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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

"Estão a começar a sofrer com a fome". EUA alegam que Operação `Fúria Económica` está a "asfixiar" Irão

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"Estão a começar a sofrer com a fome". EUA alegam que Operação `Fúria Económica` está a "asfixiar" Irão

Em entrevistas a televisões dos EUA, duas fontes da Administração Trump alegaram, este domingo, que a Economia do Irão passa graves dificuldades, incluindo "a sofrer com a fome". É uma guerra diferente mas a ameaça militar permanece. Sábado, o Flightradar24, uma aplicação de rastreio de voos, detetou um aumento invulgar no número de aeronaves militares norte-americanas que viajam da Europa para países do Médio Oriente. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução do conflito.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado - RTP /

Foto: Majid Asgaripour - Wana via Reuters

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RTP /

Irão está a analisar resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos

 O Irão afirmou no domingo que os Estados Unidos responderam à sua proposta de 14 pontos através do Paquistão e que estava a analisar a resposta, informou a imprensa estatal.

“A questão nuclear não está incluída na proposta dos 14 pontos e o que foi noticiado por alguns meios de comunicação social é fruto da sua imaginação”, disse Esmaeil Baghaei,  porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Baghai acrescentou que a proposta “está apenas focada no fim da guerra”, sem fornecer mais detalhes.
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RTP /

EUA estão a "asfixiar" economia iraniana com Operação `Fúria Económica`, alega secretário do Tesouro Scott Bessent

O "bloqueio económico" imposto pelos Estados Unidos, em conjunto com a ofensiva militar lançada com Israel, está a "asfixiar" o regime iraniano, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, à Fox News.

O presidente Donald Trump "ordenou a pressão máxima em março (sobre o Irão) e, há três semanas, ordenou ao Tesouro e a mim que iniciássemos a 'Fúria Económica'", explicou o ministro.

Esta medida visa ser a contrapartida económica da ofensiva militar denominada "Operação Fúria Épica", que teve início a 28 de fevereiro. Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril.

"Posso afirmar que estamos a sufocar o regime, que já não conseguem pagar aos seus soldados", declarou Scott Bessent.

"Este é um verdadeiro bloqueio económico", acrescentou, sublinhando que a Marinha norte-americana está a desempenhar um papel fundamental para impedir que os navios viajem de e para o Irão. "Nenhum navio está a conseguir passar", afirmou.

Numa entrevista simultânea na CBS, na manhã de domingo, o conselheiro económico do presidente, Kevin Hassett, afirmou por seu lado que a economia iraniana está à beira de uma "calamidade extrema; têm hiperinflação".

"Estão a começar a sofrer com a fome", declarou.

Um total de 49 navios foram já bloqueados no acesso aos portos iranianos, confirmou no domingo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Scott Bessent afirmou que os Estados Unidos também "aumentaram a pressão sobre qualquer pessoa que envie dinheiro para o Irão para apoiar" a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que é uma "organização corrupta".

"Há anos que roubam o povo iraniano. Têm dinheiro no estrangeiro, que localizamos", continuou Bessent. "Continuaremos a rastrear estes ativos e preservá-los para o povo iraniano após a resolução deste conflito", observou.

No sábado, Benson declarou na rede X, que o bloqueio económico ao Irão irá continuar "até que a liberdade de navegação anterior a 27 de fevereiro seja restaurada", referindo-se à proibição imposta por Teerão à passagem de navios não aliados pelo Estreito de Ormuz.

A proibição, crucial para o transporte de hidrocarbonetos dos países do Golfo em todo o mundo, levou à retaliação americana de bloquear o trânsito de navios iranianos e de aliados de Teerão.
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João Couraceiro - Antena 1 /

"Não somos tidos nem achados, mas sofremos as consequências das decisões dos outros". Diante da guerra e da crise, como contrariar a desesperança global?

Luís Lóia, professor auxiliar da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa, aponta, numa entrevista à Antena 1, para a "verdade, transparência e confiança" como antídoto para sanar o fosso entre promessas e realidade, num tempo em que os discursos políticos polarizam divergências e adensam as nuvens da desesperança. Como continuar a fazer tudo isto valer a pena?

Claudia Greco - Reuters

“São tempos difíceis”, de facto, que obrigam todos a estar alerta e prevenidos — “mas também não podemos desesperar e perder a esperança”, defende Luís Lóia, numa viagem à história do mundo, da Europa e de Portugal para trazer exemplos de reconstrução e perseverança perante o caos: “estas crises que nos aparecem são fatores de mudança e de oportunidade, de reconversão e de reorientação de vidas”.

