Primeiro-ministro do Catar em Washington para reunião com JD Vance

Reportagem

Primeiro-ministro do Catar em Washington para reunião com JD Vance

O primeiro-ministro do Catar está em Washington esta sexta-feira para se reunir com o vice-presidente norte-americano, JD Vance. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os EUA esperam receber ainda hoje uma resposta do Irão à sua proposta para pôr fim à guerra, acrescentando que espera que seja "uma oferta séria". Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação no Médio Oriente.

Joana Raposo Santos, Mariana Ribeiro Soares, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Jim Vondruska - Reuters

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Rússia apela a apoios às negociações entre os EUA e o Irão

Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse ao seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos, na sexta-feira, que as negociações entre os EUA e o Irão precisam de ser apoiadas para evitar o retomar das hostilidades no Médio Oriente. 

"O lado russo enfatizou a necessidade de se concentrar no apoio às negociações em curso entre o Irão e os EUA", referiu um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre a conversa telefónica de Lavrov com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sheikh Abdullah bin Zayed Al Nahyan.

O comunicado afirmou que a Rússia não quer "colocar em risco as perspetivas de estabilização retomando as hostilidades".
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EUA vão mediar dois dias de negociações de paz entre Israel e o Líbano

Os Estados Unidos vão mediar dois dias de negociações intensivas entre Israel e o Líbano, nos dias 14 e 15 de maio.

O Departamento de Estado dos EUA avançou que as negociações têm como objetivo principal estabelecer um cessar-fogo permanente, garantir a segurança das fronteiras a longo prazo e criar um acordo de paz abrangente e duradouro para evitar novos conflitos.

As negociações procuram também abordar a influência do Hezbollah e restaurar a soberania do Estado libanês.
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Companhias aéreas vão poder cancelar voos se não houver jetfuel

Em caso de cancelamento do voo por falta de combustível os passageiros não vão ter direito a indemnização. As companhias aéreas não podem cobrar taxas de combustíveis após venderam os bilhetes.

Decisões da Comissão Europeia para a aviação com a subida dos preços do Jet fuel. A Comissão Europeia considera que se trata de uma situação extraordinária.
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Combustíveis vão baixar a partir de segunda-feira

Tendo em conta os dados do setor, é provável que o gasóleo desça cerca de 7,5 cêntimos por litro. No caso da gasolina, a descida deverá rondar 1,8 cêntimos por litro.

A queda nos preços só não é mais pronunciada porque o Governo decidiu reduzir o desconto que é aplicado no imposto sobre os combustíveis.
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Forças norte-americanas "redirecionaram" 57 navios para fazer cumprir o bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que as forças norte-americanas "redirecionaram" um total de 57 navios comerciais e "imobilizaram" três navios desde que iniciaram o bloqueio aos portos iranianos.

O CENTCOM disse ainda que três contratorpedeiros norte-americanos se encontram atualmente no Mar Arábico para fazer cumprir o bloqueio.
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Trump diz que "as conversações para acabar com este grande conflito continuam"

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Primeiro-ministro do Catar ainda em Washington para conversações com autoridades norte-americanas

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, aterrou hoje em Washington, DC, para reuniões com autoridades norte-americanas, estando previstas conversações sobre a proposta de paz com o Irão.

"É com grande prazer que dou as boas-vindas aos negociadores da paz a Washington, DC", disse o vice-chefe da missão na embaixada do Catar nos EUA, referindo-se ao primeiro-ministro e ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar.

O site de notícias Axios noticiou anteriormente que se espera que o primeiro-ministro do Catar mantenha conversações com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, "para discutir as negociações com o Irão".

O primeiro-ministro do Catar tenciona falar com Vance sobre "as relações entre os EUA e o Catar e a situação no Irão, com foco nos mercados de GNL e na estabilidade regional", revelou uma fonte anónima à agência de notícias AFP, sob condição de anonimato.
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Arábia Saudita nega acesso a bases para operação de Ormuz

A Arábia Saudita recusou ceder espaço aéreo e bases militares às forças norte-americanas para a operação, entretanto suspensa, de escolta de navios pelo estreito de Ormuz, indicaram hoje duas fontes sauditas.

Segundo as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias francesa AFP, a coberto do anonimato, o acesso às bases militares sauditas mantém-se, contudo, inalterado para outros fins.

