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Saif al-Islam. Filho do ex-ditador líbio Kadhafi morto a tiro
Saif al-Islam Kadhafi, filho do antigo ditador da Líbia, foi morto num alegado assassínio na sua residência na cidade de Zintan, no noroeste do país. Tinha 53 anos.
A notícia foi avançada pelo seu conselheiro político, Abdullah Othman, que reportou que quatro homens mascarados invadiram a casa de Saif al-Islam, desligaram as câmaras de segurança antes de o matarem a tiro, no que apelidou de “ataque traiçoeiro e cobarde”.
A equipa de Kadhafi pediu às autoridades líbias, comunidade internacional, Nações Unidas e organizações humanitárias uma investigação independente e transparente para identificar e acusar os responsáveis pela morte.
Não houve confirmação oficial das autoridades líbias. A 444.ª Brigada, uma formação militar afiliada ao Governo de Unidade Nacional, veio de imediato negar qualquer envolvimento no assassinato de Kadhafi.Saif al-Islam Kadhafi era o segundo filho de Khadafi e uma das mais influentes figuras do regime de Kadhafi, que governou a Líbia desde 1969 até que foi morto em 2011.
Em novembro de 2021, reapareceu no cenário político, como candidato à presidência, suscitando divisões. As eleições foram entretanto adiadas indefinidamente.
Desde a queda de Kadhafi, a Líbia dividiu-se em áreas controladas por várias milícias e atualmente tem dois governos rivais.
A equipa de Kadhafi pediu às autoridades líbias, comunidade internacional, Nações Unidas e organizações humanitárias uma investigação independente e transparente para identificar e acusar os responsáveis pela morte.
Não houve confirmação oficial das autoridades líbias. A 444.ª Brigada, uma formação militar afiliada ao Governo de Unidade Nacional, veio de imediato negar qualquer envolvimento no assassinato de Kadhafi.Saif al-Islam Kadhafi era o segundo filho de Khadafi e uma das mais influentes figuras do regime de Kadhafi, que governou a Líbia desde 1969 até que foi morto em 2011.
Recentemente, ensaiava um regresso à política. Saif al-Islam Kadhafi estava, nos últimos meses, a começar a preparar uma “proposta de reconciliação”, disse uma fonte próxima à CNN.
Era visto como potencialmente mais progressista do que o seu pai, que dirigiu o país com mão de ferro. Mas em 21 de fevereiro de 2011, enquanto os protestos se espalhavam pela Líbia, Saif al-Islam Kadhafi alertou na televisão para a possibilidade de guerra civil, caos e pobreza caso a revolta continuasse. O discurso marcou uma rotura decisiva com sua imagem reformista e alinhou-o publicamente com a violenta repressão do regime contra os manifestantes.
Em junho de 2011, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de detenção para Kadhafi e para o seu filho por crimes contra a Humanidade, cometidos durante a repressão da revolta. Depois da queda do regime, Saif al-Islam esteve fugido vários meses até ser detido por uma milícia.
Ficou detido cerca de seis anos e chegou a ser condenado à morte à revelia por crimes contra os líbios. A milícia anunciou a sua libertação no âmbito de uma controversa lei de amnistia.
Em novembro de 2021, reapareceu no cenário político, como candidato à presidência, suscitando divisões. As eleições foram entretanto adiadas indefinidamente.
Desde a queda de Kadhafi, a Líbia dividiu-se em áreas controladas por várias milícias e atualmente tem dois governos rivais.