França investiga possível assassinato de Yasser Arafat

A morte de Yasser Arafat vai ser alvo de um inquérito judicial em França. Segundo a France Presse, a Procuradoria de Nanterre, a oeste de Paris, vai investigar a hipótese de assassinato do antigo líder da Autoridade Palestiniana, na sequência de uma ação movida pela viúva de Arafat. Souha Arafat apresentou uma queixa contra desconhecidos por assassinato no passado dia 31 de julho, após a emissão de um documentário que revelava a existência de uma “quantidade anormal de polónio” nos objetos pessoais do ex-líder palestiniano.

RTP /
Wikimedia Commons

A emissão do documentário pela cadeia televisiva Al-Jazzera fez adensar as suspeitas sobre as verdadeiras causas da morte de Arafat, a 11 de novembro de 2004. Depois de uma análise aos objetos de Yasser Arafat, incluindo roupas, o Instituto Radiológico de Lausana, na Suíça, concluiu que continham vestígios de polónio, uma susbstância radioativa e altamente tóxica. Na passada sexta-feira, o Instituto suiço anunciou a realização de exames aos restos mortais de Arafat, após ter recebido a autorização da sua viúva.

Os advogados de Souha Arafat e da sua filha, Zahwa, explicaram à agência francesa que “este ato de inquérito deverá ser encomendado em colaboração com o tribunal francês de investigação, devidamente informado, que deve designar um magistrado para conduzir as investigações necessárias”.

Yasser Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 no hospital militar francês Percy de Clamart, perto de Paris, onde esteve hospitalizado durante 13 dias. As causas médicas da morte do antigo líder da Autoridade Palestiniana nunca foram reveladas, sendo que vários responsáveis palestinianos sempre manifestaram publicamente as suspeitas de que Arafat terá sido vítima de envenenamento, devido à rápida degradação do seu estado de saúde.

O polónio foi a substância utilizada, em novembro de 2006, para envenenar, Alexander Litvinenko, um ex-espião russo que se tornara adversário do presidente russo, Vladimir Putin.
Tópicos
PUB