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Ex-ministro da Justiça chinês Tang Yijun condenado à prisão perpétua por corrupção

Ex-ministro da Justiça chinês Tang Yijun condenado à prisão perpétua por corrupção

Um tribunal da China condenou hoje a prisão perpétua o antigo ministro da Justiça Tang Yijun, por aceitar subornos no valor de cerca de 137 milhões de yuan (quase 17 milhões de euros).

Lusa /
Rede Social X

De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a sentença determina ainda a perda vitalícia dos direitos políticos de Tang, a confiscação de todos os seus bens pessoais e a entrega dos ativos obtidos ilegalmente ao Tesouro do Estado.

Segundo o tribunal, o ex-governante terá aproveitado os cargos exercidos entre 2006 e 2022 - incluindo os de vice-secretário do Partido Comunista Chinês (PCC) na província de Zhejiang e governador da província de Liaoning - para beneficiar terceiros em processos relacionados com entradas em bolsa, aquisição de terrenos, empréstimos bancários e casos judiciais.

Em troca, Tang terá recebido 137 milhões de yuan em dinheiro e presentes, refere a decisão judicial.

A condenação ocorre poucos dias após a abertura de uma investigação contra o atual ministro da Gestão de Emergências, Wang Xiangxi, por alegadas "violações graves da disciplina e da lei", uma fórmula habitualmente usada na China para descrever casos de corrupção.

Em janeiro, as autoridades também anunciaram uma investigação ao general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central e número dois da hierarquia das Forças Armadas, considerado próximo do Presidente Xi Jinping.

Estas ações inserem-se na ampla campanha anticorrupção lançada por Xi em 2012, que tem visado altos quadros do Partido, do Governo, das Forças Armadas e de empresas públicas, resultando na queda e condenação de centenas de funcionários de alto nível.

Segundo dados oficiais, em 2025 as autoridades chinesas investigaram 115 funcionários de nível provincial, ministerial ou superior, num contexto de reforço do controlo disciplinar coincidente com o início do 15.º Plano Quinquenal (2026-2030).

Embora a campanha tenha revelado casos significativos de corrupção no seio do PCC, críticos apontam que também poderá estar a ser utilizada para afastar rivais ou opositores políticos.

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