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Ghislaine Maxwell recusa responder às perguntas do Congresso dos EUA sobre o caso Epstein
A antiga companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein deverá comparecer esta segunda-feira perante uma comissão do Congresso dos EUA para testemunhar sobre o caso do criminoso sexual, mas o seu advogado já avançou que esta vai invocar o direito ao silêncio contra a auto-incriminação.
Ghislaine Maxwell recebeu no mês passado uma intimação da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA no contexto da investigação parlamentar sobre a rede de abusos sexuais e possíveis cúmplices ligados ao caso.
A mulher, hoje com 64 anos, foi condenada em 2021 por crimes de tráfico sexual, relacionados com o recrutamento e a facilitação de abusos sexuais de jovens pelo antigo companheiro, Jeffrey Epstein.
Maxwell cumpre uma pena de 20 anos na prisão do Texas, a partir de onde deverá comparecer virtualmente esta segunda-feira para prestar o seu depoimento à porta fechada, numa atitude que se espera muito pouco interventiva.
O seu advogado, David Oscar Markus, confirmou no domingo que Maxwell “vai invocar a Quinta Emenda” da Constituição dos Estados Unidos, referindo-se ao direito da arguida em permanecer em silêncio contra a autoincriminação.
No arranque do seu interrogatório, Ghislaine Maxwell vai ler apenas “uma declaração preparada” para a Comissão do Congresso norte-americano, segundo avança o deputado democrata Ro Khanna.
Numa carta dirigida ao presidente da Comissão de Supervisão, James Comer, citada pelo canal britânico BBC, Ro Khanna declarou a sua intenção em questionar Maxwell sobre um documento judicial apresentado pela cúmplice de Epstein no ano passado.
No seu texto, Maxwell revelava ter conhecimento de 25 nomes associados à rede de tráfico sexual do antigo companheiro e que não se encontravam indiciados na investigação do caso, além de confirmar “quatro co-conspiradores identificados”.
A “relação social” de Maxwell e de Epstein com Donald Trump é igualmente do interesse do deputado democrata.
Nos últimos meses, Ghislaine Maxwell tem procurado junto de vários tribunais federais “anular, suspender ou corrijar” a sua condenação. Todas as suas tentativas de sair em liberdade falharam até ao momento, apesar de, em outubro do último ano, o presidente norte-americano ter deixado em aberto a possibilidade de conceder o seu perdão à ex-companheira de Epstein.
O possível perdão de Trump também deverá surgir entre as questões do Congresso dos EUA, que pretende perceber se o tema alguma vez foi discutido entre a Casa Branca e a equipa de defesa de Maxwell.
Donald Trump manteve uma relação de amizade durante décadas com o magnata norte-americano, acusado de abuso sexual de menores, mas nega qualquer envolvimento com os crimes de Epstein, com quem reitera ter cortado ligações muito antes deste ser investigado pelos tribunais norte-americanos.
Incluindo, nos últimos dias, a renúncia de Tim Allan do seu cargo como diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a demissão de Mona Juul, que desempenhou um papel central nos Acordos de Oslo, do cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque.
A mulher, hoje com 64 anos, foi condenada em 2021 por crimes de tráfico sexual, relacionados com o recrutamento e a facilitação de abusos sexuais de jovens pelo antigo companheiro, Jeffrey Epstein.
Maxwell cumpre uma pena de 20 anos na prisão do Texas, a partir de onde deverá comparecer virtualmente esta segunda-feira para prestar o seu depoimento à porta fechada, numa atitude que se espera muito pouco interventiva.
O seu advogado, David Oscar Markus, confirmou no domingo que Maxwell “vai invocar a Quinta Emenda” da Constituição dos Estados Unidos, referindo-se ao direito da arguida em permanecer em silêncio contra a autoincriminação.
No arranque do seu interrogatório, Ghislaine Maxwell vai ler apenas “uma declaração preparada” para a Comissão do Congresso norte-americano, segundo avança o deputado democrata Ro Khanna.
Numa carta dirigida ao presidente da Comissão de Supervisão, James Comer, citada pelo canal britânico BBC, Ro Khanna declarou a sua intenção em questionar Maxwell sobre um documento judicial apresentado pela cúmplice de Epstein no ano passado.
No seu texto, Maxwell revelava ter conhecimento de 25 nomes associados à rede de tráfico sexual do antigo companheiro e que não se encontravam indiciados na investigação do caso, além de confirmar “quatro co-conspiradores identificados”.
A “relação social” de Maxwell e de Epstein com Donald Trump é igualmente do interesse do deputado democrata.
Nos últimos meses, Ghislaine Maxwell tem procurado junto de vários tribunais federais “anular, suspender ou corrijar” a sua condenação. Todas as suas tentativas de sair em liberdade falharam até ao momento, apesar de, em outubro do último ano, o presidente norte-americano ter deixado em aberto a possibilidade de conceder o seu perdão à ex-companheira de Epstein.
O possível perdão de Trump também deverá surgir entre as questões do Congresso dos EUA, que pretende perceber se o tema alguma vez foi discutido entre a Casa Branca e a equipa de defesa de Maxwell.
Donald Trump manteve uma relação de amizade durante décadas com o magnata norte-americano, acusado de abuso sexual de menores, mas nega qualquer envolvimento com os crimes de Epstein, com quem reitera ter cortado ligações muito antes deste ser investigado pelos tribunais norte-americanos.
No final de janeiro foi divulgado um novo lote de documentos relativos ao caso de Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019. O espólio de cerca de três milhões de arquivos, e que constitui a mais extensa divulgação de ficheiros pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelou ligações entre o abusador sexual e várias figuras da comunidade internacional, levando às demissões de alguns deles.
Incluindo, nos últimos dias, a renúncia de Tim Allan do seu cargo como diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a demissão de Mona Juul, que desempenhou um papel central nos Acordos de Oslo, do cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque.