EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

EUA investigam 60 economias estrangeiras por trabalho forçado

EUA investigam 60 economias estrangeiras por trabalho forçado

Os Estados Unidos iniciaram uma investigação às economias de 60 países, incluindo a União Europeia, Brasil e Angola, para determinar se tomaram "medidas suficientes" para prevenir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Lusa /

"Os governos não impuseram nem aplicaram eficazmente medidas para proibir a entrada nos seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado", afirmou o representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer.

Num comunicado divulgado na quinta-feira, Greer disse que, "durante demasiado tempo", os Estados Unidos (EUA) têm sido "forçados a competir com os produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custos artificiais".

O dirigente manifestou confiança de que as investigações demonstrarão "como a falha em erradicar estas práticas abomináveis" afeta as empresas e trabalhadores norte-americanos.

As investigações visam determinar se os "atos, políticas e práticas" de cada uma das economias são "irrazoáveis ou discriminatórios" e constituem um "ónus ou restrição" ao comércio dos EUA.

A lista inclui algumas das maiores economias mundiais, tais como a China, Hong Kong, Índia, Japão, Israel, Canadá, Austrália, Rússia, Coreia do Sul, Reino Unido e México.

Na quarta-feira, o Governo norte-americano tinha lançado uma investigação comercial sobre a produção industrial em países estrangeiros, visando contornar o `chumbo` do Supremo Tribunal à aplicação pelo Presidente Donald Trump de sobretaxas alfandegárias invocando o estado de emergência económica.

As investigações são lançadas ao abrigo da Lei do Comércio de 1974, o que poderá eventualmente levar a novas tarifas de importação, mas o representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer, recusou hoje antecipar o resultado do processo.

As primeiras investigações, referiu, "vão focar-se em economias onde as evidências parecem apontar para uma sobrecapacidade estrutural".

"A política continua a ser a mesma --- as ferramentas podem mudar, dependendo (...) das vicissitudes dos tribunais e outras coisas", disse Greer, numa teleconferência com jornalistas, sublinhando que o objetivo de fundo era proteger postos de trabalho norte-americanos.

Enquanto estiveram em vigor, as sobretaxas alfandegárias `chumbadas` pelo Supremo geraram 166 mil milhões de dólares (143,8 mil milhões de euros) em receitas para o governo federal, que podem agora ser reembolsadas.

Trump e a sua equipa admitiram que procuram com o novo processo, utilizando leis diferentes para estabelecer novas tarifas, substituir centenas de milhares de milhões de dólares em receitas perdidas após a decisão do Supremo em fevereiro.

Logo após a decisão, o governo impôs tarifas de 10% sobre os bens estrangeiros ao abrigo da Lei do Comércio de 1974, mas estas tarifas expiram ao fim de 150 dias, a 24 de julho. 

Trump afirmou que planeava aumentar esta taxa de importação para 15%, mas ainda não o fez.

Tópicos
PUB