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Israel anuncia "próxima fase" das operações militares e promete "mais surpresas"

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Israel anuncia "próxima fase" das operações militares e promete "mais surpresas"

Israel anunciou quinta-feira à noite a "próxima fase" das operações militares contra o Irão, que vão incluir "surpresas". Deu ordem também para aprofundar a ofensiva no sul do Líbano. Donald Trump quer por seu lado envolver-se na escolha da próxima liderança iraniana. Para a madruga de sexta-feira está prevista a chegada de mais 131 cidadãos portugueses dos EAU.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Chefe de Estado Maior de Israel, Eyal Zamir Foto: Thomas Coex - AFP

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Câmara baixa do Congresso rejeita resolução para limitar poderes de guerra de Trump

A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) dos Estados Unidos rejeitou hoje, por uma pequena margem, uma resolução sobre os poderes de guerra que visava travar os ataques do Presidente Donald Trump contra o Irão.

A votação `apertada` é um sinal precoce de inquietação no Congresso em relação ao conflito que se intensifica rapidamente e está a reordenar as prioridades dos EUA, tanto a nível nacional como internacional, noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta é a segunda votação em dois dias, depois de o Senado ter rejeitado uma medida semelhante, seguindo as linhas partidárias.

Embora a votação na câmara baixa, de 212 a 219, fosse esperada como renhida, o resultado forneceu um panorama esclarecedor do apoio político e da oposição à operação militar EUA-Israel e da justificação de Trump para ignorar o Congresso, que é o único órgão com poder para declarar guerra.

No Capitólio, o conflito rapidamente suscitou ecos das longas guerras no Afeganistão e no Iraque.

"Donald Trump não é um rei, e se ele acredita que a guerra com o Irão é do nosso interesse nacional, então deve vir ao Congresso e apresentar os seus argumentos", sublinhou o congressista Gregory Meeks, principal democrata na comissão de negócios estrangeiros da Câmara dos Representantes.

A câmara baixa aprovou também uma medida separada afirmando que o Irão é o maior patrocinador do terrorismo.

O Partido Republicano de Trump, que controla por uma pequena margem a Câmara dos Representantes e o Senado, vê o conflito com o Irão não como o início de uma nova guerra, mas como o fim de um regime que há muito ameaça o Ocidente.

A operação iniciada na semana passada por Israel e EUA matou o Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, o que alguns veem como uma oportunidade para uma mudança de regime, embora outros alertem para um vazio de poder caótico.

O congressista republicano Brian Mast, da Florida, presidente da comissão de negócios estrangeiros, agradeceu publicamente a Trump por ter tomado medidas contra o Irão, afirmando que o Presidente está a usar a sua própria autoridade constitucional para defender os EUA contra a "ameaça iminente" representada pelo país.

Embora o Congresso seja o único órgão autorizado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao Presidente norte-americano lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por criada por um ataque contra os Estados Unidos.
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"É uma questão de tempo". Depois do Irão Trump aponta para Cuba

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a admitir que poderá assumir o controlo de Cuba, afirmando que "é uma questão de tempo".

Jonathan Ernst - Reuters

Em declarações num evento com a equipa de futebol Inter Miami na Casa Branca, que tem jogadores cubanos, Trump disse que quer acabar primeiro com a guerra no Irão, mas depois "será apenas uma questão de tempo até que vocês e muitas outras pessoas regressem a Cuba".

"Queremos terminar isto primeiro", disse, referindo-se ao conflito no Irão.

O presidente norte-americano adiantou que Cuba “quer muito fechar um acordo".


Na passada sexta-feira, Donald Trump levantou a possibilidade de uma "tomada pacífica" de Cuba, adiantando que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a tratar do assunto a um "nível muito elevado".

"O Governo cubano está a falar connosco e está numa situação muito difícil", afirmou Trump à saída da Casa Branca para uma viagem ao Texas.

"Não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco e talvez possamos assumir um controlo amigável de Cuba", acrescentou.

As relações entre os dois países têm-se deteriorado nos últimos meses e as declarações de Trump surgem num contexto de, por um lado, de grave crise económica em Cuba e, por outro, de tensão entre o Washington e Havana.

Cuba está a atravessar por uma grave crise energética devido ao bloqueio norte-americano ao petróleo e que está a afetar toda a cadeia económica do tabaco, que é um dos principais setores económicos, algo que é acentuado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962.
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Comando Central EUA. Mais de 30 navios iranianos afundados e uso de mísseis balísticos caiu 90%

O Exército norte-americano afirmou na quinta-feira que afundou mais de 30 navios iranianos até à data durante a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, incluindo um navio-drone iraniano que está em chamas.

Os ataques com mísseis balísticos do Irão diminuíram 90 por cento desde o primeiro dia da guerra, disse aos jornalistas o almirante norte-americano Brad Cooper, comandante das forças norte-americanas no Médio Oriente e chefe do Comando Central.
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Pete Hegseth. Irão erra se pensa que EUA não vão conseguir sustentar a ofensiva

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirma que o Irão coemte um erro ao acreditar que os Estados Unidos não conseguiriam sustentar a guerra em curso, acrescentando que Washington tinha acabado de começar a lutar.

"O Irão espera que não possamos sustentar isto, o que é um erro de cálculo muito grave", disse Hegseth aos jornalistas durante uma visita ao quartel-general do Comando Central dos EUA.

Hegseth acrescentou que os Estados Unidos não estão a expandir os seus objectivos militares no Irão, depois de o presidente Donald Trump ter declarado à Reuters que os Estados Unidos devem estar envolvidos na escolha do próximo líder do Irão.

"Não há expansão nos nossos objetivos. Sabemos exatamente o que estamos a tentar alcançar", disse Hegseth.

Uma hora antes, o presidente Donald Trump afirmara que queria "terminar com o Irão primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo", levantando o véu sobre o próximo objetivo da política externa da sua Administração.

No fim de semana, Trump já tinha abordado a questão de Cuba, referindo que a transição da ilha para a esfera de influência norte-americana seria "amigável".


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Três hospitais inoperacionais e mais de 3.643 edifícios atingidos em Teerão

O Crescente Vermelho iraniano afirmou hoje que os ataques israelitas e norte-americanos ao país, iniciados no sábado, visaram mais de 3.643 edifícios civis e deixaram três hospitais inoperacionais.

O presidente do organismo, Pir Hossein Kolivand, detalhou que, dos 3.643 edifícios civis afetados, pelo menos 3.090 residências, 528 edifícios de comércio, mas também 13 centros médicos e nove sedes do Crescente Vermelho foram atingidos.

Além disso, grandes centros médicos como o hospital Khatam, em Teerão, com mais de 1.000 camas, ou o hospital Gandhi foram atingidos pelos bombardeamentos, causando danos a pessoas que estavam a receber tratamento médico, enquanto pacientes, incluindo recém-nascidos, tiveram que ser transferidos para outros locais, de acordo com a Cruz Vermelha.

Outros hospitais, como o Valiasr Burn, também em Teerão, ficaram completamente inutilizados.

"Estes ataques à infraestrutura civil violam as Convenções de Genebra. Foram apresentados relatórios dos danos à Cruz Vermelha Internacional e aos organismos internacionais competentes para acompanhamento legal", afirmou o Governo iraniano, referindo-se aos tratados internacionais assinados na cidade suíça que limitam a barbárie da guerra.

O porta-voz do Ministério da Saúde do Irão, Hosein Kermanpour, detalhou que os bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos mataram quatro profissionais médicos e um total de 28 profissionais de saúde ficaram feridos.

"Os ataques diretos ou indiretos à infraestrutura de saúde e ao pessoal médico violam os princípios mais fundamentais do direito internacional humanitário", afirmou o porta-voz.

Israel lançou hoje a décima segunda onda de ataques contra o Irão, que se concentraram principalmente em alvos militares em Teerão, nomeadamente sedes militares da Guarda Revolucionária e armazéns de armas, segundo o exército israelita.

A porta-voz do Governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, afirmou, no entanto, que Israel e os Estados Unidos continuam a atacar alvos civis, como escolas, universidades e centros médicos.

Pelo menos 1.230 pessoas foram mortas no Irão desde sábado, segundo o balanço de hoje da organização governamental iraniana Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irão.

Lusa
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Diplomatas da Liga Árabe debatem ataques do Irão, domingo, por videoconferência

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros da Liga Árabe vão realizar no domingo uma reunião de emergência para discutir os ataques do Irão contra vários países da região.

A informação foi noticiada pelo Wall Street Journal, citando responsáveis ​​árabes familiarizados com o assunto.

A reunião foi solicitada pela Arábia Saudita e será realizada por videoconferência, acrescentou o jornal.
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MNE e Força Aérea anunciam operação de retirada de portugueses do Médio Oriente

A solicitação do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional resultou na operação de repatriamento de portugueses que envolve um avião C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP, referiu um comunicado conjunto do MNE e da Força Aérea.

Foto: DR

O voo fretado à TAP transporta 147 passageiros a bordo, 139 portugueses e oito cidadãos estrangeiros, da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru. 

No voo militar, viajam 39 passageiros, 24 portugueses e 15 cidadãos estrangeiros, de França, Grécia, Brasil e Israel.

A chegada deste está prevista para  esta sexta-feira pelas 5h00, no Aeroporto de Figo Maduro. A hora mais precisa da chegada será comunicada oportunamente, refere o comunicado

Portugal ativou hoje o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente, indicou uma porta-voz da Comissão Europeia

O secretário de Estado das Comunidades estará presente para receber estes cidadãos repatriados, refere ainda o texto.
Portugal ativa Mecanismo Europeu

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.

À Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta da Preparação, Eva Hrncirova, referiu que 15 Estados-membros já ativaram, até ao momento, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos nacionais e confirmou que Portugal é um deles. A porta-voz referiu que alguns dos voos organizados já "chegaram em segurança à Europa e outros estão previstos para os próximos dias".

"A situação é instável e muda a cada hora. Por esse motivo, e por questões de segurança, não divulgamos detalhes das operações", referiu.

Ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, os Estados-membros podem pedir assistência à UE para o repatriamento de cidadãos, cabendo depois à Comissão Europeia coordenar a resposta e "contribuir para o transporte e custos operacionais de voos".
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RTP /

Reportagem RTP. Milhares de estrangeiros continuam retidos em Israel

Muitos estrangeiros estão retidos em Israel por causa da guerra. Os enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, conheceram um casal que chegou no dia anterior ao início da guerra.

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Iranianos em Portugal acompanham guerra com preocupação

Os iranianos em Portugal acompanham a guerra no Irão com preocupação. Alguns festejaram a morte de Ali Khamenei.

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RTP /

Irão dispara nova vaga de mísseis contra Israel

Pelas 20h30 locais, o exército israelita anunciou a intercepção de novos mísseis disparados do Irão em direção a território israelita.

Quinze minutos depois, os jornalistas da AFP em Jerusalém ouviram duas explosões distantes. 

De acordo com a Defesa Civil de Israel, as sirenes não foram acionadas em todo o país após o alerta, mas soaram aproximadamente à mesma hora em vários locais do norte, após a intrusão de uma "aeronave inimiga".
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Líbano. Forças israelitas recebem ordens para avançar ainda mais

O chefe do Estado-Maior do Exército israelita revelou ainda no seu comunicação televisivo desta quinta-feira, que as forças de Israel que operam no Líbano receberam ordens para avançar ainda mais, de forma a expandir a sua área de controlo ao longo da fronteira.

"Estamos a atacar com força, na linha da frente e a penetrar mais profundamente no Líbano. Ordenei às forças (israelitas) que avancem e expandam a área de controlo ao longo da fronteira, estabelecendo posições em pontos-chave no sul do Líbano", disse o tenente-general Eyal Zamir.

Durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta, o exército israelita bombardeou os bairros sul de Beirute, que tinha apelado a ficarem vazios par aminimizar vítimas civis.

Pelas 21h00 em Portugal, um breve comunicado militar anunciou que as forças israelitas "começaram a atacar as infraestruturas do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute".
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Israel anuncia "próxima fase" das operações militares e promete "mais surpresas"

O chefe do Estado-Maior israelita anunciou na quinta-feira à noite a "próxima fase" das operações militares israelitas no Irão e insinuou "mais surpresas" contra a República Islâmica.

"Tendo concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos superioridade aérea e neutralizamos a rede de mísseis balísticos, estamos agora a avançar para a próxima fase da operação", anunciou o tenente-general Eyal Zamir num comunicado televisivo.

"Durante esta fase, continuaremos a desmantelar o regime (iraniano) e as suas capacidades militares. Temos ainda outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.

Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que "há muitos resultados positivos", mas que "ainda há muito a fazer" no conflito contra o Irão.

"Continuamos a atacar os alvos do regime terrorista no Irão e também os elementos terroristas no Líbano. Há muitas conquistas, mas ainda há muito a fazer", indicou Netanyahu num vídeo divulgado pelo gabinete governamental.

O líder israelita visitou hoje uma base aérea no sul de Israel e reuniu-se com pilotos do Exército dos Estados Unidos que estão a participar nas operações.

"A cooperação entre o Exército dos Estados Unidos e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) é histórica", acrescentou.

Lusa
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Lusa /

Portugal ativou Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriamento de cidadãos

Portugal ativou hoje o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente, indicou uma porta-voz da Comissão Europeia à agência Lusa.

Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.

À Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta da Preparação, Eva Hrncirova, referiu que 15 Estados-membros já ativaram, até ao momento, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos nacionais e confirmou que Portugal é um deles.

A porta-voz referiu que alguns dos voos organizados já "chegaram em segurança à Europa e outros estão previstos para os próximos dias".

"A situação é instável e muda a cada hora. Por esse motivo, e por questões de segurança, não divulgamos detalhes das operações", referiu.

Ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, os Estados-membros podem pedir assistência à UE para o repatriamento de cidadãos, cabendo depois à Comissão Europeia coordenar a resposta e "contribuir para o transporte e custos operacionais de voos".

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Aliados da NATO elevam o nível de defesa antimíssil balístico

A interceção de um míssil iraniano dirigido à Turquia, esta quarta-feira, levou os aliados da NATO a decretarem o agravamento do nível de defesa antimíssil balístico em toda a aliança, informou o quartel-general militar da aliança.

O nível de alerta manter-se-á elevado até que a ameaça dos "ataques indiscriminados e contínuos do Irão em toda a região diminua", afirmou o Coronel Martin O'Donnell, porta-voz do Quartel-General Supremo das Forças Aliadas na Europa, numa publicação na rede X.

"Este ajustamento fornece ao Comandante Supremo Aliado na Europa exactamente o que necessita para defender a Aliança contra a actual ameaça", afirmou.

Os embaixadores dos 32 países da NATO, reunidos em Bruxelas na quinta-feira, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão contra a Turquia na quarta-feira, enfatizou a Aliança.

Referindo-se ao incidente ocorrido na Turquia na quarta-feira, o Coronel O'Donnell declarou que as forças da NATO identificaram a ameaça, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar em 10 minutos.

Na quinta-feira, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO intercetaram e neutralizaram um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia, mas não forneceu mais detalhes sobre o incidente.

A Turquia "não era o alvo do míssil", disse um responsável turco à AFP na quarta-feira.

"Acreditamos que o alvo era uma base militar" no Chipre, "mas que o míssil se desviou da rota", disse, sob anonimato.
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Disparos de mísseis forçam voo de repatriamento fretado à Air France a regressar a França

Um voo da Air France fretado por Paris para repatriar cidadãos franceses dos Emirados Árabes Unidos teve de regressar na quinta-feira à noite devido aos disparos de mísseis "na zona", anunciou o ministro dos Transportes francês, Philippe Tabarot.

"Este voo, destinado a ir buscar os nossos compatriotas aos Emirados Árabes Unidos, foi forçado a regressar na quinta-feira à noite devido aos disparos de mísseis na área. Esta situação reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriamento", disse à emissora X.
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Irão pronto a "repelir" uma invasão terrestre nega "conversas" com os EUA

Apesar de nem Israel nem os Estados Unidos terem declarado até agora qualquer intenção concreta de invadirem o país com 'botas no terreno', o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou esta quinta-feira, à NBC News, que o país está pronto para repelir uma invasão terrestre, prometendo "um desastre".

"Estamos à espera deles. Temos a certeza de que podemos enfrentá-los e que isso seria um desastre para eles", acrescentou, enquanto informações da imprensa, desmentidas pela Casa Branca, davam conta de um possível apoio militar norte-americano às milícias curdas para derrubar o poder iraniano.

Nos primeiros dias do conflito, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão não estava descartada e poderia acontecer, "se necessário".

Palavras ecoadas pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, que assegurou que os Estados Unidos iriam "até onde for necessário".

À NBC News, Abbas Araghchi, afirmou que o Irão também não está a pedir um "cessar-fogo" ou "negociações" com os Estados Unidos.

"Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações", afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias.

"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", esclareceu.

Aragchi garantiu ainda que o Irão "não tem intenção" de fechar o Estreito de Ormuz, mas não descartou essa possibilidade caso Israel e os Estados Unidos continuem a sua guerra.

"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", disse Araghchi à NBC News. "Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não estão a tentar atravessá-lo porque temem ser atacados por um dos lados."
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França promete veículos blindados e apoio militar às Forças Armadas libanesas

A França vai reforçar a sua cooperação com as Forças Armadas libanesas e fornecer-lhes veículos blindados de transporte, bem como apoio operacional e logístico, afirmou o Presidente francês, Emmanuel Macron. "Tudo deve ser feito para evitar que este país, tão próximo de França, seja arrastado para a guerra mais uma vez", disse Macron numa publicação no Facebook.

"Neste momento de grande perigo, peço ao primeiro-ministro israelita que não prolongue a guerra ao Líbano. Peço aos líderes iranianos que não envolvam ainda mais o Líbano numa guerra que não lhe pertence", acrescentou o líder francês.

O presidente libanês apelou esta quinta-feira, num telefonema com Macron, à intervenção da França junto de Israel, para tentar por fim aos bombardeamentos israelitas no sul do país, contra posições de Hezbollah, a guerrilha xiita apoiada pelo Irão. 

Desde que se iniciaram, segunda-feira, os ataques israelitas causaram a fuga de milhares de pessoas e a morte ou ferimentos a mais de 600. 

Macron afirmou esta quinta-feira, a intenção de "estabelecer um plano" para "pôr fim às operações militares" do Hezbollah e de Israel.

Macron anunciou também o "envio imediato" de ajuda humanitária aos refugiados que fogem do sul do país.

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Petróleo dos EUA continua a subir e ultrapassa os 79 dólares

O preço do barril de petróleo dos EUA subiu hoje 6,08% e ultrapassou os 79 dólares, impulsionado pela redução do fluxo devido ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão.

Pelas 16:40 (hora de Lisboa), o preço do barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), para entrega em abril, subia 6,08% para 79,20 dólares (cerca de 68,15 euros).

Já o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, uma referência internacional, para entrega em maio, cresceu 3,75% para 84,45 dólares (aproximadamente 72,66 euros).

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).
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Portugal transmite "total solidariedade" à Turquia após ataque atribuído a Teerão

Em comunicado, o governo português expressou hoje "total solidariedade" à Turquia após um ataque do Irão, quarta-feira, cuja autoria foi entretanto negada por Teerão.

O Palácio das Necessidades apelou ainda ao fim da "vertigem iraniana da escalada indiscriminada do conflito".

"Portugal expressa total solidariedade à Turquia após o ataque do Irão, repelido pela defesa aérea da NATO", escreveu hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa mensagem na rede social X, na qual identificou o chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan.
O ministério dirigido por Paulo Rangel sublinhou que "a Turquia promove estabilidade e responsabilidade: nada justifica esta provocação".

"A vertigem iraniana de escalada indiscriminada do conflito tem de parar", referiu ainda.

As defesas da NATO na Turquia informaram na quarta-feira que tinham intercetado um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e que estilhaços da munição caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas, o que o Governo turco confirmou.

No entanto, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou ter lançado um míssil contra a Turquia.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão respeitam a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e negam qualquer lançamento de mísseis contra o seu território", indicou o Estado-Maior iraniano num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social do país.

c/Lusa
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Sri Lanka desembarca 208 tripulantes de navio iraniano

O Sri Lanka iniciou na quinta-feira o desembarque dos 208 tripulantes de um segundo navio iraniano ancorado na sua costa, informou o presidente Anura Kumara Dissanayake.

Quarta-feira, 87 pessoas morreram no ataque de um submarino norte-americano contra um navio de guerra iraniano na mesma região.
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Trump quer envolver-se na escolha do próximo líder do Irão

Numa entrevista exclusiva de oito minutos ao site Axios, o presidente norte-americano defendeu que "precisa de estar envolvido" na escolha do sucessor de Ali Khamenei. 

A ideia foi depois repetida à agência Reuters, com Trump a garantir que os Estados Unidos irão desempenhar um papel na escolha do próximo líder do Irão.

"Queremos participar no processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irão no futuro", disse Trump à Reuters.

"Não temos de estar a repetir isto a cada cinco anos. Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país", adiantou.

Donald Trump indicou que não aceitaria que o seu filho, Mojtaba Khamenei, assumisse o cargo, acrescentou.

"O filho de Khamenei é um peso-pluma. Preciso de estar envolvido na escolha, tal como fiz com Delcy Rodríguez", disse o presidente norte-americano. "O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão", acrescentou.

Ali Khamenei, líder supremo do Irão, governava o país desde 1989 quando foi morto num bombardeamento, sábado, no início da ofensiva israelo-americana.

O seu filho, Mojtaba Khamenei, está entre os candidatos à sua sucessão. É considerado uma das figuras mais influentes da República Islâmica.

O nome de Hassan Khomeini, neto do Ayatollah Ruhollah Khomeini, foi também mencionado para o cargo, tradicionalmente ocupado por uma figura religiosa.

Terça-feira, Donald Trump disse, a propósito dos futuros líderes do Irão, que "a maioria das pessoas em quem pensávamos já morreu... E agora temos outro grupo [de líderes]. Também podem morrer. Em breve não conheceremos mais ninguém".

No mesmo dia o presidente norte-americano escartou igualmente Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, para a liderança do país numa eventual mudança de regime.

Trump afirmou que Pahlavi "parece muito agradável", mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país, "alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe essa pessoa".
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Líbano apela França a interferir junto de Israel para parar ataques

O presidente libanês, Joseph Khalil Aoun, apelou o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para interceder junto de Israel para impedir o bombardeamento do sul de Beirute.

Segunda-feira, Israel iniciou bombardeamentos daquela área, contra posições da guerrilha xiita libanesa apoiada pelo Irão, a Hezbollah. Milhares de pessoas abandonaram as suas casas, com os ataques a terem resultado, no balanço mais recente, em 638 mortos e feridos.

Quinta-feira, o exército israelita pediu aos residentes de todos os subúrbios do sul de Beirute que evacuassem "imediatamente" para garantir a sua sobrevivência.

Durante um telefonema, Aoun pediu a Macron que "intercedesse junto de Israel para impedir que os subúrbios do sul de Beirute fossem alvejados" e que prestasse assistência "para alcançar um cessar-fogo o mais rapidamente possível", segundo um comunicado da presidência libanesa.




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Kaja Kallas. "Caos" no Médio Oriente deriva da erosão do direito internacional

Num discurso na Universidade de Zurique, Kallas disse que a ordem internacional foi minada por grandes potências que agem unilateralmente, apontando o dedo particularmente à Rússia, mas também dirigindo críticas à China e aos Estados Unidos.

"Hoje, o caos que vemos à nossa volta no Médio Oriente é uma consequência direta da erosão do direito internacional", disse ela, argumentando que a invasão da Ucrânia pela Rússia encorajou outros a agir com impunidade.

A China, disse ela, está também a aproveitar a erosão das regras internacionais para alargar a sua influência na região da Ásia-Pacífico e pressionar as economias europeias.

"Sem restaurar o direito internacional, juntamente com a responsabilização, estamos condenados a ver repetidas violações da lei, perturbações e caos", argumentou Kallas.

Referindo-se aos Estados Unidos, ela disse que a mudança na política externa de Washington "abalou a relação transatlântica até aos seus alicerces, com repercussões noutras partes do mundo", e classificou o seu impacto na ordem internacional como "sísmico".

"A direção atual é uma nova ordem mundial caracterizada pela competição e pela política de poder coercivo, uma ordem mundial dominada por um punhado de potências militares que visam estabelecer e assegurar esferas de influência", disse Kallas.

Kallas proferiu a Churchill Special Lecture cerca de 80 anos depois de o líder britânico em tempo de guerra, Winston Churchill, ter discursado na Universidade e defendido a construção de "Estados Unidos da Europa" após a devastação da Segunda Guerra Mundial.


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Mísseis iranianos incendeiam refinaria no Bahrein

Deflagrou um incêndio numa unidade da refinaria Bapco Energies, no Bahrein, após um ataque de mísseis iranianos, mas as chamas foram controladas, sem feridos.

