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EUA designam Irmandades Muçulmanas em três países como "organizações terroristas"
O secretário de Estado, Marco Rubio, referiu que a designação se aplica às organizações da Irmandade Muçulmana no Egito, no Líbano e na Jordânia.
Em comunicado, Rubio referiu que, "estas designações refletem os primeiros passos num esforço contínuo e sustentado para combater a violência e a desestabilização de certos ramos da Irmandade Muçulmana onde quer que se encontrem", afirmou no comunicado.
Aquelas organizações "estavam a cometer, a encorajar e a apoiar campanhas de violência e desestabilização que prejudicam as suas próprias regiões, cidadãos americanos ou interesses americanos", referiu o texto.
Fundado em 1928 no Egipto, este movimento sunita pan-islamista já estendeu a sua influência a todo o mundo árabe, mas tem decaído nos últimos anos sob pressão das principais potências árabes.
A organização respondeu "rejeitando categoricamente" esta decisão, afirmando que rejeita a violência e não representa qualquer ameaça para os Estados Unidos.
"Esta classificação é tanto dissociada da realidade como desprovida de provas", afirmou o movimento sunita num comunicado publicado online.
"Isto é o resultado da pressão estrangeira, particularmente dos Emirados Árabes Unidos e de Israel", acrescentou, admitindo contestar a decisão americana em tribunal.
"Luta contra o extremismo"
O Egito, onde o movimento é proibido, saudou o anúncio americano, classificando-o como "um passo decisivo" na luta contra o "extremismo" e "a ameaça direta que representa para a segurança e a estabilidade regional e internacional".
Em novembro, Donald Trump assinou uma ordem executiva dando início a este processo de classificação.
A classificação como "organização terrorista estrangeira" permite, para além da pressão política, a adoção de uma série de medidas financeiras e administrativas, como o congelamento de bens, a proibição de transações, a proibição de entrada no território dos Estados Unidos, entre outras.