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França. Suspeito detido após incêndio na câmara municipal de Limoges
Um homem ligado a um movimento de extrema-esquerda foi detido em França por suspeitas de ligação ao incêndio que destruiu parte do edifício da câmara municipal de Limoges, durantes os protestos de sábado.
A subdireção antiterrorista foi acionada para investigar o incêndio, que começou durante a onda de protestos em França contra o aumento do custo de vida.
O homem detido, de 34 anos, é conhecido pela sua ligação a grupos de extrema-esquerda e por episódios de violência contra agentes da autoridade pública. O homem consta também da chamada “Fiche S”, uma lista de indivíduos considerados uma ameaça à segurança do Estado, segundo revelou uma fonte próxima do caso à AFP.
O suspeito — apontado como o responsável pelo incêndio no edifício do século XIX — foi detido nas imediações de Limoges, informou o Ministério Público.
No sábado, a mobilização contra o elevado custo de vida resultou em graves distúrbios em várias cidades francesas, incluindo Limoges.
A parte antiga da câmara municipal de Limoges, inaugurada em 1883, ficou com o seu interior "quase 100% destruído", segundo as autoridades. O telhado e a torre ruíram e apenas a parte moderna, situada na parte posterior do edifício, foi preservada pelos bombeiros.
O Governo está sob fortes críticas após os episódios de violência e pilhagens — os mais graves dos últimos anos — ocorridos à margem de manifestações em massa no sábado.
As autoridades francesas avaliaram, esta terça-feira, que os recolheres obrigatórios em vigor em várias cidades seriam mantidos "onde a situação o exigir" por uma segunda noite.
Em Marselha, a segunda maior cidade do país, foi anunciado um recolher obrigatório para menores a partir das 22h00 desta terça-feira, pelo menos até sexta-feira.