Vermelho e pelo Canal do Suez”.
Os ministros reiteraram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao pleno respeito pelo Direito Internacional, pelo Direito Internacional Humanitário e pela obrigação de respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas.
Nesta reunião, discutiram-se ainda os “danos significativos causados pelos recentes ataques indiscriminados do Irão contra os Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo, que visaram infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas, instalações de serviços e áreas residenciais, resultando em danos materiais e ameaçando a segurança, a integridade física e a vida dos civis” refere o comunicado conjunto emitido no fim da reunião desta manhã".
“Estamos também gratos aos parceiros dos países do Conselho de Cooperação do Golfo pelo repatriamento dos nossos cidadãos europeus”, referiu a comissária para o Mediterrâneo.
“E acreditamos que o nosso trabalho não termina aqui e a nossa cooperação não termina aqui. Precisamos agora de aprofundar as nossas parcerias com os estes países porque não se trata apenas da região. Tudo isto pode ter impacto não só na Europa, mas também a nível global”, salientou Dubravka Šuica.
Os ministros recordaram que têm “instado consistentemente o Irão a conter o seu programa nuclear e o seu programa de mísseis balísticos, a abster-se de atividades desestabilizadoras na região e na Europa e a cessar a terrível violência contra o seu próprio povo”.
A União Europeia recordou “o direito inerente dos países do Golfo em conformidade com o Artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, de se defenderem, individual e coletivamente, contra os ataques armados do Irão e reconheceram a importância da operação de defesa marítima da EU para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento”.Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear.
Neste contexto, pode ler-se no comunicado, “os ministros reconheceram a importância da operação de defesa marítima da UE, ASPIDES, e da operação ATALANTA para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento, e incentivaram a coordenação para o apoio às operações. Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear”.
A União Europeia agradeceu aos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo “a hospitalidade e a assistência prestadas aos cidadãos da UE nos seus territórios. A União Europeia e os seus Estados-Membros continuarão a envidar todos os esforços para permitir a saída segura dos seus cidadãos, em estreita cooperação com os Estados-Membros do Conselho de Cooperação do Golfo”.
Operações de repatriamento
O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os Estados-membros da UE nos últimos dois dias com a organização de seis voos de repatriamento de cidadãos europeus em segurança para a Bulgária, a Itália, a Áustria e a Eslováquia.
“Dado que um número crescente de Estados-membros da UE ativou o Mecanismo de Proteção Civil, prevê-se que mais voos de repatriamento sejam efetuados nos próximos dias”, pode ler-se num comunicado da Comissão Europeia.
O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordena a logística dos voos disponibilizados pelos Estados-membros.
“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão Europeia está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-Membros na coordenação dos voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros, proteger os cidadãos retidos na região e transportá-los em segurança para a Europa”.
Bruxelas refere que, “até 5 de março, dez Estados-membros ativaram o mecanismo: Bélgica, Bulgária, Chéquia, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria”.
"Nenhum europeu fica sozinho numa crise. A segurança dos europeus está sempre em primeiro lugar", afirmou a Comissária Europeia da Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
"Desde o primeiro dia, a nossa prioridade é trazer para casa centenas de milhares de europeus retidos no Médio Oriente, utilizando o nosso Mecanismo de Proteção Civil da UE. A UE defende os seus cidadãos e não regateará esforços para os fazer regressar sãos e salvos".
A Comissão Europeia garante que está plenamente mobilizada para apoiar os Estados-membros e mantém-se em contacto com as delegações da UE e as autoridades consulares dos Estados-membros na região.