Numa altura em que a ideologia fica em segundo plano, a reconstrução da comunidade pode fundar-se na justiça entre as relações e na capacidade de regressar à empatia (mas isso também pode não ser suficiente), conta o professor e especialista em Filosofia Social e Política, numa conversa alargada sobre o que se passa em Portugal e no mundo — e do significado da luta entre blocos de poder.

Afinal, numa asfixia de crises morais, económicas, políticas e militares, a desesperança global é uma inevitabilidade?

Este sentimento [de desesperança] é alimentado por uma noção de impotência — impotência sobretudo a nível dos governos nacionais, face à interdependência que se criou a partir da globalização económica alastrada no pós-guerra fria. E nesse sentido os países sentem-se impotentes — e quando digo os países, digo quer os governantes, quer os governados. Sentem-se impotentes para responder a crises que são globais. Eu recordo sempre uma frase famosa: “Os governos nacionais são demasiadamente grandes para resolver problemas pequenos, e demasiadamente pequenos para resolver problemas grandes.”

Aquilo com que estamos confrontados, parece-me, é com uma sucessão de problemas grandes para os quais os governos não têm instrumentos para responder. Nessa medida, apenas têm a hipótese de reagir, não de agir face a esses problemas, mas de reagir. Estamos agora, mais uma vez, expostos perante uma crise energética que é motivada por questões políticas, mas que afeta o mundo inteiro — e os governos nacionais não têm muitos instrumentos para fazer face a essas crises, a não ser reagir na medida do seu raio de ação limitado. E isso transfere-se dos governos para as populações, que se sentem impotentes, mesmo com o instrumento do voto, para alterar as suas próprias condições de vida.

De facto vemos, por exemplo, no aumento do custo do petróleo, como é que isso se repercute no preço dos combustíveis e nos instrumentos que o Governo tem para fazer face a essa situação. São, afinal de contas, instrumentos limitados. Mesmo que deixasse de cobrar impostos com autorizações legislativas que não tem, mesmo que isso fosse possível, o Governo não conseguiria fazer face a este aumento do custo de vida que se repercute não só nos combustíveis, mas em toda a energia. Este é só um exemplo de outras crises que também ocorrem, como ao nível da pandemia e crises climáticas, em que, de facto, os governos são impotentes e os governados sentem essa desesperança que ocorre — porque não há, ou parece não haver, mecanismos políticos que possam alterar esta situação.

Isto embora haja outros fatores de desesperança que não são essencialmente económicos, mas que parece que podem ser mais profundos, e que têm a ver sobretudo com o horizonte de sentido, o horizonte de significado para as vidas das pessoas em concreto. No fundo, o horizonte de significado foi-se construindo durante muito tempo na acumulação de riqueza, de bem-estar e de conforto. E se por um lado em algumas sociedades isso já foi alcançado — e agora não há outro horizonte para preencher —, em outras sociedades essa desesperança aparece como a impossibilidade de realizar ou de alcançar esse horizonte de significado.

Perdendo-se esse significado, a desesperança instala-se, como disse. Portanto, as crises são muitas, são de ordem diversa e contribuem para desenhar o caminho para uma certa desesperança que se instala e que se sente até no dia-a-dia, nas relações interpessoais.

Sendo que, nestes momentos de crise, geram-se sempre expectativas sobre o que pode a política, tanto a nível interno como externo, fazer perante esta realidade de problemas vários. E essas expectativas parecem, de certa maneira, ruir rapidamente — num embate com a realidade. De que forma a política pode atenuar os impactos desencadeados por crises múltiplas?

Parece-me que a solução para questões muito complexas, aparentemente, acaba por ser relativamente simples e já foi avançada há alguns milhares de anos, até na Grécia Antiga, que nos ensinou tantas lições sobre a democracia.

E a solução, parece-me, é haver verdade, transparência e confiança. Sobretudo uma relação de confiança entre governantes e governados. Isto, em termos nacionais ou mais globais, é fundamental no âmbito da política e da governação. Porque, se não existir essa confiança, então por mais positiva ou benévola que seja a ação dos governantes, ela não é percebida da mesma forma pelos governados. E essa confiança tem de ser alimentada pela transparência na comunicação e pela verdade na relação.

Muitas vezes, isso não acontece. É famosa a distinção entre a prosperidade dos países do norte da Europa e dos países do sul da Europa. Quando comparamos os graus de confiança entre os agentes sociais, económicos e políticos com os países do sul da Europa, os graus de confiança são menores e isso explica alguma menor prosperidade. Nos países do norte da Europa, os graus de confiança são maiores e isso implica, talvez também — ou justifica —, uma maior prosperidade destes países.