A monarquia do golfo Pérsico, aliada próxima dos Estados Unidos, disse várias vezes que não permitiria que o seu território fosse utilizado para atacar o Irão.

c/ Lusa
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Líbano quer "consolidar" cessar-fogo antes das negociações com Israel

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou hoje que o Líbano pretende "consolidar" o cessar-fogo antes da próxima ronda de negociações com Israel.

"Se os ataques israelitas continuarem, o primeiro ponto da agenda será a consolidação do cessar-fogo", afirmou Salam numa entrevista à Al Jazeera.

"Levantaremos a questão da cessação dos ataques, da libertação de prisioneiros e do estabelecimento de um calendário para a retirada nas negociações, permitindo o regresso das pessoas deslocadas e a reconstrução", adiantou, acrescentando que o Governo encara as negociações como uma oportunidade para pôr fim ao "estado de conflito entre o Líbano e Israel".

O Líbano está a "procurar garantias americanas que contribuam para restaurar a soberania e a integridade territorial do Líbano", afirmou, dizendo ainda que o Governo será a "única parte negociadora em seu nome".
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Hezbollah diz ter lançado mísseis contra base militar no norte de Israel

O Hezbollah anunciou ter atacado uma base militar no norte de Israel em resposta aos ataques israelitas no Líbano, apesar do cessar-fogo.

O grupo disse ter lançado mísseis contra uma base militar perto de Nahariya, após ataques israelitas que causaram pelo menos cinco mortos na sexta-feira no sul do Líbano.

As sirenes de alerta antiaéreo soaram em várias cidades da região costeira do norte de Israel, desde a fronteira com o Líbano até aos arredores de Haifa, na sequência de disparos provenientes do Líbano, declarou anteriormente o Exército israelita.

"A Força Aérea israelita interceptou um projétil e os outros caíram em terreno aberto. Não foram registados feridos", acrescentou.
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Situação calma no Golfo

Citando uma fonte militar iraniana, a agência iraniana Tasnim avança que a situação está calma neste momento no Golfo. Alerta, porém, que se os americanos tentarem entrar novamente no Golfo e "causar problemas" aos navios iranianos, existe a possibilidade de confrontos.
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MNE do Irão critica ação militar dos EUA

Numa publicação na rede social X, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que "os iranianos nunca cedem à pressão" e questionou se as ações dos EUA seriam uma tática de pressão grosseira ou o resultado de "um sabotador a enganar, mais uma vez, o presidente dos EUA".

"Sempre que uma solução diplomática está em cima da mesa, os EUA optam por uma aventura militar imprudente", considerou.
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Hezbollah diz ter atingido posto de comando israelita no sul do Líbano

O Hezbollah reivindicou uma série de novos ataques contra posições israelitas no sul do Líbano, incluindo em zonas próximas de Biyyada e Rashaf.

Em declarações divulgadas pela Agência Nacional de Notícias do Líbano, o Hezbollah afirmou ter atingido forças israelitas que circulavam numa estrada perto de Biyyada, assim como um posto de comando israelita na cidade.

Em Rashaf, o Hezbollah afirmou ter atacado um grupo de soldados e veículos israelitas.

Anteriormente, as forças armadas de Israel afirmaram que três soldados ficaram feridos devido a ataques com foguetes e drones do Hezbollah no norte de Israel e numa zona do sul do Líbano ocupada por Israel.
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Vice-presidente dos EUA reunido com primeiro-ministro do Catar

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, está numa reunião com o primeiro-ministro do Catar para discutir as negociações com o Irão, de acordo com o site de notícias Axios.
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EUA anunciam ter atacado dois petroleiros iranianos que tentavam violar o bloqueio

O Exército norte-americano disse ter "neutralizado", através de disparos, dois navios iranianos que tentavam chegar a um porto iraniano no Golfo de Omã, "em violação do bloqueio norte-americano em vigor".

Um avião norte-americano "neutralizou os dois petroleiros disparando munições de precisão", impedindo-os de entrar no Irão, declarou o comando norte-americano para a região (Centcom).
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Irão diz estar ainda a avaliar resposta à proposta dos EUA

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, disse que o país ainda está a analisar a mais recente proposta de paz dos EUA e a ponderar a sua resposta.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, Baghaei abordou também o confronto militar com os EUA na noite de quinta-feira, acusando Washington de violar o cessar-fogo e o direito internacional.

Baghai disse que as forças iranianas estão a monitorizar de perto a situação e garante que estão totalmente preparadas para responder a qualquer "agressão e aventureirismo".
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Irão acusa Estados Unidos de "violação flagrante" do cessar-fogo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou os Estados Unidos de "violar flagrantemente" o cessar-fogo, após trocas de ataques aéreos entre as partes em conflito na quinta-feira.

"A ação da noite passada constitui uma violação flagrante do direito internacional e do cessar-fogo. No entanto, as forças de defesa do país infligiram um duro golpe ao inimigo e repeliram os seus ataques com toda a sua força", afirmou o porta-voz do ministério, Esmail Baghai.

Os Estados Unidos disseram ter "atacado instalações militares iranianas" na quinta-feira, depois de vários dos seus navios terem sido atacados no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump, contudo, afirmou que a trégua em vigor há um mês permanece intacta.
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Exército norte-americano diz que mais de 70 navios estão a ser impedidos de entrar ou sair dos portos iranianos

"Atualmente, existem mais de 70 petroleiros que as forças norte-americanas estão a impedir de entrar ou sair dos portos iranianos", afirmou o Comando Central dos EUA numa publicação na rede social X. 

"Estes navios comerciais têm capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em mais de 13 mil milhões de dólares", adiantou.

O Comando Central acrescentou que mais de 50 embarcações foram redirecionadas.
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Rubio diz que Trump tem ainda de decidir como responder à recusa de alguns aliados em permitir acesso às suas bases

O presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não decidiu como responder à recusa de alguns aliados em permitir que as Forças Armadas norte-americanas utilizem as suas bases, afirmou esta sexta-feira o secretário de Estado, Marco Rubio.

"Se uma das principais razões para os Estados Unidos fazerem parte da NATO é a capacidade de mobilizar forças na Europa para, posteriormente, atuar noutras situações de emergência, e isso já não acontece, pelo menos em relação a alguns membros da NATO, então isso representa um problema que precisa de ser analisado", disse Rubio aos jornalistas durante uma visita a Roma, acrescentando que Trump "ainda não tomou qualquer decisão nesse sentido".
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Washington aguarda uma resposta de Teerão à nova proposta de acordo de paz

Donald Trump garante que o cessar-fogo no Irão continua em vigor, apesar dos recentes ataques dos dois lados no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos dizem ter atingido instalações militares iranianas, numa resposta aos ataques a navios norte-americanos.

Sinais de uma trégua frágil, numa altura em que Washington aguarda uma resposta de Teerão à nova proposta de Acordo de Paz.
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Quatro mortos em ataque israelita no sul do Líbano

Um ataque aéreo israelita contra a aldeia de Toura, no sul do Líbano, provocou a morte a quatro pessoas, incluindo duas mulheres, apesar do cessar-fogo, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde.

Israel realizou ataques aéreos em vários locais do sul do Líbano esta sexta-feira, após ordens de evacuação para sete aldeias, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) e correspondentes da AFP. Um socorrista foi morto num ataque aéreo anterior.
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EUA esperam receber resposta do Irão à proposta de acordo de paz ainda hoje

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os EUA esperam receber ainda hoje uma resposta do Irão à sua proposta para pôr fim à guerra.

"Veremos o que a resposta implica. A esperança é que seja algo que nos possa colocar num processo sério de negociação", disse Rubio aos jornalistas em Roma, esta sexta-feira.

Rubio mencionou ainda notícias veiculadas durante a noite de que "o Irão estabeleceu ou está a tentar estabelecer alguma agência para controlar o tráfego no Estreito", afirmando que "isso seria muito problemático e inaceitável".
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Iberia ativa plano para mitigar impacto do preço do combustível nos bilhetes

A Iberia lançou um plano de resposta ao aumento do preço do combustível, com medidas que garantem o abastecimento, para atenuar o impacto no preço dos bilhetes, e assegurar que não existem cancelamentos de voos neste verão.

O presidente da companhia, Marco Sansavini, explicou nas redes sociais que os resultados apresentados hoje pela IAG (o grupo ao qual pertence a Iberia) refletem a solidez da empresa, com um lucro líquido de 301 milhões de euros, mais 71% do que em 2025.

No entanto, o contexto mudou, afirmou o presidente, porque a forte subida do preço do combustível está a ter um impacto significativo em toda a indústria e obriga a agir com antecipação e a continuar a reforçar a solidez financeira e a excelência operacional.

