Exército norte-americano anuncia nova ronda de ataques contra o Irão

Reportagem

Exército norte-americano anuncia nova ronda de ataques contra o Irão

As Forças Armadas dos EUA anunciaram que lançaram uma nova ronda de ataques contra o Irão para impedir o país de atacar navios no Estreito de Ormuz. Acompanhámos aqui o evoluir da situação no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa

Reuters

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Exército norte-americano anuncia nova ronda de ataques contra o Irão

As Forças Armadas dos EUA anunciaram que lançaram uma nova ronda de ataques contra o Irão para impedir o país de atacar navios no Estreito de Ormuz.

Os ataques foram retomados às 17h00 locais (21h00 GMT), de acordo com uma mensagem do Comando Central dos EUA (Centcom) no canal X, afirmando que o objetivo era impedir Teerão de "atacar tripulações civis e embarcações comerciais" no estreito.

"O comandante-chefe ordenou estes ataques para responsabilizar as forças iranianas", acrescentou o comunicado militar, referindo-se ao presidente norte-americano, Donald Trump.

Após o anúncio, a televisão estatal iraniana reportou explosões perto de Sirik e a oeste de Bandar Abbas. Foram também ouvidas explosões na ilha de Qeshm e em Jask.
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Papa pede solução diplomática para o Médio Oriente

O líder da Igreja Católica alerta que os ventos da guerra estão de novo a soprar.

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Estados Unidos lançaram ofensiva contra 140 alvos estratégicos do Irão

Está a acontecer uma nova escalada neste conflito, com Teerão a atacar interesses norte americanos no golfo. O Irão diz que encerrou o Estreito de Ormuz. Donald Trump insiste que está aberto ao tráfego comercial.

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Kuwait confirma ataques a três postos de fronteira e a uma plataforma petrolífera

O Ministério da Defesa do Kuwait anunciou este domingo que três postos fronteiriços e uma plataforma petrolífera offshore foram atacados durante uma nova troca de ataques aéreos entre o Irão e os Estados Unidos, resultando num ferido e em danos materiais.

"Três postos fronteiriços no norte do país foram alvo de um ataque cobarde, causando danos materiais", afirmou o Ministério em comunicado, sem especificar a origem do ataque.

O Ministério acrescentou que "uma plataforma de perfuração offshore pertencente à Kuwait Oil Company (...) foi alvo de um drone, ferindo um funcionário e causando danos materiais".
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"Consequências catastróficas"
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Guterres exorta EUA e Irão a "retomarem urgentemente as negociações"

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “profundamente preocupado” com a recente escalada das tensões e exortou os EUA e o Irão a "retomarem urgentemente as negociações" após o retomar das hostilidades.

“Exorto o Irão e os EUA a retomarem urgentemente as negociações e a resolverem as questões pendentes através da diplomacia”, escreveu Guterres no X.

“Estes ataques devem cessar”, apelou, alertando que o regresso às hostilidades em grande escala “teria consequências catastróficas para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global”.
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Irão reporta um morto e dois feridos nos ataques dos EUA contra cidades do sul do país

Um funcionário de uma empresa de telecomunicações foi morto e outros dois ficaram feridos em ataques na província de Hormozgan, que faz fronteira com o Golfo Pérsico, no sul do Irão, informou a imprensa estatal.

"Após o ataque inimigo a Farur, em Bandar Lengeh, um funcionário da empresa nacional de telecomunicações foi morto enquanto trabalhava e dois dos seus colegas ficaram feridos", informou a agência de notícias iraniana IRNA.
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Irão diz que "mísseis inimigos" atingiram a ilha de Qeshm

O governador de Qeshm, Hossein Amir Teymouri, disse que 10 a 11 "projéteis inimigos" atingiram a Ilha de Qeshm, no Irão, este domingo. 

Em declarações divulgadas pela agência de notícias estatal IRNA, Teymouri acrescentou que todos os alvos eram militares e que não houve relatos de vítimas.

