Mundo
Extraídos registos de som da caixa negra danificada do voo da Germanwings
A autoridade francesa para a aviação civil anunciou ter sido possível extrair uma gravação áudio utilizável da caixa negra do Airbus da Germanwings que se despenhou nos Alpes esta terça-feira com 150 pessoas a bordo.
"Conseguimos extrair um arquivo de dados que poderemos usar", declarou Remi Jouty, do BEA (Bureau d'Enquêtes et d'Analyses), durante uma conferência de imprensa esta tarde, acrescentando ser demasiado cedo para tirar conclusões sobre as causas da queda.
Foi possível ouvir o arquivo do VCR (gravador de vozes da cabine) mas não interpreta-lo de imediato. O jornal britânico The Guardian refere que no arquivo áudio se ouvem "vozes, sons e alarmes".
"Vai ser realizada uma análise minuciosa do arquivo para perceber e interpretar as vozes e os sons que podem ser ouvidos", afirmou Jouty.
"Tive o arquivo à minha disposição por alguns momentos apenas e, acreditem em mim, não é assim tão fácil simplesmente escutá-lo" acrescentou.
Piloto automático no comando
Mais informações sobre as vozes gravadas poderão ser diponibilizadas "nos próximos dias" mas as investigações poderão durar "semanas ou meses, não o sabemos".
Análises preliminares indicam que o avião chegou intacto ao solo e não explodiu nem sofreu uma descompressão abrupta que explicasse o silêncio dos pilotos face às perguntas dos controladores aéreos pela falha de comunicações.
O aparelho foi seguido pelos radares praticamente até ao ponto de impacto. Jouty referiu que a descida foi controlada mas admitiu poder ter sido o piloto automático a guiar a aeronave, dizendo ser pouco natural um piloto humano levar o seu avião a colidir com uma montanha.
As equipas do BEA, que está a coordenar as buscas, foram distribuídas por três grupos, revelou ainda Jouty.

"Um ocupa-se da aeronave e da recuperação das suas partes, outro da análise pormenorizada das caixas negras e o terceiro vai analisar a capacidade de funcionamento e a utilização das diversas partes do avião."
Segunda caixa desaparecida
Os dados do VCR deverão ter de ser cruzados com os dados da segunda caixa negra do Airbus 320 da empresa de aviação lowcost alemã Germanwings, que ainda não foi recuperada.
Informações referidas pelo Presidente francês François Hollande, de que somente o invólucro da segunda caixa-negra teria sido hoje encontrado não foram confirmadas pelo responsável da BEA.
Foi já possível determinar que o avião chegou intacto ao solo e que não explodiu. No impacto desfez-se em pedacinhos, espalhados por cerca de dois hectares.
É uma área "grande mas não demasiado. Estamos a passar o local a pente-fino e estou confiante que iremos encontrar o gravador de dados de voo, que é construído para resistir a grandes impactos. Estou confiante de que iremos descobrir o que sucedeu", disse Jouty.
As buscas poderão demorar vários dias e estão a ser dificultadas por um agravamento das condições climatéricas. O Airbus da Germanwings descolou às 9h00 (hora de Lisboa) de terça-feira do aeroporto El Prat, em Barcelona. Às 9h47, depois de sobrevoar Marselha, o A320 com destino a Dusseldorf, na Alemanha, começou a perder altitude. Acabaria por cair às 9h53 no sul dos Alpes franceses após oito minutos de perda contínua de altitude.
Todas as hipóteses de explicação para a queda estão em aberto e, apesar de remota, não se exclui a possibilidade de atentado.
O que podem revelar as caixas negras
As caixas negras são peças fundamentais para tentar perceber o mistério que permanece: porque é que o avião, que voava a nove mil metros de altitude, esteve em queda durante oito minutos, e por que motivo não houve nenhum pedido de ajuda por parte da tripulação.
A caixa negra resgatada aos Alpes franceses contém todas as conversas e sons da cabine do piloto do voo da transportadora alemã de lowcost, mas não está intacta, o que lançou dúvidas sobre a possibilidade de recuperar algum contéudo.

No terreno tenta-se encontrar a outra caixa negra do Airbus que se despenhou nos Alpes franceses, aquela que regista os dados de voo e que guarda uma vasta informação sobre o avião.
Ainda não há explicação para o acidente que vitimou 150 pessoas, incluindo seis tripulantes.
O aparelho ficou "pulverizado" numa área grande de uma encosta extremamente inclinada e de difícil acesso, conforme os primeiros testemunhos no local da queda.
Acidente inexplicável, diz Lufthansa
O responsável máximo do grupo Lufthansa declarou esta quarta-feira que o avião estava “tecnicamente irrepreensível”. Carsten Spohr disse que o desastre é por agora “inexplicável”, lembrando ainda a experiência dos pilotos do avião.
Declarações feitas à agência France Presse, à margem do minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda do aparelho, no aeroporto de Frankfurt.
Entre as 150 pessoas que perderam a vida estarão pelo menos 72 alemães, 49 espanhóis, cidadãos turcos, japoneses e norte-americanos.
A bordo do avião estariam 16 nacionalidades. O ministério britânico dos Negócios Estrangeiros anunciou que pelo menos três cidadãos do seu país estão entre as vítimas e Washington refere três norte-americanos entre os passageiros.
Foi possível ouvir o arquivo do VCR (gravador de vozes da cabine) mas não interpreta-lo de imediato. O jornal britânico The Guardian refere que no arquivo áudio se ouvem "vozes, sons e alarmes".
"Vai ser realizada uma análise minuciosa do arquivo para perceber e interpretar as vozes e os sons que podem ser ouvidos", afirmou Jouty.
"Tive o arquivo à minha disposição por alguns momentos apenas e, acreditem em mim, não é assim tão fácil simplesmente escutá-lo" acrescentou.
Piloto automático no comando
Mais informações sobre as vozes gravadas poderão ser diponibilizadas "nos próximos dias" mas as investigações poderão durar "semanas ou meses, não o sabemos".
Análises preliminares indicam que o avião chegou intacto ao solo e não explodiu nem sofreu uma descompressão abrupta que explicasse o silêncio dos pilotos face às perguntas dos controladores aéreos pela falha de comunicações.
O aparelho foi seguido pelos radares praticamente até ao ponto de impacto. Jouty referiu que a descida foi controlada mas admitiu poder ter sido o piloto automático a guiar a aeronave, dizendo ser pouco natural um piloto humano levar o seu avião a colidir com uma montanha.
As equipas do BEA, que está a coordenar as buscas, foram distribuídas por três grupos, revelou ainda Jouty.
"Um ocupa-se da aeronave e da recuperação das suas partes, outro da análise pormenorizada das caixas negras e o terceiro vai analisar a capacidade de funcionamento e a utilização das diversas partes do avião."
Segunda caixa desaparecida
Os dados do VCR deverão ter de ser cruzados com os dados da segunda caixa negra do Airbus 320 da empresa de aviação lowcost alemã Germanwings, que ainda não foi recuperada.
Informações referidas pelo Presidente francês François Hollande, de que somente o invólucro da segunda caixa-negra teria sido hoje encontrado não foram confirmadas pelo responsável da BEA.
Foi já possível determinar que o avião chegou intacto ao solo e que não explodiu. No impacto desfez-se em pedacinhos, espalhados por cerca de dois hectares.
É uma área "grande mas não demasiado. Estamos a passar o local a pente-fino e estou confiante que iremos encontrar o gravador de dados de voo, que é construído para resistir a grandes impactos. Estou confiante de que iremos descobrir o que sucedeu", disse Jouty.
As buscas poderão demorar vários dias e estão a ser dificultadas por um agravamento das condições climatéricas. O Airbus da Germanwings descolou às 9h00 (hora de Lisboa) de terça-feira do aeroporto El Prat, em Barcelona. Às 9h47, depois de sobrevoar Marselha, o A320 com destino a Dusseldorf, na Alemanha, começou a perder altitude. Acabaria por cair às 9h53 no sul dos Alpes franceses após oito minutos de perda contínua de altitude.
Todas as hipóteses de explicação para a queda estão em aberto e, apesar de remota, não se exclui a possibilidade de atentado.
O que podem revelar as caixas negras
As caixas negras são peças fundamentais para tentar perceber o mistério que permanece: porque é que o avião, que voava a nove mil metros de altitude, esteve em queda durante oito minutos, e por que motivo não houve nenhum pedido de ajuda por parte da tripulação.
A caixa negra resgatada aos Alpes franceses contém todas as conversas e sons da cabine do piloto do voo da transportadora alemã de lowcost, mas não está intacta, o que lançou dúvidas sobre a possibilidade de recuperar algum contéudo.
No terreno tenta-se encontrar a outra caixa negra do Airbus que se despenhou nos Alpes franceses, aquela que regista os dados de voo e que guarda uma vasta informação sobre o avião.
Ainda não há explicação para o acidente que vitimou 150 pessoas, incluindo seis tripulantes.
O aparelho ficou "pulverizado" numa área grande de uma encosta extremamente inclinada e de difícil acesso, conforme os primeiros testemunhos no local da queda.
Acidente inexplicável, diz Lufthansa
O responsável máximo do grupo Lufthansa declarou esta quarta-feira que o avião estava “tecnicamente irrepreensível”. Carsten Spohr disse que o desastre é por agora “inexplicável”, lembrando ainda a experiência dos pilotos do avião.
Declarações feitas à agência France Presse, à margem do minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda do aparelho, no aeroporto de Frankfurt.
Entre as 150 pessoas que perderam a vida estarão pelo menos 72 alemães, 49 espanhóis, cidadãos turcos, japoneses e norte-americanos.
A bordo do avião estariam 16 nacionalidades. O ministério britânico dos Negócios Estrangeiros anunciou que pelo menos três cidadãos do seu país estão entre as vítimas e Washington refere três norte-americanos entre os passageiros.