Mundo
Guerra no Médio Oriente
Faixa de Gaza. Médicos alertam para surtos de doenças entre os deslocados
Desde o início do conflito que mais de 1,4 milhões de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques israelitas e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. No entanto, os médicos de Gaza revelam que os pacientes que chegam aos hospitais estão a mostrar sinais de doenças causadas pela sobrelotação e falta de saneamento destes abrigos.
As organizações humanitárias no terreno têm vindo a alertar para uma crise de saúde no enclave palestiniano, que se encontra sob “cerco total” por parte de Israel, desde 9 de outubro, privado de eletricidade, água potável, comida ou combustível. Com apenas acesso a alguns alimentos e medicamentos que começaram a chegar em comboios "humanitários" das Nações Unidas, no fim-de-semana passado.
De acordo com as autoridades palestinianas, pelo menos 5.800 pessoas morreram vítimas dos ataques israelitas, na sequência do ataque surpresa do grupo islâmico Hamas a Israel, a 7 de outubro e, que causou a morte a mais de 1.400 pessoas e fez mais de 200 reféns.
Terreno propício à propagação de doenças
Desde o início do conflito milhares de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques de Israel, e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. Na sequência do anúncio de Telavive que ordenou a todos os habitantes do norte de Gaza que se deslocassem para sul, apesar dos ataques israelitas estarem a arrasar todo o enclave.
Desde o início do conflito milhares de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques de Israel, e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. Na sequência do anúncio de Telavive que ordenou a todos os habitantes do norte de Gaza que se deslocassem para sul, apesar dos ataques israelitas estarem a arrasar todo o enclave.
"A aglomeração de civis e o facto de a maioria das escolas utilizadas
como abrigos albergarem muitas pessoas, é um terreno propício à
propagação de doenças", disse Nahed Abu Taaema, médico de Saúde Pública do Hospital Nasser em Khan Younis, no sul do país, à agência Reuters.
No entanto, à medida que aumentam os bombardeamentos no norte de Gaza, a sul também aumenta o perigo de propagação de doenças e infeções entre os milhares de pessoas refugiadas que vivem amontoadas e privadas de um saneamento básico.
“Nos abrigos temporários onde os palestinianos deslocados se amontoam com as suas famílias na esperança de se protegerem das bombas, as pessoas começam a sofrer de problemas de estômago, infeções pulmonares e erupções cutâneas", acrescentou Nahed Abu Taaema.
Um terço dos hospitais não funciona
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de um terço dos hospitais no território não estarem a funcionar, muitos devido à falta de combustível para alimentar os seus geradores, no terreno médicos têm alertado para o risco de o equipamento crítico, como por exemplo, as incubadoras para recém-nascidos, parar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de um terço dos hospitais no território não estarem a funcionar, muitos devido à falta de combustível para alimentar os seus geradores, no terreno médicos têm alertado para o risco de o equipamento crítico, como por exemplo, as incubadoras para recém-nascidos, parar.
"Estamos de joelhos a pedir uma operação humanitária sustentada, ampliada e protegida", afirmou Rick Brennan, diretor regional de emergências da OMS.
De acordo com dados do ministério da Saúde palestiniano, dirigido pelo Hamas, cerca de 40 centros médicos em Gaza suspenderam a atividade numa altura em que os bombardeamentos e as milhares de deslocações estão a exercer uma enorme pressão sobre o sistema.
De acordo com dados do ministério da Saúde palestiniano, dirigido pelo Hamas, cerca de 40 centros médicos em Gaza suspenderam a atividade numa altura em que os bombardeamentos e as milhares de deslocações estão a exercer uma enorme pressão sobre o sistema.
c/agências