Os meios de comunicação iranianos também reportaram explosões na cidade portuária de Bandar Abbas.
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Trump diz que o Irão concordou com um acordo "perfeito" antes dos ataques

Em declarações ao programa "Meet the Press", da NBC, o presidente norte-americano disse que Teerão concordou com "um acordo perfeito" no sábado, afirmando que os iranianos "abdicaram de tudo".

No entanto, "em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio", disse Trump, apelidando a liderança iraniana de "doente".

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Trump diz que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este domingo que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora os EUA e o Irão continuem a trocar ataques.

Os comentários de Trump foram feitos durante uma entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC.
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Omã convoca embaixador iraniano após ataque ao seu território

Omã apresentou um protesto formal ao embaixador iraniano este domingo, depois de condenar um ataque no seu território reivindicado pela Guarda Revolucionária do Irão, informou a agência de notícias omanita.

O Sultanato "expressa o seu profundo descontentamento com estes atos irresponsáveis ​​e sublinha a necessidade imperativa de respeitar os princípios da soberania estatal, da boa vizinhança e da não interferência nos assuntos internos", afirmou a ONA numa mensagem publicada nas redes sociais.
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EUA garantem que Ormuz está aberto a todas as embarcações

Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações e as forças militares dos EUA estão "posicionadas e preparadas" para garantir a liberdade de navegação, disse o Comando Central dos EUA este domingo, um dia depois de as forças norte-americanas e iranianas terem trocado tiros e de o Irão ter anunciado o encerramento da importante via navegável.
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Catar considera ataques iranianos como "escalada perigosa"

O Catar condenou os ataques iranianos contra o seu território e países vizinhos no domingo, após a saraivada de mísseis lançada pela República Islâmica contra vários países árabes.

"O Catar condena veementemente os novos ataques perpetrados pela República Islâmica do Irão", afirmou um comunicado do emirado do Golfo, que denunciou também os ataques iranianos contra a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Omã e o Kuwait, descrevendo-os como uma "escalada perigosa".
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Militar iraniano morto em ataques dos EUA

Ataques aéreos norte-americanos realizados durante a madrugada de sábado para domingo contra o Irão mataram um militar iraniano, avançaram os meios de comunicação locais.

"O tenente Hamidreza Dehghani, da Marinha da República Islâmica do Irão, foi martirizado no ataque criminoso e terrorista perpetrado ontem à noite pelos Estados Unidos contra o porto de Jask", localizado no sul do Irão, no Golfo Pérsico, informaram as agências de notícias Mehr e Tasnim, citando uma autoridade local.
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Teerão descreve Estreito de Ormuz como "mais importante" do que as "bombas atómicas"

O conselheiro militar do Líder Supremo do Irão, Mohsen Rezaei, antigo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, declarou no domingo que o Estreito de Ormuz, um ponto focal de tensões com os Estados Unidos, é mais importante para o Irão do que o seu programa nuclear.

"Esta passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atómicas, e a República Islâmica do Irão vai protegê-la", disse Rezaei, citado pela agência de notícias ISNA, referindo-se ao programa nuclear iraniano, que os Estados Unidos, Israel e países ocidentais suspeitam ter objetivos militares. Teerão nega-o, mas insiste no seu direito à energia nuclear civil.
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Jornal iraniano publica lista de personalidades que devem pagar pela morte de Khamenei

O jornal iraniano Hamshahri, diário de orientação ultraconservadora do município de Teerão, publicou uma lista de pessoas que devem pagar pela morte do ayatollah Ali Khamenei, entre as quais figura Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Emmanuel Macron.

O guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou no sábado numa mensagem escrita que a vingança é "inevitável", após o funeral do pai, morto numa ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.

"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", afirmou Mojtaba Khamenei, que sucedeu ao pai como guia supremo, num texto que lhe é atribuído.

O jornal Hamshahri divulgou no sábado à noite, online, uma infografia que resume essa proposta. No entanto, não figura hoje na edição em papel.

A publicação mostra as fotos de 13 personalidades que parecem estar ligadas à lista evocada por Mojtaba Khamenei mas não menciona qualquer nome.

