Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão
A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.
"Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar", afirmou.
A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, "o Estreito de Ormuz está agora bloqueado".
"Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: `Desescalar, desescalar`", enfatizou.
Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi "absolutamente correta".
Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.
A dívida líquida acumulada do setor público britânico, excluindo os bancos estatais, atingiu os 93,1% no final de fevereiro, enquanto a inflação está atualmente nos 3%, acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra.
Os preços do gás natural aumentaram drasticamente devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial era transportado antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e Israel ao Irão.
A ministra britânica estará hoje em Washington para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O FMI indicou na terça-feira, no seu relatório Perspetivas da Economia Mundial, que a economia britânica será a que mais sofrerá com as consequências da guerra no Irão entre as economias mais avançadas dos países do G7. O FMI reduziu a sua previsão de crescimento britânico em cinco décimas de ponto percentual, de 1,3% projetado em janeiro para apenas 0,8% no relatório.
(Lusa)
Irão disse "não ter informações" sobre novas negociações antes dos últimos comentários de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, ao falar sobre a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irão, disse que "algo poderia acontecer" em Islamabad nos "próximos dois dias".
A fonte disse que o Paquistão "continua empenhado nos seus esforços de mediação" depois de as negociações anteriores entre os EUA e o Irão em Islamabad terem terminado sem acordo.
Vários voos entre China e Sudeste Asiático cancelados devido ao preço do combustível
Segundo o jornal South China Morning Post, outras companhias aéreas, como a paquistanesa PIA, também reduziram voos com a China e outros destinos, enquanto empresas das Filipinas, Vietname ou Nova Zelândia cortaram rotas, e a Cathay Pacific, de Hong Kong, já anunciou que vai cancelar 2% dos seus voos em maio e junho.
Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, explicou que o combustível de aviação -- cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea -- praticamente duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam essa subida, colocando algumas empresas numa situação em que, quanto mais voos operam, maiores são as perdas.
Além disso, alguns dos países mencionados enfrentam problemas de abastecimento de combustível devido ao bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz -- destino de entre 84% e 90% do petróleo que transita por esta rota marítima crucial -- o que agrava os custos e cria incerteza quanto à capacidade de reabastecimento.
Hezbollah lança 25 foguetes contra Israel após negociações com Líbano
O serviço de emergência israelita Magen David Adom anunciou que o lançamento de foguetes causou pelo menos um ferimento ligeiro.
O exército israelita alertou na terça-feira, em comunicado, que era possível "um aumento dos ataques vindos do Líbano", tendo em vista o início das negociações entre os representantes do Líbano e de Israel em Washington, nas quais o Hezbollah não participou.
Minutos após o anúncio, teve início a primeira salva de foguetes, que coincidiu com o início da reunião e incluiu cerca de cinco projéteis.
Ao iniciar o encontro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como uma "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo o responsável, tanto os israelitas como os libaneses têm sido vítimas.
China e Espanha reforçam aliança em defesa da ordem internacional
O Presidente da China diz que tanto Pequim como Espanha estão "do lado certo da História".
Esta expressão já tinha sido usada por ambos, em momentos diferentes, para se referirem à guerra no Irão.
ONU. Guterres apela ao Direito Internacional para evitar caos no Médio Oriente
O Secretário Geral da ONU considera "altamente provável" que as negociações entre Estados Unidos e Irão sejam retomadas.
Irão reafirma respeito pelo direito internacional, mas avisa que responderá a agressões
O Presidente do Irão garante que o país respeita o direito internacional e não procura a instabilidade na região.
Trump diz que a guerra está quase a terminar
JD Vance diz que desconfiança entre Irão e EUA não se resolve "de um dia para o outro"
Frisou, no entanto, que os iranianos pretendem chegar a um acordo com Washington. "Estou muito satisfeito com a situação atual", afirmou JD Vance.
O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou esta terça-feira que as negociações entre os EUA e o Irão poderão ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias.
No último fim de semana, as negociações falharam e acabaram com a imposição por parte de Washington de um bloqueio aos portos iranianos.
A pressão para alcançar um acordo é crescente, à medida que se aproxima o prazo do cessar-fogo de duas semanas anunciado a 8 de abril.
EUA garantem que paralisaram por completo o comércio marítimo do Irão
Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Foi o que disse esta noite o chefe do comando central norte-americano nas redes sociais. Está portanto em marcha o bloqueio de navios que Donald Trump tinha anunciado.