Exército de Israel recupera corpos de três reféns em Gaza

por Graça Andrade Ramos - RTP
Um mural em Telavive, com as imagens dos reféns levados de Israel pelo Hamas a sete de outubro de 2023 e ainda retidos na Faixa de Gaza Hannah McKay - Reuters

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, IDF, anunciou em comunicado, esta sexta-feira, o resgate na Faixa de Gaza dos corpos de um homem e de duas mulheres levados pelo Hamas a sete de outubro de 2023.

Daniel Hagari identificou os três como sendo Shani Louk, Amit Buskila e Yitzhak Gelernter, revelando ainda que eles "foram assassinados pelo Hamas quando fugiam o Festival Supernova de música a sete de outubro, tendo os seus corpos sido levados para Gaza".

Os restos mortais dos três foram recuperados pelo exército israelita na quinta-feira à noite. Não foi divulgada a localização dos corpos.

Os três participavam no festival perto de Re'im na altura do ataque e fugiram para a área de Mefalsim, onde  morreram, indicaram as IDF.

Entre elogios à operação e "às corajosas forças que, com ação determinada, trouxeram de volta a casa os nossos filhos e filhas", o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a prometer o regresso de todos os que foram levados pelo grupo palestiniano durante o ataque de outubro, que fez ainda 1200 mortos.

"Iremos trazer de volta todos os nossos reféns, estejam vivos ou mortos", declarou Netanyahu em comunicado, assumindo-se "desolado".

"Eu e a minha mulher, Sara, lamentamos com as famílias", acrescentou.

O pai de Shani Louk, Nissim, afirmou ao Canal 12 de Israel que, apesar da dificuldade ao receber a notícia, era também o que esperava, A família tinha sido notificada há muito da morte de Shani. Representantes das IDF mostraram-lhe hoje uma fotografia do corpo da jovem, acrescentou.

De um total de 250 pessoas feitas reféns, cerca de 130 permanecem retidas em Gaza, apesar de seis meses de ofensiva militar israelita, para os libertar e para arrasar com as estruturas do Hamas, a qual deixou a Faixa de Gaza em escombros.

As operações das IDF, por mar, terra e ar, causaram mais de 2.3 milhões de deslocados e uma das piores crises humanitárias globais da história recente. O Hamas fala ainda em 35 mil mortos palestinianos, na sua maioria mulheres e crianças, números contestados por Israel.



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