As operações da refinaria continuam, informou o Centro Nacional de Comunicações do Bahrein.
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Embaixador do Irão nega ataque à embaixada dos EUA em Riade

O embaixador do Irão na Arábia Saudita, Alireza Enayati, negou categoricamente esta quinta-feira que o seu país tenha atacado esta semana a embaixada dos EUA no reino, como Riade o acusou de ter feito.

"Nenhum drone foi lançado do Irão em direção à embaixada dos EUA em Riade", disse o embaixador à AFP em entrevista exclusiva.

"Se o comando das operações em Teerão atacar algum lugar, assumirá a responsabilidade", acrescentou.

Enayati afirmou ainda que o seu país está grato ao reino saudita por não ter permitido o uso militar do seu território durante a guerra. 

“Agradecemos o que temos ouvido repetidamente da Arábia Saudita: que não permitirá a utilização do seu espaço aéreo, águas ou território contra a República Islâmica do Irão”, disse.

Antes do início da guerra, Riade tinha apoiado os esforços diplomáticos para aliviar as tensões entre Teerão e Washington e prometido que o seu espaço aéreo não seria utilizado para ataques contra o Irão.
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Agência Fitch antecipa aumento da volatilidade dos preços de eletricidade na Europa

A instabilidade geopolítica e as decisões que afetam as empresas, tanto enquanto produtoras como consumidoras, irão afetar negativamente a volatilidade dos preços da eletricidade na Europa do que o normal no curto e médio prazo disse a Fitch.

"O conflito em curso no Médio Oriente provocou um aumento no preço do TTF (Title Transfer Facility) para cerca de 50 euros/MWh, um aumento de cerca de 50% em relação à média de janeiro-fevereiro, uma vez que fluxos significativos de GNL (Gás Natural Liquefeito) do Qatar (que representa cerca de 20% do fornecimento global) não conseguem transitar pelo Estreito de Ormuz", lê-se numa análise da agência de notação financeira, divulgada esta quinta-feira.

A Fitch alertou que isto afeta os preços da eletricidade em toda a Europa, já que as centrais a gás geralmente definem o preço da eletricidade em vários países devido ao sistema de preços marginais.

A agência acredita que o conflito "durará menos de um mês, mas um conflito prolongado demonstraria a vulnerabilidade da Europa em termos de acessibilidade energética", ainda que o abastecimento deva "permanecer seguro", uma vez que os contratos de fornecimento de gás a longo prazo da região se referem principalmente ao GNL e aos gasodutos dos EUA, e a temporada de aquecimento de inverno está a chegar ao fim.

Mesmo assim, a agência assumiu que "um conflito mais longo teria um impacto significativo nos preços do gás e, consequentemente, da eletricidade, dada a necessidade de reabastecer o `stock` de gás num mercado restrito".

Na avaliação do perfil de crédito das empresas de serviços públicos europeias, a Fitch estará atenta à "disposição das empresas em adaptar as estruturas de capital a quaisquer dinâmicas de mercado ou regulamentações que possam afetar estruturalmente o preço da eletricidade".

Lusa
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RTP /

Reino Unido reforça efetivos e meios militares no Qatar

O Reino Unido vai enviar mais quatro caças Typhoon para o Qatar, em resposta aos pedidos de "mais ajuda" dos aliados no Golfo, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Esta mobilização visa "reforçar as nossas [do Reino Unido] operações defensivas no Qatar e em toda a região", explicou Starmer, durante uma conferência de imprensa em Downing Street (sede do gabinete governamental britânico).

O primeiro-ministro e líder trabalhista tem sido criticado pela demora no envio de meios militares para a região, nomeadamente para Chipre, onde possui duas bases aéreas, uma das quais foi atingida por um drone na segunda-feira.

No entanto, Starmer salientou que Londres já tinha enviado aviões de combate, mísseis de defesa antiaérea, radares e sistemas antidrone para Chipre e Qatar em janeiro e fevereiro.

"Para garantir que estivéssemos em estado de prontidão elevada" em caso de conflito, frisou.

Dois helicópteros Wildcat, armados com mísseis Martlet antidrone, vão chegar a Chipre na sexta-feira, adiantou o governante, e o contratorpedeiro "HMS Dragon" deverá partir em breve para o Mediterrâneo.

Sobre a decisão de não participar nos ataques ofensivos dos Estados Unidos (EUA) e Israel ao Irão lançados no sábado, o primeiro-ministro reiterou que "a posição britânica de longa data é que o melhor caminho a seguir para o regime e para o mundo é um acordo negociado com o Irão, no qual este país renuncie às suas ambições nucleares".

"Foi por isso que tomei a decisão de que o Reino Unido não se juntaria aos ataques iniciais dos EUA e de Israel ao Irão. Essa decisão foi deliberada. Foi no interesse nacional e mantenho-a", insistiu.

O chefe do Governo britânico acrescentou que "permanecerá firme" nos valores e princípios britânicos, "independentemente da pressão para fazer o contrário".

Quando o Irão começou a retaliar, explicou, a situação mudou e o Reino Unido juntou-se às operações de defesa contra os drones e mísseis para proteger as centenas de milhares de britânicos que vivem no Médio Oriente, bem como muitos militares.

"Enquanto a região foi mergulhada no caos, o meu foco tem sido proporcionar uma liderança calma e sensata, no interesse nacional", reivindicou.

Mais de 140 mil britânicos estão atualmente na região e registaram-se no sistema de comunicação consular. Centenas deverão regressar ao Reino Unido nos próximos dias em aviões fretados pelo Governo, tendo o primeiro descolado de Omã hoje à tarde.

Entretanto, Starmer disse que mais de 4.000 britânicos regressaram em voos comerciais a partir dos Emirados Árabes Unidos, com mais sete a partir ainda hoje, e há mais voos disponíveis a partir de Omã.

Lusa
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RTP /

Starmer. Reino Unido e EUA partilham informações 24/7 como habitualmente

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a chamada relação especial do país com os Estados Unidos está a funcionar normalmente, depois de Trump ter criticado o Reino Unido no início desta semana e ter dito que Starmer tinha prejudicado os laços historicamente estreitos entre os dois países.

"Estamos a partilhar informações de inteligência 24 horas por dia, 7 dias por semana, da forma habitual. Esta é a relação especial. Esta é a relação especial em funcionamento", disse Starmer em conferência de imprensa.
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Momento-Chave
RTP /

Menos cancelamentos de voos na quinta-feira, recuperação visível nos Emirados

Cerca de 100 voos comerciais descolaram dos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira, o sexto dia da guerra no Médio Oriente, que foi marcado por uma diminuição dos cancelamentos de voos em toda a região, de acordo com dados de uma empresa especializada.

A Cirium, especialista em dados de aviação, contabilizou 87 voos com partida do Aeroporto Internacional do Dubai (DXB) e 15 do Aeroporto de Abu Dhabi, enquanto 60 conseguiram sair de Mascate, no vizinho Omã. Em contraste, os aeroportos de Doha (Catar), Manama (Bahrein) e Kuwait não registaram qualquer actividade.

Em toda a região, a Cirium registou uma taxa de cancelamento de voos de 43,4% na quinta-feira, depois de 61% na quarta-feira e mais de 65% entre domingo e terça-feira.

Entre os aviões que partiram do Dubai, que antes da guerra era o segundo aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros, estavam vários Airbus A380 da Emirates, a principal companhia aérea do território. Outros chegaram do estrangeiro, incluindo de destinos distantes como Los Angeles (EUA).

No seu site, a companhia aérea indicou que estava a operar com "horários de voos reduzidos até novo aviso" após "a reabertura limitada do espaço aéreo" nos Emirados Árabes Unidos.

"Estes voos estão disponíveis para reserva e daremos prioridade aos clientes que tenham reservado com antecedência", acrescentou a Emirates, alertando que "os passageiros em trânsito pelo Dubai só serão aceites se o voo de ligação não for suspenso".

De acordo com o site de rastreamento de voos FlightRadar24, as aeronaves que partiram da Emirates na quinta-feira seguiram para sul, afastando-se do Golfo e do Irão, que tem sido alvo de uma ofensiva israelo-americana desde sábado.
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RTP /

Bloqueio de internet isola iranianos do exterior

Contactar familiares ou obter informações sobre a guerra é praticamente impossível para a maioria dos iranianos, devido ao bloqueio da internet imposto pelas autoridades, que ameaçam processar aqueles que tentarem contornar as restrições.

O acesso à Internet ainda está a "cerca de um por cento dos níveis normais" no Irão, informou na quinta-feira o observatório Netblocks, que monitoriza a liberdade de comunicação online.

"O bloqueio da internet já ultrapassou as 120 horas, com a conectividade a manter-se parada", resumiu uma mensagem publicada na rede social X.

As autoridades iranianas cortaram o acesso à internet no sábado, após o início dos ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos, mergulhando o país num apagão de informação.

Ao longo dos anos, a República Islâmica desenvolveu uma extraordinária capacidade de controlo da internet. Mesmo em circunstâncias normais, a navegação é restrita e o acesso às redes sociais, incluindo o Facebook, Instagram e YouTube, é instável.

Os iranianos habituaram-se a estas medidas, que contornam utilizando redes virtuais privadas (VPNs).
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Momento-Chave
RTP /

Mortos vítimas de ataques israelitas no Líbano ascendem a 102

O Ministério da Saúde libanês reviu o número de vítimas causadas pela ofensiva israelita contra alvos da guerrilha xiita do Hezbollah, no sul do país, para 638 mortos e feridos.

Em comunicado, o ministério indicou que este número pode aumentar, uma vez que os hospitais continuam a receber vítimas. O número de mortos anteriormente divulgado era de 77.


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RTP /

Série de fortes explosões ouvidas em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos

Os residentes da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, relataram ter ouvido uma série de fortes explosões na quinta-feira. As autoridades afirmaram que a defesa aérea estava a responder a uma ameaça de míssil.

"Os sistemas de defesa aérea estão a responder a uma ameaça de míssil", disse a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres e Crises num comunicado divulgado na quinta-feira.

Os habitantes de Abu Dhabi relataram ter ouvido uma "intensa barragem" e fortes explosões.
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RTP /

Irão acusa Israel de ser responsável pelo lançamento de drones sobre o Azerbaijão

O chefe da diplomacia iraniana acusou hoje Israel de ter lançado drones sobre o Azerbaijão com o objetivo de "prejudicar as boas relações" de Teerão com esse país.

Numa chamada telefónica com o seu homólogo do Azerbaijão, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros negou que o Irão tenha "disparado projéteis" contra esse país e denunciou "o papel do regime israelita nesses ataques, com o objetivo de desviar a atenção da opinião pública e prejudicar as boas relações do Irão com os seus vizinhos".

As declarações foram avançadas num comunicado publicado pela diplomacia iraniana.
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Lusa /

Regulador da aviação recomenda confirmar voos e alerta para regras de reembolso

O regulador da aviação (ANAC) recomendou aos passageiros com viagens afetadas pela situação no Médio Oriente confirmarem os voos antes de viajar e lembrou que, se o voo não for cancelado, o reembolso depende das condições da tarifa adquirida.

Em comunicado publicado no seu site, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) aconselha os passageiros a consultarem as páginas de internet das transportadoras aéreas com as quais têm reservas confirmadas, para obter informação atualizada sobre os voos agendados e outra informação considerada relevante.

O regulador recorda ainda que "se o voo não for cancelado, e o passageiro optar por não viajar, um eventual reembolso está sujeito às condições da tarifa adquirida".

A ANAC recomenda também a consulta da página do Ministério dos Negócios Estrangeiros com conselhos aos viajantes.

O conflito no Médio Oriente tem provocado perturbações na aviação regional, levando ao encerramento temporário de alguns aeroportos, à restrição de voos e a alterações de rotas por motivos de segurança, devido à instabilidade do espaço aéreo e ao risco de ataques ou intercetações militares.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, decidiram restringir temporariamente os voos por razões de segurança, já que o espaço aéreo regional tornou-se instável e potencialmente perigoso para a aviação civil devido à possibilidade de ataques ou intercetações militares.

O Aeroporto Internacional do Dubai é um dos principais centros de aviação do mundo e o mais movimentado do Médio Oriente, funcionando como principal `hub` da Emirates e como um dos maiores pontos de ligação entre a Europa, Ásia, África e Oceânia.

Nos últimos dias, alguns voos começaram a ser retomados de forma gradual, mas o aeroporto continua a operar com horários reduzidos dando prioridade para voos essenciais ou de repatriamento.

