EUA ordenam retirada de funcionários não essenciais do Paquistão
Os Estados Unidos deram ordens aos funcionários governamentais não essenciais para que abandonem os consulados em Lahore e Karachi, duas das maiores cidades do Paquistão, dada a escalada de hostilidades entre Washington e Teerão, informaram hoje fontes oficiais.
"O Departamento de Estado ordenou que funcionários não essenciais do governo dos Estados Unidos e as suas famílias deixem os consulados americanos em Lahore e Karachi, deixem o Paquistão devido a riscos de segurança", afirmou a missão americana no país, em comunicado.
A ordem surge na sequência do aumento das tensões regionais após o início dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão, no sábado, que, segundo Washington, geraram uma ameaça constante de ataques com drones e mísseis iranianos, bem como interrupções nos voos comerciais.
A escalada de hostilidades provocou protestos no Paquistão contra os ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão, que no fim de semana fizeram pelo menos 24 mortos e mais de 100 feridos.
Entre os mortos, estavam 10 na cidade portuária de Karachi, onde seguranças do consulado americano abriram fogo contra manifestantes que haviam ultrapassado o perímetro do prédio.
Outras 14 pessoas morreram em distúrbios no norte do país, em Gilgit e Skardu, onde uma multidão incendiou um escritório das Nações Unidas.
"Há risco de violência terrorista, incluindo ataques terroristas e outras atividades no Paquistão", lê-se no alerta.
As autoridades alertam, ainda, que historicamente os grupos militares têm como alvo centros de transporte, mercados, hotéis, locais de culto e prédios governamentais.
O Departamento de Estado acrescentou que não houve alteração no status da embaixada americana em Islamabade.
O alerta reiterou os avisos sobre viagem para diversas regiões do país, incluindo as áreas de conflito do Baluchistão e de Khyber Pakhtunkhwa, onde grupos armados têm realizado ataques frequentes contra civis, forças de segurança e estrangeiros.
A missão dos Estados Unidos recomendou aos seus cidadãos no Paquistão que acompanhem os media locais, evitem protestos e áreas com aglomeração, mantenham os documentos de viagem atualizados e elaborem planos de contingência para o caso de uma saída de emergência.