Nesta infografia, os retratos do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aparecem com um alvo.

Na lista, figuram igualmente o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assim como dirigentes europeus, entre os quais o Presidente francês, Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro britânico demissionário, Keir Starmer.
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Um está desaparecido
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Onze indianos seguiam a bordo do navio atacado no Estreito de Ormuz

Nova Deli anunciou este domingo que onze cidadãos indianos seguiam a bordo do navio atacado no Estreito de Ormuz, enquanto o Irão e os Estados Unidos retomavam as hostilidades.

"Dos onze cidadãos indianos a bordo, dez foram resgatados até à data, e um cidadão indiano está desaparecido", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

As operações de resgate estão em curso, acrescentou o Ministério.

De acordo com a Agência Britânica de Segurança Marítima (UKMTO), o ataque ocorreu a nove milhas náuticas (aproximadamente 17 quilómetros) a leste da Península de Musandam, que pertence ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo, levando à evacuação da tripulação num bote salva-vidas.
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Omã condena ataque no seu território

O Governo de Mascate condenou este domingo o ataque no seu território, reivindicado pela Guarda Revolucionária do Irão, que afirmou ter alvejado o sultanato numa série de ataques contra vários países do Golfo.

"O Sultanato de Omã condena este ataque nos termos mais veementes possíveis e confirma que está a tomar todas as medidas necessárias para lidar com estes acontecimentos, de forma a garantir a segurança do país e do seu povo", informou a agência noticiosa oficial ONA.
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Negociações entre Teerão e Omã sobre estreito de Ormuz vão continuar

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã assegurou este domingo que as conversações com o Irão sobre o futuro da gestão do Estreito de Ormuz vão continuar, após uma ronda de diálogo no sábado, e num momento em que Teerão decretou o fecho da zona.

“Ambas as partes concordaram em prosseguir estas conversações a nível técnico e político, a fim de alcançar os acordos necessários, em conformidade com o direito internacional”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

"As conversações tiveram como objetivo coordenar as ações de ambos os países ribeirinhos no Estreito de Ormuz no que diz respeito aos acordos para a gestão do tráfego marítimo no estreito”, refere o comunicado.

Por seu turno, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, afirmou em declarações à agência estatal IRNA que “a futura gestão do tráfego no Estreito de Ormuz deve ser estabelecida através de consultas entre os dois países ribeirinhos e tendo em conta os acontecimentos dos últimos meses, especialmente a guerra imposta pelos Estados Unidos e o regime sionista (Israel) e as suas consequências para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz”.

Além disso, confirmou que uma delegação do governo do Catar, um dos países mediadores entre Washington e Teerão, esteve presente em parte destas conversações, informação que não foi corroborada por Doha.

Omã e o Irão partilham uma localização geográfica decisiva em torno do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica entre ambos os países por onde circulava aproximadamente um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.

Os dois países estão a negociar um protocolo de segurança no estreito para gerir a navegação, na sequência das restrições impostas pela Guarda Revolucionária Iraniana.
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Teerão adverte Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim"

O presidente do Parlamento e negociador-chefe do Irão, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu hoje os Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim", na sequência do recrudescimento de ataques recíprocos durante a noite.

"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada de uma imagem com o texto de um ponto do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão no passado dia 17 de junho, que alude à reabertura do Estreito de Ormuz, com uma frase sublinhada: "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".
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Estados Unidos anunciam conclusão de ronda de ataques contra alvos iranianos

Os Estados Unidos anunciaram hoje o fim da última ronda de ataques contra o Irão, lançada esta madrugada em retaliação a um bombardeamento iraniano anterior contra um navio com bandeira cipriota que navegava pelo Estreito de Ormuz.

"As forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate (baseados em terra e no mar), drones e navios de guerra", explicou o Comando Central dos EUA (Centcom) num comunicado.

O comando militar afirmou que os alvos incluíram instalações de mísseis e drones do Irão, capacidades navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira.