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Momento-Chave
Lusa /

35.000 tripulantes e passageiros de navios bloqueados no estreito de Ormuz

Cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros ficaram bloqueados no Golfo Pérsico devido à guerra no Médio Oriente e à paralisia do estreito de Ormuz, anunciou hoje a Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês).

A agência da ONU com sede em Londres manifestou-se "profundamente preocupada" com o bem-estar e a segurança de passageiros de cruzeiros e de tripulantes de diferentes navios, segundo um comunicado divulgado no seu `site`.

"Embora a perturbação no comércio global seja significativa, a principal preocupação da IMO continua a ser as implicações humanitárias e de segurança para os tripulantes a bordo de navios que operam naquela área", afirmou.

A IMO, responsável pela segurança marítima, acrescentou estar pronta para "colaborar com todas as partes interessadas para contribuir para garantir a segurança e o bem-estar" das pessoas afetadas.

O estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde transita 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, continuava hoje paralisado devido à guerra.

Os Guardas da Revolução iranianos reivindicaram na quarta-feira o controlo do estreito e ameaçaram "queimar qualquer navio" que o tente atravessar.

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Momento-Chave
RTP /

Azerbaijão fecha espaço aéreo junto ao Irão por 12 horas

O Azerbaijão fechou parte do seu espaço aéreo no sul, depois de ter afirmado que quatro drones iranianos sobrevoaram a sua fronteira.

O espaço aéreo permanecerá fechado durante 12 horas, de acordo com um aviso aos pilotos emitido pelo Azerbaijão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França denunciou este como um "ataque injustificável"
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Momento-Chave
Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas /

"Estamos a apelar a que o conflito não aumente". A mensagem do Conselho de Cooperação do Golfo e UE

Portugal esteve representado em reunião ministerial pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e para a Cooperação, Ana Isabel Xavier.

Majid Asgaripour - WANA via Reuters

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo e da União Europeia realizaram esta quinta-feira uma reunião extraordinária para discutir a escalada de tensões no Médio Oriente e os ataques do Irão contra os países vizinhos.

Os ministros sublinharam a importância da parceria estratégica entre a UE e o Conselho de Cooperação do Golfo, condenaram veementemente os injustificáveis ataques iranianos contra os países do CCG, que ameaçam a segurança regional e global, e apelaram ao Irão para que cesse imediatamente os seus ataques.A União Europeia reafirmou a sua solidariedade para com os países do Golfo, como referiu a comissária para o Mediterrâneo Dubravka Šuica.

“Adotámos, por unanimidade, a declaração de solidariedade com os países do Conselho de Cooperação do Golfo, mas estamos a apelar para que o conflito não aumente. Para nós, o diálogo diplomático é a melhor solução", referiu a comissária em declarações aos jornalistas em Bruxelas.

"Preocupa-nos a liberdade de navegação marítima, sabendo que 25% do comércio mundial passa pelo Mediterrâneo. Por isso, para nós, o Estreito de Ormuz é muito importante, assim como a passagem pelo Mar Vermelho e pelo Canal do Suez”.

Os ministros reiteraram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao pleno respeito pelo Direito Internacional, pelo Direito Internacional Humanitário e pela obrigação de respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas.

Nesta reunião, discutiram-se ainda os “danos significativos causados pelos recentes ataques indiscriminados do Irão contra os Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo, que visaram infraestruturas civis, incluindo instalações petrolíferas, instalações de serviços e áreas residenciais, resultando em danos materiais e ameaçando a segurança, a integridade física e a vida dos civis” refere o comunicado conjunto emitido no fim da reunião desta manhã".

“Estamos também gratos aos parceiros dos países do Conselho de Cooperação do Golfo pelo repatriamento dos nossos cidadãos europeus”, referiu a comissária para o Mediterrâneo.

“E acreditamos que o nosso trabalho não termina aqui e a nossa cooperação não termina aqui. Precisamos agora de aprofundar as nossas parcerias com os estes países porque não se trata apenas da região. Tudo isto pode ter impacto não só na Europa, mas também a nível global”, salientou Dubravka Šuica.

Os ministros recordaram que têm “instado consistentemente o Irão a conter o seu programa nuclear e o seu programa de mísseis balísticos, a abster-se de atividades desestabilizadoras na região e na Europa e a cessar a terrível violência contra o seu próprio povo”.

A União Europeia recordou “o direito inerente dos países do Golfo em conformidade com o Artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, de se defenderem, individual e coletivamente, contra os ataques armados do Irão e reconheceram a importância da operação de defesa marítima da EU para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento”.Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear.


Neste contexto, pode ler-se no comunicado, “os ministros reconheceram a importância da operação de defesa marítima da UE, ASPIDES, e da operação ATALANTA para proteger as vias navegáveis críticas e reduzir as interrupções nas cadeias de abastecimento, e incentivaram a coordenação para o apoio às operações. Os ministros sublinharam ainda a necessidade de salvaguardar o espaço aéreo e as rotas marítimas regionais, bem como a segurança energética e a segurança nuclear”.

A União Europeia agradeceu aos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo “a hospitalidade e a assistência prestadas aos cidadãos da UE nos seus territórios. A União Europeia e os seus Estados-Membros continuarão a envidar todos os esforços para permitir a saída segura dos seus cidadãos, em estreita cooperação com os Estados-Membros do Conselho de Cooperação do Golfo”.
Operações de repatriamento

O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os Estados-membros da UE nos últimos dois dias com a organização de seis voos de repatriamento de cidadãos europeus em segurança para a Bulgária, a Itália, a Áustria e a Eslováquia.

“Dado que um número crescente de Estados-membros da UE ativou o Mecanismo de Proteção Civil, prevê-se que mais voos de repatriamento sejam efetuados nos próximos dias”, pode ler-se num comunicado da Comissão Europeia.

O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordena a logística dos voos disponibilizados pelos Estados-membros.

“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão Europeia está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-Membros na coordenação dos voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros, proteger os cidadãos retidos na região e transportá-los em segurança para a Europa”.

Bruxelas refere que, “até 5 de março, dez Estados-membros ativaram o mecanismo: Bélgica, Bulgária, Chéquia, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria”.

"Nenhum europeu fica sozinho numa crise. A segurança dos europeus está sempre em primeiro lugar", afirmou a Comissária Europeia da Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.

"Desde o primeiro dia, a nossa prioridade é trazer para casa centenas de milhares de europeus retidos no Médio Oriente, utilizando o nosso Mecanismo de Proteção Civil da UE. A UE defende os seus cidadãos e não regateará esforços para os fazer regressar sãos e salvos".

A Comissão Europeia garante que está plenamente mobilizada para apoiar os Estados-membros e mantém-se em contacto com as delegações da UE e as autoridades consulares dos Estados-membros na região.
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RTP /

FMI alerta para impacto da guerra nos mercados

O Fundo Monetário Internacional alerta que um prolongamento do Conflito no Médio oriente vai afetar os preços mundiais da energia, os mercados e a inflação.

Kristalina Georgieva diz que a economia mundial está "novamente a ser posta à prova", numa altura em que os preços do petróleo e do gás continuam a subir.
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RTP /

Trump vê "tremendo progresso" na ofensiva contra o Irão

O Senado norte-americano rejeitou o projeto de lei para interromper a guerra no Irão, com os votos contra dos republicanos.

Donald Trump garante que os Estados Unidos estão a ter um "tremendo progresso" no conflito.
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RTP /

Crescente Vermelho soma mais de 600 locais atacados no Irão

Israel lançou uma nova onda de ataques em larga escala contra o Irão, com o apoio dos Estados Unidos.

Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

O Crescente Vermelho contabiliza já mais de 600 locais atingidos.
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RTP /

Comissão Europeia coordena voos de repatriamento do Médio Oriente

O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) da Comissão Europeia apoiou os Estados-Membros da UE nos últimos dois dias com a organização de seis voos de repatriamento de cidadãos europeus em segurança para a Bulgária, a Itália, a Áustria e a Eslováquia.

“Dado que um número crescente de Estados-Membros da UE ativou o Mecanismo de Proteção Civil, prevê-se que mais voos de repatriamento sejam efetuados nos próximos dias”, refere a Comissão Europeia em comunicado.

“Até 5 de março, dez Estados-membros ativaram o mecanismo: Bélgica, Bulgária, Chéquia, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria”, acrescenta.
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RTP /

Aumenta para quatro número de feridos por drones iranianos no Azerbaijão

O Azerbaijão está a preparar medidas retaliatórias depois de quatro drones iranianos terem sobrevoado a sua fronteira e provocado quatro feridos em Nakhchivan.

"Não vamos tolerar este ato de terrorismo e agressão contra o Azerbaijão. As nossas Forças Armadas receberam instruções para preparar e implementar medidas de retaliação adequadas", anunciou o presidente desse país, Ilham Aliyev.

"Estamos prontos para demonstrar a nossa força contra qualquer força hostil", acrescentou.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, negou que Teerão tenha atacado Nakhchivan. "Não atacamos os nossos países vizinhos", assegurou.
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RTP /

Ucrânia disponível para aconselhar parceiros sobre defesa de infraestruturas petrolíferas do Médio Oriente

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que a Ucrânia está disponível para fornecer a sua experiência para ajudar a defender a infraestrutura petrolífera no Médio Oriente.

Zelensky fez a declaração durante uma conferência de imprensa em Kiev, onde o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, disse separadamente que Kiev recebeu pedidos de ajuda de parceiros para a defesa contra drones e está a discutir "medidas concretas" sobre o assunto.
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Momento-Chave
RTP /

RTP em Telavive. Apenas estabelecimentos com bunker podem reabrir

Em Israel, as autoridades acreditam que a retaliação iraniana está a enfraquecer. As escolas continuam encerradas, mas o comércio e empresas podem voltar a funcionar, com uma condição: devem ter um bunker disponível para a eventualidade de um ataque. Os enviados especiais da RTP em Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.

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Momento-Chave
RTP /

Israel poderá atacar bases subterrâneas de mísseis do Irão na segunda fase da guerra

Duas fontes familiarizadas com a campanha militar israelita disseram à agência Reuters que a guerra de Israel no Irão está a entrar numa segunda fase, na qual os seus caças planeiam atacar instalações de mísseis balísticos no subsolo.

Uma das fontes disse que Israel pretende neutralizar a capacidade do Irão de lançar ataques aéreos contra Israel até ao fim da guerra.
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RTP /

Starmer em conferência de imprensa sobre o conflito às 14h00

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai dar uma conferência de imprensa às 14h00 desta quinta-feira sobre o conflito no Médio Oriente.

O Reino Unido já anunciou que vai começar a enviar recursos militares para a região depois de um ataque a uma das suas bases em Chipre.

O governo de Starmer disse esta semana que pretende enviar um navio de guerra, assim como helicópteros com capacidade de combate a drones, para ajudar a neutralizar os ataques do Irão.
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RTP /

Exército israelita emite ordem de evacuação para bairros no sul de Beirute

O Exército israelita emitiu esta quinta-feira uma ordem de evacuação para todos os residentes do subúrbio sul de Beirute.

Na quarta-feira, Israel alertou os residentes para que deixassem imediatamente o sul do Líbano, ordenando que se mudassem para o norte do rio Litani.
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Lusa /

Dez países da UE já ativaram Mecanismo de Proteção Civil para repatriamento

Dez Estados-membros da União Europeia (UE), à exceção de Portugal, já ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos a partir do Médio Oriente, tendo já sido realizados seis voos, anunciou hoje a Comissão Europeia.

Kim Hong-Ji - Reuters

Dados hoje publicados pelo executivo comunitário dão conta de que, até hoje de manhã, 10 Estados-membros ativaram este mecanismo, que coordena a resposta comunitária a emergências, sendo eles Bélgica, Bulgária, França, Itália, República Checa, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria.

Acresce que, até ao momento, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os países europeus na organização de seis voos de repatriamento, trazendo cidadãos europeus de volta em segurança para Bulgária, Itália, Áustria e Eslováquia.

Para os próximos dias, estão planeados voos adicionais de repatriamento ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, aponta a instituição, sem precisar, dando apenas conta de que "um número crescente de Estados-membros da UE tem ativado" tal instrumento.

"Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa", adianta Bruxelas.

Cabe ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordenar logisticamente os voos disponibilizados pelos Estados-membros.

Tais operações de retirada podem ter financiamento europeu, que varia entre 50% (quando mais de 70% dos passageiros são cidadãos do país que organizou o voo e o restante de outros Estados-membros da UE), 75% (se a bordo seguem mais de 30% além da nacionalidade organizadora) e 100% (no caso de pedidos feitos diretamente a Bruxelas para organizar, por exemplo, quando é um país pequeno).

