EUA garantem que paralisaram por completo o comércio marítimo do Irão

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EUA garantem que paralisaram por completo o comércio marítimo do Irão

Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Donald Trump garantiu em entrevistas que a guerra no Irão está perto do fim e que as negociações podem regressar esta semana. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir do conflito no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Navio no Estreito de Ormuz Reuters

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RTP /

Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão

A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.

"Obviamente, nenhuma pessoa sensata apoia o regime iraniano, mas iniciar um conflito sem um objetivo claro ou um plano para o resolver parece-me uma loucura que está a afetar as famílias aqui no Reino Unido, mas também as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo. Não acredito que tenha sido a decisão correta", declarou Rachel Reeves numa entrevista divulgada hoje pelo jornal The Mirror.

"Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar", afirmou.

A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, "o Estreito de Ormuz está agora bloqueado".

"Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: `Desescalar, desescalar`", enfatizou.

Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi "absolutamente correta".

Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.

A dívida líquida acumulada do setor público britânico, excluindo os bancos estatais, atingiu os 93,1% no final de fevereiro, enquanto a inflação está atualmente nos 3%, acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra.

Os preços do gás natural aumentaram drasticamente devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial era transportado antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e Israel ao Irão.

A ministra britânica estará hoje em Washington para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI indicou na terça-feira, no seu relatório Perspetivas da Economia Mundial, que a economia britânica será a que mais sofrerá com as consequências da guerra no Irão entre as economias mais avançadas dos países do G7. O FMI reduziu a sua previsão de crescimento britânico em cinco décimas de ponto percentual, de 1,3% projetado em janeiro para apenas 0,8% no relatório.

(Lusa)
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Irão disse "não ter informações" sobre novas negociações antes dos últimos comentários de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao falar sobre a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irão, disse que "algo poderia acontecer" em Islamabad nos "próximos dois dias".

Os comentários foram feitos horas depois de uma fonte diplomática ter dito à agência de notícias estatal iraniana IRNA que "não havia informações" sobre novas negociações.

Segundo a IRNA, foram trocadas mensagens entre Teerão e o Paquistão, que tem funcionado como mediador, mas nada foi confirmado.

A fonte disse que o Paquistão "continua empenhado nos seus esforços de mediação" depois de as negociações anteriores entre os EUA e o Irão em Islamabad terem terminado sem acordo.

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RTP /

Vários voos entre China e Sudeste Asiático cancelados devido ao preço do combustível

Vários voos entre a China e o Sudeste Asiático e a Oceânia foram cancelados nos últimos dias, devido à subida dos custos de combustível causada pela guerra no Irão, informou hoje o jornal The Paper.

Desde o início do mês, algumas rotas que ligavam cidades chinesas a destinos na Tailândia, Laos, Malásia ou Camboja suspenderam temporariamente todos os voos, enquanto noutras, com destino à Austrália ou à Nova Zelândia, a taxa de cancelamento atinge 83,3%.

Segundo o jornal South China Morning Post, outras companhias aéreas, como a paquistanesa PIA, também reduziram voos com a China e outros destinos, enquanto empresas das Filipinas, Vietname ou Nova Zelândia cortaram rotas, e a Cathay Pacific, de Hong Kong, já anunciou que vai cancelar 2% dos seus voos em maio e junho.

Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, explicou que o combustível de aviação -- cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea -- praticamente duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam essa subida, colocando algumas empresas numa situação em que, quanto mais voos operam, maiores são as perdas.

Além disso, alguns dos países mencionados enfrentam problemas de abastecimento de combustível devido ao bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz -- destino de entre 84% e 90% do petróleo que transita por esta rota marítima crucial -- o que agrava os custos e cria incerteza quanto à capacidade de reabastecimento.
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Hezbollah lança 25 foguetes contra Israel após negociações com Líbano

O grupo armado xiita Hezbollah disparou hoje aproximadamente 25 foguetes contra Israel, após a primeira reunião entre representantes dos governos libanês e israelita em Washington, na quarta-feira, para discutir um cessar-fogo.

Os militares informaram que cerca de metade dos projéteis foram intercetados pelo sistema de defesa aérea, enquanto o restante caiu em áreas desabitadas.

