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Friedrich Merz eleito à segunda novo chanceler da Alemanha
A Alemanha tem um novo chanceler. Friedrich Merz foi esta terça-feira eleito à segunda votação depois uma primeira tentativa falhada durante a manhã. Entretanto, o presidente Frank-Walter Steinmeier já confirmou os resultados da votação e procedeu à nomeação oficial de Merz como chanceler.
Pela primeira vez na história da Alemanha, foi necessária uma segunda ronda de votações no Parlamento para que o líder do Partido Democrata Cristão (CDU) se tornasse finalmente chefe de Governo.
A eleição de Merz como novo chanceler aconteceu à segunda votação depois de os deputados terem rejeitado o seu nome numa primeira votação ao final da manhã, resultado que foi recebido com alguma surpresa, dado a maioria da coligação no Bundestag.
Friedrich Merz falhava a eleição para chanceler 24 horas depois do acordo com outros partidos. À segunda, o líder da CDU acabou por assegurar os votos necessários (mínimo de 316).
A votação derradeira foi no entanto precedida de reuniões à porta fechada durante as quais os grupos parlamentares decidiram avançar com uma segunda volta. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, já nomeou oficialmente Friedrich Merz como chanceler.
O líder da dos democratas-cristãos vai tomar posse como décimo chanceler no pós-Segunda Guerra Mundial. Uma eleição permitida pelo acordo de coligação com os social-democratas do SPD.
"Chanceler enfraquecido"
Era esperado que a eleição desta manhã por voto secreto fosse apenas uma mera formalidade para a eleição de Friedrich Merz, uma vez que o acordo de coligação maioritária com os sociais-democratas do chanceler cessante Olaf Scholz dava assentos suficientes no Parlamento para tal. No entanto, o líder conservador ficou seis votos aquém da maioria necessária para ser eleito chanceler, obrigando-o a tentar uma segunda ronda.
O momento está a ser visto como um embaraço, dado que nunca na história alemã do pós-guerra um candidato a chanceler sofreu tal destino. No sistema parlamentar alemão, o chefe do Governo é eleito pelos membros do Parlamento.
A CDU ganhou as eleições alemãs em fevereiro passado sem maioria e nas últimas semanas, Friedrich Merz negociou um entendimento com mais dois partidos: o Partido Social-Democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU). Dentro do SPD e da CDU havia muitas reservas sobre o entendimento que foi alcançado na segunda-feira, o que acabou por se traduzir na votação dos deputados na manhã desta terça-feira.
O momento está a ser visto como um embaraço, dado que nunca na história alemã do pós-guerra um candidato a chanceler sofreu tal destino. No sistema parlamentar alemão, o chefe do Governo é eleito pelos membros do Parlamento.
A CDU ganhou as eleições alemãs em fevereiro passado sem maioria e nas últimas semanas, Friedrich Merz negociou um entendimento com mais dois partidos: o Partido Social-Democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU). Dentro do SPD e da CDU havia muitas reservas sobre o entendimento que foi alcançado na segunda-feira, o que acabou por se traduzir na votação dos deputados na manhã desta terça-feira.
"Merz é agora visto como um chanceler enfraquecido, sem uma aliança estável, e o seu índice de popularidade já não é bom", diz o Der Spiegel.
Este revés ilustra a fragilidade do líder democrata-cristão e da coligação com que pretende governar a maior economia da Europa, num mundo em plena turbulência geopolítica e sob pressão tanto da administração Trump como, internamente, de uma extrema-direita em ascensão.
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha, que ficou em segundo lugar nas eleições de fevereiro com 20,8% dos votos, aproveitou o fracasso inicial de Merz e pediu novas eleições.
c/agências