Qualquer país na Europa ou fora dela pode solicitar assistência de emergência através da ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE, cabendo à Comissão Europeia o papel de coordenação da resposta a catástrofes e na contribuição para os custos de transporte e operacionais dos voos de repatriamento.

Ainda assim, os países têm de formalizar pedidos de assistência.

Uma fonte europeia explicou à Lusa que "ainda não há nada específico sobre Portugal, nem pedido [para ter passageiros noutro voo] ou disponibilidade" para levar outros cidadãos da UE.

Mas, ressalvou, "não é porque Portugal não ativou [o mecanismo] que não podem estar passageiros portugueses a bordo", dado o princípio de solidariedade europeia.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

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Lusa /

Perspetivas da economia europeia agora "claramente definidas" pelo conflito

O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, afirmou hoje que as perspetivas para a economia europeia agora estão "claramente definidas" pelo conflito no Médio Oriente, que "aumentou o nível de incerteza", principalmente sobre a evolução da inflação.

Wolfgang Rattay - Reuters

Perante dessa situação, Guindos advertiu que o BCE (Banco Central Europeu) tem que trabalhar em diferentes cenários para a economia europeia, dependendo da duração do conflito desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão no último sábado e se este se tornar "mais global".

"O cenário base é que será um conflito curto e o outro é que seja mais longo, mais prolongado do que esperávamos", explicou Guindos num evento organizado pelo Fórum de Finanças Internacionais, em Bruxelas.

Nesse sentido, Guindos precisou que o BCE prestará atenção ao definir a sua política monetária à evolução dos preços e à possível mudança nas expectativas de inflação, que associou em particular à duração do conflito.

    "Se for mais duradouro, então há um risco de que as expectativas de inflação mudem", avisou.

    No entanto, o vice-presidente do BCE sublinhou que, "até agora", a reação dos mercados ao conflito tem sido "ordenada", com uma valorização do dólar e um ligeiro aumento da taxa de juro dos títulos soberanos.

Lembrou que, antes do conflito, a economia europeia tinha-se mostrado "mais resiliente do que o esperado", com mínimos históricos de desemprego, uma evolução positiva da inflação e um balanço de riscos "equilibrado", pelo que defendeu que, nesse contexto, o nível de taxas de juro adotado pelo BCE "é o correto".

Quanto à estabilidade financeira no continente, Guindos indicou que as principais vulnerabilidades procedem das "muito altas" avaliações dos ativos e da visão "muito otimista" por parte dos mercados da economia global, que "talvez não seja real".

"Talvez o que ocorreu durante o fim de semana tenha sido uma espécie de sinal de alarme sobre o risco potencial que estamos a analisar", disse, referindo-se aos ataques contra o Irão.

Outras vulnerabilidades procedem das entidades financeiras não bancárias e dos seus vínculos com o sistema bancário tradicional e da situação orçamental dos países europeus num contexto em que devem aumentar os seus gastos, em particular em defesa, e ao mesmo tempo garantir a sustentabilidade orçamental.

"Vai ser a quadratura do círculo", estimou.

Neste sentido, Guindos defendeu, a título pessoal, a emissão de dívida conjunta por parte da União Europeia para financiar os gastos em defesa, de maneira semelhante ao que foi feito com o fundo de recuperação pós-pandemia.

"Dada a prioridade que atribuímos ao gasto em defesa e as limitações orçamentais, acho que isso deveria ser uma alternativa real", propôs.

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Azerbaijão
RTP /

Irão nega lançamento de ataque com drones

As Forças Armadas iranianas negam ter desencadeado um ataque com recurso a drones contra o Azerbaijão, após notícias a dar conta da queda de dois destes aparelhos perto do aeroporto do enclave de Nakhchivan.

"Tais ações por parte do regime sionista para prejudicar as relações entre países muçulmanos por vários meios estã bem documentadas", acrescentou o Estado-Maior iraniano, apontando o dedo a Israel.
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Antena 1 /

Empresas petrolíferas elogiam desconto extraordinário no ISP

As Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes elogiam a decisão do Governo de avançar com um desconto extraordinário do imposto, se o preço do gasóleo ou da gasolina aumentar dez ou mais cêntimos na próxima semana.

António Antunes - RTP

O secretário-geral da EPCOL, António Comprido, avisa, no entanto, que mesmo com a descida do ISP os preços ao consumidor vão ficar mais altos, provavelmente já na próxima semana.

“Até ontem, passados três dias, e ainda falta ver o que acontece hoje e amanhã, o aumento do gasóleo tinha sido na casa dos 20 cêntimos, as exportações. A gasolina um pouco menos, na casa dos seis cêntimos (…) Mesmo assim, com o desconto do ISP, um aumento significativo previsível no preço, principalmente no gasóleo”.
Este não será um fenómeno passageiro, alerta António Comprido, pois o preço dos combustíveis deve manter-se alto durante bastante tempo.
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RTP /

Lufthansa prolonga suspensão de voos para destinos no Médio Oriente

O grupo Lufthansa prolongou a suspensão dos voos de e para Dubai e Abu Dhabi até terça-feira, enquanto os voos de e para Teerão não serão realizados até 1 de maio devido à situação no Médio Oriente, informou a companhia aérea esta quinta-feira.

Os voos de e para para Telavive ficam por sua vez suspensos até 22 de março, para e de Beirute até 28 do mesmo mês, e os de Amã e Erbil, no Iraque, não se irão realizar até 15 de março.

"O Grupo Lufthansa monitoriza e avalia continuamente a situação de segurança no Médio Oriente e está em contacto próximo com as autoridades", afirmou em comunicado.

O grupo inclui as transportadoras Swiss, Australian Airlines, Brussels Airlines e ITA.

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RTP /

Barco iraniano com explosivos usado para atacar petroleiro em águas iraquianas

Um barco iraniano controlado remotamente e carregado com explosivos foi usado esta quinta-feira para atacar e danificar o petroleiro Sonangol Namibe, com bandeira das Bahamas, ancorado em águas iraquianas, de acordo com fontes de segurança portuária do Iraque.

O barco do Irão explodiu após colidir com o petroleiro, naquele que é o primeiro ataque registado dentro das águas da zona económica exclusiva do Iraque e uma escalada das ameaças aos navios comerciais no Golfo, segundo as mesmas fontes.

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou que atingiu um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas.
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Momento-Chave
RTP /

Irão garante que países da UE "vão pagar o preço" se permanecerem em silêncio sobre a guerra

Os países da União Europeia "vão pagar o preço, mais cedo ou mais tarde", se permanecerem em silêncio sobre a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, que Teerão considera uma violação do direito internacional.

As declarações foram proferidas por um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão à emissora espanhola TVE esta quinta-feira.

Esmaeil Baqaei negou ainda que um míssil interceptado no espaço aéreo turco tenha sido lançado pelo Irão.
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RTP /

Seis feridos por destroços de drone em Abu Dhabi

Seis funcionários estrangeiros ficaram feridos numa zona industrial em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, devido à queda de destroços de um drone interceptado, segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

As autoridades falam num "incidente envolvendo a queda de destroços em dois locais" após "a interceção bem-sucedida de um drone", o que causou "ferimentos leves a moderados em cidadãos paquistaneses e nepaleses".
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RTP /

RTP em Telavive. Ataques iranianos com sinais de enfraquecimento

Há sinais de enfraquecimento dos ataques iranianos contra Israel, com uma redução do número de mísseis. Muitos serviços continuam encerrados por precaução, mas várias restrições têm vindo a ser levantadas. Os enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.
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Momento-Chave
RTP /

Missão de repatriamento retirou 131 portugueses dos Emirados Árabes Unidos

A RTP apurou que, na última noite, foi levada a cabo uma missão de resgate com cidadãos portugueses que estavam nos Emirados Árabes Unidos.

Às 3h00 (hora local), partiram dois autocarros do Dubai com 82 pessoas, incluindo crianças, e um autocarro de Abu Dhabi com 49 pessoas.

Demoraram duas horas até à fronteira de Hatta, onde estiveram perto de três horas.

Seguiram depois em direção ao aeroporto de Muscat, em Omã, num percurso de quatro horas, estando agora a aguardar voo.

Segundo fontes da RTP, este grupo de cidadãos vem para Portugal num voo fretado da TAP.

O avião tem partida prevista para as 21h00 locais, faz escala na Grécia e deve chegar a Lisboa às 6h00 de sexta-feira (hora de Lisboa).
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RTP /

França autoriza aeronaves americanas a usarem bases francesas no Médio Oriente

A presença de aeronaves americanas foi autorizada "temporariamente" em bases francesas no Médio Oriente, disse à agência France-Presse o Estado-Maior francês.

"No âmbito das nossas relações com os Estados Unidos, a presença das suas aeronaves foi autorizada temporariamente nas nossas bases" na região, declarou uma porta-voz do Estado-Maior. "Estas aeronaves contribuem para a proteção dos nossos parceiros no Golfo".
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RTP /

Espanha vai enviar fragata Cristóbal Colón para Chipre

Espanha vai enviar a fragata Cristóbal Colón para o Mediterrâneo Oriental, juntamente com o porta-aviões francês Charles de Gaulle e outros navios da Marinha grega, para proteger Chipre, segundo o Ministério da Defesa.

"Com o envio da Cristóbal Colón, Espanha demonstra o seu compromisso com a defesa da União Europeia e da sua fronteira oriental", sublinhou Madrid.

A Cristóbal Colón, a fragata mais moderna da Marinha espanhola, com mais de 200 tripulantes, juntou-se no dia 3 ao grupo naval do porta-aviões francês para realizar tarefas de escolta, proteção e treino avançado no mar Báltico.

Este grupo aeronaval seguirá para o Mediterrâneo para chegar à costa de Creta por volta de 10 de março.
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Lusa /

Ministro da Defesa britânico vai deslocar-se às bases militares no Chipre

O secretário da Defesa britânico, John Healey, vai deslocar-se hoje ao Chipre, quatro dias depois de um ataque com um drone ter atingido a base britânica de Akrotiri.

Quando contactado pelos jornalistas, o Ministério da Defesa não confirmou de imediato a viagem, que acontece numa altura em que Londres enfrenta críticas das autoridades cipriotas pela demora no envio de reforços para proteger as duas bases que mantém na ilha.

As instalações militares britânicas no Chipre, país da União Europeia, foram visadas por mísseis e drones de fabrico iraniano, supostamente lançados pelo Hezzbollah (Partido de Deus), movimento apoiado pelo Irão no Líbano.

A Grécia e a França enviaram meios militares para a zona. 

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RTP /

Oito mortos em ataques israelitas no Líbano

Pelo menos oito pessoas morreram esta quinta-feira em ataques de Israel no sul e leste do Líbano, de acordo com a imprensa estatal desse país.

O Exército israelita renovou, entretanto, a sua ordem de evacuação de vastas áreas do sul do país.

O Hezbollah pró-iraniano reivindicou, por sua vez, um ataque com mísseis contra posições no extremo norte de Israel.
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RTP /

Rússia acusa EUA e Israel de tentarem arrastar países árabes para conflito mais amplo no Médio Oriente

A Rússia acusou hoje os Estados Unidos e Israel de tentarem arrastar países árabes para um conflito mais amplo no Médio Oriente, provocando o Irão e levando-o a atacar alvos em toda a região.

"Eles provocaram deliberadamente o Irão, levando-o a retaliar contra alvos em alguns países árabes, o que causou perdas humanas e materiais, o que o lado russo lamenta profundamente", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia em comunicado.

"Ao fazerem isso, estão a tentar arrastar os árabes para uma guerra em prol dos interesses de terceiros".

A única maneira de impedir que o Médio Oriente se desestabilize ainda mais é parar a "agressão" dos EUA e de Israel, acrescentou o ministério, dizendo que não há sinais, por enquanto, de que os dois "agressores" irão interromper os seus ataques.
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Lusa /

Exército norte-americano divulga identidades dos dois últimos soldados mortos no Kuwait

As autoridades americanas divulgaram hoje os dois últimos nomes dos seis soldados mortos no domingo no Kuwait, após a explosão de um drone iraniano, num dos mais recentes incidentes do conflito no Médio Oriente.

A divulgação ocorreu um dia após a identificação das outras quatro vítimas fatais.

O Pentágono afirmou, em comunicados à imprensa separados, que os soldados são Jeffrey O`Brien e Robert Marzan, cuja identificação "será concluída após investigação da medicina legal".