O serviço de emergência israelita Magen David Adom anunciou que o lançamento de foguetes causou pelo menos um ferimento ligeiro.

O exército israelita alertou na terça-feira, em comunicado, que era possível "um aumento dos ataques vindos do Líbano", tendo em vista o início das negociações entre os representantes do Líbano e de Israel em Washington, nas quais o Hezbollah não participou.

Minutos após o anúncio, teve início a primeira salva de foguetes, que coincidiu com o início da reunião e incluiu cerca de cinco projéteis.

Ao iniciar o encontro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como uma "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo o responsável, tanto os israelitas como os libaneses têm sido vítimas.
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China e Espanha reforçam aliança em defesa da ordem internacional

O Presidente da China diz que tanto Pequim como Espanha estão "do lado certo da História".

Xi Jinping recebeu o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, que está de visita à capital chinesa, disse que ambos os países defendem o direito internacional, que considera estar "gravemente minado", e rejeitou o regresso a uma "lei da selva".

Esta expressão já tinha sido usada por ambos, em momentos diferentes, para se referirem à guerra no Irão.
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ONU. Guterres apela ao Direito Internacional para evitar caos no Médio Oriente

O Secretário Geral da ONU considera "altamente provável" que as negociações entre Estados Unidos e Irão sejam retomadas.

Numa declaração sobre a crise no Médio Oriente, António Guterres sublinha que a ilegalidade gera o caos e que este não é o momento para recuar em relação ao direito internacional, mas sim de o reafirmar.
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Irão reafirma respeito pelo direito internacional, mas avisa que responderá a agressões

O Presidente do Irão garante que o país respeita o direito internacional e não procura a instabilidade na região.

Ainda assim, Masoud Pezeshkian deixa um aviso claro: os iranianos não querem a guerra, mas não se vergarão perante qualquer agressão.
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Trump diz que a guerra está quase a terminar

Donald Trump deu várias entrevistas nas últimas horas. Numa delas, que vai para o ar esta quarta-feira na Fox News, o presidente dos Estados Unidos diz que a guerra com o Irão está próxima do fim.
O presidente norte americano tinha dito também ao jornal New York Post que as negociações podiam regressar esta semana ao Paquistão.
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Negociações à vista?
RTP /

JD Vance diz que desconfiança entre Irão e EUA não se resolve "de um dia para o outro"

O vice-presidente dos Estados Unidos reconheceu hoje que "há muita desconfiança" entre o Irão e os EUA. "Não se vai resolver este problema de um dia para o outro", acrescentou.

Frisou, no entanto, que os iranianos pretendem chegar a um acordo com Washington. "Estou muito satisfeito com a situação atual", afirmou JD Vance.

O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou esta terça-feira que as negociações entre os EUA e o Irão poderão ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias.

No último fim de semana, as negociações falharam e acabaram com a imposição por parte de Washington de um bloqueio aos portos iranianos.

A pressão para alcançar um acordo é crescente, à medida que se aproxima o prazo do cessar-fogo de duas semanas anunciado a 8 de abril.
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RTP /

EUA garantem que paralisaram por completo o comércio marítimo do Irão

Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Foi o que disse esta noite o chefe do comando central norte-americano nas redes sociais. Está portanto em marcha o bloqueio de navios que Donald Trump tinha anunciado.

O Wall Street Journal afirma que já foram intercetados oito navios de petróleo do Irão desde segunda-feira.

Num comunicado divulgado na rede social X, o almirante Brad Cooper, responsável pelo CENTCOM, afirmou que as forças armadas norte-americanas conseguiram bloquear totalmente os portos iranianos.

Cooper acrescentou que cerca de 90% do comércio do Irão depende da via marítima, pelo que considera ter "paralisado por completo" a atividade económica iraniana, numa medida de pressão anunciada anteriormente pela Administração de Donald Trump.

O bloqueio ocorreu dois dias após negociações em Islamabade, onde as delegações dos dois países não conseguiram chegar a acordo para pôr fim à guerra que se prolonga há sete semanas no Médio Oriente.

A nova medida norte-americana tinha sido antecipada por Trump, que criticou Teerão por alegadamente não ter reaberto o estreito de Ormuz nos termos acordados durante o cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias.
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