EUA abandonam as negociações em Islamabad e JD Vance regressa a Washington sem acordo

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EUA abandonam as negociações em Islamabad e JD Vance regressa a Washington sem acordo

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear. O Irão diz que "exigências irracionais" dos EUA levaram ao fracasso das conversações. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado -RTP /

Akhtar Soomro - Reuters

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Paquistão dá por concluídas negociações de paz e pede respeito pelo cessar-fogo

O Paquistão encerrou este domingo as conversações de paz que mediou entre os Estados Unidos e o Irão e apelou às partes em conflito para que respeitem o compromisso assumido relativamente ao cessar-fogo alcançado quarta-feira.

"Esperamos que ambas as partes mantenham um espírito positivo para alcançar uma paz duradoura e prosperidade para toda a região e além dela. É imperativo que as partes continuem a cumprir o compromisso com o cessar-fogo", afirmou o ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros, Ishaq Dar, num comunicado.

O chefe da diplomacia paquistanesa não fez referência ao conteúdo das negociações, mas destacou o papel de Islamabad como mediador fundamental.

"Juntamente com o Chefe das Forças Armadas e Chefe do Estado-Maior do Exército, Syed Asim Munir, contribui para a mediação em várias rondas de negociações intensas e construtivas entre ambas as partes, que se prolongaram durante as últimas 24 horas e concluíram-se esta manhã", indicou o chefe da diplomacia, que expressou a gratidão a ambas as partes por "reconhecerem os esforços do Paquistão para contribuir para o cessar-fogo e o seu papel de mediador".
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Delegação iraniana abandona Islamabad uma hora após norte-americanos

A delegação iraniana para as negociações de paz no Paquistão, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, abandonou hoje Islamabad após terminar sem acordo uma reunião de mais de 21 horas com os Estados Unidos.

A saída da representação iraniana ocorreu pouco depois das 09:00 (05:00 em Lisboa), uma hora após a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente, J.D. Vance, abandonar a capital paquistanesa, segundo a agência iraniana Mehr.

O maior contacto negocial entre ambos os países desde 1979 terminou sem acordo ao início da manhã, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

Apesar de o Paquistão, na qualidade de mediador, ter dado por concluídas as negociações, pedindo a manutenção da trégua alcançada na quarta-feira, o Irão endureceu a sua posição após o encontro.

Fontes diplomáticas iranianas anunciaram que a situação no Estreito de Ormuz não irá mudar a menos que os Estados Unidos aceitem um "acordo razoável".

Teerão insiste nas suas linhas vermelhas, que incluem o desbloqueio de fundos e um cessar-fogo que se estenda ao Líbano, em troca de uma flexibilização do protocolo de segurança no estreito de Ormuz, vital para o comércio petrolífero mundial.

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Sete milhões de barris por dia
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Arábia Saudita restabelece capacidade total do oleoduto Leste-Oeste

A Arábia Saudita restabeleceu a capacidade total de bombeamento de petróleo através do oleoduto Leste-Oeste para cerca de sete milhões de barris por dia, informou o Governo este domingo, dias depois de ter divulgado uma avaliação dos danos causados ao seu setor energético pelos ataques durante o conflito com o Irão.

O Ministério afirmou que as instalações energéticas e o oleoduto afetados pelos ataques durante o conflito recuperaram e restabeleceram a capacidade operacional.

A Arábia Saudita não especificou quem lançou os ataques, mas o reino intercetou vários mísseis e drones iranianos nas últimas semanas.

Os ataques também interromperam as operações em importantes instalações de petróleo, gás, refinação, petroquímica e geração de energia elétrica em Riade, na Província Oriental e na Cidade Industrial de Yanbu.
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RTP /

Teerão diz que situação de Ormuz só mudará se EUA "aceitarem acordo razoável"

O Irão afirmou este domingo que a situação no Estreito de Ormuz não irá mudar a menos que os Estados Unidos aceitem um "acordo razoável", depois das partes terem terminado esta madrugada 21 horas de conversações sem um acordo.

"O Irão não tem pressa e, a menos que os Estados Unidos aceitem um acordo razoável, não haverá alterações na situação do Estreito de Ormuz", afirmou uma fonte iraniana não identificada, que participou nas negociações em Islamad, citada pela agência iraniana Meher.

A mesma fonte salientou que, até ao momento, "não foi fixada data nem local para uma possível próxima ronda de conversações".

"O Irão apresentou iniciativas e propostas razoáveis durante as conversações. Cabe agora aos Estados Unidos abordar os temas com realismo. Tal como o Governo norte-americano falhou nos seus cálculos bélicos, até agora também se tem enganado nas negociações", acrescentou a fonte.

"As conversações não conduziram a um acordo", concluiu sobre o contacto presencial de mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão desde que ambos os países romperam relações devido à revolução islâmica de 1979.

Durante a madrugada, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, referiu-se a "exigências excessivas" e "pedidos ilegais" apresentados pelos Estados Unidos ao Irão, afirmando que "o sucesso do processo diplomático" dependeria da "seriedade e boa-fé da contraparte" e da "aceitação dos direitos e interesses legítimos do Irão", escreveu na rede social X.

Lusa
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Teerão diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

Teerão considerou hoje que "ninguém estava à espera" que os Estados Unidos e o Irão chegassem a um acordo logo na primeira ronda de negociações, segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

"Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso", declarou Esmaeil Baqaei em declarações à televisão estatal iraniana, após o anúncio do fracasso das discussões em Islamabad para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou estar "certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir".

Antes destas declarações, a televisão estatal iraniana (IRIB, Islamic Republic of Iran Broadcasting) fez saber que "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a IRIB na rede de mensagens Telegram.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.

"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.

"E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", anunciou.

A referência a um "método de entendimento" com a melhor oferta final, deixado em cima da mesa pelos Estados Unidos, está a ser recebida por vários órgãos de comunicação social norte-americanos e no Médio Oriente como um sinal de que as negociações irão prosseguir e que a hipótese de um acordo de cessar-fogo permanente não foi descartada.

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Lusa /

Irão diz que "exigências irracionais" dos EUA levaram ao fracasso das negociações

As "exigências irracionais" dos Estados Unidos levaram ao fracasso das negociações em Islamabad entre iranianos e americanos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, afirmou hoje a Irib, a televisão estatal iraniana.

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por hoje terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.

"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.

"E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", anunciou.

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Lusa /

EUA abandonam as negociações e JD Vance regressa a Washington sem acordo

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por hoje terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

As conversações de alto nível terminaram após 21 horas, afirmou Vance, que se manteve em comunicação constante com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e outros membros da Administração.

"Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.

"Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou.

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Donald Trump. "Se fizermos um acordo ou não, para mim não faz diferença"

O Presidente Donald Trump disse hoje aos jornalistas que para si não faz diferença se for fechado um acordo com o Irão, enquanto os Estados Unidos e o Irão negoceiam no Paquistão. 

"Independentemente do que acontecer, nós ganhámos", disse Trump à saída da Casa Branca, acrescentando mais tarde: "Fazermos um acordo ou não, para mim não faz diferença".

O vice-presidente JD Vance está no Paquistão a negociar com as autoridades iranianas, negociações que, segundo o presidente, já duram "muitas horas".

"Derrotámos totalmente aquele país, por isso vamos ver o que acontece", disse Trump. "Talvez fechem um acordo, talvez não, não importa. Do ponto de vista dos Estados Unidos, ganhámos."
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