Mas o que é certo é que a velha máxima de que quem está no poder pretende manter-se no poder e de quem está na oposição pretende conquistar o poder, essa velha máxima que caracteriza a política, muitas vezes faz com que não haja transparência, não haja verdade. Procura-se transmitir aquilo que se pensa que se quer ouvir, do próprio ponto de vista daquilo que é o tal sentido de Estado. E ele parece não ser muitas vezes aplicado, numa ética republicana da verdade e da transparência. Creio que essa confiança é essencial para que aquilo que é feito seja compreendido e aceite, e para que aquilo que são as expectativas possam ser reequacionadas, se for o caso, com um melhor conhecimento da verdade.

E tem faltado verdade e transparência na forma como nos organizamos enquanto sociedade, a nível global, nesta catadupa de crises? Mesmo agora com esta crise mais recente, no Médio Oriente, que tem efeitos à escala global.

Com certeza. Creio que o cidadão comum compreende isso mesmo, assistindo a três notícias ou dois discursos no mesmo dia que são contraditórios e partem dos mesmos agentes. Por exemplo, ouvimos Donald Trump dizer uma coisa da parte da manhã e dizer o contrário da parte da tarde. E aquilo que ele diz tem implicações decisivas nos mercados financeiros, mas também nas relações diplomáticas, seja a nível da NATO, das Nações Unidas, da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo], enfim, nos organismos mais globalistas.

Mas, a nível interno também assistimos ao mesmo. Tivemos agora, recentemente, uma calamidade. O Governo anunciou medidas, planos de ação imediatos de apoio a àqueles que sofreram mais diretamente os impactos da tempestade, mas o que é certo é que havia medidas destinadas a superar as burocracias para que a ajuda chegasse rapidamente às pessoas, e, agora, verifica-se que a ajuda não chegou por causa das burocracias.

Portanto, são os mesmos agentes que dizem as mesmas coisas agora — e dizem depois outras. Essa transparência não é clara; não foi no princípio, não é no fim. E a confiança deteriora-se e afasta os governantes dos governados. É também um sintoma dos tempos modernos.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, veio assegurar que há empatia e compreensão do Governo perante o aumento do custo de vida, lembrando que vivemos tempos desafiantes. Mas também disse que ainda não há motivos para alarme. Devemos interpretar estas palavras com certeza e tranquilidade?

As certezas e a tranquilidade conquistam-se com uma relação transparente, verdadeira, e não tanto empática. Dou-lhe dois exemplos. Tivemos dois governantes em Portugal que foram muito empáticos; estou-me a lembrar do Dr. Jorge Sampaio e do engenheiro António Guterres. De facto, a sua empatia, a manifestação da sua empatia, era grande e era sentida e reconhecida. Mas, no fim do dia, o que se pretende é que os problemas sejam resolvidos e que a condição das pessoas, concretamente, melhore.

Um anúncio de medidas, a explicação daquelas que foram implementadas e daquelas que não puderam ser implementadas, a necessidade de responsabilização por tais medidas… esses anúncios são sempre positivos e são bem vistos, parece-me. Agora, se são considerados sólidos e dignos de crença, aí apontamos para outras questões, parece-me, que interferem com essa crença — a empatia, de facto, não resolve por si só.

A empatia tem de vir acompanhada de ações concretas?


Com certeza que sim, até porque os governados olham para os seus governantes no sentido de que estes possam agir concretamente, e que essas ações tenham impacto nas suas vidas. A compreensão da situação do outro — que é aquilo que define a empatia de um modo mais simples — é certamente importante, mas se isso não se traduzir na realização da ação concreta serve de pouco para os governantes e para os governados. E se não se refletir, essa empatia (que tem de ser genuína) é vista como uma falsa empatia. Se for vista como uma falsa empatia, a relação entre governantes e governados fica ferida. Não sei se de morte, porque o exercício democrático não aniquila ninguém, antes permite-se restaurar, mas sim, creio que são as ações concretas que contam mais do que a própria empatia.

Perante uma inflação que apenas sobe, ameaças globais de instabilidade e alarmes a soar nas instituições internacionais como a ONU, como pode uma pessoa reerguer-se, reconstruir-se em circunstâncias tão avassaladoras?

