Mundo
Guerra no Médio Oriente
Ex-diretor dos serviços secretos processa Netanyahu por difamação e revela alertas sobre ataque do Hamas
O antigo chefe do Shin Bet - serviços secretos de segurança interna de Israel - interpôs uma ação judicial por difamação ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Ronen Bar acusa o líder israelita de ter mentido relativamente às informações que detinha sobre o ataque de 7 de outubro de 2023, em Gaza.
Bar demitiu-se do cargo em junho de 2025, reconhecendo as falhas do seu serviço e explicando que “o Shin Bet não soube dar o alerta”.
Três anos depois, confirmou, no entanto, que havia transmitido dezenas de avisos, entre novembro de 2022 e outubro de 2023, sobre um possível ataque do Hamas, ignorados pelo Governo israelita.
“A verdade virá ao de cima nos tribunais”, adiantou.
O antigo diretor dos serviços secretos exige que o documento de 134 páginas com todas as provas seja tornado público e pede uma indemnização de três milhões de shekels (cerca de 873 mil euros) ao primeiro-ministro israelita.
O jornal Ynet indica que a documentação visa demonstrar que o Governo recebeu dezenas de advertências sobre uma possível escalada da ameaça do Hamas antes do ataque.
Ronen Bar dirigia, na época, a entidade e foi acusado pelo primeiro-ministro de ter cometido crimes pelo modo como atuou antes do ataque no festival Supernova, que desencadeou, horas depois, o conflito.
De acordo com a queixa que apresentou esta quarta-feira, Bar alega que Netanyahu estaria a tentar desviar as atenções relativamente à sua própria responsabilidade nos acontecimentos: “Mentiu para se proteger”.
Nos últimos meses, outros órgãos de comunicação social de Israel acusaram Netanyahu de ter ignorado vários avisos. O primeiro-ministro nega as alegações e classifica-as como "calúnias de sangue".
A poucos dias das eleições legislativas em Israel, a campanha de Benjamin Netanyahu enfrenta cada vez mais insinuações de falhas de segurança no país.
“A verdade virá ao de cima nos tribunais”, adiantou.
O antigo diretor dos serviços secretos exige que o documento de 134 páginas com todas as provas seja tornado público e pede uma indemnização de três milhões de shekels (cerca de 873 mil euros) ao primeiro-ministro israelita.
O jornal Ynet indica que a documentação visa demonstrar que o Governo recebeu dezenas de advertências sobre uma possível escalada da ameaça do Hamas antes do ataque.
Ronen Bar dirigia, na época, a entidade e foi acusado pelo primeiro-ministro de ter cometido crimes pelo modo como atuou antes do ataque no festival Supernova, que desencadeou, horas depois, o conflito.
De acordo com a queixa que apresentou esta quarta-feira, Bar alega que Netanyahu estaria a tentar desviar as atenções relativamente à sua própria responsabilidade nos acontecimentos: “Mentiu para se proteger”.
Nos últimos meses, outros órgãos de comunicação social de Israel acusaram Netanyahu de ter ignorado vários avisos. O primeiro-ministro nega as alegações e classifica-as como "calúnias de sangue".
A poucos dias das eleições legislativas em Israel, a campanha de Benjamin Netanyahu enfrenta cada vez mais insinuações de falhas de segurança no país.
(Com agências)