O plano de resposta ao aumento do combustível para aviação passa pela contenção máxima dos custos internos e pela priorização de investimentos para tentar atenuar o aumento dos custos e "amortecer ao máximo" o impacto nos preços dos bilhetes.

Marco Sansavini acrescentou que, graças a estas medidas, não se prevê o cancelamento de voos este verão em consequência da crise no mercado dos combustíveis provocada pelo encerramento do estreito de Ormuz.

"Os clientes poderão ter a tranquilidade de reservar os voos com a Iberia e a confiança de que não correrão o risco de lhes serem aplicadas taxas adicionais após terem comprado os bilhetes", garantiu Sansavini.

Para o responsável, a segunda prioridade é continuar a investir em tudo o que contribua para a melhoria do serviço, como a incorporação de novos aviões, a renovação das cabines e a implementação de tecnologia.

(Lusa)
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UE esclarece que cobrança de uma taxa de combustível após compra de bilhete de avião é proibida

As companhias aéreas não podem adicionar uma taxa de combustível após a compra de um bilhete de avião, declarou a União Europeia esta sexta-feira, apesar da subida dos preços do querosene devido à guerra no Médio Oriente.

A adição de uma taxa de combustível "não se justifica". Se as companhias aéreas alterarem o preço de um bilhete após a reserva, estarão sujeitas à legislação europeia sobre concorrência desleal, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen.

Segundo orientações hoje adotadas pela Comissão Europeia, os passageiros aéreos não terão direito a indemnização caso o cancelamento do voo se deva à escassez de querosene.

O executivo comunitário considerou, segundo um comunicado, que "uma escassez local de combustível" se enquadra na categoria de circunstâncias extraordinárias que isentam as transportadoras aéreas de indemnizar os clientes, mas sustentou que "os preços elevados dos combustíveis não devem ser considerados como constituindo uma circunstância extraordinária".

"Falta de combustível sim, preços elevados não", sintetizou, na conferência de imprensa diária, a porta-voz da Comissão para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, reiterando que não há ainda "nenhuma evidência de que vá haver uma escassez de combustível para aviões".


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Lusa /

Governo ultima taxa sobre lucros extraordinários mas diz que será "bem dirigida"

O Governo está a ultimar os detalhes da nova taxa sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, dada a atual crise, prometendo que será "bem desenhada e bem dirigida" para evitar "afugentar investimento" como em 2022.

"Ela [a taxa], se for bem desenhada, é importante e, portanto, o que nós estamos a fazer é aprender com as lições de 2022 e desenhá-la, e quando eu digo bem desenhada, tem de ser muito bem dirigida, não pode ser geral, tem de ser dirigida", disse a ministra da Energia, Maria da Graça Carvalho.

Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas após uma intervenção na sessão do Conselho da Diáspora, a governante salientou que "não pode ser algo generalizado que vá pôr em causa os investimentos neste processo da transição energética, da eletrificação".

"O senhor ministro das Finanças está a olhar para este assunto, nós também estamos a olhar para este assunto, e temos que aprender com as lições de 2022. Houve algumas questões que tiveram consequências negativas na forma como foi feito na crise de 2022, e, portanto, aprender com isso", com o facto de "não terem [o Governo socialista de então] conseguido arrecadar o que esperaram e afugentaram investimentos, muito, e isso está provado com dados", elencou Maria da Graça Carvalho.

E reforçou: "Temos de evitar isso".

Admitindo que preferia que este fosse um imposto europeu em vez de uma taxa nacional para evitar discrepâncias no mercado interno da União Europeia, a ministra apontou que está a ser analisado como aplicar em Portugal, dado estarem em causa empresas internacionais, como a Galp.

"É por isso que eu não quero entrar aqui em detalhes, ela não é fácil desenhar, tem que ser muito bem desenhada, muito bem pensada, mas está em boas mãos", concluiu.

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse esta semana em Bruxelas que Portugal vai avançar com taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, à semelhança do que aconteceu em 2022 na anterior crise dos preços dos combustíveis.

No final de abril, a Comissão Europeia admitiu que os países da UE avancem com impostos nacionais sobre os lucros extraordinários das energéticas, mas disse ser difícil adotar esta medida ao nível europeu dada a necessária unanimidade.