Quer seja em termos nacionais — ao nível dos estados-nação —, quer seja em termos globais, todos nós temos uma capacidade de resiliência enorme. Temos passado nos últimos tempos crises que foram gravíssimas, sobretudo as do setor financeiro, mas também a pandemia. Temos tido crises muito fortes e muito próximas umas das outras, difíceis e diversas. Mas as pessoas têm mostrado uma resiliência enorme e uma capacidade de adaptação fora do normal. É assim, ao longo da história. Tivemos no século XX duas Grandes Guerras, com milhões de mortos, e a Europa reergueu-se.

Portanto, são tempos difíceis em que temos de estar alerta e em que temos de nos prevenir, na medida do possível, de modo a estarmos em boas condições para resistir às dificuldades que possam aparecer no futuro — mas também não podemos desesperar e perder a esperança. Estas crises que nos aparecem são fatores de mudança e de oportunidade, de reconversão e de reorientação de vidas, muitas vezes com dor e com pena, mas são fatores que permitem também outras conquistas. Acho que esta mensagem de esperança é importante para enfrentar momentos difíceis.

Somos sempre capazes de nos adaptar, ou pode haver algum ponto zero, de rutura, em que a adaptabilidade já não chega?

O ponto zero não me parece que exista, nem que haja oportunidade para isso. Vivemos em cima de um histórico, em cima de uma tradição, em cima de factos políticos, sociais, culturais que ocorrem, que evoluem e que se transformam — sobretudo se transformam. Os próprios estados democráticos ou a própria democracia têm evoluído. As ameaças à própria democracia — os movimentos de autocratização, o galopar dos populismos — não têm, no fundo, posto em causa a resiliência da própria democracia e o ato de se adaptar.

Em suma, são oportunidades para repensarmos onde estamos e para onde queremos ir, para redefinirmos o tal sentido da vida que lhe falava no início, para reconstruirmos horizontes de significado, mas essa construção terá sempre de ser feita em cima daquilo que é o nosso passado e a nossa tradição. Nessa medida, nunca será um ponto zero, mas uma evolução. E as crises permitem-nos fazer essa paragem para refletir onde é que estamos e para onde queremos ir. Porque a crise, no seu sentido, é isso: é uma mudança de estado. E a mudança de estado faz-se a partir do estado próprio para um outro estado. Nesse sentido, diria que não é propriamente um ponto zero, mas uma oportunidade sim, é.

E a justiça social? Manter os cidadãos comprometidos com uma ideia de comunidade? Deve ser uma preocupação permanente, nas políticas que se decidem a nível global, garantir um projeto de sociedade?

Sim. Fundamentalmente, a política é isso. Aristóteles dizia que a diferença da cidade face à aldeia residia no laço que unia as pessoas. Enquanto na aldeia — como comunidade ainda não politicamente organizada — esse laço seria o da amizade, na cidade, na polis, o laço que une as pessoas é o laço da justiça. E a justiça, aqui, não é só judicial: é a justiça nas relações pessoais e interpessoais, a justiça na procura do bem comum da cidade, e não dos bens particulares. Por isso, todos têm de estar comprometidos com a justiça social. Agora, dentro da justiça social, não quero meter-me na discussão sobre se ela é melhor alcançada de um ponto de vista liberal ou de um ponto de vista socialista — até porque parece que as ideologias já não fazem muito sentido.

Mas, se nós perdermos esse sentido da justiça social, as próprias cidades, a polis, as comunidades políticas, desagregam-se.

Não creio que estejamos num momento de desagregação para uma espécie de anarquia. Creio que poderíamos fomentar mais este sentido de justiça social naquilo que poderia ser uma eventual educação cívica — de nos orientarmos para um bem comum, e não tanto para um bem individual. Aí talvez haja muito a fazer ainda. Aí talvez possa ser uma oportunidade de reconstrução depois da crise. Mas não creio que possamos pôr em causa, ainda, um ideal de justiça social — porque aí a vida política deixaria de fazer sentido.

Essa linha de raciocínio aplica-se também à polarização das sociedades? À transformação ao nível das democracias, em que a ordem internacional baseada em regras de respeito pelos estados e pelos direitos humanos parece estar a dar lugar a uma nova ordem em que prevalece o poder do mais forte, com essas regras a serem quebradas?


Diria que aí é mais difícil, porque no âmbito das relações internacionais temos, desde o século XIX, a noção da tal realpolitik — e é de facto o interesse do mais forte. Tivemos, pós-Segunda Guerra Mundial, aqueles que foram os vencedores e os vencidos — e, entre os vencedores, tivemos depois o antagonismo entre os dois mais fortes que durou toda a Guerra Fria. Numa nova ordem, continuamos a ver que o interesse dos mais fortes prevalece, quer seja no bloco oriental ou no bloco ocidental. E aqueles que não são fortes querem-se enturmar na cena política mundial como fortes, com projeção de poder, nem que seja de poder bélico, quando o poder económico não chega lá.

