EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos
Os Estados Unidos revelaram hoje que utilizaram parte do seu arsenal mais avançado durante as primeiras 48 horas da ofensiva contra o Irão, mas não especificaram quantos alvos terrestres foram destruídos, nem confirmaram oficialmente o número de norte-americanos feridos.
O Comando Central dos EUA (Centcom) publicou hoje nas redes sociais um balanço do equipamento militar utilizado até ao momento na Operação "Epic Fury" (Fúria Épica, em português), o nome dado à operação conjunta com Israel, que começou no sábado e que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
No entanto, quando contactado pela agência Efe, o comando não forneceu uma lista oficial dos militares feridos, que alguns órgãos de comunicação social estimam em 18, nem informou o número de alvos atingidos no seu último boletim.
As autoridades norte-americanas já adiantaram que sofreram seis mortes e o Centcom referiu hoje que as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos desde uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região.
"Estão em curso grandes operações de combate. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos seus familiares", acrescentou.
Entre o arsenal mencionado estavam bombardeiros B-2, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35 e F-22 para atacar instalações iranianas, bem como os sistemas Patriot e THAAD para intercetar as centenas de mísseis lançados pelo Irão em retaliação.
A lista inclui características de guerra eletrónica, como o sistema de ataque eletrónico EA-18G, especializado em `cegar` radares inimigos e interferir com as suas comunicações, porta-aviões de propulsão nuclear e equipamento especial "que não podemos listar aqui", explicou o Centcom.
Noutra secção, o comando referiu-se aos alvos dos ataques, embora, ao contrário do seu último comunicado, no qual afirmou ter atingido mais de 1.000 alvos iranianos, desta vez não tenha incluído números.
Em vez disso, o comunicado apenas listou os alvos atacados: centros de comando e controlo, o quartel-general conjunto da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o quartel-general das Forças Aeroespaciais da IRGC, sistemas integrados de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios da Marinha iraniana, submarinos da Marinha iraniana, instalações de mísseis antinavio e capacidades de comunicação militar.
Os bombardeamentos visam "desmantelar o aparelho de segurança do regime iraniano, dando prioridade a locais que representem uma ameaça iminente", segundo o comando.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.