Irão chegou a consenso sobre novo líder supremo. Israel garante que irá perseguir sucessor de Khamenei

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Irão chegou a consenso sobre novo líder supremo. Israel garante que irá perseguir sucessor de Khamenei

O órgão clerical que escolhe o próximo líder supremo do Irão, sucedendo a Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel, chegou a um consenso maioritário, mas precisa de resolver "alguns obstáculos" antes de anunciar o nome. Ao nono dia de guerra no Médio Oriente, o Irão continua a lançar ataques com drones e mísseis contra o Kuwait. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

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Teerão raciona abastecimento de combustível após ataques

A distribuição de combustível em Teerão foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

"Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está "a ser resolvida", acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

c/ Lusa
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Órgão que elege novo líder supremo do Irão chegou a um consenso

O órgão clerical que escolhe o próximo líder supremo do Irão, sucedendo a Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel, chegou a um consenso maioritário.

A informação foi avançada este domingo pelo membro da Assembleia de Peritos Mohammadmehdi Mirbaqeri.

A agência de notícias Mehr citou-o dizendo que ainda é necessário resolver "alguns obstáculos" relativos ao processo.
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Kuwait denuncia ataque iraniano contra aeroporto

O Ministério da Defesa do Kuwait denunciou dois ataques com drones e mísseis iranianos, um deles contra uma "infraestrutura vital" visando "os reservatórios de combustível do aeroporto internacional do Kuwait".

A agência de notícias do Kuwait declarou posteriormente que um incêndio no aeroporto tinha sido controlado, sem "feridos graves".
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Israel garante que vai perseguir todos os sucessores de Khamenei

As forças israelitas garantiram este domingo que vão continuar a perseguir todos os sucessores do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto nos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão.

Numa publicação na rede social X, as Forças Armadas de Israel também avisaram que vão perseguir todas as pessoas que tentem nomear um sucessor para Khamenei, referindo-se ao órgão clerical responsável por escolher o líder supremo da República Islâmica.
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Lusa /

Estação de dessalinização de água no Bahrein danificada por drone iraniano

Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Javier Blas, um colunista da Bloomberg, coautor de "The World for Sale: Money, Power and the Traders Who Barter the Earth`s Resources" (O mundo à venda: dinheiro, poder e os comerciantes que trocam os recursos da Terra), dava conta na passada quarta-feira que a inteligência norte-americana considera há décadas a água potável uma "mercadoria estratégica" no Médio Oriente, onde os países dependem de unidades de dessalinização para o abastecimento de água.

Estas fábricas são vulneráveis a ataques e a sua destruição pode ter consequências graves, colocando os países do Golfo Pérsico numa situação impossível, o que faz da água um bem geopolítico potencial no conflito.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nos países pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo --- Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã --- todos agora sob ataque iraniano.

"O Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos são, para todos os efeitos práticos, completamente dependentes das fábricas de dessalinização, particularmente para metrópoles como Dubai. A Arábia Saudita, e especialmente a sua capital, Riade, também depende fortemente delas", nomeadamente da unidade de Jubail, escreveu Blas.

Como sublinha o analista, apesar das unidades de dessalinização serem protegidas pelo direito internacional, quando os mísseis "começam a voar" as convenções de Genebra desaparecem dos radares. O Irão atacou na semana passada uma central elétrica em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que mantém em funcionamento uma das maiores instalações de dessalinização do mundo e no Kuwait, os destroços de um drone interceptado causaram um incêndio numa destas instalações do país.

O ataque direto dos Estados Unidos na ilha de Qeshm e a resposta iraniana de hoje no Bahrein às unidades de dessalinização de água elevam a guerra a um novo patamar.

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Lusa /

Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou hoje os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Estas incursões ocorrem no meio da escalada regional resultante da guerra iniciada há uma semana pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, um conflito que se alastrou a vários países do Médio Oriente e que incluiu ataques com mísseis e drones contra bases e instalações na região.

Depois de, no primeiro dia da guerra, ter sido confirmada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o grupo xiita Hezbollah juntou-se à escalada - que já se havia propagado a vários países vizinhos do Irão -, atacando o norte de Israel em retaliação.

Os ataques com mísseis causaram 10 mortes em Israel no âmbito da guerra iniciada, segundo fontes oficiais, sem confirmação independente.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, mais uma vez, segundo fontes oficiais, não confirmadas.

No Líbano, o total de mortos ascendia a 217, segundo o ministério libanês da Saúde na sexta-feira, sendo que, pelo menos, 41 pessoas terão perdido a vida na noite deste sábado durante uma incursão do Exército de Israel na aldeia de Nabi Chit, no Vale de Bekaa, de acordo a agência de notícias oficial libanesa NNA, que cita o Ministério da Saúde.