Mas é difícil. Os organismos internacionais globalistas — seja o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as próprias Nações Unidas, etc. — funcionam e funcionam bem enquanto servirem os interesses dos mais fortes ou do mais forte. Se deixarem de servir esses interesses, essa solidariedade entre países não existe, porque de facto nunca existiu. O que existe são sempre os interesses nacionais.

Veja-se o exemplo dos Estados Unidos e da sua relação com a NATO, que é paradigmática nesse sentido; ou a ameaça dos Estados Unidos perante a Gronelândia, território de administração dinamarquesa, que é também paradigmática nesse sentido. Nem no âmbito da NATO se servem os interesses todos. Enquanto [a NATO] servir os interesses dos mais fortes, sim; se deixar de servir, já não. Essa é a realidade do mundo globalista.

O que há de novo, agora, é a existência de mais atores nesse mundo. Não são já apenas — como foram durante muito tempo — os Estados Unidos ou a Rússia. Existem agora muito mais atores na cena internacional que tornam essas relações muito mais complexas. Agora temos de nos saber mexer nesse quadro de complexidade: escolher os nossos amigos e evitar os nossos inimigos. Aqueles que, de facto, não têm esse poder na cena internacional têm de se basear num conjunto de alianças.

É um pouco a história da diplomacia. Aí é muito mais difícil termos alguma noção de direito internacional ou de justiça social entre nações. Não é um cenário muito positivo, mas penso que é o mais realista.

E isso também alimenta a tal desesperança de que falávamos?

Sim, de facto sim, porque por um lado verifica-se a impotência perante decisões que afetam todo o mundo, mas nas quais não participamos. Não somos tidos nem achados, mas sofremos as consequências das decisões dos outros.

Esta interdependência entre os estados mostra-nos isso, mas, com a polarização e a complexidade destas teias de interesses, esta desesperança e esta impotência acentuam-se. Às vezes, não consigo mudar a minha freguesia, quanto mais a minha cidade, o meu país ou o mundo. É essa noção de impotência, a noção de que os mecanismos democráticos que pressupunham uma relação entre representantes e representados já não são considerados desse modo — porque aquele que tem o poder, efetivamente, não representa aquele que nele votou e encara-se o voto como uma mera delegação do poder e não uma representação. Este afastamento também gera essa desesperança a nível interno, e muito mais a nível internacional porque os mecanismos de representatividade, mesmo que sejam indiretos (ao nível da União Europeia, por exemplo) tornam esse sentimento de delegação do poder e de não uma representação ainda mais acentuado.

Não temos poder para mudar esta orgânica a nível mundial e, não tendo esse poder, instala-se uma certa desesperança, por um lado, e uma certa esperança, por outro, de que as coisas corram bem — mesmo que não seja por nossa intervenção.
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RTP /

Pelo menos cinco mortos e 11 feridos em novos ataques israelitas no Líbano

Pelo menos cinco pessoas morreram hoje, incluindo dois sírios e um egípcio, e outras 11 ficaram feridas em novos ataques aéreos israelitas contra várias cidades no sul do Líbano, segundo fontes oficiais libanesas.

Um ataque aéreo contra a cidade de Al Maalia, a sul de Tiro, matou dois trabalhadores sírios e um egípcio, enquanto em Haris, em Nabatieh, uma pessoa morreu quando um projétil atingiu a sua moto, referem as mesmas fontes.

O Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde informou, em comunicado, que "um ataque israelita contra a cidade de Arab Salim, em Nabatieh, fez um morto e três feridos, incluindo uma criança".

Indicou ainda que cinco pessoas ficaram feridas em ataques semelhantes contra a cidade de Srifa, em Tiro, incluindo quatro paramédicos da Autoridade de Saúde, num ataque junto ao seu centro de saúde.

A agência de notícias oficial libanesa, NNA, informou que outras três pessoas ficaram feridas num ataque contra Safad al-Batikh, também em Nabatieh, e reportou bombardeamentos e demolições em várias outras cidades do sul do Líbano.

