Gasoduto Nord Stream 1 retoma abastecimentos para a Europa

O gasoduto Nord Stream 1, que abastece a Alemanha e a Europa com gás russo, foi esta quinta-feira reativado, ao cabo de dez dias de manutenção, confirmou a empresa responsável pelo funcionamento da estrutura. O fluxo deverá aumentar gradualmente ao longo do dia, mas ficará ainda distante da capacidade total.

RTP /
Reuters

Segundo a Nord Stream AG, citada pela agência alemã DPA, o fluxo de gás foi retomado esta manhã, mas o aumento do volume levará algum tempo.

Berlim havia acusado Moscovo de fazer do estado de uma turbina do Nord Stream 1, submetida a reparações no Canadá, um "pretexto" para cortar o abastecimento. E a União Europeia acusou mesmo o Kremlin de usar o gás "como arma".

Às primeiras horas da manhã, dados reportados pela russa de Gazprom à Gascade, operadora da rede alemã de gás natural, indicavam que o gasoduto deveria entregar 530 GWh ao longo do dia de quinta-feira.

No Twitter, o chefe da Agência Federal de Redes da Alemanha, Klaus Müller, escreveu entretanto que "os fluxos reais" do gasoduto "estão acima da indicação e hoje podem atingir o nível de pré-manutenção de aproximadamente 40 por cento de utilização (aproximadamente 700 GWh/d)".


"Infelizmente, a incerteza política e o corte de 60 por cento a partir de meados de junho permanecem", acrescentou este responsável. 

Apontando como motivo a falta da turbina, a Gazprom tinha reduzido, em junho, os fornecimentos do Nord Stream 1 para 40 por cento da capacidade total.Na quarta-feira, o presidente russo deixara ainda mais em dúvida o futuro imediato das remessas de gás a países europeus. Vladimir Putin acusou o Canadá de atrasar o envio da turbina alvo de reparações com o intuito de promover as próprias vendas de gás.

"Os motivos [do Canadá] estão relacionados com os seus esforços para entrar no mercado europeu, porque quer desenvolver a sua própria produção de gás no país. É isso mesmo", acusou Putin.

Olhando ao próximo inverno, os Estados-membros da União Europeia estão a procurar diversificar os seus fornecedores de gás, voltando-se, designadamente, para Estados Unidos, Qatar e Azerbaijão, entre outros países.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia propôs uma redução do consumo de gás na União em 15 por cento até à primavera. E não excluiu partir para uma redução obrigatória da procura.

c/ agências
PUB