Mundo
Guerra na Ucrânia
EUA pedem ajuda a Kiev para combater drones iranianos
Donald Trump segue em todas as frentes e não esquece a guerra na Ucrânia, tendo voltado a pressionar Volodymyr Zelensky para que se chegue a um acordo para o fim do conflito. Numa entrevista ao Politico, o presidente norte-americano assegurou que o homólogo russo está pronto para negociar.
"Zelensky tem de se mexer e precisa de chegar um acordo", disse o presidente dos Estados Unidos.
"É inimaginável que ele seja um obstáculo", acrescentou, reiterando que o líder ucraniano "não tem todas as cartas na mão".
Segundo Trump, Vladimir Putin “está pronto para fechar um acordo".
Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump tem afirmado querer ajudar nas negociações mas apontando o dedo ao líder ucraniano como principal obstáculo a uma resolução pacífica do conflito desencadeado pela invasão russa em fevereiro de 2022.
Mas num contexto em que os Estados Unidos estão em conflito com o Irão, Zelensky afirmou que Washington pediu ajuda a Kiev para defender os aliados do Golfo contra drones iranianos.
Questionado sobre esta oferta ucraniana, o presidente dos EUA disse: "Aceitarei qualquer ajuda de qualquer país".
A troca de prisioneiros e corpos é o único resultado concreto de várias rodadas de negociações diretas entre Kiev e Moscou, organizadas desde 2025 sob pressão de Washington.
Uma nova reunião trilateral era esperada esta semana, mas foi suspensa por tempo indeterminado devido à guerra no Médio Oriente.
"É inimaginável que ele seja um obstáculo", acrescentou, reiterando que o líder ucraniano "não tem todas as cartas na mão".
Segundo Trump, Vladimir Putin “está pronto para fechar um acordo".
Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump tem afirmado querer ajudar nas negociações mas apontando o dedo ao líder ucraniano como principal obstáculo a uma resolução pacífica do conflito desencadeado pela invasão russa em fevereiro de 2022.
Mas num contexto em que os Estados Unidos estão em conflito com o Irão, Zelensky afirmou que Washington pediu ajuda a Kiev para defender os aliados do Golfo contra drones iranianos.
O líder ucraniano afirmou ter dado instruções "para fornecer os meios necessários e garantir a presença de especialistas ucranianos que possam assegurar a segurança necessária".
"É claro que qualquer assistência que prestarmos só será condicionada a que não enfraqueça a nossa própria defesa na Ucrânia e que sirva como um investimento nas nossas capacidades diplomáticas: ajudamos a proteger da guerra aqueles que nos ajudam — à Ucrânia — a levar a guerra a uma conclusão digna".
Questionado sobre esta oferta ucraniana, o presidente dos EUA disse: "Aceitarei qualquer ajuda de qualquer país".
Há um motivo para a Ucrânia estar a disponibilizar ajuda: a própria experiência. O país tem conseguido abater mísseis e drones — especialmente os drones Shahed, de fabricação iraniana — há mais de quatro anos. Só no mês de janeiro, a Ucrânia enfrentou uma média de 143 drones do tipo Shahed por dia, intercetando 122 deles, segundo um estudo do Instituto para Ciência e Segurança Internacional.
Rússia e Ucrânia anunciaram na quinta-feira a troca de 200 prisioneiros de guerra de cada lado, o primeiro passo de uma operação mais ampla acordada durante negociações recentes em Genebra.
Uma nova reunião trilateral era esperada esta semana, mas foi suspensa por tempo indeterminado devido à guerra no Médio Oriente.