Estas mortes somam-se às mais de 2.600 resultantes da ofensiva militar israelita no país mediterrânico nos últimos dois meses.
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Lusa /

OPEP+ mantém aumento de quotas previsto apesar da saída dos Emirados Árabes Unidos

A Arábia Saudita, a Rússia e outros cinco países da OPEP+ aumentaram hoje, como previsto, os limites de produção de petróleo, demonstrando a continuidade do grupo após o abalo provocado pela saída dos Emirados Árabes Unidos.

Em conjunto, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã aumentaram "em 188.000 barris por dia" os limites de produção para o mês de junho, segundo o comunicado publicado no `site` da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Já a Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) comprometeu-se a investir 55 mil milhões de dólares em novos projetos ao longo dos próximos dois anos.

"A ADNOC confirmou hoje que está a acelerar o crescimento e a implementação da sua estratégia, com 200 mil milhões de dirhams (46 mil milhões de euros) em novos contratos de projetos para o período 2026-2028", indica um comunicado da empresa.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, na terça-feira, a saída a partir de 01 de maio da OPEP liderada por Riade e da aliança OPEP+, que também inclui a Rússia.

A OPEP era até agora composta por 12 países membros, focados na coordenação da produção e preços. Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, os membros são: Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo.

Especialistas ouvidos pela AFP sublinham que a declaração dos países que integram a OPEP+, sem qualquer referência aos Emirados Árabes Unidos, reflete as tensões nas relações com Abu Dhabi após a saída da aliança.

"Ao manter a mesma trajetória de produção -- simplesmente sem os Emirados Árabes Unidos --, o grupo age como se nada tivesse acontecido, minimizando deliberadamente as fraturas internas e exibindo uma imagem de estabilidade", considerou Jorge Leon, da Rystad Energy, uma consultora do setor da energia.

Segundo os analistas, o aumento agora anunciado dificilmente se traduzirá em produção adicional, uma vez que as principais capacidades não utilizadas da OPEP+ se encontram nos países do Golfo, cujas exportações estão bloqueadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz, no contexto da guerra entre o Irão e os Estados Unidos da América.

Entre os países da OPEP+ sujeitos a quotas, a produção caiu para 27,68 milhões de barris por dia em março, abaixo das quotas, que ascendiam a 36,73 milhões de barris por dia.

O impacto distribui-se sobretudo entre a Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, cuja produção deixará de ser contabilizada no total da aliança (o Irão é membro da OPEP+, mas não está sujeito a quotas).

A Rússia -- segundo maior produtor do grupo -- é quem mais beneficia da situação, com preços da energia muito elevados, apesar das dificuldades de produção ao nível das quotas atuais desde o início da guerra na Ucrânia.

 

 

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Lusa /

Guarda Revolucionária desafia EUA a optarem por "mau acordo" ou operação militar "impossível"

A Guarda Revolucionária do Irão desafiou hoje os Estados Unidos a escolherem entre uma operação militar "impossível" ou um "mau acordo" no conflito no Médio Oriente.

"A margem de manobra dos Estados Unidos na tomada de decisões diminuiu" e o Presidente norte-americano, "tem de escolher entre uma operação militar impossível ou um mau acordo com a República Islâmica", afirmou o serviço de informações da Guarda Revolucionária Islâmica num comunicado divulgado pela televisão estatal.

O serviço de informações iraniano citou, entre outras coisas, um "ultimato" iraniano em relação ao bloqueio norte-americano aos portos do país e uma "mudança de tom" da China, Rússia e Europa em relação a Washington.

"Os Estados Unidos são os únicos piratas do mundo com porta-aviões. A nossa capacidade de enfrentar piratas não é menor do que a nossa capacidade de afundar navios de guerra. Preparem-se para ver os vossos porta-aviões e as vossas forças acabarem no cemitério de navios", ameaçou Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, nomeado em março como conselheiro militar do novo líder supremo Mojtaba Khamenei, na rede social X.

A situação entre os dois países mantém-se num impasse desde que um cessar-fogo entrou em vigor em 08 de abril, após quase 40 dias de ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão e de ataques de retaliação de Teerão na região do Médio Oriente. Os esforços diplomáticos não conseguiram relançar as negociações diretas, após o encontro infrutífero realizado em Islamabade em 11 de abril, uma vez que as divergências continuam a ser significativas, desde o estreito de Ormuz até à questão nuclear iraniana.

O Presidente dos EUA declarou no sábado, na rede social Truth Social, que "vai estudar em breve um plano que o Irão" havia acabado de apresentar, mas mostrou-se muito cético sobre o assunto.

As agências de notícias iranianas informaram que o Irão havia apresentado um plano de 14 pontos a Washington, via Paquistão, com o objetivo de pôr fim ao conflito no prazo de 30 dias.

