Casa Branca avalia próximos passos. Forças iranianas impedem petroleiros de cruzar Ormuz
As forças iranianas impediram a passagem de dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. Os navios com pavilhões de Botsuana e Angola foram obrigados a mudar de rumo após o "trânsito não autorizado". Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação.
As forças iranianas impediram este domingo a passagem de dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, após emitirem alertas. Os navios, que navegavam com pavilhões de Botsuana e Angola, foram forçados a mudar de rumo após o "trânsito não autorizado";
Quatro indivíduos, incluindo dois estrangeiros, foram presos no noroeste do Irão, adiantou a agência semioficial iraniana Tasnim. São acusados de integrar uma "rede de espionagem ligada aos EUA e Israel";
Israel está a tentar criar um "facto consumado" no Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor, acusou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, denunciando o "expansionismo" israelita. "As negociações em curso entre o Irão e os Estados Unidos parecem estar a ofuscar essa situação. Israel parece estar a tentar aproveitar-se dessa distração para criar um facto consumado", disse Hakan Fidan;
Os ataques das últimas horas mostram que as negociações de paz no Médio Oriente estão em fase crítica. A trégua termina na próxima quarta-feira e o facto de o Irão ter voltado a encerrar o Estreito de Ormuz obrigou Donald Trump a convocar o gabinete de crise para debater a situação;
O Irão atualiza e reabastece os lançadores de mísseis e drones a um ritmo mais acelerado do que antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, de acordo com o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, citado pela Nournews;
O Irão não entregará urânio enriquecido aos EUA, asseverou o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Saeed Khatibzadeh, à Associated Press, apesar das declarações anteriores feitas por Donald Trump. Na sexta-feira, o presidente norte-americano afirmara que Washington iria trabalhar com Teerão para recuperar o urânio enriquecido do Irão e trazê-lo de volta aos Estados Unidos;
Citado pela imprensa iraniana, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “Trump diz que o Irão não pode exercer seus direitos nucleares, mas não diz por qual crime". E questionou: "Quem é ele para privar uma nação de seus direitos?”;
Kamala Harris, ex-candidada democrata à Presidência dos Estados Unidos, acusa Donald Trump de ter tornado o país pouco confiável aos olhos dos aliados;
O exército israelita confirma a morte de um soldado no sul do Líbano e outros nove feridos num ataque do Hezbollah. Em resposta, Israel lançou novos bombardeamentos no território, apesar do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel referem que os alvos foram operacionais do Hezbollah e garantem que eliminaram uma célula terrorista.
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RTP
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Irão impede travessia de dois petroleiros pelo Estreito de Ormuz
As forças armadas iranianas impediram a passagem de dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz este domingo, após emitirem alertas, informou a agência de notícias semioficial Tasnim. As embarcações, que navegavam com bandeiras de Botsuana e Angola, foram forçadas a mudar de rumo após o "trânsito não autorizado" pela via navegável estratégica.
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Dois estrangeiros presos no Irão por importar tecnologia Starlink
Quatro indivíduos, incluindo dois estrangeiros, foram presos no noroeste do Irão, informou a agência de notícias semioficial Tasnim este domingo, por fazerem parte de uma "rede de espionagem ligada aos EUA e Israel".
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RTP
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Turquia acusa Israel de tentar criar um "facto consumado" no Líbano
Israel está a tentar criar um "facto consumado" no Líbano, apesar de estar em vigor o cessar-fogo , acusou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, denunciando o "expansionismo" israelita.
"As negociações em curso entre o Irão e os Estados Unidos parecem estar a ofuscar essa situação. Israel parece estar a tentar aproveitar-se dessa distração para criar um facto consumado", disse Hakan Fidan.
O chefe da diplomacia turca já tinha acusado Israel, no sábado, de usar a guerra no Médio Oriente como pretexto para "ocupar mais território".
Os ataques das últimas horas mostram que as negociações de paz no Médio Oriente estão numa fase crítica. A trégua termina na próxima quarta-feira e o facto do Irão ter voltado a encerrar o estreito de Ormuz obrigou Donald Trump a convocar o gabinete de crise para debater a situação.
O encontro, que decorreu ao mais alto nível, juntou o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário da Defesa Pete Hegseth.
Teerão diz que vai manter o controlo do estreito de Ormuz até à conclusão definitiva da guerra e acusa os Estados Unidos de atos de pirataria e roubo marítimo, por bloquear a entrada e saída de navios dos portos iranianos.
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RTP
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Turquia "otimista" quanto à prorrogação do cessar-fogo
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, disse estar "otimista" quanto à possibilidade de ser prorrogado o cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, que expira na próxima quarta-feira.
"Uma prorrogação será necessária (...). Estou otimista quanto a isso", disse o ministro Hakan Fidan no fórum diplomático em Antalya, no sul da Turquia, acrescentando que "alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos".
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RTP
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Irão reabastece lançadores a ritmo mais acelerado do que antes da guerra
O Irão agora atualiza e reabastece os lançadores de mísseis e drones a um ritmo mais acelerado do que antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, de acordo com o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, citado pela Nournews.
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RTP
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Diplomacia iraniana rejeita entregar urânio enriquecido aos Estados Unidos
O Irão não entregará urânio enriquecido aos EUA, afirmou o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Saeed Khatibzadeh, à Associated Press, apesar das declarações anteriores feitas por Donald Trump.