A posição surgiu após um pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação ao nível da UE de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.

Bruxelas divulgou, no final de abril, um conjunto de medidas para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.

A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética.

Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.

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BCE diz que economia europeia ainda não reflete impacto da guerra no Médio Oriente

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, alertou hoje que, ao contrário da inflação, a economia europeia ainda não reflete o impacto da guerra no Irão nem o bloqueio do estreito de Ormuz.

Durante a participação num fórum jornal do elEconomista, o vice-presidente do BCE, explicou que se verificou uma queda "muito acentuada" da confiança do consumidor na Europa e do índice PMI dos serviços em março e abril, indicadores da deterioração que a economia poderá sofrer, mas que ainda não se reflete.

O aumento dos preços da energia levou a uma queda da atividade e a um aumento da inflação, mas a intensidade do impacto na economia dependerá da duração do conflito e do bloqueio do estreito, explicou Luis de Guindos.

De qualquer forma, o vice-presidente do BCE descartou a possibilidade de se chegar a falar de estagflação na Europa, por muito que a economia se deteriore ou a inflação aumente.

"Não seria assim tão dramático, a estagflação é um período mais prolongado", salientou.

O BCE atualizará em junho as previsões económicas e, embora os mercados estejam a descontar um nível de incerteza "extremamente importante", o responsável do banco central pediu para se aguardar a evolução da situação nos próximos dias e assinalou que, por enquanto, a curva de futuros do petróleo prevê que o barril volte a situar-se nos 70 dólares.

Numa das suas últimas intervenções públicas antes do fim do mandato no BCE, Luis de Guindos destacou também o comportamento "muito positivo" dos mercados, tanto de ações como de obrigações, e do crédito, pois, apesar das condições de financiamento terem-se tornado mais restritivas, não se verifica qualquer situação de tensão de liquidez.

Contudo, o BCE continua a considerar um risco para a região o défice orçamental de alguns países, a margem reduzida dos governos para aumentar, por exemplo, a despesa com a defesa, e insistiu que a política orçamental está nas mãos dos governos.

Perante esta situação de margem orçamental reduzida, só é possível aumentar a despesa com a defesa se se aumentarem os impostos ou com a emissão de dívida, pelo que criticou que estejam a ser postas em prática medidas de apoio para fazer face ao impacto da guerra no Irão, caso estas não sejam temporárias ou não se centrem naqueles que delas necessitam.

O ex-ministro da Economia recordou também que o consumo das famílias "não está a impulsionar a economia" e que as taxas de poupança continuam acima dos níveis pré-pandemia.

"Os consumidores podem estar a antecipar aumentos de impostos ou cortes no Estado-providência", considerou.

Luis de Guindos refletiu ainda sobre a fragmentação do mundo nos últimos anos e lamentou que, se a Europa continuar com abordagens nacionais, será difícil avançar.

(Lusa)
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Governo rejeita recomendar teletrabalho ou menos viagens de avião para diminuir procura

O Governo escusou-se hoje a recomendar teletrabalho ou a redução das viagens de avião para diminuir a procura, dada a atual crise petróleo, assegurando combustível da aviação até final de agosto e planos B e C para depois.

"A questão do teletrabalho, para nós, não está ainda em cima da mesa. Há muitas formas de chegar ao trabalho e não estamos sequer a discutir ainda essa questão", afirmou a ministra da Energia, Maria da Graça Carvalho.

Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas após uma intervenção na sessão do Conselho da Diáspora, a governante salientou que também não existe recomendação para reduzir as viagens de avião -- sendo estas duas recomendações da Agência Internacional de Energia --, vincando que "as pessoas têm o direito às suas férias e às viagens", quando se aproxima o verão.

"Temos uma grande diáspora que tem direito a viver a família e gosta de regressar a Portugal [...] e o turismo é 15% do nosso PIB, mas também individualmente, as pessoas gostam de viajar, faz parte de aumentar a sua cultura, e eu não queria estar aqui a fazer uma recomendação a evitar, para já", elencou.

De acordo com a Maria da Graça Carvalho, no caso da Galp e da Repsol, o combustível da aviação (jetfuel) "está assegurado até ao fim de agosto e [...] se a guerra se intensificar, [...] têm planos para a importação dos 20%".