Segundo a agência noticiosa Tasnim, Teerão exige a retirada das forças norte-americanas das zonas próximas do Irão, o fim do bloqueio aos portos iranianos e do congelamento dos ativos iranianos, o pagamento de reparações, o levantamento das sanções, um "mecanismo" relativo ao estreito de Ormuz e "o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano".

A guerra já fez milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano, e as suas repercussões continuam a abalar a economia global, com os preços do petróleo a atingirem níveis que não se viam desde 2022.

 

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RTP /

Aumentou a atividade de aeronaves militares dos EUA para o Médio Oriente

O tráfego aéreo militar dos EUA registou um aumento considerável, composto principalmente por aeronaves de transporte e reabastecimento aéreo.

O Flightradar24, uma aplicação de rastreio de voos, detetou um aumento invulgar no número de aeronaves militares norte-americanas que viajam da Europa para países do Médio Oriente no sábado.

A maioria enviada para a região eram aviões de carga militar C-17A Globemaster III, cada um capaz de transportar cerca de 77 toneladas de equipamento e cerca de 100 pessoas.

Pelo menos 12 aviões de transporte estavam a caminho do Médio Oriente, alguns a partir da Alemanha.

Os aviões-cisterna Boeing KC-135 Stratotanker também estavam entre os que se dirigiam para a região, tendo sido observados pelo menos quatro aviões de reabastecimento a operar em Israel e nas áreas próximas.
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RTP /

Israel prolonga detenção de dois ativistas da flotilha de Gaza por dois dias

Um tribunal israelita aprovou a prorrogação por dois dias da detenção de dois ativistas estrangeiros de uma embarcação capturada na flotilha humanitária com destino a Gaza, que foram levados para Israel para interrogatório.

“O tribunal prolongou a sua detenção por dois dias”, disse Miriam Azem, coordenadora de defesa internacional do grupo de defesa dos direitos humanos Adalah, que representa os homens.

As autoridades israelitas tinham solicitado ao tribunal a prorrogação da detenção por quatro dias, segundo Azem, citada pela AFP.
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Síria torna-se um corredor energético alternativo para o petróleo

A Síria está a receber centenas de camiões-cisterna iraquianos que transportam petróleo bruto por via terrestre até ao seu porto de Baniyas, como corredor energético alternativo para a Europa, criando uma solução alternativa dispendiosa, mas crucial, enquanto o Estreito de Ormuz continua largamente bloqueado pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
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Israel aprova plano para comprar aviões F-35 e F-15I aos EUA

Israel deu aprovação final a um plano de compra de dois novos esquadrões de combate de aviões F-35 e F-15I da Lockheed Martin e da Boeing num negócio avaliado em dezenas de milhares de milhões de shekels, disse o Ministério da Defesa no domingo.
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"Flotilha de Gaza". Dois ativistas apresentam-se perante tribunal israelita

Os dois ativistas, um espanhol e um brasileiro, da "Flotilha de Gaza", detidos por Israel ao largo da costa da Grécia, compareceram este domingo perante um tribunal israelita para uma audiência sobre o prolongamento da sua detenção, segundo uma ONG israelita.

O espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Avila chegaram de manhã ao tribunal em Ashkelon, cidade costeira onde estão detidos, e a audiência teve início, informou Miriam Azem Adalah, da organização israelita de defesa dos direitos humanos Adalah, à AFP.

"O Estado solicitou uma prorrogação de quatro dias para a sua detenção", acrescentou.

Os advogados da ONG já tinham visitado os dois ativistas na prisão de Shikma.
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Israel ordena novas evacuações para lá da zona que controla no sul do Líbano

O exército israelita emitiu hoje novas ordens de evacuação “urgentes” para localidades situadas para além da zona que controla no sul do Líbano e que designa como uma “zona de segurança”.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) em língua árabe, Avichai Adraee, publicou na rede social X um aviso dirigido aos habitantes de várias localidades, incluindo Nabatiyé.

Esta cidade situa-se vários quilómetros a norte da chamada “linha amarela”, que delimita a “zona de segurança” com cerca de dez quilómetros de profundidade, no interior da qual Israel se autoriza a operar desde a entrada em vigor, a 17 de abril, de um frágil cessar-fogo com o Hezbollah, aliado do Irão no Líbano.