Ambos eram membros da Reserva do Exército e trabalhavam na área de logística num centro de comando em Port Shuaiba, no Kuwait, que foi atingido por um drone.

O ataque ocorreu no domingo no porto de Shuaiba, onde se encontra um centro de operações táticas dos EUA.

O drone atingiu a instalação depois de contornar as defesas aéreas, de acordo com o Comando Central.

O Departamento de Defesa já havia identificado os outros quatro soldados mortos no ataque na quarta-feira. O ataque, que está sob investigação, faz parte da resposta do Irão à ofensiva, que envolveu ataques em território israelita e contra interesses americanos no Oriente Médio.

Os militares dos Estados Unidos confirmaram oficialmente apenas seis mortes de militares nessas ações no Irão, onde as autoridades já elevaram o número de mortos para mais de mil - incluindo civis - decorrentes da ofensiva conjunta americanas e israelita.

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Lusa /

Guarda Revolucionária avisa que navios fora do protocolo em Ormuz serão afundados

A Guarda Revolucionária da República Islâmica iraniana declarou hoje o estreito de Ormuz, entre golfos Pérsico e de Omã, sob seu controlo de acordo com o direito internacional e que quaisquer navios fora do protocolo serão afundados.

"De acordo com as leis e resoluções internacionais em tempos de guerra, as regras de trânsito pelo estreito de Ormuz estarão sob o controlo da República Islâmica", disse o brigadeiro-general Kiumars Heidari, vice-comandante da base Khatam al-Anbiya, o comando central unificado das forças armadas iranianas, às televisões locais.

O responsável militar frisou que alguma quebra das normas por parte das embarcações que cruzem a zona pode implicar que sejam "atacadas e afundadas".

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o `líder supremo` iraniano, `ayatollah` Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

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RTP /

Azerbaijão diz que duas pessoas ficaram feridas por drones iranianos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão apresentou um protesto oficial à embaixada iraniana depois de dois drones vindos do Irão ter cruzado a fronteira com o Azerbaijão, ferindo duas pessoas no aeroporto de Nakhchivan.

"Este ataque ao território do Azerbaijão contradiz as normas e os princípios do direito internacional e contribui para o aumento das tensões na região", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

"Exigimos que a República Islâmica do Irão esclareça o assunto no mais curto prazo possível, forneça uma explicação e tome as medidas urgentes necessárias para evitar que tais incidentes se repitam no futuro", acrescentou.

O embaixador iraniano em Baku foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para receber uma nota formal de protesto, disse ainda o ministério.

O comunicado refere que o Azerbaijão se reserva o direito de tomar "medidas de resposta apropriadas" contra Teerão.

Segundo Baku, um drone caiu no edifício do terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan, que fica a aproximadamente dez quilómetros da fronteira com o Irão, e outro drone aterrou perto de um edifício escolar numa aldeia próxima.

Uma fonte próxima do governo do Azerbaijão disse à agência Reuters que um incêndio começou como resultado do incidente. Imagens de vídeo partilhadas pela mesma fonte mostram fumo negro a subir perto do aeroporto e danos na claraboia dentro do edifício do terminal.
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RTP /

Turquia acompanha de perto ações do grupo militante curdo-iraniano PJAK

A Turquia disse esta quinta-feira estar a acompanhar de perto as ações do grupo militante curdo-iraniano PJAK, acrescentando que as suas ações ameaçam a segurança do Irão e a estabilidade regional.
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Lusa /

Teerão ameaçou atacar instalações nucleares israelitas

As Forças Armadas do Irão ameaçaram hoje lançar um ataque contra as instalações nucleares israelitas em Dimona caso os Estados Unidos e Israel tomem medidas para alcançar uma "mudança de regime" em Teerão.

Um alto responsável militar iraniano afirmou que se os Estados Unidos e Israel procurarem uma mudança de regime no Irão, Teerão admite atacar o reator nuclear de Dimona, nos territórios ocupados por Israel.

A ameaça foi divulgada hoje pela a agência de notícias iraniana ISNA.

As instalações israelitas, localizadas no deserto do Negev, são cruciais para Israel e, por isso, estão entre os locais mais fortemente protegidos do país.

O Governo israelita enfatizou que alcançar uma mudança de regime no Irão é um dos objetivos da campanha.

O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou na quarta-feira que qualquer sucessor de Khamenei seria também "um alvo inequívoco para eliminação".

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RTP /

Coreia do Sul proíbe viagens ao Irão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul acaba de anunciar a proibição das viagens ao Irão a partir das 18h00 locais desta quinta-feira. A informação está a ser avançada pela agência de notícias sul-coreana Newsis.
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RTP /

Israel denuncia nova vaga de mísseis disparados a partir do Irão

O Exército israelita disse esta quinta-feira ter identificado uma nova vaga de mísseis disparados a partir do Irão.

"Há pouco foram disparados mísseis do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça", declarou o Exército em comunicado.
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Lusa /

Itália pondera enviar baterias anti-aéreas

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou hoje estar em ponderação o envio de baterias antiaéreas para ajudar vários países do golfo Pérsico, entretanto visados por retaliações iranianas aos ataques conjuntos israelo-americanos.

"A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, pretende enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos a falar claramente de defesa, defesa aérea, não apenas porque são países amigos, mas também porque dezenas de milhares de italianos vivem na região, além de aproximadamente dois mil militares que precisamos proteger", declarou à rádio RTL 102.5.

Meloni acrescentou que aquela região do Médio Oriente é economicamente "vital".

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Lusa /

Mais de 275 mil deslocados em países afetados pelos ataques

Os conflitos no Médio Oriente causaram mais de 275 mil deslocados internos em alguns dos países mais afetados pelos ataques, como o Irão, o Líbano, o Afeganistão e o Paquistão, segundo a ONU.

De acordo com dados mais recentes da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), desde sábado, pelo menos 100 mil pessoas fugiram das suas casas no Irão devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel e 115 mil no Afeganistão, país envolvido no conflito em curso com o Paquistão.

A agência da ONU estima que pelo menos 58.000 pessoas tenham sido deslocadas no Líbano, devido às hostilidades entre Israel e o Hezbollah, (embora outras agências da ONU, como o Programa Alimentar Mundial, apontem para um número de 65.000).

No Paquistão, pelo menos 2.600 pessoas abandonaram as suas casas.

Os deslocados no Irão são, na sua maioria, pessoas que abandonaram a capital, Teerão, de onde estão a sair da cidade aproximadamente 1.000 a 2.000 veículos, principalmente em direção ao norte, segundo dados da polícia de trânsito iraniana.

O ACNUR refere que as áreas afetadas já tinham uma população deslocada de cerca de 24,6 milhões de pessoas, muitas das quais com enormes necessidades humanitárias, também partilhadas pelas comunidades de acolhimento.

Na terça-feira, a agência da ONU alertou que a escalada da guerra contra o Irão "ameaça sobrecarregar a capacidade humanitária" no Médio Oriente, que já está praticamente no limite.

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RTP /

Mísseis e drones iranianos terão caído perto de aeroporto no Azerbaijão

Uma fonte próxima do Governo do Azerbaijão ouvida pela agência Reuters afirmou que mísseis e drones lançados pelo Irão caíram perto do aeroporto de Nakhchivan. Este aeroporto fica a cerca de dez quilómetros da fronteira iraniana.
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RTP /

Internet no Irão permanece "em cerca de 1% do seu nível habitual"

A Internet no Irão está "em cerca de 1% do seu nível habitual" após um corte nas comunicações causado pela guerra com Israel e os Estados Unidos, sugundo a ONG de monitorização da cibersegurança NetBlocks.

"A interrupção da Internet no Irão já ultrapassa as 120 horas, com a conectividade a permanecer em cerca de 1% do seu nível habitual", indicou a NetBlocks na rede social X.

"Ao mesmo tempo, surge um ambiente cada vez mais 'orwelliano', com as operadoras de telecomunicações a ameaçarem com ações judiciais os utilizadores que tentam ligar-se à Internet global", acrescentou.
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RTP /

Irão diz ter atingido petroleiro americano no Golfo

Segundo a Guarda Revolucionária do Irão, um míssil iraniano atingiu um petroleiro americano no Golfo.

O navio em questão "foi atingido por um míssil no norte do Golfo Pérsico" e "está atualmente em chamas", indicou a Guarda Revolucionária numa declaração lida na televisão estatal.

Este incidente, ainda não confirmado por fontes independentes, ocorre numa altura em que a Guarda Revolucionária garantiu ter "controlo total" do Estreito de Ormuz, ponto de passagem fundamental para o comércio mundial de petróleo.
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Lusa /

Teerão pede "sangue sionista" e de Trump

O `ayatollah` Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um "derramamento de sangue sionista" e "do sangue de [Donald] Trump", através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

"Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança", disse, apelando ao "derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: `Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros`", afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, ato classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", escreveu o responsável nas redes sociais.

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o `líder supremo` iraniano, `ayatollah` Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

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Lusa /

Cruz Vermelha e Crescente Vermelho alertam que desinformação também é uma questão de vida ou morte

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) advertiu hoje que em contextos humanitários a "informação prejudicial", o caso da desinformação, também é "uma questão de vida ou morte", exortando todos os atores relevantes a combatê-la.

O alerta consta do Relatório Mundial de 2026 sobre Catástrofes da FICV, hoje apresentado em Genebra (Suíça), que apela a governos, empresas de tecnologia, meios de comunicação social, comunidades e organizações da sociedade civil a unirem esforços para garantirem informação fiável, apontando que, em crises humanitárias, "é tão essencial quanto alimentos, água e abrigo".

Definindo informação prejudicial como "informação com o potencial de causar, contribuir para ou resultar em danos a um indivíduo ou entidade" e apontando que esta "inclui desinformação, informação errada, maliciosa, discurso de ódio e outras narrativas prejudiciais", o relatório sublinha que a mesma "não é apenas ruído de fundo", pois "molda ativamente a forma como as pessoas entendem as crises, em quem confiam e se podem aceder à assistência humanitária e proteção".

Por outro lado, "representa um desafio operacional e estratégico que afeta a aceitação, a segurança e a ação humanitária baseada em princípios", prossegue o documento.

"À medida que o ecossistema da informação se torna cada vez mais complexo, também deve aumentar a capacidade de a ler, responder a ela e proteger as populações, indivíduos e organizações afetados dos seus danos. Navegar neste ecossistema é agora uma parte essencial do que significa agir em crises humanitárias", salienta o relatório da FICV, que, entre os muitos exemplos dados no extenso documento, relata o caso da informação prejudicial que ocorreu quando, em outubro de 2024, Valência foi atingida por cheias provocadas pela tempestade DANA que provocaram 236 mortos.

"Incidentes específicos de informação prejudicial que se espalharam nas redes sociais incluíram comentários negativos, insultos e ameaças dirigidos aos nossos trabalhadores e voluntários nas ruas e, em menor grau, atos de vandalismo contra os nossos escritórios e veículos, como grafites e pneus furados", aponta a Cruz Vermelha, alvo de boatos de que não estava a atuar ou estava a usar fundos indevidamente.

O relatório refere que a desinformação não impediu o trabalho humanitário, mas criou "uma carga de trabalho extraordinária dedicada a negar, explicar ou minimizar o impacto de informações prejudiciais, causando sofrimento emocional e até mesmo dúvidas sobre a organização, tanto na sociedade como entre os membros da Cruz Vermelha Espanhola, minando a confiança do público, com alguns doadores a questionarem a organização".

Salientando que "a informação prejudicial não é nova, mas hoje circula com uma velocidade e um alcance sem precedentes", pois "as plataformas digitais abrem canais vitais para as vozes da comunidade, mas também proporcionam um terreno fértil para mentiras", um cenário agravado pela Inteligência Artificial, a FICV exorta então à ação coordenada de todos os atores relevantes.

"A responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre as organizações humanitárias. Lidar com informações prejudiciais requer aumentar a resiliência, construir confiança e aprofundar o envolvimento da comunidade. Também exige uma ação coordenada e multilateral, por parte de governos, empresas de tecnologia, meios de comunicação social, comunidades e organizações da sociedade civil", sustentam.

Comentando o relatório, este ano intitulado "Verdade, confiança e ação humanitária na era da informação prejudicial", o secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Jagan Chapagain, sublinha a importância vital da informação em situações de crise.

"Em todas as crises que testemunhei, e em todas as respostas da rede internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho a desastres, emergências de saúde pública, movimentos populacionais em massa ou consequências humanitárias de conflitos armados, a informação é tão essencial quanto alimentos, água e abrigo", pois "orienta as pessoas para a segurança, conecta-as aos seus entes queridos e dá-lhes o conhecimento necessário para protegerem a si mesmas e às suas comunidades", destaca.