"Têm planos B e C [...] e pode continuar a não haver problema, mas é mais problemático porque o efeito destas crises são cumulativas. Vamos ter esperança que acabe antes de agosto", disse, aludindo à guerra do Irão causada pelos ataques norte-americanos e israelitas e consequente resposta iraniana.

"Portanto, vamos tentar que não seja preciso fazer reduções. Nós temos um plano de eficiência energética em muitas coisas", apontou ainda.

No final de abril, a Comissão Europeia divulgou um conjunto de medidas para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.

Na altura, Bruxelas recuou e não apresentou recomendações para reduzir o consumo energético, como recurso ao teletrabalho ou alternativas ao avião e carro, mas garantiu que "continua claramente" a incentivar a UE a fazer tal redução.

Num rascunho anterior consultado pela Lusa, Bruxelas sugeria que os países da UE promovessem pelo menos um dia obrigatório de teletrabalho por semana, adotassem alternativas ao automóvel (como bicicletas partilhadas, partilha de veículos, mais veículos elétricos e maior utilização do transporte público) e evitassem viagens aéreas sempre que possível, na linha do que é recomendado pela Agência Internacional da Energia (AIE), mas isso não foi depois assumido.

A AIE recomendou, já hoje, que Portugal apoie a compra de veículos elétricos usados, sobretudo por famílias de baixos rendimentos, para reduzir emissões num setor dos transportes ainda muito dependente do petróleo.

Respondendo a tal sugestão, Maria da Graça Carvalho assegurou que o executivo "já o faz desde há algum tempo" para os veículos elétricos novos, devendo em breve lançar um novo concurso.

Quanto à recomendação da AIE de retirar custos não energéticos da fatura da eletricidade, a governante apontou que a luz em Portugal é das mais baixas da União Europeia e não tem registado subidas devido à crise energética dado ser mais afetada por renováveis do que pelo gás.

A União Europeia importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética, que é sobretudo de preços.

(Lusa)
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Joana Bénard da Costa - RTP /

FAO. Preços dos alimentos sobem pelo terceiro mês consecutivo

Os preços do óleo vegetal atingiram valores particularmente elevados devido às perturbações ligadas à guerra no Irão, revelou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) esta sexta-feira.

Nuno Patrício / RTP

Os preços mundiais dos alimentos subiram em abril pelo terceiro mês consecutivo, com os preços do óleo vegetal a atingirem valores particularmente elevados devido às perturbações ligadas à guerra no Irão, revelou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) esta sexta-feira.

O índice de preços dos alimentos, que mede as variações num cabaz de produtos alimentares comercializados a nível global, teve uma média de 130,7 pontos em Abril, um aumento de 1,6% face ao mês anterior e de 2% face ao ano anterior.

O aumento reflete "preços mais elevados dos principais cereais", à exceção do sorgo e da cevada, de acordo com o comunicado da FAO.

Os preços mundiais do trigo aumentaram 0,8%, também devido às preocupações com a seca em partes dos Estados Unidos e à maior probabilidade de chuvas abaixo da média na Austrália. 

Um aumento reforçado pelas expectativas de redução da sementeira de trigo em 2026, com os agricultores a optarem por culturas menos intensivas em fertilizantes tendo em conta a subida de preços dos fertilizantes, "impulsionados pelos elevados custos energéticos e pelas perturbações associadas ao encerramento efetivo do Estreito de Ormuz".

Apesar dessas perturbações, a FAO considera que os sistemas agroalimentares globais continuam a demonstrar "resiliência", com os preços dos cereais a aumentarem mas de forma moderada.

Os óleos vegetais, no entanto, "estão a sofrer aumentos de preços mais acentuados, impulsionados principalmente pelos preços mais elevados do petróleo, que estão a aumentar a procura de biocombustíveis e a exercer pressão adicional sobre os mercados de óleos vegetais", admite a FAO. 

O Índice de Preços dos Óleos Vegetais aumentou 5,9% em relação a março, atingindo o nível mais elevado desde julho de 2022.

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RTP /

Gasóleo poderá baixar nove cêntimos na próxima semana e a gasolina dois cêntimos

O gasóleo pode descer nove cêntimos por litro na próxima semana. A gasolina simples deverá descer dois cêntimos.

Bing Guan - Reuters

Esta é, para já, a previsão da associação de revendedores de combustível face à queda no preço do petróleo, que está agora abaixo dos 100 dólares por barril.

