Chanceler alemão desvaloriza saída de tropas dos EUA
O Chanceler alemão desvalorizou o anúncio da retirada de soldados norte-americanos do país.
Segundo navio atacado no Estreito de Ormuz em menos de 24h
A agência britânica de Operações Marítimas Comerciais (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, registou hoje um ataque contra um petroleiro no estreito de Ormuz, o segundo em menos de 24 horas.
O petroleiro, de bandeira não identificada, foi atingido às 20:40 de domingo (hora de Lisboa) "por um projétil desconhecido", sem causar feridos entre a tripulação nem impacto ambiental.
O incidente ocorreu a 78 milhas náuticas (cerca de 144 quilómetros) a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência britânica, que pediu aos navios que transitam pela zona para redobrarem as precauções e informarem a agência de qualquer atividade suspeita.
Horas antes, às 12:30 (hora de Lisboa), a UKMTO informou que várias embarcações de pequeno porte atacaram um graneleiro que navegava ao largo da costa da cidade de Sirik, no sudoeste do Irão, com destino ao norte do estreito de Ormuz.
Três semanas após o início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, as partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o comércio global de petróleo e gás, pela qual, em tempos de paz, circula cerca de 20% das energias fósseis mundiais.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que as negociações com o Irão estão a correr "muito bem", horas depois de garantir que irá analisar o plano de paz enviado por Teerão.
Paralelamente às negociações, Trump anunciou o "Projeto Liberdade", uma operação que envolverá mais de cem aeronaves, navios e drones, na qual participarão 15mil efetivos militares em operações de escolta de navios em trânsito pelo estreito de Ormuz.
Desde 28 de fevereiro, quando teve início a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a UKMTO recebeu 46 relatos de incidentes que afetam navios que operam no golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no golfo de Omã, dos quais cerca de 20 foram associados a "atividades suspeitas" com envolvimento de projéteis.
EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz
A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.
A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.
Segundo o Presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.
O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".
"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.
O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.