"Mas a informação também pode causar danos: quando falsa, enganosa ou deliberadamente manipulada, pode aprofundar o medo, alimentar a discriminação, obstruir o acesso humanitário e custar vidas. Vimos isso com demasiada frequência: durante surtos de doenças, quando os rumores ultrapassam os conselhos de saúde, após desastres, quando a desconfiança dificulta a entrega de ajuda, e em conflitos armados, quando narrativas inflamatórias intensificam a violência", prossegue.

Reforçando o apelo do relatório, Chapagain exorta "governos, atores humanitários, meios de comunicação social, empresas de tecnologia e comunidades a reconhecerem que a fiabilidade da informação é uma questão de vida ou morte" e a agirem em conformidade.

"Assim como planeamos a logística, o alojamento e os cuidados de saúde em situações de emergência, também devemos planear o ambiente informativo. Isso requer investir no envolvimento da comunidade, priorizar ouvir em vez de falar, construir resiliência contra narrativas prejudiciais e defender consistentemente a humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência em todas as interações e mensagens", sustenta o secretário-geral da FICV.

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Israel Katz
RTP /

Aliança com América de Trump está a mudar a história, advoga ministro israelita da Defesa

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, disse ao secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, que a aliança militar entre os dois países está a mudar a história, numa referência à ofensiva contra o Irão.Katz esteve em contacto, na última noite, com o homólogo norte-americano.

Segundo um comunicado do ministro da Defesa de Israel, Hegseth salientou que os Estados Unidos dispõem de munições suficientes para concluir a ofensiva contra o Irão, sugerindo que a guerra pode prolongar-se por oito semanas.

Na quarta-feira, o Senado dos Estados Unidos, de maioria republicana, rechaçou uma resolução que procurava interromper a intervenção militar contra o Irão, por não ter sido previamente autorizada.

A resolução do Partido Democrático caiu por 47 votos contra 53 do Partido Republicano.
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Lusa /

Novas explosões em Teerão durante a noite

Novas explosões voltaram a abalar Teerão, a capital iraniana, ao longo noite de quinta-feira e madrugada de hoje, segundo meios de comunicação iranianos e regionais, no sexto dia de guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel.

Majid Khahi - ISNA, WANA via Reuters

A agência iraniana Tasnim, associada à Guarda da Revolução do Irão, afirmou que as defesas antiaéreas iranianas foram ativadas por volta das 5h00 locais (2h00 em Lisboa) e que várias explosões foram ouvidas.

A emissora catari Al Jazeera também identificou, pelo menos, dois ataques contra a capital iraniana.

O número de mortos no Irão em resultado da guerra atingiu, pelo menos, 1.045 pessoas, segundo uma agência governamental iraniana na quarta-feira, a Fundação de Mártires e Assuntos dos Veteranos do Irão, que especificou que o número é relativo aos corpos identificados e preparados para o enterro até o momento, noticiou a AP.

Em sentido inverso, o Irão lançou uma nova onda de ataques esta na manhã contra bases israelitas e norte-americanas, após uma ameaça de destruir infraestruturas militares e económicas em toda a região, que surgiu depois de os EUA e Israel terem intensificado os bombardeamentos e de um submarino da marinha norte-americana ter afundado um navio de guerra iraniano no Oceano Índico.

O ministro das Relações Exteriores do Irão disse hoje que os Estados Unidos "vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram" com o afundamento da fragata iraniana na costa do Sri Lanka, uma declaração que representa o primeiro reconhecimento de Teerão sobre o naufrágio do IRIS Dena no Índico.

O comentário de Araghchi na rede social X especificou que "os EUA cometeram uma atrocidade no mar, a 2.000 milhas da costa do Irão".

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e transportando quase 130 marinheiros, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", escreveu.

"Anotem minhas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", ameaçou.

O Irão está a ser bombardeado por Israel desde o sábado passado, quando o Estado israelita lançou uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khameneí.

Teerão respondeu com ataques contra Israel e países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

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Lusa /

China ordena suspensão de exportações de gasolina e diesel devido a conflito

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Maxim Shemetov - Reuters

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados.

As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno - uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo - a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

Nos últimos dias, outros países da região, como Japão, Indonésia e Índia, também adotaram medidas para reforçar a segurança energética.

A escalada no Médio Oriente já levou algumas grandes companhias marítimas internacionais a suspender ou desviar rotas na região, aumentando as preocupações sobre a estabilidade do abastecimento energético global.

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Lusa /

Líder do FMI diz que economia mundial volta a ser "posta à prova"

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou hoje, em Banguecoque, que a economia mundial está "novamente a ser posta à prova", desta vez pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Valentyn Ogirenko - Reuters

"Vivemos num mundo onde os choques são mais frequentes e inesperados, e há algum tempo que alertamos os nossos membros de que a incerteza é agora a nova norma", afirmou durante uma conferência que debate a Ásia em 2050, que decorre na capital tailandesa, de acordo com o portal de notícias económicas FX Street.

"Este conflito, se vier a prolongar-se, poderá obviamente afetar os preços mundiais da energia, o sentimento dos mercados e a inflação", acrescentou a diretora-geral do FMI.

Desencadeada no sábado por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a guerra alastrou-se rapidamente com a resposta de Teerão aos vários aliados dos dois países na região, ameaçando igualmente a navegação no Estreito de Ormuz e Golfo Pérsico, fazendo disparar os preços mundiais do petróleo e mergulhando os mercados na turbulência.

"Os mercados têm evoluído como uma montanha-russa nos últimos dias", descreveu Kristalina Georgieva, asublinhando que "o conflito colocará novas exigências aos decisores políticos em todo o mundo".

"Quanto mais cedo esta calamidade terminar, melhor será para o mundo inteiro", continuou, concedendo porém que o mundo está "potencialmente num período prolongado de instabilidade".

A Ásia é o continente mais afetado pela crise no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) comercializados no mundo.

De acordo com dados da Kpler e da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA), entre 84% e 90% do petróleo bruto que passa por Ormuz tem como destino a Ásia, onde também chega 83% do GNL proveniente dessa rota crucial, cujos principais compradores são China, Índia, Coreia do Sul e Japão.

Apesar do contexto de incerteza energética, a Ásia continua a ser um dos grandes motores da economia mundial, uma vez que a região gera "dois terços do crescimento global e concentra cerca de 40% do comércio", o que faz com que "não seja possível falar do futuro económico global sem mencionar a Ásia", segundo Georgieva.

A economista também destacou que o continente enfrenta vários desafios fundamentais para manter essa liderança no crescimento, entre eles, o aumento da produtividade através do desenvolvimento da inteligência artificial (IA), e salientou que países como Singapura lideram os índices de preparação para a adoção desta tecnologia.

Da mesma forma, Georgieva observou que a China e a Coreia do Sul estão entre os líderes no desenvolvimento e implementação da IA. A Índia, acrescentou, está a impulsionar iniciativas para democratizar o acesso à inteligência artificial, enquanto a Indonésia, Malásia e Tailândia avançam na sua aplicação nos setores comerciais.

 

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Lusa /

Primeiro-ministro do Canadá afirma que "apoiará os aliados" mas "com algum pesar"

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou hoje que "não pode excluir" a participação militar do país na guerra que se intensifica no Médio Oriente, manifestando apoio aos seus aliados, porém "com algum pesar".

Blair Gable - Reuters

"Estamos a enfrentar ativamente o mundo como ele é, não esperando passivamente por um mundo que desejamos. Mas também assumimos essa posição com algum pesar, porque o conflito atual é mais um exemplo do fracasso da ordem internacional", disse em declarações na capital australiana, no terceiro dia da visita oficial ao país, uma viagem que visa atrair investimentos e aprofundar os laços com Camberra.

Quando instado, porém, pelos jornalistas a responder sobre se o Canadá encara a hipótese de se envolver no conflito, Carney deixou claro que "nunca se pode excluir categoricamente uma participação".

"Apoiaremos os nossos aliados", acrescentou, ao lado do homólogo australiano, Anthony Albanese, em Camberra.

Nas primeiras declarações que proferiu sobre o assunto desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Carney sublinhou ainda que o Canadá não foi informado antecipadamente dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

"Não fomos informados com antecedência, não nos foi pedido para participar", deixou claro, em declarações aos jornalistas que o acompanham na visita à Austrália.

"À primeira vista, parece que estas ações são incompatíveis com o direito internacional", afirmou, acrescentando no entanto que, se os ataques aéreos dos EUA e de Israel violaram o direito internacional, é "uma decisão que cabe a outros tomar", afirmou.

"Geoestrategicamente, as potências hegemónicas estão cada vez mais a agir sem restrições ou respeito pelas normas ou leis internacionais, enquanto outros sofrem as consequências. Agora, os extremos dessa rutura estão a ser vividos em tempo real no Médio Oriente", disse Carney.

O Canadá apoiou os esforços para impedir que o Irão obtivesse uma arma nuclear e ameaçasse a paz e a segurança internacionais, disse Carney. Os dois países não mantêm relações há 15 anos devido a relatos de violações dos direitos humanos no Irão. No ano passado, o Canadá designou a Guarda da Revolução do Irão como uma entidade terrorista.

Durante uma reunião na quarta-feira no Lowy Institute, um grupo de reflexão com sede em Sydney (sudeste da Austrália), Carney exortou "todas as partes" envolvidas na guerra desencadeada pelos ataques americano-israelitas contra o Irão a respeitarem as regras internacionais de combate e apelou a uma "desescalada".

Mark Carney repete há meses que o mundo se tornou cada vez mais perigoso e que os Estados Unidos deixaram de ser um parceiro confiável. O Canadá reduziu fortemente a dependência em relação à economia norte-americana, que continua a ser a peça central da política económica externa do país.

"A questão que se coloca hoje às potências médias como a nossa é se estabelecemos as convenções e contribuímos para a elaboração de novas regras que determinarão a nossa segurança e prosperidade, ou se deixamos as potências hegemónicas ditar os resultados no novo ambiente global", afirmou hoje Carney perante as duas câmaras do Parlamento australiano em Camberra.

"Neste melhor dos mundos, as potências médias não podem contentar-se em construir muros mais altos para se entrincheirarem", acrescentou, numa aparente alusão ao romance distópico de Aldous Huxley.

O Canadá e a Austrália manifestaram a intenção de aumentar a cooperação em minerais críticos, inteligência artificial e tecnologias de defesa. Ambos os países são ricos em minerais essenciais e estão empenhados em construir "a maior reserva mineral detida por nações democráticas confiáveis", na expressão de Carney.

Depois da Austrália, Mark Carney é esperado no Japão esta sexta-feira.