O petróleo começou a cair depois de terem surgido sinais dos Estados Unidos de que poderia estar próximo um entendimento com o Irão.

No entanto os confrontos armados mais recentes no Estreito de Ormuz podem provocar uma nova subida ainda hoje.
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RTP /

Bolsas europeias descem pendentes da resposta de Teerão ao memorando de Washington

As principais bolsas europeias abriram hoje a última sessão da semana com quedas moderadas, pendentes da resposta iraniana ao memorando de entendimento dos EUA, com o barril de Brent estabilizado, a subir 0,46%.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a descer 0,84% para 611,24 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,76%, 0,87% e 0,96%, bem como as Madrid e Milão que desciam 0,82% e 0,62%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,75% para 9.065,68 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).

O euro estava em alta ligeira e subia 0,16% para 1,1745 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

A esta hora, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para ganhos de 0,11% e de 0,48%, respetivamente.

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na quinta-feira em baixa, o Dow Jones a baixar 0,63% e o Nasdaq 0,13%.

À espera de que as autoridades iranianas transmitam a sua resposta ao memorando de entendimento com 14 pontos que lhes foi entregue pelos mediadores paquistaneses em nome do Governo dos EUA para poder retomar, assim, as negociações de paz, os investidores adotam uma postura prudente nesta sexta-feira, com o preço do petróleo a subir moderadamente.

Neste contexto, o preço do petróleo Brent, o de referência na Europa, para entrega em julho, avança 0,46% para 100,51 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, sobe 0,05% para 91,11 dólares.

O gás natural para entrega a um mês no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 2,22% para 44,52 euros por megawatt-hora (MWh).

Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com uma queda de 0,19%, enquanto o mercado de Xangai fechou estável, o de Shenzhen caiu 0,50% e o Hang Seng de Hong Kong descia 0,78% no final da sessão.

Esta tarde será publicado nos EUA o relatório de emprego não agrícola de abril e, em princípio, espera-se que a economia norte-americana tenha continuado a gerar emprego líquido no mês, embora de forma moderada, e que a taxa de desemprego se tenha mantido estável em 4,3%, nível historicamente muito baixo.

Por sua vez, os metais preciosos estão em alta ligeira, com um aumento de 0,28% no caso do ouro, para 4.699,12 dólares a onça, e de 1,25% no caso da prata, para 79,44 dólares.

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos subia para 3,017%, depois de ter fechado em 3,001% na sessão anterior.

Em relação às criptomoedas, a bitcoin desce 0,55% e cai abaixo da barreira de 80.000 dólares (79.429 dólares).

(Lusa)
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China confirma ataque a petroleiro no Estreito de Ormuz

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China confirmou esta sexta-feira que um petroleiro foi atacado no Estreito de Ormuz e manifestou profunda preocupação com as embarcações afetadas pelo conflito em curso no Médio Oriente.

Há cidadãos chineses a bordo da embarcação, mas até ao momento não há registo de vítimas entre os tripulantes, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa.

Um petroleiro de propriedade chinesa foi atacado perto do Estreito de Ormuz na segunda-feira, informou na quinta-feira a agência de notícias chinesa Caixin.
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Ataque a navios em Ormuz
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Trump pede ao Irão que assine um acordo "rapidamente"

Trump pede ao Irão que assine um acordo "rapidamente" após o ataque aos navios norte-americanos em Ormuz.

Na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que três contratorpedeiros da Marinha dos EUA transitaram pelo Estreito de Ormuz sob fogo inimigo, acrescentando que os contratorpedeiros norte-americanos não sofreram danos, mas que "foram causados ​​grandes danos aos atacantes iranianos".

"Três contratorpedeiros norte-americanos de classe mundial acabaram de transitar, com grande sucesso, pelo Estreito de Ormuz, sob fogo inimigo. Não houve danos nos três contratorpedeiros, mas foram causados ​​grandes danos aos atacantes iranianos", escreveu.




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Ataques entre Irão e EUA
RTP /

"Pancadinhas de amor". Trump garante que continua cessar-fogo apesar de novo ataque

O presidente dos Estados Unidos disse à ABC News, entretanto, que o cessar-fogo com o Irão permanece em vigor, apesar destes recentes ataques.

"O cessar-fogo está em vigor. Está a funcionar", disse numa chamada telefónica, acrescentando que eram apenas "pancadinhas de amor".

"São só umas pancadinhas de leve", disse.
 
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