Durante a madrugada, os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que, até ao momento, tenham surgido informações sobre danos ou vítimas.

Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra países do Médio Oriente que acolhem bases norte-americanas, como a Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Koweit, Qatar e Bahrein. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as suas defesas aéreas estavam a repelir "ataques com mísseis e drones provenientes do Irão" e o Qatar denunciou um ataque com mísseis.

A nova ronda de ataques contra o Irão foi justificada pelo Centcom ao final da noite de sábádo como resposta ao bombardeamento de um porta-contentores com bandeira cipriota, que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem.

A tripulação do porta-contentores atingido abandonou o navio em chamas, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, e um tripulante era dado como desaparecido ao início da madrugada.

Segundo a UKMTO, o ataque ocorreu a 9 milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo. "A tripulação abandonou o navio e embarcou num bote salva-vidas", indicou a agência.

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva desta semana contra o Irão, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o comando norte-americano em Tampa.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores porque o navio navegava por uma "rota não autorizada".

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.

Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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Tripulação de porta-contentores atingido por disparos iranianos abandonou o navio

A tripulação do navio porta-contentores atingido por disparos iranianos no Estreito de Ormuz abandonou o navio em chamas, anunciou hoje a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Segundo a UKMTO, o ataque ocorreu a 9 milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo. "A tripulação abandonou o navio e embarcou num bote salva-vidas", indicou a agência.

Os Estados Unidos lançaram uma nova ronda de ataques contra o Irão, na sequência do bombardeamento do navio porta-contentores com bandeira cipriota, que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), na rede social X.

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva contra o Irão desta semana, informou o comando norte-americano em Tampa, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Um membro da tripulação está desaparecido.

As forças norte-americanas justificaram o ataque contra a República Islâmica alegando que estão a "reduzir a sua capacidade" de atacar outras embarcações no Estreito de Ormuz.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram explosões em vários pontos do país. Segundo a agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução iraniana, foram registadas entre cinco e seis explosões em várias cidades da província de Bushehr, no sudoeste do país, onde se situa uma central nuclear.

Além disso, a agência noticiou três detonações em Sirik, junto ao estreito de Ormuz, e outras três em Bandar Abbas, outra localidade portuária próxima do estreito.

Por enquanto, não se conhecem detalhes sobre vítimas ou danos causados pelos ataques.

A emissora Al Jazeera, citando vários meios de comunicação iranianos, deu igualmente conta de explosões junto aos portos de Konarak e Chabahar.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra o navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

A força militar iraniana afirmou que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo e afirmou que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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EUA lançam nova ronda de ataques na sequência de incidente no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos lançam nova ronda de ataques contra o Irão, depois de Teerão ter bombardeado um navio com bandeira cipriota que navegava pelo Estreito de Ormuz, informou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva contra o Irão desta semana, informou o comando norte-americano em Tampa.

Segundo o Centcom, o Irão atacou um navio porta-contentores com bandeira cipriota, o que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem.

Um membro da tripulação está desaparecido.

"Foi dada ao Irão uma nova oportunidade para demonstrar o cumprimento do memorando de entendimento [de cessar-fogo], depois de ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra navios comerciais, mas, mais uma vez, falhou", afirmou o comando militar numa mensagem na rede social X.

As forças norte-americanas justificaram o ataque contra a República Islâmica alegando que estão a "reduzir a sua capacidade" de atacar outras embarcações no Estreito de Ormuz.

Os bombardeamentos foram realizados por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

A força militar iraniana afirmou que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo e afirmou que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda Revolucionária ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.

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Irão acusa EUA de "agressão" militar

Na retaliação contra o ataque dos EUA, o Irão atacou uma base aérea estratégica norte-americana no Catar, com mísseis balísticos: O centro de manutenção de caças e instalações de comando e controlo terá ficado destruído.

Outro dos alvos foram plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões dos norte-americanos, em Omã.

Teerão diz que é a terceira fase da resposta a que chamou de "agressão" militar dos Estados Unidos.