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Ponto de situação
RTP /

Forças iranianas visam grupos curdos no Iraque

  • Teerão afirma ter atacado grupos curdos em território iraquiano e deixa um aviso a "separatistas" contra quaisquer formas de intervenção no conflito em curso. Os alvos, indica o regime, são grupos "opostos à revolução". Esta tomada de posição foi conhecida após terem circulado informações de que os Estados Unidos pretenderiam armar milícias curdas para proceder a incursões em solo iraniano. Terá morrido um membro de um grupo curdo iraniano exilado;


  • As Forças de Defesa de Israel sinalizaram nas últimas horas o início de uma nova vaga de bombardeamentos sobre o Irão;


  • Também o Irão lançou nova vaga de mísseis contra Israel às primeiras horas desta quinta-feira, o que obrigou a acionar os alarmes em diferentes regiões do Estado hebraico, incluindo Telavive;


  • As Forças Armadas iranianas negam ter disparado qualquer míssil contra a Turquia, depois de o Ministério da Defesa deste país ter adiantado que um míssil iraniano foi abatido por sistemas de NATO em espaço aéreo turco. Teerão garante respeitar a soberania turca;


  • O gabinete do primeiro-ministro israelita veio clamar que Israel e Estados Unidos obtiveram já "ganhos históricos" com a ofensiva contra o Irão. Um porta-voz de Benjamin Netanyahu justificou mesmo o ataque do último fim de semana com supostos "novos bunkers subterrâneos" em construção para o desenvolvimento de armas nucleares;


  • O conflito no Médio Oriente já fez pelo menos 1.045 mortos desde sábado. É o balanço oficial de Teerão. Além do Irão, o Líbano também está sob ataque e o número de baixas civis já ultrapassa as 50;


  • Um navio de guerra britânico com ordens para rumar a Chipre só deverá partir na próxima semana, de acordo com responsáveis ocidentais citados pela agência France-Presse. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou na passada terça-feira o destacamento do HMS Dragon, um contratorpedeiro Type 45, para "operações defensivas";


  • Um bombardeamento aéreos atingiu o bastião do Hezbollah xiita libanês no sul de Beirute;


  • Um submarino norte-americano torpedeou e afundou um vaso de guerra do Irão ao largo do Sri Lanka. O navio IRIS Dena acabava de cumprir uma visita amigável à Índia quando foi atingido. A marinha do Sri Lanka deu conta da recuperação de 87 corpos;


  • O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abas Araghchi, avisou que os Estados Unidos vão "arrepender-se amargamente" de terem afundado no navio da República Islâmica, "uma atrocidade no mar", nas palavras de Teerão;


  • O próximo líder supremo do Irão pode ser Mojtaba Khamenei. A decisão cabe a uma assembleia de peritos e ainda não foi anunciada formalmente, mas está ser confirmada por várias fontes no Irão. Mojtaba é filho de Ali Khamenei, morto nos bombardeamentos do fim de semana. Tem 56 anos e é considerado uma das figuras mais poderosas de regime, com uma postura anti-ocidental;


  • Em Portugal, o Governo admite avançar com um desconto extraordinário no imposto sobre combustíveis, se o preço subir mais de dez cêntimos na próxima semana. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no debate quinzenal de quarta-feira;


  • A ministra do Ambiente e Energia assegura que Portugal tem reservas de Petróleo e de gás suficientes para três meses. Maria da Graça Carvalho destaca a autonomia do país em relação às energias renováveis e lembra que já existem mecanismos europeus que evitam que o aumento do preço do gás arraste o da eletricidade;


  • Chegaram na última noite a Lisboa 122 portugueses que estavam no Dubai. Viajaram num voo comercial e confessaram estar aliviados.
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RTP /

"Alienou EUA e países árabes". Durão Barroso critica posição espanhola

Na Grande Entrevista desta quarta-feira, Durão Barroso avaliou a decisão do Governo espanhol de não permitir o uso das suas bases militares pelos EUA como um "erro grave" que afastou Madrid de Washington e irritou o mundo árabe.

No programa “Grande Entrevista”, Durão Barroso defendeu que a Europa tem de assumir “maturidade geopolítica” e decidir se fica ao lado dos Estados Unidos ou de um regime teocrático e opressor como o Irão.

“Nós, europeus, não podemos ser os únicos vegetarianos num mundo de carnívoros”, disse.


“Podemos ou não gostar da administração Trump, mas temos de pensar fora da ideologia. Eles são o nosso maior aliado”, lembrou.

Durão Barroso criticou a decisão de Espanha de não permitir o uso das suas bases militares pelos EUA para atacar o Irão, afirmando que Madrid “não ganhou nada com esta posição”. “Alienou os EUA e os países árabes e está numa posição praticamente isolada na Europa”, afirmou.

“Nós somos obviamente pelo Direito Internacional, mas não somos nós que decidimos se há ou não uma guerra dos EUA contra o Irão”, disse, afirmando que “naquilo que está no nosso controlo, devemos defender o direito internacional. Mas naquilo que está fora do nosso controlo devemos tomar a posição que melhor serve os nossos interesses”.

Já em relação a Portugal, o antigo presidente da Comissão Europeia considera que a utilização da Base das Lajes mostra que o país continua a ser visto como um “aliado credível”.

Lembrando que foi o próprio que negociou, em 1995, o atual acordo de utilização da Base das Lajes pelos EUA, Durão Barroso esclareceu que o documento diz que, “em alguns casos de guerra, os EUA têm que informar ou pedir autorização ao governo português”.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros disse não ter ficado surpreendido com esta nova ofensiva ao Irão, afirmando que “há muito que Israel procurava convencer os EUA a juntarem-se a eles numa ação contra Irão”.

“Desde que houve o ataque do Hamas contra Israel, Israel viu uma oportunidade de realizar o seu objetivo estratégico: a neutralização completa do Irão, porque o Irão tem como objetivo destruir o Estado de Israel”, explicou.

Durão Barroso não tem dúvidas de que o objetivo é a “neutralização completa do poderio militar do Irão”, afirmando que para Israel “esta é uma questão existencial”.

“Os EUA têm uma oportunidade para destruir este regime. Não necessariamente para o substituir por um regime democrático, mas para aniquilar as capacidades destrutivas do Irão”, disse, afirmando que a morte do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, “foi muito significativa”.
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RTP /

Sanchez responde a Trump. Espanha preparada para resistir a represálias

Pedro Sanchez respondeu ao anúncio de que os Estados Unidos vão acabar com os acordos comerciais com Espanha.

Foto: Susana Vera - Reuters

O chefe do Governo espanhol disse que o seu país dispõe de uma fortaleza institucional e económica forte para fazer face às eventuais represálias comerciais.
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Momento-Chave
RTP /

Montenegro. "Não houve nenhuma informação adicional a Portugal" antes do ataque

O debate quinzenal desta quarta-feira ficou marcado pelo conflito em curso no Médio Oriente. O primeiro-ministro revelou que "antes do ataque inicial dos EUA ao Irão não houve nenhuma informação adicional a Portugal", quando questionado sobre a utilização da Base das Lajes.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

O chefe de Governo afirmou que houve o acompanhamento que "fazemos de todos os voos na base das Lajes", ao abrigo de um regime de 2017 adotado por um Governo socialista, lembrou.

Esse regime "prevê uma autorização anual de permanente, atribuída a 50 países nos quais os EUA se integram", e que obriga à comunicação do destino e das cargas das aeronaves.

Portugal "tem 24 horas para se opor" aos voos, sendo que isso "só acontecerá se algo nessa informação for suscetível de ferir alguma das disposições da lei ou dos princípios a que estamos obrigados", acrescentou.

"Não houve nenhuma informação capaz de dar o enquadramento para objetarmos às notificações que recebemos em particular dos Estados Unidos da América, nosso aliado da NATO".
Presidente, Presidente eleito e partidos foram "consultados"
"Depois do ataque, fomos efetivamente instados a autorizar, nos termos do acordo técnico que temos com os EUA, a utilização da Base das Lajes", refere Montenegro.

Esse "pedido formal para a utilização da Base das Lajes ocorreu na tarde de dia 28", mas, frisou Montenegro, "nós antecipamo-lo".

"A nossa consulta ao presidente da República, ao presidente da República eleito e aos partidos políticos com maior representatividade", ocorreu "na tarde anterior", acrescenta, lembrando que o executivo "não é alheio" às notícias.

"Depois do pedido ter sido formalizado, nós informamos todos estes intervenientes da decisão que tínhamos tomado que já tínhamos antecipado", referiu ainda o primeiro-ministro, sem revelar o que foi debatido nas relações bilaterais com cada um deles.“Relação mais próxima” com os EUA
O primeiro-ministro disse também no debate quinzenal não haver dúvidas que Portugal é mais próximo dos Estados Unidos do que do Irão.

Luís Montenegro referiu-se ao Irão como um país que “viola de forma reiterada o direito internacional e que tem em curso um programa nuclear”, enquanto os EUA são um parceiro e membro da NATO.

“Que não haja dúvidas que Portugal tem objetivamente uma relação muito mais próxima com o nosso aliado, os Estados Unidos da América”, vincou.

Montenegro respondia à questão de José Luís Carneiro, que começou a intervenção dizendo "de forma clara e inequívoca" que o PS condena a intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel no Irão, mas também repudia o regime "teocrático" iraniano.

Na resposta, o primeiro-ministro assegurou que “o Governo português obviamente fez a sua análise e a sua interação em toda esta tripla dimensão: União Europeia, NATO, parceiros na zona do Golfo”.

A prioridade de Portugal “é a proteção e segurança dos portugueses que residem ou se encontram naquela região”, frisou Luís Montenegro.

“Portugal tem uma tradição muito saudável” de, em matérias de política externa, “ter um largo consenso” e um “respeito pelo direito internacional, pela carta das Nações Unidas, pelo papel de Portugal no mundo”, acrescentou.

“Tendo havido uma ação militar dos EUA, Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar. O que não quer dizer que não esteja a acompanhar desde a primeira hora”, disse ainda.

O Estado português “defende a via diplomática e negocial para garantir a paz internacional”.Uso das Lajes salvaguardou o "interesse nacional"
A autorização do uso da Base das Lajes ocorreu dentro de três "grandes critérios", explicou o primeiro-ministro.

"Serem operações de natureza defensiva ou de retaliação", "necessárias e proporcionais ao ataque visavam contrapor", e "visarem exclusivamente alvos militares", referiu.

Condições "em linha com o direito internacional e isso mesmo foi transmitido aos EUA, exatamente nestes termos", acrescentou Montenegro.

O primeiro-ministro frisou que também aqui foi defendido o "interesse nacional".

"Atuamos no respeito pelos nossos princípios de orientação de política externa, por respeito aos princípios de preservação, proteção e salvaguarda do interesse nacional", porque este "também pressupõe a nossa relação com os nossos aliados" e em esforços que vão "consubstanciar a nossa própria segurança", diz.Prioridade são operações de repatriamento
O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que a primeira prioridade do Governo é o repatriamento em curso dos portugueses que se encontram no Médio Oriente.

"A primeira prioridade, aquela que é o motivo da nossa intervenção mais imediata, é a proteção e a segurança dos portugueses que residem ou se encontram naquela região", declarou Luís Montenegro em resposta a José Luís Carneiro durante o debate quinzenal.

De acordo com o líder do executivo, perante o conflito, o Governo aumentou os esforços de contacto e de recolha de informação.

"Temos já em curso operações de repatriamento que estão, neste momento, a decorrer e que, naturalmente, têm contornos que não podem ser totalmente publicitados, precisamente por razão da segurança", disse.

Também de acordo com o primeiro-ministro, o Governo convocou uma reunião extraordinária do Gabinete Coordenador de Segurança para reforçar as medidas de segurança interna.

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RTP /

Primeiro voo do Dubai. Avião da Emirates já aterrou em Lisboa

Chegou a Lisboa o primeiro voo que saiu do Dubai, desde o início do ataque ao Irão.

No entanto, muitos outros voos permanecem cancelados e as Embaixadas de Portugal em Abu Dhabi e em Riade estão a informar os cidadãos nacionais de possíveis voos de repatriamento cujos custos ficarão a cargo de quem os utilizar.
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Momento-Chave
RTP /

Norte da Europa prepara planos comuns de retirada de civis em caso de conflito

Dez nações do Norte da Europa concordaram em preparar-se para possíveis evacuações transfronteiriças de civis em caso de crise ou conflito militar na região

Cidadãos eslovacos, retirados de Israel e da Jordânia embarcam numa aeronave militar C-27J Spartan da Força Aérea Eslovaca num voo organizado pelo governo. Foto: Ministério da Defesa da Eslováquia - Reuters

A Suécia referiu que a iniciativa procura responder ao que foi aprendido com a guerra na Ucrânia. Os 10 países irão elaborar planos conjuntos que abrangem transportes, controlo das fronteiras, corredores de viagem e outras questões.

A Alemanha e a Polónia, juntamente com outros membros da NATO, como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Islândia e a Dinamarca, intensificaram nos últimos anos os seus planos para um possível futuro conflito armado com a Rússia.

"A experiência da Ucrânia demonstrou que as deslocações temporárias da população permitem a defesa contínua do país, protegendo simultaneamente os civis", afirmou o Ministério da Defesa sueco num comunicado que anuncia o acordo com o norte da Europa.

Milhões de pessoas fugiram da Ucrânia nos quatro anos desde a invasão russa em grande escala, em Fevereiro de 2022, a maioria procurando refúgio noutros países europeus enquanto o conflito interno persiste.

No seu comunicado, a Suécia sublinhou que, para além dos corredores de transporte e de viagem, o planeamento das evacuações transfronteiriças incluirá o acolhimento e o registo de pessoas e a protecção de grupos vulneráveis.

"O objetivo do acordo é melhorar a proteção da população civil em caso de grandes crises ou, na pior das hipóteses, de guerra", afirmou. 

O Kremlin tem afirmado repetidamente que a Rússia não deseja invadir países da NATO. 

A Estónia, a Letónia e a Lituânia assinaram um acordo semelhante no ano passado, elaborando planos de contingência para lidar com a possibilidade de centenas de milhares de pessoas fugirem de um aumento da presença militar russa ou de um ataque.

A Finlândia, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia, assinou um acordo semelhante com a Suécia em 2024.
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