Mundo
Inteligência artificial. Cimeira na Índia balança entre regulação e acesso universal
“Não estou a sugerir que não precisamos de regulação ou de proteções. Precisamos delas urgentemente, como para qualquer outra tecnologia com tamanho poder”, admitiu Sam Altman, número um da OpenAI.
Uma cimeira tecnológica em Nova Deli ofereceu esta quinta-feira uma plataforma ao primeiro-ministro indiano, ao secretário-geral das Nações Unidas e ao patrão da OpenIA para um rol de apelos, em simultâneo, à universalização da inteligência artificial e à sua regulação. Sam Altman, fundador do ChatGPT, considerou urgente o estabelecimento de “proteções”.
“Não estou a sugerir que não precisamos de regulação ou de proteções. Precisamos delas urgentemente, como para qualquer outra tecnologia com tamanho poder”, propugnou o empresário norte-americano.
Altman estimou mesmo que a comunidade internacional poderá ver-se forçada a constituir um órgão regulatório global nos moldes da Agência Internacional de Energia Atómica.
“A democratização da IA é a melhor forma de garantir a prosperidade da humanidade”, temperou o diretor-geral da OpenIA, para advertir que “a centralização desta tecnologia nas mãos de uma única empresa ou de um único país” pode degenerar em “ruína”.A capital indiana recebe esta semana a quarta edição da Cimeira de Impacto da IA, sob os auspícios do primeiro-ministro Narendra Modi. O evento junta dirigentes políticos, empresários e especialistas do sector.
Ainda segundo o patrão da OpenIA, para quem está em marcha uma verdadeira revolução do mercado de trabalho, “os próximos anos serão um teste para o mundo, à medida que esta tecnologia avança a um ritmo acelerado”.
“Podemos escolher dar mais poder às pessoas ou concentrar esse poder”, sustentou.
Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, estimou que “a inteligência artificial deve pertencer a todo o mundo”, ao invés de ficar entregue “aos caprichos de alguns multimilionários”. E na mesma linha o anfitrião da cimeira, Narendra Modi, apelou a que a tecnologia seja “acessível e inclusiva”.
Alinhando pela nota dominante da regulação, o presidente francês, Emmanuel Macron, tratou de descrever a Europa como “um espaço seguro” e “determinado a continuar a definir as regras do jogo e fazê-lo com aliados como a Índia”.
“Substituir os humanos”?
Ouvido pela agência France-Presse, Stuart Russell, cientista britânico de computação, sublinhou que estão em causa “sistemas capazes de imitar o humano”. Pelo que “a aplicação natural deste tipo de sistemas será substituir os humanos”.
Os detratores da inteligência artificial temem impactos de monta não só nos mercados de trabalho, mas igualmente no ambiente, na arte, na educação e na informação.Era aguardada uma intervenção de Bill Gates em Nova Deli, mas o cofundador da Microsoft, enredado no escândalo dos ficheiros do processo de Jeffrey Epstein, acabou por optar pelo silêncio, “após uma reflexão”.
A AFP escreve que os gigantes internacionais da tecnologia têm capitalizado a cimeira indiana para potenciar investimentos em infraestruturas naquele país, que já se perfila como quarta economia mundial.
A OpenIA e a Tata Consultancy Services anunciaram, por exemplo, o desenvolvimento de um centro de dados na Índia. E o grupo indiano Reliance prometeu aplicar 110 mil milhões dólares, até 2033, em inteligência artificial e outros projetos informáticos.
Já a Nvidia, maior fabricante mundial de chips para a inteligência artificial, selou uma parceria com a L&T, de Bombaim, para erguer “a maior fábrica de IA da Índia”. Outro colosso da tecnologia, a Google, prepara-se para construir novos cabos submarinos a partir da Índia.
c/ agências
“Não estou a sugerir que não precisamos de regulação ou de proteções. Precisamos delas urgentemente, como para qualquer outra tecnologia com tamanho poder”, propugnou o empresário norte-americano.
Altman estimou mesmo que a comunidade internacional poderá ver-se forçada a constituir um órgão regulatório global nos moldes da Agência Internacional de Energia Atómica.
“A democratização da IA é a melhor forma de garantir a prosperidade da humanidade”, temperou o diretor-geral da OpenIA, para advertir que “a centralização desta tecnologia nas mãos de uma única empresa ou de um único país” pode degenerar em “ruína”.A capital indiana recebe esta semana a quarta edição da Cimeira de Impacto da IA, sob os auspícios do primeiro-ministro Narendra Modi. O evento junta dirigentes políticos, empresários e especialistas do sector.
Ainda segundo o patrão da OpenIA, para quem está em marcha uma verdadeira revolução do mercado de trabalho, “os próximos anos serão um teste para o mundo, à medida que esta tecnologia avança a um ritmo acelerado”.
“Podemos escolher dar mais poder às pessoas ou concentrar esse poder”, sustentou.
Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, estimou que “a inteligência artificial deve pertencer a todo o mundo”, ao invés de ficar entregue “aos caprichos de alguns multimilionários”. E na mesma linha o anfitrião da cimeira, Narendra Modi, apelou a que a tecnologia seja “acessível e inclusiva”.
Alinhando pela nota dominante da regulação, o presidente francês, Emmanuel Macron, tratou de descrever a Europa como “um espaço seguro” e “determinado a continuar a definir as regras do jogo e fazê-lo com aliados como a Índia”.
“Substituir os humanos”?
Ouvido pela agência France-Presse, Stuart Russell, cientista britânico de computação, sublinhou que estão em causa “sistemas capazes de imitar o humano”. Pelo que “a aplicação natural deste tipo de sistemas será substituir os humanos”.
Os detratores da inteligência artificial temem impactos de monta não só nos mercados de trabalho, mas igualmente no ambiente, na arte, na educação e na informação.Era aguardada uma intervenção de Bill Gates em Nova Deli, mas o cofundador da Microsoft, enredado no escândalo dos ficheiros do processo de Jeffrey Epstein, acabou por optar pelo silêncio, “após uma reflexão”.
A AFP escreve que os gigantes internacionais da tecnologia têm capitalizado a cimeira indiana para potenciar investimentos em infraestruturas naquele país, que já se perfila como quarta economia mundial.
A OpenIA e a Tata Consultancy Services anunciaram, por exemplo, o desenvolvimento de um centro de dados na Índia. E o grupo indiano Reliance prometeu aplicar 110 mil milhões dólares, até 2033, em inteligência artificial e outros projetos informáticos.
Já a Nvidia, maior fabricante mundial de chips para a inteligência artificial, selou uma parceria com a L&T, de Bombaim, para erguer “a maior fábrica de IA da Índia”. Outro colosso da tecnologia, a Google, prepara-se para construir novos cabos submarinos a partir da Índia.
c/ agências