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François Villeroy de Galhau deixa Banco de França em junho

François Villeroy de Galhau deixa Banco de França em junho

O governador do Banco de França, François Villeroy de Galhau, anunciou esta segunda-feira, que vai abandonar o cargo no início de junho, apesar de o seu mandato apenas terminar no final de 2027.

RTP /

A decisão, segundo o atual governador, foi tomada “com total independência pessoal” e já foi comunicada ao Presidente francês, Emmanuel Macron, ao Governo e à presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, avançou a agência Lusa.

Em comunicado divulgado pelo banco central francês, Villeroy de Galhau sublinhou o peso simbólico da sua passagem pela instituição. “Os meus quase onze anos à frente do Banco de França e ao serviço do euro são e continuarão a ser uma honra na minha carreira pública”.

A saída foi anunciada através de uma carta dirigida aos funcionários- consultada pela agência France Press (AFP) e citada pela Lusa- em que Villeroy de Galhau garantiu que a sua saída será feita de forma organizada, assegurando que “o prazo até ao início de junho é suficiente para organizar tranquilamente a minha sucessão”.

Antigo banqueiro do BNP Paribas, François Villeroy de Galhau assumiu a liderança do Banco de França em novembro de 2015, tendo sido reconduzido para um segundo mandato em 2021.

Natural de Estrasburgo, no leste de França, o atual governador prepara-se agora para iniciar uma nova etapa no setor social que com consiste em “liderar uma fundação católica que apoia jovens e famílias vulneráveis”, segundo a Reuters.
Após deixar o banco central, Villeroy de Galhau passará a presidir à Fundação Apprentis d’Auteuil, uma instituição dedicada à proteção infantil, sucedendo a Jean-Marc Sauvé.
A nova função, afirmou, “permitir-me-á continuar a servir o interesse geral”, reforçando o carácter público do seu percurso profissional.

Villeroy deveria deixar o cargo em outubro de 2027. A sua saída antecipada permite que o presidente francês Emmanuel Macron, nomeie um substituto antes da próxima eleição presidencial, na primavera de 2027- uma disputa que, segundo a Reuters, pode ser vencida por Marine Le Pen ou Jordan Bardella.
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