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Lusa /

Chefe da diplomacia chinesa diz que guerra "nunca devia ter eclodido" e pede cessar-fogo

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e pediu o "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão da guerra".

"A China, mantendo uma postura objetiva e imparcial, esclareceu repetidamente os seus princípios, que podem ser resumidos numa única frase: um cessar-fogo", afirmou o chefe da diplomacia chinesa em relação ao conflito, que começou no passado dia 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel sobre Teerão e várias cidades e locais no Irão, resultando, logo no primeiro dia, na morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, assim como de vários elementos da cúpula militar e política da República Islâmica.

As declarações de Wang foram feitas durante a conferência de imprensa anual do ministro dos Negócios Estrangeiros, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN, Legislativo), o principal evento político do país a cada ano.

O ministro defendeu que "esta é uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", e sublinhou que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".

Wang afirmou que "o respeito pela soberania nacional é a pedra angular da ordem internacional atual" e que "a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão e de outros países da região do Golfo devem ser respeitadas e invioláveis".

"O abuso da força é inaceitável", acrescentou o ministro, que indicou ainda que "o mundo não pode voltar à lei da selva".

Wang advertiu ainda que "planear revoluções coloridas e mudanças de regime é impopular" e acrescentou que "todas as partes devem voltar à mesa de negociações o mais rápido possível".

Nos últimos dias, Pequim reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e seu maior comprador de petróleo, já condenou no domingo passado a morte de Khamenei por "violar a soberania" do Irão.

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Lusa /

Explosão junto à embaixada dos Estados Unidos em Oslo

Uma forte explosão ocorreu hoje perto da embaixada dos Estados Unidos em Oslo, sem que nenhuma vítima fosse registada no imediato, anunciou a polícia norueguesa.

A explosão ocorreu por volta da 01:00 (00:00 em Lisboa), precisou a polícia, acrescentando que, até o momento, não há informações sobre a causa da explosão.

De acordo com o comandante das operações policiais Michael Delmer, entrevistado pela emissora pública NRK, a explosão atingiu a entrada da secção consular da embaixada.

"Os danos são mínimos", afirmou Delmer. "Não faremos comentários sobre a natureza dos danos, sobre o que explodiu e outros detalhes semelhantes, além do facto de ter ocorrido uma explosão", acrescentou, justificando que "a investigação ainda está no início".

Um dispositivo policial foi destacado para a área em torno da embaixada.

Um morador do bairro, de 16 anos, identificado apenas pelo primeiro nome, Edvard, disse ao canal TV2 que estava a ver televisão quando ouviu a explosão.

"A minha mãe e eu pensámos inicialmente que tinha vindo da nossa casa, por isso olhámos à nossa volta, mas depois vimos as luzes a piscar do lado de fora da janela e uma multidão de polícias", indicou.

"Havia cães policiais, drones, polícias equipados com armas automáticas e helicópteros no ar", acrescentou.

As embaixadas norte-americanas foram colocadas em estado de alerta máximo no Médio Oriente devido aos ataques dos Estados Unidos no Irão, e várias delas foram alvo de ataques, com Teerão a retaliar contra alvos industriais e diplomáticos.

Mas a polícia não deu qualquer indicação de que a explosão perto da embaixada em Oslo estivesse relacionado com esta guerra.

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Lusa /

Pelo menos quatro mortos em ataque de Israel contra hotel em Beirute

Um ataque israelita contra um hotel no centro de Beirute provocou hoje pelo menos quatro mortos e 10 feridos, informou o Ministério da Saúde libanês.

De acordo com o relato de um fotógrafo da agência de notícias francesa France-Presse (AFP), que se deslocou até junto do hotel localizado à beira-mar, é possível ver um quarto com as janelas partidas, tendo as forças de segurança isolado a área.

No sábado, o exército israelita anunciou que iria lançar uma nova "vaga de ataques" contra Beirute, indicando que o alvo eram os arredores sul da capital, um bastião do movimento pró-Irão Hezbollah.

Também no sábado, as autoridades libanesas revelaram que mais de 450 mil pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, numa altura em que o país está sob intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em retaliação a ataques do Hezbollah.

"O número total de pessoas deslocadas registadas atingiu 454.000", das quais mais de 110.000 estão alojadas em centros de acolhimento, declarou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, durante uma conferência de imprensa.

Já o Ministério da Saúde do Líbano revelou que quase 300 pessoas perderam a vida no país, desde que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, durante a última semana.

"O balanço da agressão israelita, desde a madrugada de segunda-feira, ascendeu a 294 mártires e 1.023 feridos", segundo um comunicado do Ministério da Saúde citado no sábado pela AFP.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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