“Qualquer ameaça (…) mesmo para além da linha amarela e a norte do rio Litani [a cerca de 30 quilómetros da fronteira] será eliminada”, advertiu na quarta-feira o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, durante uma visita a esta zona do território libanês.
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Teerão apresenta proposta para acabar com o conflito em 30 dias

As autoridades iranianas apresentaram aos Estados Unidos uma proposta de 14 pontos para "terminar a guerra" em 30 dias, informou a agência de notícias Tasnim, dependente da Guarda Revolucionária iraniana.

Os Estados Unidos propuseram um cessar-fogo de dois meses, mas a resposta de Teerão visa resolver o conflito no prazo de um mês, com pontos-chave como as garantias de não-agressão, a retirada das forças norte-americanas das proximidades do Irão, o fim do bloqueio naval e a libertação de bens iranianos congelados.

A proposta inclui ainda o pagamento de indemnizações, o levantamento das sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, bem como a implementação de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz, segundo a Tasnim.

O Irão aguarda agora a resposta oficial dos Estados Unidos a esta proposta, que foi transmitida através de países mediadores.
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Momento-Chave
Lusa /

Pequim bloqueia sanções de Washington contra empresas chinesas por ligação a Teerão

Pequim bloqueou a aplicação das sanções de Washington contra cinco empresas chinesas devido às alegadas ligações com o comércio de petróleo iraniano, através de uma ordem que proíbe pessoas e entidades de cumprir, reconhecer ou executar essas medidas.

O Ministério do Comércio explicou, no sábado, que a ordem, conhecida como "blocking ban", visa neutralizar dentro da China o efeito das sanções norte-americanas, impedindo que empresas ou indivíduos adiram às mesmas ou colaborem na aplicação.

De acordo com o comunicado oficial, as medidas adotadas por Washington, que envolvem a inclusão em listas de sanções, o congelamento de ativos e a proibição de transações, interferem nas "atividades comerciais normais" entre empresas chinesas e países terceiros e violam "o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais".

A ordem baseia-se no quadro jurídico chinês contra a aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, desenvolvido nos últimos anos e reforçado recentemente, em abril, com novas normas que ampliam a capacidade de Pequim para contrariar sanções adotadas por outros países.

As autoridades chinesas reiteraram a oposição às sanções unilaterais sem o apoio das Nações Unidas e sublinharam que a medida não afeta o cumprimento das obrigações internacionais do país nem a proteção dos direitos das empresas estrangeiras na China.

A decisão surge depois de Washington ter sancionado --- na semana passada --- dezenas de entidades e indivíduos pela alegada participação em redes financeiras ligadas ao petróleo iraniano, no âmbito da política de pressão sobre Teerão.

Entre as empresas afetadas encontram-se várias refinarias e grupos petroquímicos chineses, apontados pelos Estados Unidos pelo suposto papel na comercialização de petróleo iraniano, um fluxo que Washington considera fundamental para o financiamento de atividades militares e de grupos aliados da República Islâmica.

A medida de Pequim coincide com a preocupação expressa pela China quanto ao impacto do conflito no Irão na estabilidade energética global, com especial atenção para o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o abastecimento de petróleo bruto.

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RTP /

"A bola está com os Estados Unidos". Irão "pronto" para a guerra ou para a diplomacia

Regime iraniano diz-se "pronto" para retomar a guerra ou dar prioridade à diplomacia para pôr fim ao conflito com Washington, afirmando este sábado que "a bola está com os Estados Unidos".

"O Irão apresentou o seu plano ao mediador paquistanês, com o objetivo de terminar permanentemente a guerra imposta, e agora a bola está com os Estados Unidos, que devem escolher entre o caminho da diplomacia ou a continuidade de uma abordagem confrontativa", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi.

"O Irão, de forma a garantir os seus interesses e a segurança nacionais, está pronto para ambas as opções", acrescentou, dirigindo-se aos embaixadores e chefes de missões diplomáticas residentes na capital iraniana.

Mohammad Jafar Asadi, vice-inspetor do comando Khatam Al-Anbiya das Forças Armadas iranianas, disse por seu lado à agência de notícias Fars, este sábado, que o retomar da guerra com os Estados Unidos era agora "provável" devido à rejeição de Trump da porposta iraniana.

Trump disse "não estar satisfeito" com a proposta e, embora já tivesse ameaçado destruir a "civilização" iraniana, acrescentou que preferia não ter de "aniquilar" o Irão de uma vez por todas, mas que o retomar da guerra continuava a ser "uma opção".

"O retomar do conflito entre o Irão e os Estados Unidos é provável, e os acontecimentos mostraram que os Estados Unidos não honraram qualquer promessa ou acordo", disse Asadi.
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