O principal negociador iraniano publicou nas redes sociais um aviso: escreveu que "A era dos acordos unilaterais acabou. E alerta que "ou cumprem a palavra ou pagam o preço.
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"Vontade da nação". Líder supremo do Irão promete vingança pela morte do pai

O Ayatollah Mojtaba Khamenei declarou, este sábado, que a vingança pela morte do seu pai, Ali Khamenei, é "inevitável" e "a vontade da nação".

Majid Asgaripour - WANA via Reuters

A declaração escrita, transmitida pela televisão estatal, foi a primeira mensagem pública do líder supremo iraniano desde o início das cerimónias fúnebres do seu pai, que foi morto num ataque conjunto dos EUA e de Israel no início do conflito, a 28 de fevereiro.

“Prometemos vingar o sangue do líder mártir e de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e desonrados”, lê-se no comunicado. "Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente".

“Estejamos lá ou não, isso será cumprido, e em breve cada pessoa livre em todo o mundo cumprirá parte desta missão divina”, acrescenta.

Segundo fontes de alto nível, Mojtaba Khamenei ficou desfigurado e sofreu outros ferimentos no mesmo ataque que vitimou o seu pai. O atual líder iraniano não é visto publicamente desde que foi nomeado líder supremo, a 8 de março.

A tensão entre Teerão e Washington aumentou esta semana após uma troca de ataques entre as forças norte-americanas e iranianas, levantando dúvidas sobre o cessar-fogo acordado entre os dois países, com o objetivo de pôr fim à guerra.

O presidente norte-americano afirmou, na quarta-feira, que o cessar-fogo tinha chegado ao fim e recusava continuar a negociar com os iranianos, que apelidou de “loucos”, “mentirosos” e “escumalha”. No entanto, na sexta-feira, Donald Trump anunciou que os dois países concordaram em continuar as negociações, embora insista que o memorando de entendimento terminou.
"Até agora, o Irão tem cumprido a sua palavra"
O representante do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, advertiu que o seu país não se consideraria mais vinculado ao memorando de entendimento, assinado em junho, se os EUA "continuarem a incumprir as suas obrigações".

"Se os Estados Unidos continuarem a incumprir as suas obrigações ao abrigo do memorando de entendimento, o Irão deixará de estar vinculado às suas próprias obrigações ao abrigo deste acordo", declarou na sexta-feira Amir Saeid Iravani.

O Irão afirmou este sábado que "cumpriu a sua palavra" com os Estados Unidos desde a assinatura do memorando de entendimento sobre o cessar-fogo.

"Até agora, o Irão tem cumprido a sua palavra", escreveu na rede social X o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, acrescentando que "não pode haver respeito a menos que seja mútuo".

Na sexta-feira à noite, Donald Trump acusou Teerão de conspirar para o assassinar, prometendo mais uma vez aniquilar o Irão caso isso acontecesse.

"As forças armadas dos EUA estão prontas (...) por um período de um ano, que pode ser prolongado, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão", escreveu o presidente norte-americano na Truth Social, acrescentando que os EUA têm “mil mísseis prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irão”.

À medida que as duas partes em conflito intensificam as tensões, os mediadores trabalham para retomar o diálogo diplomático. Uma delegação do Catar, país mediador, chegou ao Irão na sexta-feira, segundo os meios de comunicação locais.

Este sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão reuniu-se com o seu homólogo omanita, Badr al-Busaidi, de acordo com o seu gabinete, para discutir mecanismos para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.

O estreito é um dos principais focos nas negociações. Teerão bloqueou o estreito em retaliação pelo ataque israelo-americano ao país, a 28 de fevereiro, provocando a subida dos preços do petróleo.

Agora, Teerão permite apenas uma rota de navegação ao longo da sua costa e descarta qualquer regresso à situação pré-guerra.

Os Estados Unidos, por sua vez, exigem que o Irão declare publicamente que cessará os ataques a navios no estreito e que todas as rotas sejam abertas sem portagens na via navegável que transportava um quinto do fornecimento global de petróleo antes da guerra.

c/agências
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