Na sexta-feira, Trump afirmou que Washington ia trabalhar com Teerão para recuperar o urânio enriquecido do Irão e trazê-lo de volta aos Estados Unidos.
“Posso afirmar que nenhum material enriquecido será enviado para os Estados Unidos”, disse Khatibzadeh. “Isso é inaceitável e posso garantir que, embora estejamos prontos para abordar quaisquer preocupações que tenhamos, não aceitaremos coisas que sejam inaceitáveis".
Na mesma entrevista, Khatibzadeh acusou os EUA de se manterem firmes em exigências que o Irão considera excessivas.
“Ainda não chegámos ao ponto de avançar para uma reunião concreta porque há questões em que os norte-americanos ainda não abandonaram a posição maximalista”, disse Khatibzadeh.
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Inês Moreira Santos - RTP
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Kamala Harris acusa Trump de tornar EUA "pouco confiáveis" aos olhos dos aliados
Kamala Harris acusa Donald Trump de ter feito dos Estados Unidos um país pouco confiável aos olhos dos aliados. A ex-candidata presidencial não poupou nas críticas ao líder da Casa Branca.
Num discurso proferido num evento em Michigan, Kamala Harris afirmou que o primeiro-ministro israelita arrastou Donald Trump para o conflito com o Irão e classificou a Administração Trump como a "mais corrupta" da história dos Estados Unidos.
"Estamos com a Administração presidencial mais corrupta, insensível e incompetente da história dos Estados Unidos", afirmou Harris, no evento em Detroit organizado pelo Comité Democrata Feminino de Michigan, no sábado.
"Aquilo que ele fez foi, primeiro, aos olhos dos nossos aliados, acabar com a nossa fiabilidade. Segundo, acabou com a influência que tínhamos para podermos falar sobre certas questões, apesar de sabermos que temos sido imperfeitos", apontou.
Trump quer "andar por aí como se fosse forte e usar a força militar norte-americana contra quem ele quiser".
Nas palavras da ex-candidata democrata, o presidente dos EUA empurrou o país para uma guerra que "os norte-americanos não queriam". Trump usou o conflito no Irão, acusou Harris, como "uma tentativa frágil de desviar a atenção dos arquivos de Epstein".
"Este é o primeiro presidente dos EUA, de qualquer partido, desde a Segunda Guerra Mundial, a abandonar a responsabilidade da América de (...) nutrir e proteger as nossas alianças e amizades", continuou, acrescentando que Trump também é o primeiro líder norte-americano a "nem sequer fingir, e na verdade, descartar a importância de defender regras e normas internacionais como a soberania e a integridade territorial".
A ex-vice-presidente Kamala Harris e outros pré-candidatos democratas à presidência discursaram, no sábado, num evento de angariação de fundos em Detroit.
O exército israelita confirma a morte de um soldado no sul do Líbano e outros nove feridos num ataque do Hezbollah. Em resposta, Israel lançou novos bombardeamentos no território, apesar do cessar-fogo.
As Forças de Defesa de Israel referem que os alvos foram operacionais do Hezbollah e garantem que eliminaram uma célula terrorista.
Telavive adianta ainda que agiu em conformidade com o acordo de cessar-fogo, que permite a Israel atacar em "autodefesa". Já um oficial do Hezbollah diz que o grupo armado libanês "não está preocupado" com as negociações entre Israel e Líbano.
O mesmo oficial acrescenta que a trégua deveria implicar "uma cessação completa de todas as hostilidades" e que o Hezbollah vai responder às violações do inimigo.
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RTP
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Presidente iraniano diz que Trump não tem justificação para privar Teerão dos direitos nucleares
Citado pela imprensa iraniana, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que “Trump diz que o Irão não pode exercer seus direitos nucleares, mas não diz por qual crime". E questionou: Quem é ele para privar uma nação de seus direitos?”
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Momento-Chave
RTP
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Trump elogia Israel por ser um "grande aliado" dos EUA
Numa publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano elogiou Israel por ser aliado na guerra contra o Irão.
"Goste-se ou não de Israel, provou ser um grande aliado dos Estados Unidos da América", escreveu Donald Trump, acrescentando que outros aliados "mostraram as seuas verdadeiras cores num momento de conflito e tensão".
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas que "ainda está longe" um acordo final;
De acordo com Ghalibaf, Teerão "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos. Por isso, Washington tem de "tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano";
Teerão criticou Bruxelas após declarações da chefe da diplomacia europeia sobre o estreito de Ormuz, numa nova troca de acusações em torno da legalidade internacional e da segurança marítima na passagem estratégica;
Kaja Kallas afirmou, horas antes, que "ao abrigo do direito internacional, o trânsito por vias marítimas como o estreito de Ormuz deve permanecer aberto e isento de taxas", em linha com o apelo dos líderes internacionais para a reabertura desta passagem;
O Hezbollah negou envolvimento no ataque mortal contra forças de paz da ONU no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado francês;
Um membro das forças de paz da ONU foi morto e outros três ficaram feridos após uma patrulha ser atacada por "atores não estatais", informou a Força Interina das Nações Unidas no Líbano;
Papa Leão XIV não ter "interesse" debater com Trump sobre a guerra com o Irão, mas que continuará a promover a mensagem do Evangelho sobre a paz.