EUA continuam a preparar cimeira Trump-Kim apesar das ameaças norte-coreanas

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Os EUA não foram notificados de qualquer posição norte-coreana e continuam a preparar a cimeira entre Donald Trump e Kim Jong-un, indicou hoje o Departamento do Estado.

Esta informação do Departamento de Estado ocorre em reação à ameaça de Pyongyang anular este encontro.

"Vamos continuar a avançar" com os preparativos e "não fomos notificados" de qualquer alteração, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

A Coreia do Norte ameaçou anular a cimeira, prevista para 12 de junho, devido à realização de manobras militares conjuntas entre os EUA e a Coreia do Sul.

Na quarta-feira (horas locais), a Coreia do Norte anulou um encontro com a Coreia do Sul, em razão daqueles exercícios militares, que Pyongyang vê como um ensaio de invasão.

A declaração foi libertada horas antes de as duas Coreias se reunirem numa vila fronteiriça para discutir o início de negociações com vista à redução da tensão militar ao longo da fronteira e ao reinício das reuniões entre famílias separadas desde a guerra da Coreia.

A agência noticiosa estatal norte-coreana (KCNA, na sigla em Inglês) classificou os exercícios Max Thunder, que começaram na segunda-feira e estão previstos para durarem duas semanas, envolvendo 100 aviões, como "uma provocação militar" e um "desafio aparente" à cimeira realizada em abril entre Kim e o seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-in, quando se encontraram e concordaram em reduzir a animosidade e aumentar os contactos ao mais alto nível.

"Os EUA devem considerar muito cuidadosamente o destino da planeada cimeira com a Coreia do Norte", avançou a KCNA, especificando "as provocadoras manobras militares que está a fazer com o Sul".

Os exercícios militares anuais entre Washington e Seul tem sido um importante foco de conflito entre as Coreias, com os analistas a ponderarem se a sua continuação pode prejudicar o desanuviamento atual.

Washington e Seul adiaram uns primeiros exercícios na primavera, devido à diplomacia intra-coreana por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro, na sul-coreana Pyeongchang, aos quais Kim Jong-un enviou a sua irmã à cerimónia de abertura.

Segundo o governo sul-coreano, Kim disse aos dirigentes da Coreia do Sul, em março, que "compreendia" a realização dos exercícios e expressou a esperança de que fossem alterados quando a situação na península estabilizasse.

A Coreia do Sul não fez qualquer comentário oficial ao anúncio norte-coreano.

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