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Exército chinês promete manter combate à corrupção após purga de altos quadros

Exército chinês promete manter combate à corrupção após purga de altos quadros

O Exército chinês defendeu esta sexta-feira que a luta contra a corrupção deve manter-se "sempre na ofensiva", dias após ter sido anunciada uma investigação ao general Zhang Youxia, número dois da hierarquia militar chinesa.

Lusa /
Tingshu Wang - Reuters

Num editorial publicado pelo jornal oficial do Exército de Libertação Popular (EPL), PLA Daily, lê-se que "esta luta não tem ponto final: só está em marcha", sublinhando que não é possível considerar a batalha vencida nem baixar a guarda.

"Não podemos pensar que já é suficiente, nem relaxar ou acreditar que uma vitória garante o sucesso permanente", escreveu o diário.

No sábado passado, o ministério da Defesa da China anunciou investigações a Zhang Youxia, de 75 anos e vice-presidente primeiro da Comissão Militar Central (CMC), e ao general Liu Zhenli, então chefe do Estado-Maior Conjunto da mesma comissão, por "graves violações da disciplina e da lei", expressão habitualmente usada em casos de corrupção.

Zhang é considerado o número dois das Forças Armadas chinesas, abaixo apenas do Presidente chinês, Xi Jinping, que lidera a CMC. É também um dos 24 membros do Politburo do Partido Comunista Chinês, órgão central de decisão política.

No editorial, o PLA Daily alertou que a corrupção é o "inimigo número um da capacidade de combate", prejudicando diretamente os esforços de modernização militar. "Para atingir os objetivos definidos para a modernização das Forças Armadas até 2035, é imprescindível vencer esta batalha decisiva", defendeu o jornal.

Apesar da campanha anticorrupção liderada por Xi Jinping há mais de uma década, o editorial reconheceu que persistem "novas formas de corrupção, redes de interesses e métodos cada vez mais sofisticados" no interior do Exército. Erradicar estas práticas exigirá, segundo o texto, "esforços prolongados" e uma combinação de "sanções, reformas institucionais e consciência política".

"A investigação de casos não é o objetivo final; o essencial é melhorar a governação", concluiu o jornal, sem mencionar diretamente Zhang ou Liu.

As investigações a ambos os oficiais alteraram profundamente a estrutura de comando militar: dos sete membros que compunham a CMC no final de 2022, restam agora apenas dois -- Xi Jinping e Zhang Shengmin, segundo vice-presidente e responsável máximo pela campanha anticorrupção no Exército.

Apesar do impacto interno, analistas sublinham que estas purgas não deverão alterar a prioridade estratégica de Xi Jinping de assumir o controlo de Taiwan, território com governo autónomo desde 1949 e que Pequim considera como parte "inalienável" do território chinês.

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